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R ELIABILITET

In document Fra EDB til IKT og det digitale. (sider 67-72)

A biodisponibilidade refere-se à quantidade de determinada droga encontrada no sangue, após sua absorção no local onde foi administrada. Os valores de concentração no sangue de um fármaco administrado por via oral, quando comparados com os valores do mesmo fármaco administrado por via intravenosa, dão-nos o parâmetro conhecido como biodisponibilidade absoluta. Quando à comparação é feita com outro fármaco, chamado de referência, administrado pela mesma via, chamamos de biodisponibilidade relativa. Diversos fatores relacionados com o fármaco em teste – meia-vida, indução enzimática, sinergismo – ou com o paciente – idade, sexo, jejum, uso de outros medicamentos – podem causar importantes alterações na biodisponibilidade (ATKINSON et al., 2001;

FINK, 1998; FDA, 1985; FDAa, 1988; FDAb, 1988; FDA, 1993; GOODMAN; GILMAN, 2007; PAGE et al., 2002).

Dois medicamentos são considerados equivalentes farmacêuticos quando possuem os mesmos integrantes ativos e são idênticos quanto à formulação e a via de administração. Para que possam ser considerados bioequivalentes devem

apresentar taxa e extensão de absorção do princípio ativo, bem como a excreção, dentro dos limites aceitos por estatística adequada. Para tanto, os seguintes parâmetros farmacocinéticos devem ser levados em consideração (ANVISA, 2001; ATKINSON et al., 2001; FINK, 1998; FDA, 1985; FDAa, 1988; FDAb, 1988; FDA,

1993; GOODMAN; GILMAN, 2007; PAGE et al., 2002):

Cmax – Pico de concentração do fármaco no sangue, referindo-se ao valor máximo atingido pelo fármaco após sua administração.

Tmax – Tempo no qual ocorre o pico de concentração do fármaco no sangue após sua administração.

AUC – Área sob a curva de concentração numa unidade de tempo. Enquanto Cmax e Tmax são obtidos apenas montando-se o gráfico das dosagens do fármaco, a AUC pode ser determinada utilizando-se a regra da soma dos trapézios.

Segundo a resolução da ANVISA, RDC Nº 10, de 02 de janeiro de 2001, que estabelece os critérios para provas de bioequivalência de medicamentos genéricos, estas deverão contemplar três etapas: clínica, analítica e estatística (ANVISA, 2001).

4.1 Etapa Clínica

Os medicamentos a serem submetidos ao estudo de biodisponibilidade deverão, inicialmente, ser analisados segundo sua monografia inscrita na Farmacopéia Brasileira e, na falta desta, em outros códigos autorizados pela legislação vigente. O estudo de biodisponibilidade é realizado, geralmente, por meio da qualificação do fármaco ou do metabólito ativo na circulação (freqüentemente em plasma ou soro), ou através de sua quantificação na urina, quando justificado (ANVISA, 2001; ATKINSON et al., 2001; FINK, 1998; FDA, 1985; FDAa, 1988;

O estudo de biodisponibilidade é do tipo aberto, aleatório, cruzado. Os voluntários recebem os medicamentos teste e referência (medicamento administrado por via intravenosa ou, quando não for indicada, uma solução oral do fármaco) em ocasiões separadas (períodos), em esquema de dose simples ou múltipla. O intervalo entre os períodos deve ser de, no mínimo, sete meias-vidas de eliminação do fármaco, ou do metabólito, quando o mesmo for ativo (ANVISA, 2001; ATKINSON et al., 2001; FINK, 1998; FDA, 1985; FDAa, 1988; FDAb, 1988; FDA,

1993).

O cronograma de coleta das amostras deve contemplar um tempo igual ou superior 3-5 vezes a meia-vida de eliminação do fármaco, ou do metabólito, quando o mesmo for ativo e o número mínimo de voluntários sadios deverá ser de 24, com idade entre 18 e 50 anos e capazes de fornecer seu consentimento livre e esclarecido. Os estudos podem ser conduzidos com voluntários do sexo masculino, feminino ou ambos, sendo que neste caso, o número de homens e mulheres deve ser o mesmo. A ANVISA pode exigir um número maior de voluntários para fármacos que apresentem grande variabilidade (ANVISA, 2001).

O peso dos voluntários deve estar em um limite de +/- 15% do peso considerado normal, levando-se em consideração a altura e estrutura física. Devem- se evitar indivíduos fumantes e com histórico de abuso de álcool ou drogas. Caso sejam incluídos fumantes, os mesmos devem estar identificados (ANVISA, 2001; ATKINSON et al., 2001; FINK, 1998; FDA, 1985; FDAa, 1988; FDAb, 1988; FDA,

1993).

O projeto de pesquisa, o protocolo experimental e o termo de consentimento livre e esclarecido devem ser submetidos a um Comitê de Ética em Pesquisa (CEP), credenciado no Comitê Nacional de Ética em Pesquisa (CONEP) do Conselho Nacional de Saúde/MS (ANVISA, 2001).

Os voluntários participantes dos estudos clínicos, que necessitem de confinamento, devem permanecer em local apropriado que atenda às Boas Práticas

Clínicas (BPC), sob a responsabilidade de um médico (ANVISA, 2001; ATKINSON

et al., 2001; FINK, 1998; FDA, 1985; FDAa, 1988; FDAb, 1988; FDA, 1993).

4.2 Etapa Analítica

Todas as etapas do estudo devem ser realizadas de acordo com as normas internacionais de Boas Práticas de Laboratório (BPL) e os métodos analíticos devem ser validados. O protocolo analítico deve conter os critérios para reanálise das amostras. Não mais do que 20% das amostras podem ser reanalisadas e a perda de amostras em qualquer etapa do processo analítico deve ser justificada (CAUSON, 1997).

A análise das amostras pode ser efetuada nas seguintes condições: sem réplica, em duplicata ou triplicata. Para análise de amostras em duplicata, deve-se utilizar o valor médio, e para triplicata, a média dos dois valores mais próximos (ANVISA, 2001).

A determinação da adequabilidade e confiabilidade de um método analítico para a realização de um estudo de bioequivalência é realizada através da averiguação de sua sensibilidade, especificidade, linearidade, exatidão, precisão e reprodutibilidade, levando-se ainda em conta a estabilidade dos compostos que estejam sendo empregados (ANVISA, 2001; ATKINSON et al., 2001; FINK, 1998;

FDA, 1985; FDAa, 1988; FDAb, 1988; FDA, 1993).

O quadro 3 apresenta os parâmetros utilizados para a validação do método desenvolvido (CHASIN et al., 1994).

Quadro 3 – Parâmetros utilizados na validação do método.

Parâmetro Definição Unidade

Recuperação Eficiência do processo de extração %

Linearidade Faixa de concentração plasmática com relação linear entre concentração e resposta

ng/mL ou ug/mL Repetibilidade Precisão intra-ensaio: variação dos resultados em

análises realizadas no mesmo dia.

Precisão interensaio: variação dos resultados em análises realizadas em dias consecutivos.

CV%

Exatidão Avalia a variação entre o valor real e o valor obtido experimentalmente

%

LQ Limite de quantificação: menor concentração do fármaco quantificado com erro inferior a 20%

ng/mL ou ug/mL

Seletividade Interferentes endógenos min

* C.V. = coeficiente de variação.

4.3 Etapa Estatística e Farmacocinética

Os parâmetros farmacocinéticos são obtidos das curvas de concentração sanguínea do fármaco versus tempo e analisados, estatisticamente, para determinação da biodisponibilidade. Os seguintes parâmetros farmacocinéticos devem ser determinados (ANVISA, 2001; ATKINSON et al., 2001; FINK, 1998; FDA,

1985; FDAa, 1988; FDAb, 1988; FDA, 1993):

- Área sob a curva de concentração sanguínea versus tempo, calculada pelo método dos trapezóides, do tempo zero ao tempo t (AUC0-t), onde t é o tempo

relativo à última concentração determinada experimentalmente.

- Área sob a curva de concentração sanguínea versus tempo, calculada do tempo zero ao tempo infinito (AUC0-inf), onde AUC0-inf = AUC0-t + Ct/Ke, onde Ct é

a última concentração do fármaco determinada experimentalmente e Ke é a constante de eliminação da fase terminal. A AUC0-t deve ser igual ou superior a 80%

da AUC0-inf.

- O pico de concentração máxima (Cmax) do fármaco e/ou metabólito e o

tempo de atingir este pico (Tmax) devem ser obtidos diretamente sem interpolação

- A depuração (D), o volume aparente de distribuição (Vd) e a meia-vida de eliminação (t1/2) do fármaco e/ou metabólito também devem ser determinados,

embora não haja necessidade de tratamento estatístico.

- A biodisponibilidade absoluta (F) do medicamento deve ser determinada e correspondente à fração da dose administrada do fármaco efetivamente absorvida.

In document Fra EDB til IKT og det digitale. (sider 67-72)