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R&D personnel by county and region

5 Regional comparisons of R&D and innovation

1.2 International development in scientific

5.1.2 R&D personnel by county and region

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Inicialmente denominado Divisão de Serviço Social Médico, o Serviço Social do Hospital Universitário da USP-SP compõe a equipe multiprofissional da instituição desde sua inauguração, ocorrida em agosto de 1981.

Na ocasião, a equipe do Serviço Social Médico era constituída por três assistentes sociais e dois Técnicos para Assuntos Administrativos – TAA’s -, que desenvolviam suas atividades de segunda a sexta-feira, das 8 às 17 horas.

Do ponto de vista organizacional, a Divisão de Serviço Social Médico integrava a área de Serviços Técnicos Auxiliares, juntamente com o Serviço de Nutrição e Dietética e o Serviço de Arquivos Médicos e Estatísticos. A estrutura pode ser verificada no organograma abaixo:

Figura 3 - Organograma do Hospital Universitário em 1981

A Divisão de Serviço Social Médico tinha por objetivo “Integrar-se à

equipe multiprofissional propiciando um melhor atendimento da problemática médico- social do paciente, favorecendo assim, a dinamização dos leitos hospitalares; equacionar e propor soluções para intervenções nos problemas que impedem o pleno aproveitamento da assistência médica oferecida pelo Hospital Universitário” (HU- USP, 1981:02).

Verifica-se a presença da lógica médico-centrada, influenciando diretamente nos objetivos e nas ações do Serviço Social.

A Divisão de Serviço Social Médico era organizada em três seções, conforme ilustração abaixo:

Figura 4 - Organização da Divisão de Serviço Social Médico do HU-USP

(Fonte: HU-USP, 1981:06)

Dentre as funções definidas para a Divisão de Serviço Social Médico, destacam-se:

“- Triagem socioeconômica, através da prática de entrevista de plantão, para verificação das condições de vida dos indivíduos a serem admitidos para o tratamento no Hospital Universitário

e estabelecimento da possibilidade de pagamento de taxa para esse tratamento35;

- Tratamento médico social, pela prática do Serviço Social de Caso, com pacientes, familiares e colaterais, visando ao acompanhamento do tratamento hospitalar;

- Participação, através de trabalho de comunidade e saúde pública, em programas da equipe de saúde com a participação da comunidade e recursos do Hospital Universitário;

- Reabilitação, pela prática do Serviço Social junto aos pacientes em seguimento médico, e seus familiares, garantindo, desta forma, a continuidade do tratamento no Hospital Universitário ou em outros recursos da comunidade” (HU-USP, 1981:09).

Observa-se que o Serviço Social se organizava de acordo com a forma como a profissão concebia sua atuação à época: Serviço Social de caso, grupo e comunidade.

Se estas foram as funções estabelecidas para a Divisão de Serviço Social, centradas na atividade médica e na redução dos conflitos e tensões que se apresentassem durante a assistência médico-hospitalar, é importante que se saliente que o delineamento de uma profissão no interior de uma instituição não é auto-determinado. A existência da correlação de forças certamente influencia na forma como cada profissão vai se estabelecer. Tal análise pode ser evidenciada nas palavras de Iamamoto (2009:107):

“(...) o processo de trabalho em que se insere o assistente social não é por ele organizado e nem é exclusivamente um processo de trabalho do assistente social, ainda que nele participe de forma peculiar e com autonomia ética e técnica. Cuida-se de evitar uma superestimação artificial da profissão, como se os processo de trabalho nos quais se inscreve o profissional se moldassem em função do Serviço Social, conformando-se como processos de trabalho exclusivamente do assistente social. (...) É função do empregador organizar e atribuir unidade ao processo de trabalho na sua totalidade, articulando e distribuindo as múltiplas funções e especializações requeridas pela divisão social e técnica do trabalho entre o conjunto dos assalariados” (Grifos do autor).

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Na ocasião, o Serviço Social realizava a triagem sócio-econômica, mas, segundo a atual diretora do serviço que pertencia a equipe em 1981, a proposta de cobrança de alguma taxa para o atendimento nunca foi efetivada.

Outro aspecto curioso é a forma como o assistente social era identificado institucionalmente. Todos os profissionais tinham como uma das obrigatoriedades o uso de uniforme, que variava de acordo com a “categoria funcional”, conforme estabelecido pela instituição. Aos assistentes sociais era obrigatório o uso de avental cor-de-rosa,

meia comprida cor da pele, sapato fechado ou tipo “Chanel”. E a recomendação segue: os cabelos, quando longos, devem ser presos e as unhas aparadas36.

Essa normatização de apresentação institucional dos assistentes sociais só foi possível pelo fato de que, na equipe, desde o início do serviço até hoje, houve apenas profissionais do gênero feminino, traduzindo uma tendência da própria categoria. Esse perfil, não necessariamente “acidental” reflete, de um lado, a forma como a profissão era concebida e, de outro, a origem histórica da profissão.

“(...) Alguns traços, aparentemente dispersos, organizam o perfil social e histórico do assistente social. Trata- se de uma profissão atravessada por relações de gênero enquanto tem uma composição social predominantemente feminina. (...) Este recorte de gênero explica, em parte, os traços de subalternidade que a profissão carrega diante de outras de maior prestígio e reconhecimento social e acadêmico. Por outro lado, a recorrência a posturas e comportamentos messiânicos e voluntaristas tem a ver com a forte marca da tradição católica oriunda das origens da profissão. (...) O compromisso com valores humanistas, presente na cultura profissional, vem sendo, ao longo de sua história, depurado de um humanismo abstrato para um humanismo histórico-concreto (...) o que passa pela afirmação de valores de democracia, dos direitos humanos e de cidadania para todos”. (IAMAMOTO, 2009: 64-65)

Esse breve resgate histórico do Serviço Social do HU-USP foi aqui intencionalmente apresentado para registrar os primeiros passos dados pelos assistentes sociais, como também para subsidiar a leitura atual do serviço, num caminhar que é histórico, institucional, social, não só para o Serviço Social do hospital, mas para a categoria profissional como um todo. Dito de outra forma, retomar alguns aspectos da

história do Serviço Social no HU-USP é também revisitar a edificação da própria profissão, com seus avanços, lutas e conquistas.