5.2 Ground state solvers
5.2.1 QuantumGridSolver
A troca de jogos foi realizada, mas manteve-se a proposta para as aulas, assim, a primeira aula iniciou com a apresentação do jogo em versão grande para os alunos. O Cara a Cara se desenvolve em um tabuleiro que, para que todos os alunos pudessem ver sem dificuldade, foi fixado no quadro branco. Assim, para prosseguir com a aula, foi solicitado aos alunos que trouxessem suas cadeiras para frente, ao invés de se sentarem no chão. Esta aula ocorreu dia 17 de maio de 2016 e estavam presentes 11 alunos. Dentre os alunos, nenhum conhecia o jogo proposto e todos ficaram empolgados quando viram o material, além de ansiosos por sua vez de jogar.
Da mesma forma que as demais aulas, a turma foi dividida em duas equipes para jogar, permanecendo a divisão meninos e meninas para facilitar a identificação destas. Após apresentar aos alunos o jogo e suas regras, foi realizada a primeira partida. As regras do jogo foram apresentadas em partes. Inicialmente os alunos jogaram apenas com um tabuleiro, sendo que o original é realizado com um tabuleiro para cada jogador, e ao invés de os alunos fazerem perguntas, a pesquisadora apresentou as dicas para descobrirem o personagem. Na primeira partida foram apresentadas as dicas alternando as equipes, e a cada dica os alunos tinha oportunidade de descartar os personagens e dar um palpite. Neste primeiro momento os alunos não compreenderam que deveriam descartar os personagens sempre que era dada uma dica, e, ao invés de proceder desta forma, e davam palpites aleatórios antes do descarte. O jogo foi repetido selecionando um personagem para cada equipe e pedindo que os alunos não dessem mais os palpites, apenas descartassem, e venceriam quando deixasse apenas uma opção de personagem.
O jogo foi repetido novamente, porém desta vez já solicitando que os alunos fizessem as perguntas. Antes de iniciar o jogo, a pesquisadora elaborou com o auxílio dos alunos uma lista de questões que podiam ser feitas. A pesquisadora iniciou a lista sugerindo as questões “é menino?”, “é menina?” e “tem o cabelo amarelo?”. Os alunos puderam então propor suas questões. A aluna Rafaela sugeriu a questão “tem cabelo marrom?”, o aluno Diego propôs “tem sapato preto?”, a aluna Sandra indicou “usa chapéu?” e o aluno Marcelo colocou a questão “tem asa?”.
Apesar da lista de questões, durante o jogo os alunos permaneciam com os palpites, de modo que na partida seguinte sempre que um aluno sugeria um personagem a pesquisadora
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solicitava que trocasse a sugestão por uma pergunta. Desta forma, mesmo que com dificuldade, os alunos passaram a utilizar as questões, mas ainda não tinham autonomia para criar outras.
A segunda aula, ministrada para 13 alunos no dia 19 de maio de 2016, foi iniciada novamente com todos os alunos sentados em cadeiras. Nesta aula houve problema com a filmagem, a câmera parou de filmar sozinha, sendo registrado apenas 3 minutos e 24 segundos da aula.
Para iniciar o jogo, foi instituída uma nova regra ao jogo, os alunos não podiam dizer os nomes dos personagens durante as perguntas. Desta forma os alunos eram estimulados a criar e utilizar as perguntas. Inicialmente os alunos utilizavam as perguntas já estabelecidas, que foram relembradas no início da aula, mas eventualmente apareceram perguntas diferentes. A crianças propunham perguntas se baseando em um personagem específico, por exemplo, ao invés de perguntar “é o palhaço?”, os alunos questionavam “tem nariz vermelho?”. Nesta aula ainda não foi introduzido o jogo em duplas, pois os alunos ainda necessitavam de intervenção para desenvolver o jogo.
Na aula seguinte, ainda com os alunos sentados nas cadeiras, retomamos as regras e as perguntas e iniciamos o jogo. Esta aula ocorreu dia 24 de maio de 2016 e estavam presentes 12 alunos. A primeira partida ocorreu com a pesquisadora escolhendo o personagem e com a turma dividida em duas equipes e, mesmo relembrando as perguntas os alunos voltavam a sugerir personagens específicos. Quando isso ocorria a pesquisadora solicitava que fizesse outra pergunta e relembrava da regra de não dizer os nomes dos personagens. O primeiro jogo ficou entre o anjo e a fada. O aluno Matias perguntou “tem cabelo escuro?” e a Rafaela “tem asas?”, perguntas que não excluíam nenhum dos personagens. Então o aluno Marcelo questionou “é menino?”, e encerrou o jogo, mas ainda utilizando as questões inicialmente propostas.
O jogo foi realizado mais uma vez, sendo que sobraram os personagens policial e bombeiro. A pesquisadora solicitou que os alunos observassem os personagens restantes e criassem uma pergunta para encerrar o jogo. Depois de algumas tentativas, o aluno Diego perguntou “é vermelho?”, vencendo o jogo com uma pergunta criada por ele.
Como os alunos estavam ansiosos para jogar em duplas, foram apresentadas e entregues as versões pequenas. Observando os jogos, foi possível perceber que os alunos
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buscavam fazer as perguntas propostas e criar novas, além de corrigir os colegas que falavam o nome dos personagens.
A quarta aula foi realizada dia 03 de maio de 2016 e haviam 13 alunos em sala. Esta foi iniciada, como as demais, com os alunos sentados nas cadeiras e com o jogo em tamanho grande, disputando meninos e meninas. Porém, a dinâmica foi modificada, sendo a aula dividida em dois momentos. No primeiro momento, a pesquisadora solicitou que os alunos escolhesses os personagens e desafiassem a equipe adversária. Foi selecionado um aluno de cada vez, alternando as equipes. Neste momento, os alunos conseguiram utilizar as questões e criar suas próprias, além de respeitar as jogadas da equipe adversária. Após 5 jogadas de cada equipe, e verificando o desenvolvimento dos alunos com relação ao jogo, a pesquisadora decidiu integrar uma nova regra ao jogo, propondo que os alunos jogassem com dois tabuleiros simultaneamente. Para tal, a pesquisadora chamou um aluno de cada equipe e pediu que se sentassem em uma mesa à frente da turma, orientando-os como proceder com os dois tabuleiros. Após três jogadas, os alunos foram liberados em duplas para jogar com dois tabuleiros, o que procedeu até o final da aula. Os alunos foram capazes de assimilar esta nova regra sem grandes dificuldades, conseguindo alternar as jogadas e realizar as perguntas. Apenas uma dupla, as alunas Mônica e Sandra, apresentaram dificuldade com a dinâmica e decidiram jogar como anteriormente, apenas com um tabuleiro, alternando as jogadas.
Com 13 alunos em sala foi ministrada a última aula, no dia 05 de maio de 2016. Nesta a pesquisadora iniciou como usualmente, com uma competição com toda a turma e, após 5 partidas, havia sido planejada a troca para os jogos em duplas. Porém, os alunos solicitaram que a partida continuasse entre equipes, o que foi atendido. Assim, na última aula com o Cara a Cara foi utilizado apenas a versão grande do jogo, competindo meninos contra meninas, sendo possível que cada aluno escolhesse um personagem e conduzisse a competição.