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Quantitative Research findings:

7. PRIMARY RESEARCH

7.2 RESEARCH FINDINGS

7.2.2 Quantitative Research findings:

Para essa condição predisponente, foram encontrados 13 artigos de pesquisa que abordavam a avaliação de, pelo menos, uma modalidade da percepção sensorial tátil. Foram identificados estudos de caso-controle e descritivos, significando evidências menos fortes. Na Tabela 3 são apresentados os artigos selecionados com as modalidades sensoriais táteis identificadas, faixa etária da população investigada e nível de evidência dos estudos.

Tabela 3 – Distribuição dos artigos sobre idade avançada de acordo com ano de publicação, autores, base de publicação, modalidade sensorial estudada, faixa etária da população investigada e nível de evidência dos estudos. Fortaleza, 2016.

Artigo Base de

dados Modalidade estudada

Faixa etária da população Nível de evidência Bretan; Pinheiro; Corrente, 2010

LILACS Toque leve (pressão) > 60 anos

6

Dinse et al., 2006

CINAHL Distinção de 2 pontos 20 a 86 anos

4 Franco;

Bohrer; Rodacki, 2012

LILACS Distinção de 2 pontos > 60 anos

4

Jain et al., 2008

CINAHL Toque leve (limiar de detecção tátil) 10 a 80 anos 6 Kaneko; Asai; Kanda, 2005

CINAHL Distinção de 2 pontos 20 a 79 anos

6 Komiyama et

al., 2012

SCOPUS Toque leve (limiar de detecção tátil), Dor e Pressão

21 a 66 anos

4 Leishear et

al., 2012

CINAHL Vibração e Toque leve 72 a 83 anos

6 Master;

Larue; Tremblay, 2010

PUBMED Discriminação espacial Jovens, adultos jovens, idosos >62 4 Pinto et al., 2014

CINAHL Distinção de 2 pontos 62 a 90 anos

4 Reuter et al.,

2014

PUBMED Vibração e Discriminação espacial

36 a 66 anos

6 Schumm et

al., 2009

CINAHL Distinção de 2 pontos Jovens e

idosos 6

Silva et al., 2014

CINAHL Temperatura, Toque leve e Vibração 41 a 75 anos 6 Voelcker- Rehage; Godde, 2010

CINAHL Vibração e Discriminação espacial

66 a 78 anos

6 FONTE: Elaborada pela autora.

No que se refere à base de dados, destacou-se a base CINAHL com 8 artigos. Em sua totalidade, os estudos selecionados buscavam identificar a influência da idade na percepção tátil. De forma que, a faixa etária em algumas pesquisas era composta por

jovens e idosos (DINSE et al., 2006; KANEKO; ASAI; KANDA, 2005; KOMIYAMA et al., 2012; REUTER et al., 2014; MASTER; LARUE; TREMBLAY, 2010; SCHUMM et al., 2009). Em um dos estudos (JAIN et al., 2008) até crianças foram investigadas.

Foi unânime a conclusão de que a idade interfere na percepção tátil. Na análise da relação da percepção tátil alterada com o gênero dos entrevistados, foi encontrada associação quando essa era correlacionada com a idade (JAIN et al., 2008). Assim, quanto mais idade, menor a capacidade de identificar e interpretar os estímulos táteis.

Foram investigadas seis modalidades sensoriais para essa condição predisponente, com maior destaque para as modalidades secundárias, as quais exigem maior esforço para interpretação. Foram elas: distinção de 2 pontos, identificada em 5 artigos e discriminação espacial investigada em 3 artigos.

Para investigar a primeira modalidade foram empregados equipamentos específicos, como um aparelho com pontas distanciadas em 3 mm (KANEKO; ASAI; KANDA, 2005) e o Touch-TestTM, que se configura como um disco com diversos pares de pontas distanciadas de 1 a 25 mm (FRANCO; BOHRER; RODACKI, 2012). Destaca-se que, a proposta de análise da modalidade tátil é a mesma: aplicar o estímulo na pele e solicitar que o indivíduo relate se identificou uma ou duas pontas e, os materiais empregados, garantem que as pontas sempre permanecerão com a mesma distância.

Quanto à distância recomendada entre as duas pontas, foram identificadas variação na análise do que seria normal ou alterado. Para Dinse et al. (2006), deve ser considerada a idade durante essa avaliação, assim, para jovens, os autores consideraram 2,5 mm como distância normal, para adultos com idade mediana, 4,0 mm e para idosos o normal seria perceber dois estímulos quando os mesmos se localizassem a 7,0 mm de distância. Outros autores (SCHUMM et al., 2009; PINTO et al., 2014) consideraram apenas uma referência de forma que os estímulos eram testados com uma distância de 12 mm, depois 8 mm e 4 mm, considerando-se alterados quando não se percebia a última distância.

A segunda modalidade, discriminação espacial, possui elementos parecidos com a anterior, pois pode ser investigada mediante o uso de dois estímulos para o paciente, o qual precisa identificar suas presenças. A diferença entre a avaliação das duas modalidades está no material empregado para fornecer o estímulo, uma vez que na discriminação espacial, foram usadas peças plásticas com oito cúpulas hemisféricas com

sulcos variando de 0,25 a 3,0 mm (REUTER et al., 2014; VOELCKER-REHAGE; GODDE, 2010) e letras (MASTER; LARUE; TREMBLAY, 2010).

A seguir, destacaram-se como modalidades mais investigadas o toque leve e a vibração, presentes em 5 artigos. Para identificar a percepção ao toque leve, todos os estudos empregaram os Monofilamentos de Semmes-Weinstein usados em conjunto (KOMIYAMA et al., 2012), ou somente o de 10 g (BRETAN; PINHEIRO; CORRENTE, 2010). A vibração foi investigada com o emprego de dispositivos eletrônicos, como o vibramater (SILVA et al., 2014), ou outro aparelho que emitisse ondas vibratórios (REUTER et al., 2014; VOELCKER-REHAGE; GODDE, 2010).

Outra modalidade encontrada foi a percepção de pressão; em um estudo essa era considerada sinônimo de sensibilidade cutânea (BRETAN; PINHEIRO; CORRENTE, 2010), mas também foi apontada como uma modalidade diferente (KOMIYAMA et al., 2012). Inclusive, nesse relatório de pesquisa foi utilizado um aparelho específico (pressure algometer) que executava uma força contra a pele do participante a fim de se identificar sua capacidade de percepção de pressão.

A capacidade de perceber dor foi investigada em um único estudo (KOMIYAMA et al., 2012), e o estímulo foi fornecido com um aparelho eletrônico e não com picada de agulha como é comum em outros estudos de percepção dessa capacidade. Outra modalidade investigada em somente um estudo (SILVA et al., 2014) foi a temperatura, analisada com instrumento próprio que esquenta e esfria a cada 1°C.

Quanto às regiões corporais de verificação dessas modalidades, ou seja, sítios onde os testes foram realizados, destacou-se a ponta dos dedos (DINSE et al., 2006; KANEKO; ASAI; KANDA, 2005; VOELCKER-REHAGE; GODDE, 2010; REUTER et al., 2014; MASTER; LARUE; TREMBLAY, 2010; SCHUMM et al., 2009; PINTO et al., 2014), especialmente do indicador dominante, para os testes de discriminação de dois pontos e de discriminação espacial.

Para as outras modalidades foram investigadas regiões como plantar dos pés (BRETAN; PINHEIRO; CORRENTE, 2010; FRANCO; BOHRER; RODACKI, 2012), mãos e pés (JAIN et al., 2008) e somente o hálux (LEISHEAR et al., 2012). Somente um estudo (SILVA et al., 2014) foi mais abrangente e avaliou regiões da face, mãos e pés.

Em síntese, as modalidades secundárias (discriminação espacial e de 2 pontos) se destacaram na avaliação da percepção tátil nessa condição predisponente, em detrimento das modalidades primárias (toque leve, vibração e temperatura). A

justificativa está na maior influência da idade sobre a capacidade de perceber essas modalidades quando comparadas com as primárias que sofrem uma menor quantidade de alterações.