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QUANTIFYING THE RELEASE OF BMP-2 FROM SCAFFOLDS

3. METHODOLOGICAL CONSIDERATIONS

3.4 QUANTIFYING THE RELEASE OF BMP-2 FROM SCAFFOLDS

Nesse estudo foram utilizados dois RO, obtidos na tese de Souza (2008) e adaptados de acordo com a realidade e especificidades desta pesquisa. O RO 1 (APÊNDICE F) foi utilizado para analisar o nível de participação dos estudantes com DF nas atividades, enquanto o RO 2 (APÊNDICE G) foi utilizado para observar o auxílio prestado pelos tutores aos estudantes com DF.

Visando complementar as observações, utilizou-se o DC (ANEXO B), por sua importância em relação ao registro das observações do campo e, inclusive, pela utilidade em relação ao processo de redação dos resultados do estudo. Portanto, com a contribuição deste instrumento foi possível registrar informações relevantes para posteriormente poder utilizar na discussão dos resultados.

Como mencionado antes, as observações aconteceram em uma escola, com participação de seis pessoas, são elas: uma professora, um estudante com DF e quatro tutoras, conforme o Quadro 4. A turma contava com duas aulas de EF por semana, as quais tinham duração de 50 minutos cada e aconteciam durante as quartas-feiras, nos dois últimos horários do período vespertino. O Quadro 4 contém informações acerca do período e duração da pesquisa.

Quadro 4. Informações sobre local, período, número total de sessões e duração do período de observação referente à pesquisa.

PERÍODO PARTICIPANTES Nº DE SESSÕES DURAÇÃO

05/04 a 27/09 Ana, Alex, Maria, Carla, Paula e Bruna 14 sessões7 14 semanas

Fonte: Elaboração própria.

7 Nesta pesquisa, o número de sessões na escola diz respeito à quantidade de vezes que o pesquisador esteve

presente na mesma, seja para observar as aulas, realizar o PPT ou se reunir com professores e/ou direção escolar. Os dias em que o pesquisador não foi à escola, ou acabou indo e por algum motivo não houve nenhuma dessas atividades, não foi considerado na contabilização das sessões.

A priori, cabe destacar que neste estudo o pesquisador teve a colaboração de um assistente (formado em EF) devidamente treinado, pela importância de assegurar maior fidedignidade aos dados coletados. Entretanto, o assistente participou apenas na observação das aulas após o PPT, tendo em vista que o estudante com deficiência não vinha participando das aulas de EF, não havendo necessidade de preenchimento do RO, apenas do DC.

Com relação às coletas, como visto anteriormente, houve um contato inicial com a professora de EF em particular, e posteriormente com o futuro tutorado. Com o consentimento deles quanto à participação na pesquisa, solicitou-se à professora que apresentasse o pesquisador a todos os estudantes.

Ana apresentou o pesquisador, disse que ele faria atividades com Alex, e preferiu que o mesmo continuasse com a apresentação da pesquisa. Com a intenção de evitar possíveis mudanças de comportamento por parte do professor e estudantes, gerados pela presença do pesquisador, optou-se, nas três observações iniciais, por fazer as anotações após o término das aulas.

4.8.2 Entrevistas

Foram utilizados três RE. Dois com a professora - que, de modo semelhante ao RO, foram retirados da tese de Souza (2008) e adaptados aos anseios deste estudo; e um com o estudante com deficiência, este desenvolvido pelo pesquisador.

As entrevistas com a professora foram realizadas em dois momentos pelo pesquisador: O primeiro RE (APÊNDICE H) foi aplicado concomitantemente ao período inicial de observações e o segundo RE (APÊNDICE I) foi aplicado após as observações feitas com a intervenção dos colegas tutores. A entrevista com o estudante com DF (APÊNDICE J) foi realizada após conclusão de todas as intervenções dos tutores. Destaca-se que as entrevistas foram agendadas em local e horário sugeridos pelos participantes. No Quadro 5 constam informações acerca das entrevistas.

Quadro 5. Informações das entrevistas referentes a local, data e duração.

PARTICIPANTES LOCAL DATA DURAÇÃO

Ana – 1º bloco da entrevista

Sala de reforço 19/04/2017 13min

Ana – 2º bloco da entrevista

Sala dos professores 27/09/2017 12min

Alex Sala de reforço 27/09/2017 3min

A professora preferiu agendar as entrevistas na escola em que trabalha por ser mais cômodo. Ana informou que às quartas-feiras o horário das 12hs às 14hs era destinado à participação dos professores na Hora de Trabalho Pedagógico Coletivo (HTPC) e que teria disponibilidade, portanto as duas entrevistas foram agendadas durante este período. A entrevista com Alex ocorreu no mesmo período sugerido por Ana, pelo fato de ele estar na escola para acompanhar as aulas.

O pesquisador conversou com os entrevistados antes de dar início às questões, informando a liberdade de recusar-se a responder qualquer pergunta, ou para fazer questionamentos em momentos de dúvidas. Foi seguida a ordem do roteiro de perguntas, previamente impresso.

Houve o cuidado por parte do pesquisador em manter a entrevista sempre com um clima amigável, visando deixar as entrevistadas descontraídas para poder recolher de maneira mais completa as informações. Toda a conversa foi captada por um gravador de áudio Sony, modelo ICD-PX312.

4.8.3 Escalas

Foram utilizadas duas escalas para analisar o nível de participação dos estudantes nesse estudo. Para os tutores utilizou-se uma escala (APÊNDICE K), preenchida sempre após o término das aulas em que eles participaram, e para o estudante com DF também buscou-se analisar o nível de participação nas aulas de EF por meio de escala (APÊNDICE L), preenchida igualmente pelo estudante após o término das aulas.

4.8.4 Avaliações do Programa de Preparação de Tutores (PPT)

Houston-Wilson et al (1997) especificam informações importantes para determinar a efetividade do PPT. Observando seus apontamentos, no decorrer do PPT os tutores foram avaliados por dois exames teóricos (prova escrita), de modo que o primeiro foi relacionado a conhecimentos básicos a respeito da tutoria e também sobre a DF (APÊNDICE M). Já o segundo exame (APÊNDICE N) foi relacionado às técnicas de instrução (dicas verbais; demonstração; assistência física I e II e feedback positivo) a serem empregadas pelos tutores ao seu tutorado durante as intervenções. O exame prático esteve relacionado ao conteúdo das duas avaliações escritas, contudo, os tutores precisaram intervir à medida em que o pesquisador ia propondo situações-problema relacionadas ao conteúdo.

Os tutores precisaram ter um escore de 90% ou mais no exame de conhecimento e 100% na receptividade e expressão de sinais. Os tutores que conseguiram menos de 90% no exame escrito ou menos de 100% nos sinais passaram por uma sessão de preparação adicional, para que o escore exigido fosse alcançado. Para os exames práticos foi utilizada a observação direta do comportamento na situação das aulas propriamente ditas.

4.9 Procedimentos para a análise dos dados