• No results found

2 Gas Lift Fundamentals For Viscous Oil Wells

2.3 PVT-Relations

A área de recobrimento do CGBA é bem abrangente e de uma complexidade geológica muito grande, por isso o que será discutido é uma tentativa de indicar as assinaturas geofísicas mapeadas e dar uma amostra do quanto à geofísica pode contribuir para o conhecimento geológico da região. A área localiza-se na porção sul do Cráton São Francisco, recobre as coberturas neoproterozóicas; parte das Faixas Móveis Araçuaí, Ribeira e Brasília; e o Quadrilátero Ferrífero (Figura 4.4).

Figura 4.4 – Mapa Geotectônico do Brasil com a localização dos aerolevantamentos que recobrem a porção sul do Cráton São Francisco, uma parte das Faixas Móveis Araçuaí (4), Brasília (5) e Ribeira (6), e coberturas

Na interpretação da imagem do campo magnético anômalo observam-se duas estruturações regionais em forma de arco (“U”), compostas pela variação de altos magnéticos (cores quentes) com baixos magnéticos (cores frias) em relação à distribuição espacial (Figura 4.5).

A estruturação mais externa bordeja toda a área do CGBA com valores positivos e vem seguida, internamente, pela mesma estruturação em valores negativos (Figura 4.5 - A). No centro, a estruturação é de mais difícil interpretação, mas está bem delimitada pelo Quadrilátero Ferrífero, a sul (Figuras 4.5 – Ba e 4.6), e pela anomalia de Pirapora, a norte (Figuras 4.5 e 4.6 – Bb).

Na integração com a geologia a estruturação externa está relacionada com as faixas móveis, Araçuaí, a leste; Ribeira, a sul; e Brasília a oeste (Figura 4.6 - A).

A estruturação central está associada a um núcleo arqueano / paleoproterozóico de rochas metamórficas de médio a alto grau e granitóides do Cráton São Francisco (Figura 4.6 - B).

A importância do mapeamento destes arcos está relacionada à definição do arcabouço magnético-estrutural regional que pode ser muito bem observado pelas assinaturas que formam um padrão côncavo em que as Faixas Móveis Araçuaí, Ribeira e Brasília circundam o embasamento cristalino do Cráton São Francisco (Figura 4.5).

Toda a extensão centro-oeste e noroeste do GCBA têm assinaturas magnéticas que pertencem às rochas cristalinas do embasamento que se encontram sobrepostas por extensas coberturas neoproterozóicas das rochas sedimentares e metasedimentares representadas principalmente pelo Grupo Bambuí (Figura 4.6 – 21).

Como exemplo, temos a anomalia de Pirapora que tem comprimento de onda de aproximadamente 150 km com pólo negativo a norte e pólo positivo a sul, assim como uma infinidade de estruturas do embasamento (Figura 4.5 – Bb e Figura 4.7).

Figura 4.5 - Interpretação de estruturações regionais em forma de arco (A e B) na imagem do campo anômalo, compostas pela variação de altos magnéticos (cores quentes) com baixos magnéticos (cores frias) em relação à distribuição espacial. A – Estruturação côncava externa; B – Estruturação côncava central; Ba – Quadrilátero

Figura 4.6 – Mapa geológico simplificado do Cráton São Francisco com a indicação das estruturações regionais interpretadas no campo anômalo do CGBA – A e B (Modificado de Schobbenhaus e Bellizzia, 2000). Limites do

Como já foi dito, não foi objetivo uma correlação com o mapa geológico do Estado de Minas Gerais, de grande complexidade. Mas, mostrar como dados antigos, com um processamento de qualidade, podem contribuir para o conhecimento geológico da região.

Os domínios magnéticos foram interpretados como grandes blocos regionais com relevo magnético de altas freqüências mais marcantes. Estes foram correlacionados com a geologia regional que deram nome aos domínios (Figura 4.7).

Os blocos mais importantes e que chamam mais atenção são: o Quadrilátero Ferrífero (Figura 4.7-QF) no centro sul do estado e a grande anomalia de Pirapora (AP) do embasamento que está coberta por rochas neoproterozóicas. Também são observadas várias estruturas do embasamento (EE) que estão sobrepostas pelas mesmas coberturas.

Complexos e formações das faixas móveis formam extensos domínios, como a Formação Serra Geral (FSG), o Complexo Varginha (CV), o Complexo Juiz de Fora (CJF) e o domínio da Serra do Mar (SM). O Complexo Guanhães (CG) e o Grupo Macaúbas (GM) formam domínios menos extensos. Uma região dominada por granitos e granitóides (GG) também está bem marcada no nordeste do estado.

As Suítes Alcalinas Araxá (SAA), Tapira (SAT), Serra Negra e Salitre (SAS), são pequenos domínios de altos magnéticos isolados no centro-oeste do estado. A Suíte Alcalina de Poços de Caldas (SAP), quando observada em detalhe, está muito bem delineada por sua estrutura circular que fica ofuscada por estar envolta pelo domínio do Complexo Varginha de altos magnéticos.

O limite do Cráton São Francisco foi correlacionado com as imagens magnetométricas, a interpretação nos diversos produtos transformados delineiam a continuidade do limite em cada trecho, que está associado a um relevo magnético acidentado e até lineamentos em relevos magnéticos mais suaves. As descontinuidades geofísicas marcam as propostas de limites segundo Almeida (1977), Alkmim (1993) Baars (1997) e a proposta mais recente segundo Peres et al (2004).

O lineamento que marca a atuação do paleoproterozóico no complexo metamórfico do embasamento do cráton também marca uma descontinuidade geofísica, assim como a sutura neoproterozóica que separa a Faixa Araçuaí do núcleo cristalino a leste.

Estes limites serão abordados mais à frente na interpretação e integração de mais detalhe dos levantamentos RV, IF e PLAMG.

Figura 4.7 – Mapa dos domínios magnéticos regionais simplificados do CGBA, dos limites do Cráton São Francisco, do traço que marca a atuação do paleoproterozóico e da sutura neoproterozóica.

Os lineamentos magnéticos interpretados mostraram uma maior concentração no centro-sudeste da área. Mais no noroeste da área existem poucos lineamentos que voltam a ocorrer no extremo norte (Figura 4.8).

Podemos observar claramente a tendência do arqueamento da estruturação das faixas móveis que bordeja o sul da área que muda de noroeste para nordeste.

Os lineamentos de grande extensão com direção NW-SE que cortam toda a área estão correlacionados aos diques magnéticos (Figura 4.8).

4.5 Interpretação geofísica da integração dos levantamentos RV, IF e PLAMG