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6ª PRÁTICA
RETRABALHANDO OS COMPONENTES SMD - Retirando
componentes
OBJETIVOS
Conhecer as principais técnicas de retrabalho em placas de PCB com componentes SMD.
Praticar dessoldagem, ressoldagem e soldagem de componentes SMD. Conhecer e utilizar novas ferramentas de trabalho com solda.
INTRODUÇÃO
Em função do tamanho reduzido dos componentes SMD, as práticas e técnicas de montagem e desmontagem destes componentes demandam maior treinamento para execução adequada. Outra preocupação deve consistir na observação da temperatura de trabalho dos equipamentos. Isso se faz necessário também em função do tamanho reduzido dos componentes, que têm menor resistência ao calor.
Obs.: Antes do início das atividades práticas, o professor deverá exibir vídeo demonstrativo com uma estação profissional.
DESSOLDAGEM DE SMD USANDO ENCHARQUE DE SOLDA
O material para este tipo de técnica é semelhante ao convencional. Deseja-se que o ferro de solda seja o do tipo com controle de temperatura e acrescentamos o fluxo de solda.
53 Descrição das ferramentas:
1- Ferro de solda – deve ter a ponta bem fina, podendo ser de 20 a 60 W. De preferência ao tipo com controle de temperatura (estação de solda);
2- Solda comum – deve ser de boa qualidade, com mistura de 60% de estanho e 40% de chumbo;
3- Fluxo de solda – solução feita de resinas naturais (breu) misturadas com álcool isopropílico, usada no processo de soldagem do novo CI. Esta solução é vendida já pronta em lojas de componentes eletrônicos;
4- Solda "salva SMD" ou "salva chip" – é uma solda de baixíssimo ponto de fusão usada para facilitar a retirada do CI do circuito impresso;
5- Escova (pode ser escova de dentes) e álcool isopropílico – para limpeza da placa após a retirada do CI. Eventualmente também poderemos utilizar no processo uma pinça, se a peça a ser tirada for um resistor, capacitor, diodo etc.
6- Malha dessoldadora. 7- Pinça
PROCEDIMENTOS
1º Passo para retirada do SMD da placa
Aqueça, limpe e estanhe bem a ponta do ferro de solda. Confirme qual é o componente a ser removido. A limpeza da ponta o ferro deve ser feita com esponja vegetal umedecida. O ferro de solda deve ser sempre guardado com solda em sua ponta.
A seguir, o ferro e o CI escolhido para ser retirado:
2º Passo para retirada do SMD da placa
Utilizando a solda de ponto de fusão mais baixo, aplique-a em torno do CI e misture com um pouco de solda comum, até que a mistura cubra todos os pinos do CI ao mesmo tempo.
54 3º Passo para retirada do SMD da placa
Cuidadosamente, passe a ponta do ferro em todos os pinos ao mesmo tempo, para aquecer bem a solda. Usando uma pinça ou um instrumento fino (chave de relojoeiro), faça uma alavanca num dos cantos do CI, levantando-o cuidadosamente. Lembre-se que a solda nos pinos deve estar bem quente. Após o CI sair da placa, deve-se utilizar a malha dessoldadora para evitar que a solda derrame em cima de outros componentes. Observe:
4º Passo para retirada do SMD da placa
Passe cuidadosamente a ponta do ferro de solda nas trilhas, junto com a malha dessoldadora, para limpar a área da placa que teve a peça retirada. Deve-se tome cuidado para não danificar nenhuma trilha. Veja abaixo:
55 5º Passo para retirada do SMD da placa
Para terminar a operação, pegue a escova de dentes e limpe a placa com álcool isopropílico para eliminar qualquer resíduo de resina que tenha ficado. Veja a seguir o aspecto da placa após ser concluída a limpeza.
DESSOLDAGEM DE SMD USANDO ESTAÇÃO DE RETRABALHO DE
AR QUENTE
Esta é uma excelente ferramenta para se retirar SMD de placas de circuito impresso, porém tem como desvantagem o preço, já que um bom soprador de ar quente custa relativamente caro, podendo chegar perto dos R$ 800,00. Entretanto, é um investimento necessário para uso profissional. É imprescindível treinamento adequado para adquirir prática e técnica adequada para a lidar com tal ferramenta.
Retirada de SMD com estação de retrabalho por ar quente
Determinado o componente a ser retirado, escolha e monte a ponta do soprador adequada à função. Ligue a estação. Regule o controle de saída da quantidade de ar e o controle de temperatura para o tipo de componente a ser retirado. Quanto maior o componente, maior deverá ser a temperatura. Outro cuidado a ser tomado é com relação ao material de fabricação da placa de circuito impresso. As placas de fenolite são mais sensíveis ao calor do que as de fibras de vidro. Portanto, para as de fenolite o
56 cuidado deve ser redobrado (menores temperaturas e dessoldagem o mais rápida possível) para não danificar a placa.
A seguir, sopre o ar em volta do componente a ser retirado até ele se soltar da placa por completo. Deve-se utilizar uma pinça ou chave de fenda adequada. Proceda à limpeza da placa com a malha dessoldadora e o álcool isopropílico aplicado com escova.
57
7ª PRÁTICA
RETRABALHANDO OS COMPONENTES SMD -
Soldando componentes
OBJETIVOS
Conhecer as principais técnicas de colocação e soldagem de componentes SMD. Praticar ressoldagem e soldagem de componentes SMD.
Conhecer e utilizar novas ferramentas de trabalho com solda.
PROCEDIMENTOS
1. Soldagem de SMD1º Passo – Observação e identificação do SMD
A primeira observação de método de soldagem de SMDs é verificar o estado dos terminais do dispositivo (componente). Como são peças extremamente pequenas, qualquer desalinahmento pode acarretar em um curto-circuito no momento da soldagem. Deve-se fazer uso de lentes de aumento para verificar o estado do componente:
2º Passo – Alinhamento do componente SMD
Coloque o CI na placa tomando o cuidado de posicioná-lo para que cada pino fique exatamente sobre a sua ilha correspondente. Assegure-se de que a pinagem esteja corretamente identificada e no posicionamento correspondente ao circuito impresso. Neste passo também se deve usar a lente de aumento para a verificação. A seguir, utilize uma ferramenta adequada (pinça) para manter a peça imóvel no alinhamento feito.
58
3º Passo – Soldagem do componente SMD
Coloque um pouco de fluxo de solda nos pinos do componente. O fluxo facilitará a aplicação da solda, evitando, também, que ocorram curto-circuitos. Solde um dos pinos de canto do componente, no caso de ser um CI. Em seguida, solde outro pino de canto em contraposição ao primeiro. Posteriormente, aplique solda individualmente a cada pino, sempre utilizando o fluxo primeiro.
Outra técnica utilizada é fazer uma ―bola‖ de solda no primeiro canto, soldado como ilustra a figura a seguir. Entretanto, esse procedimento pode implicar na impossibilidade de retirar um curto circuito.
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APOSTILA DE SISTEMAS
DIGITAIS
60
1ª PRÁTICA
PORTAS LÓGICAS BÁSICAS
OBJETIVOS
Testar o funcionamento dos blocos lógicos básicos, que executam uma determinada função lógica.
Construir as tabelas verdade dos blocos lógicos básicos com suas possíveis situações de entradas e seus respectivos resultados.
INTRODUÇÃO
Portas Lógicas Básicas são circuitos que realizam determinadas funções lógicas, as quais são utilizadas em todo e qualquer circuito lógico, combinacional ou seqüencial.
Nesta prática o professor irá apresentar as principais portas lógicas existentes, irá elaborar práticas que comprovam a teoria de seu funcionamento e apresentar como estas portas lógicas são encontradas na prática, através dos Circuitos Integrados da família TTL.
MATERIAL UTILIZADO
- Protoboard - Circuitos Integrados: 7400, 7402, 7404, 7408, 7432 e 7486. - - LEDsPROCEDIMENTO
1. Construa a tabela verdade da FUNÇÃO "AND" - PRODUTO LÓGICO - Equação: S = __________
- Símbolo Lógico: Tabela Verdade
Vcc A B S 0 0 0 1 1 0 1 1
61 2. Construa a tabela verdade da FUNÇÃO "OR" - SOMA LÓGICA
- Equação: S = __________
- Símbolo Lógico:
Vcc Tabela Verdade
3. Construa a tabela verdade da FUNÇÃO "NOT" - INVERSÃO LÓGICA - Equação: S = __________
- Símbolo Lógico:
Vcc Tabela Verdade
GND
4. Construa a tabela verdade da FUNÇÃO "NAND" - NEGAÇÃO DO PRODUTO LÓGICO - Equação: S = __________ - Símbolo Lógico: Vcc Tabela Verdade A B S 0 0 0 1 1 0 1 1 A S 0 1 A B S 0 0 0 1 1 0 1 1
62 5. Construa a tabela verdade da FUNÇÃO "NOR" - NEGAÇÃO DA SOMA
LÓGICA - Equação: S = __________ - Símbolo Lógico: Vcc Tabela Verdade
6. Construa a tabela verdade da FUNÇÃO "EXCLUSIVE-OR" - OU EXCLUSIVO - Equação: S = __________ - Símbolo Lógico: Vcc Tabela Verdade GND
7. FUNÇÃO "EXCLUSIVE-NOR" - NEGAÇÃO DO OU EXCLUSIVO - Equação: S=__________ Tabela Verdade - Símbolo Lógico: A B S 0 0 0 1 1 0 1 1 A B S 0 0 0 1 1 0 1 1 A B S 0 0 0 1 1 0 1 1
63 8. Construa inversores com:
a. PORTA "NAND" - NEGAÇÃO DO PRODUTO LÓGICO
- Equação: S = __________ Tabela Verdade - Símbolo Lógico:
b. PORTA "NOR" - NEGAÇÃO DA SOMA LÓGICA
- Equação: S = __________ Tabela Verdade
- Símbolo Lógico:
9. VERIFIQUE AS LEIS DE "DE MORGAN" _____
A + B = A . B
- Equação: S = __________ Tabela Verdade - Símbolo Lógico: _____ A . B = A + B
- Equação: S = __________ Tabela Verdade - Símbolo Lógico: A S 0 1 A S 0 1 A B S 0 0 0 1 1 0 1 1 A B S 0 0 0 1 1 0 1 1
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2ª PRÁTICA
SIMULADOR DE PROJETOS DE CIRCUITOS
ELETRÔNICOS – LÓGICA COMBINACIONAL
OBJETIVOS
Utilizar o simulador Eletronics Workbench ( EWB ) em projetos de circuitos lógicos. Comprovar o Teorema de De Morgan.
Verificar os circuitos equivalentes da porta EXCLUSIVE OR.
INTRODUÇÃO
Eletronics Workbench ( EWB ) é um software distribuído no Brasil pela Anacom, que permite desenvolver e simular projetos de circuitos eletrônicos usando componentes e instrumentos virtuais sem a necessidade de dispositivos reais.
É um software simples, que permite realizar simulações analógicas e digitais de uma forma rápida e precisa. Durante a simulação, é possível alterar valores e condições de funcionamento dos dispositivos e analisar os resultados e, portanto, chegar a um estudo conclusivo, facilitando a execução do projeto real. Assim, o EWB será uma ferramenta importante no nosso estudo.
LEIS DE "DE MORGAN" _____
A + B = A
.
BSímbolo Lógico Tabela Verdade
____
A . B = A + B
Símbolos Lógicos Tabela Verdade A B S 0 0 1 0 1 0 1 0 0 1 1 0 A B S 0 0 1 0 1 1 1 0 1 1 1 0
65 Vamos construir esses circuitos no EWB e comprovar os resultados. Iremos também, verificar os circuitos equivalentes da porta EXCLUSIVE OR.
A B = ĀB + AB
Símbolo Lógico Tabela Verdade
A B = A B + AB
Símbolo Lógico Tabela Verdade
PROCEDIMENTO
1. Inicie o EWB dando um duplo clique no seu ícone. A tela abaixo será exibida e será a interface entre o usuário e o programa.
A B S 0 0 0 0 1 1 1 0 1 1 1 0 A B S 0 0 1 0 1 0 1 0 0 1 1 1
66 2. Elabore os circuitos das expressões abaixo, no EWB, e levante a sua tabela
verdade:
Expressão1: A + B = A . B
Tabela Verdade
Selecione:
na caixa de componentes fontes - um terra;
na caixa de componentes básicos – duas chaves, dois pontos de ligação e um pull-up resistor;
na caixa de componentes portas lógicas –uma porta lógica AND e duas NOT; na caixa de componentes indicadores – um indicador lógico ( red probe) Ligue o circuito, faça o teste e complete a tabela verdade.
Dicas sobre o software:
Para inserir um componente:
Clique na caixa de componentes que o contém, clique com o botão esquerdo do mouse no símbolo do componente e, o arraste para a área de trabalho.
Para conectar os componentes:
Aponte o mouse para o terminal do componente que ficará destacado (aparecerá um ponto), e arraste com o botão esquerdo pressionado até aparecer uma linha. Sem soltar o botão esquerdo do mouse, aponte para o terminal do outro componente para efetuar a conexão. Quando ele ficar destacado (aparecerá um ponto), solte o botão que um fio ligará automaticamente os dois terminais.
Para mudar o valor do componente:
Cada componente possui um valor pré-configurado. Para alterá-lo basta dar um duplo clique nele, então uma caixa de diálogo se abrirá, onde basta alterar o valor para o desejado. A B S 0 0 0 1 1 0 1 1
67 Para girar o componente:
Dê um clique com o botão direito do mouse e uma caixa de diálogo abrirá. Faça a alteração necessária.
Para deletar um fio:
Dê um clique nele e ele ficará mais grosso, pois estará selecionado; vá para Edit – Delete.
Para desconectar uma ligação:
Aponte com o ponteiro do mouse para o terminal que você deseja desconectar e ele ficará realçado.Arraste o ponteiro do mouse, e solte; a conexão será automaticamente desfeita.
Expressão 2: A . B = A + B Tabala Verdade
Selecione:
na caixa de componentes fontes - um terra;
na caixa de componentes básicos – duas chaves, dois pontos de ligação e um pull-up resistor;
na caixa de componentes portas lógicas –uma porta lógica OR e duas NOT; na caixa de componentes indicadores – um indicador lógico ( red probe) Ligue o circuito, faça o teste e complete a tabela verdade.
A B S 0 0
0 1 1 0 1 1
68 Expressão 3: A + B = A . B
Tabela Verdade
Selecione:
na caixa de componentes fontes - um terra;
na caixa de componentes básicos – duas chaves, dois pontos de ligação e um pull-up resistor;
na caixa de componentes portas lógicas –uma porta lógica NAND e duas NOT; na caixa de componentes indicadores – um indicador lógico ( red probe)
Ligue o circuito, faça o teste e complete a tabela verdade.
Expressão 4: A . B = A + B Tabela Verdade
Selecione:
na caixa de componentes fontes - um terra;
na caixa de componentes básicos – duas chaves, dois pontos de ligação e um pull-up resistor;
na caixa de componentes portas lógicas –uma porta lógica NOR e duas NOT; na caixa de componentes indicadores – um indicador lógico ( red probe) Ligue o circuito, faça o teste e complete a tabela verdade.
A B S 0 0 0 1 1 0 1 1 A B S 0 0 0 1 1 0 1 1
69 Verifique as igualdades da porta lógica OR EXCLUSIVE, elaborando o seu circuito no EWB e verificando a sua tabela verdade ;
a) A B = A B + AB Tabela Verdade
Selecione:
na caixa de componentes fontes - um terra;
na caixa de componentes básicos – duas chaves, dois pontos de ligação e um pull-up resistor;
na caixa de componentes portas lógicas –uma porta lógica OR , duas NOT e duas AND;
na caixa de componentes indicadores – um indicador lógico ( red probe) Ligue o circuito e faça o teste e complete a tabela ao lado.
b) A B = A B + AB
Tabela Verdade
Selecione:
na caixa de componentes fontes - um terra;
na caixa de componentes básicos – duas chaves, dois pontos de ligação e um pull-up resistor;
na caixa de componentes portas lógicas –uma porta lógica OR , duas NOT e duas AND;
na caixa de componentes indicadores – um indicador lógico ( red probe) Ligue o circuito, faça o teste e complete a tabela verdade.
A B S 0 0 0 1 1 0 1 1 A B S 0 0 0 1 1 0 1 1
70
3ª PRÁTICA
DECODIFICADOR
OBJETIVOS
Analisar a tabela verdade de um decodificador 2 para 4.
Observar o funcionamento de um decodificador BCD / DECIMAL no simulador.
Verificar o funcionamento do decodificador hexadecimal / 7 segmentos. Diferenciar um Decodificador Hexa de um Decodificador BCD.
Testar um Circuito Integrado Decodificador.
INTRODUÇÃO
Decodificador é um circuito combinacional que recebe uma informação codificada de alguma forma e a traduz para outra. Uma classe importante de decodificadores são os decodificadores de n linhas de entrada para 2n linhas de saída. Por exemplo: 2 para 4,
3 para 8, etc.
Tabela Verdade
Neste circuito vemos que somente uma saída correspondente à combinação das entradas A e B estará ativa ( estado 1 ) em cada instante. Na prática é rara a necessidade de se projetar um decodificador já que os mais usados estão disponíveis na forma de CIs. Um exemplo é o CI 7442:
O CI 7442 é um decodificador BCD para decimal. De acordo com o valor binário das entradas D, C, B e A, onde D é a entrada mais significativa – MSB ( most significant digit ), uma das saídas ficará ativa no estado lógico 0, enquanto as demais ficarão inativas, no estado lógico 1. Assim sendo, D=0, C=0, B=1 e A=1, a saída 3 estará em 0 e as demais permanecerão em 1. Caso o dígito BCD aplicado
A B S0 S1 S2 S3
0 0 1 0 0 0 0 1 0 1 0 0 1 0 0 0 1 0 1 1 0 0 0 1
71 às entradas seja inválido ( 1010 até 1111 ), nenhuma das saídas ficará ativa ou seja, as saídas estarão em nível 1.
Um outro exemplo é o CI 9368 (fora de linha): O CI 9368 é um decodificador hexadecimal / 7 segmentos que possui internamente três funções: Conversor, Latch e Apagamento de zeros.
Conversor ou Decodificador - é um circuito lógico combinacional constituído de 4 entradas e 7 saídas, capaz de converter o código Hexa em outro código destinado a alimentar um display de 7 segmentos.
Latch - é um circuito composto de 4 FLIP-FLOPS do tipo D, com o objetivo de armazenar uma dada informação. A ação deste circuito é comandada através do pino EL (barra) de maneira que, ao aplicarmos nível lógico 1, os FLIP-FLOPS retêm a combinação, mantendo no display a informação correspondente, mesmo que haja mudanças nas combinações de entrada.
Apagamento de zeros - quando trabalharmos com mais de um display, torna- se necessário que os displays à esquerda fiquem apagados para combinações iguais a zeros. Por este motivo a pastilha 9368 apresenta um circuito de apagamento de zeros, que é constituído de uma porta "OR" de 5 entradas, onde uma das entradas RBI controla esse apagamento e 7 portas "AND" ligadas em série com as saídas, de maneira que, ao aparecer a combinação 0000 na entrada do decodificador e aplicarmos nível lógico 0 em RBI, teremos nível lógico 0 em RBO, que está conectada a uma das entradas das 7 portas "AND", provocando nível lógico 0 nas saídas das mesmas, inibindo dessa forma o acendimento do display.
As saídas a,b,c,d,e,f,g e h serão ligadas a um display de 7 segmentos. Dentre os diversos tipos de display de 7 segmentos que existem, o mais usual corresponde a uma disposição de diodos emissores de luz (LEDs),de forma a compor os algarismos necessários.
72 A- Aspecto Externo B - Configurações C - Diagrama Interno
Observação: Neste display, o ponto decimal está disponível para uso quando necessário.
Características do Display FND 357: Pinagem FND - 357
Display vermelho de GaAsP
Consumo: 2 a 20 mA/segto.
Tensão de alimentação (tip.): 1,7 V
Ponto decimal à direita
Limites máximos: Vr (tensão reversa): 0,3 V If (corrente direta/segto.): 25 mA Vr (tensão reversa): 0,3 V If (corrente direta/segto.): 25 mA Pinagem FND 560
73
MATERIAL UTILIZADO
Simulador EWB
PROCEDIMENTO
1. Elabore, no simulador EWB, um circuito que demonstre o funcionamento do CI 7442. Para isso, selecione na caixa de componentes digital o CI 7442 e, em cada saída, ligue o indicador Red Probe. Aplique nas entradas, os níveis lógicos, de forma a efetuar todas as combinações possíveis e levante a sua tabela verdade.
2. Monte o conjunto decodificador hexadecimal./display de 7 segmentos; verifique o funcionamento de todas as combinações possíveis e anote o resultado em forma de tabela.
3. Verifique a atuação dos pinos RBI e EL(barra) e anote o resultado em forma de tabela.
74
4ª PRÁTICA
ESTUDO DOS FLIP-FLOPS RS BÁSICOS E JK
OBJETIVOS
Descrever o processo de armazenamento e deslocamento de informações binárias.
Montar os circuitos flip-flops.
Levantar a tabela verdade dos flip-flops básicos.
Verificar o funcionamento dos dispositivos de Preset e Reset
Analisar o funcionamento do Flip-flop JK como divisor de freqüência por 2.
INTRODUÇÃO
Os circuitos lógicos são classificados em duas categorias: circuitos lógicos combinacionais e circuitos lógicos seqüenciais. O bloco funcional básico do circuito lógico combinacional é a porta lógica, já estudada. O bloco funcional básico da lógica seqüencial é o flip-flop, extremamente valiosos por causa da sua característica de memória, que iremos estudar nesta prática.
Muitas vezes é conveniente e até necessário incorporar a um flip-flop a característica de possuir entradas que permitam que ele seja acionado diretamente, ou seja, alterado seu estado final. Este acionamento direto é feito por sinais de set(preset) e reset (clear). Estas entradas são chamadas entradas diretas.
CIRCUITO LÓGICO
75
MATERIAL UTILIZADO
Simulador EWB
PROCEDIMENTO
1. Utilizando o EWB, com resistores e LEDS para indicar o estado lógico das saídas, monte o circuito da figura a seguir e preencha a tabela verdade ao lado:
Pinagem 7400
2. Utilizando o EWB, com resistores e LEDS para indicar o estado lógico das saídas, monte o circuito da figura a seguir e preencha a tabela verdade ao lado: Pinagem 7402 S R Q Q 0 1 1 1 1 0 1 1 0 0 S R Q Q 0 1 0 0 1 0 0 0 1 1
76 3. Elabore no simulador EWB o circuito abaixo e estude o seu funcionamento:
DIAGRAMA DO 7476
X1 2.5 V X2 2.5 V U3 5 V 1000 J1 Key = S J2 Key = R U1 NAND2 U2 NAND2 4 6 7 V1 100 Hz 5 V XSC1 A B G T 0 8 1 U4 NAND3 2 3 J3 Key = P J4 Key = C 9 U5 NAND3 10 5 077 4. Monte o circuito a seguir no EWB.
5. Levante a tabela verdade do FLIP-FLOP JK.
U1 JK_FF_NEGSR J Q ~Q K RESET CLK SET 1 2 J1 Key = P 3 0 U2 DIGITAL_PULLUP 4 J2 Key = C U3 DIGITAL_PULLUP 5 0 6 J3 Key = Space U4 DIGITAL_PULLUP 8 J4 Key = J J5 Key = K 9 10 0 7 X1 2.5 V X2 2.5 V P r Cl J K Q Q 0 1 X X 1 0 X X 1 1 0 0 1 1 0 1 1 1 1 0 1 1 1 1 1 1 1 1
78 6. Monte o circuito a seguir e analise o seu funcionamento:
U1 JK_FF_NEGSR J Q ~Q K RESET CLK SET J2 Key = C U3 DIGITAL_PULLUP 5 0 6 U2 DIGITAL_PULLUP XSC1 A B G T 0 3 2 V1 100 Hz 5 V 0 1
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5ª PRÁTICA
CONTADOR HEXADECIMAL
OBJETIVO
Descrever o funcionamento de contadores assíncronos.
Verificar o funcionamento de um contador assíncrono hexadecimal.
INTRODUÇÃO TEÓRICA
Um contador binário é um circuito capaz de contar, segundo uma determinada seqüência, o número de pulsos que recebe na sua entrada. Os constadores são classificados quanto ao sistema de aplicação do clock:
Contadores assíncronos
São aqueles nos quais o clock é aplicado ao primeiro estágio e os estágios seguintes utilizam como clock a saída do estágio anterior.
Contadores síncronos
São aqueles nos quais o clock é aplicado simultaneamente a todos os estágios.
A seguir, estudaremos um contador assíncrono, formado por quatro FFs e conectaremos nas saídas um decodificador hexadecimal. Assim, poderemos ver no display do simulador a contagem de 0 a F.
80 Figura 4.2 – contador assíncrono e bases de tempo
MATERIAL UTILIZADO Simulador EWB
PROCEDIMENTO
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6ª PRÁTICA
ESTUDO DOS CONTADORES DE DÉCADA E BINÁRIO
OBJETIVOS
Verificar o funcionamento do Contador de Década 7490. Verificar o funcionamento do Contador Binário 7493.
INTRODUÇÃO TEÓRICA
Na tarefa anterior, estudamos um contador utilizando FFs . Em muitos casos, é mais conveniente utilizar os contadores disponíveis no mercado, na forma de circuitos integrados. Iremos estudar o CI 7490 que é um contador de década, ou seja, conta desde 0000 até 1001.
Possui internamente 4 FFs interconectados de moda a constituir um divisor por 2 e um divisor por 5. Os FFs são gatilhados na transição negativa do sinal da clock. Os dois divisores podem ser usados independentemente, mas o RESET é comum a ambos. Se uma ou as duas entradas Ro são colocadas em ―1‖, o contador
é resetado; se uma ou as duas entradas R9 são colocadas em ―1‖ o contador é