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Proxy for the effect of size

2.3. Empirical Studies

2.3.4. Proxy for the effect of size

A revisão da literatura teve como objetivo delimitar as questões relacionadas à influência do arquiteto sobre o desempenho térmico e energético de edificações e discutir as questões relacionadas ao conforto térmico em espaços internos. Foram levantados os meios de otimizar o desempenho térmico através de normas, recomendações de projeto e pelo desenvolvimento de sistemas de classificação de desempenho térmico que, com auxilio da simulação computacional, objetivam as melhores práticas de projeto, visando o desempenho térmico e a eficiência energética de residências no clima quente e úmido.

O impacto da decisão projetual sobre o desempenho térmico e a importância da temática na arquitetura foi destacado, assim como se apresentou um panorama do consumo de energia em edificações residenciais no Brasil. Estes demonstram a influência dos profissionais relacionados à construção sobre o uso da energia em edificações e o bem- estar ambiental dos usuários, sendo necessário a reversão desse prognóstico de contínuo aumento de consumo de energia para condicionamento térmico a partir do estimulo à projetos de edificações com melhor desempenho térmico.

Os benefícios de uma residência adequada ao clima também estão associados à redução dos custos com aquisição, instalação, operação e manutenção de sistemas de condicionamento artificial, bem como a melhoria do conforto ambiental, onde não há ruído e a qualidade do ar é similar ao do exterior, se comparado com os sistemas convencionais de ar condicionado de janela.

A temática do conforto térmico se apresentou como uma das mais complexas. Apesar da diversidade de índices e zonas de conforto térmico e de argumentos que pudessem servir de base para adoção de um destes na pesquisa, foi possível identificar um modelo adaptativo que melhor serviu aos propósitos das análises dos dados de simulação de ambientes naturalmente ventilados em clima quente e úmido. De forma semelhante foi possível compreender melhor os critérios de avaliação de conforto térmico existentes, analisando-se sua aplicabilidade e limitações.

Logo, foram consideradas as normas e sistemas de classificação de desempenho térmico e energético a partir de sua caracterização e do entendimento de suas vantagens e desvantagens. No entanto, nenhum sistema de classificação ou norma de desempenho foi encontrado na literatura que se referisse à classificação do desempenho térmico da edificação na fase de projeto adotando como critério a temperatura interna do ar.

Por fim, tratou-se das questões relacionadas à simulação computacional de desempenho térmico de edificações. As limitações e fontes de erro que podem se originar de estudos a partir de simulações computacionais foram apresentadas, bem como foram discutidas questões relevantes quanto às variáveis (os obstáculos á obtenção dos dados, possibilidades, imprecisões, entre outros) que devem ser consideradas na modelagem de edificações em simulações térmicas.

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MÉTODO

O método da pesquisa compreende seis etapas que se configuram como a própria pesquisa. Conforme diagrama da Figura 21, esse partiu da determinação dos pré-requisitos necessários para iniciar as simulações e realizar as análises. Esta primeira etapa consistiu basicamente da definição do objeto de estudo e dos recursos a serem utilizados, como abordagens e escolha da ferramenta de pesquisa.

Na segunda etapa foram definidas faixas de conforto térmico, usando como critério apenas a temperatura interna do ar e um modelo adaptativo de conforto térmico. Em virtude da adoção de um modelo adaptativo para avaliação do conforto térmico, outras variáveis ambientais de conforto térmico, como umidade do ar e temperatura radiante média, não foram consideradas na avaliação.

A terceira etapa consistiu na definição e modelagem de dois casos base, diferenciados por dois tipos de ocupação: quarto e sala. Nesta etapa também foram definidas e caracterizadas as variáveis de projeto, seus parâmetros e as características fixas adotadas.

Na quarta etapa foi realizada a primeira série de simulações onde ocorreu uma análise de sensibilidade das variáveis selecionadas na etapa anterior. Os resultados da primeira série de simulações foram discutidos e analisados de forma qualitativa, sem quantificar, de forma a atender os objetivos dessa etapa. Nessa análise, as variáveis mais influentes no desempenho térmico das células foram identificadas para os dois tipos de ocupação.

Na quinta etapa foi realizada uma segunda série de simulações. Nesta foram simulados combinações de variáveis, escolhidas a partir das análises da quarta etapa, a fim de caracterizar os casos com o melhor e o pior desempenho e identificar uma faixa de desempenho térmico que contemple a maioria das combinações possíveis. Essa faixa foi denominada de Espectro de Desempenho de Térmico (EDT).

Na sexta etapa foram discutidas formas de destacar a influência das variáveis no desempenho térmico da edificação, assim como foi proposto um sistema de classificação do desempenho térmico de edificações residenciais no clima quente e úmido. Esse sistema é baseado na contagem das horas em faixas de conforto delimitadas pela influência da velocidade do ar, a partir da atribuição de pesos a cada faixa, destacando a decisão projetual na avaliação.

Essas etapas definem o escopo da pesquisa, estabelecendo as etapas seguidas no processo de desenvolvimento do método de avaliação proposto e identificado como IDTR – Índice de Desempenho Térmico Resultante (Figura 21). Por fim, nesse capítulo, o último item apresenta uma aplicação desse sistema, discutindo as vantagens em relação a outros métodos de avaliação do desempenho térmico existentes.