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2. ITIL

2.2 Hva sier ITIL om implementering av ITIL?

2.2.6 Prosjektstyring

O processo de análise conceitual de documentos ou mensagens em fóruns demanda forte carga cognitiva e envolve a interpretação, a coordenação de signos e a abstração de significados.

Com a evolução dos métodos científicos e das abordagens conceituais oriundas das diferentes áreas do conhecimento, surgem outras perspectivas para a técnica de análise de conteúdo. Campos (2004, p.5) afirma que o “o método de análise de conteúdo é balizado por duas fronteiras: de um lado a fronteira da linguística tradicional e do outro o território da interpretação do sentido das palavras (hermenêutica)”. No centro desta relação localiza-se o grupo de métodos lógico-semânticos, que conferem à análise de conteúdo uma extensão de classificador, que emprega elementos lógicos, como parâmetros, definições e categorizações.

Neste contexto, o processo de análise de conteúdo sob o viés da metodologia lógico-semântico deve seguir algumas prescrições, dentre as quais se destacam: a definição clara e explícita das categorias de análise para classificação do conteúdo; classificação metódica de todos os assuntos/conceitos importantes em sua amostra; uso do processo quantitativo para proporcionar a média da importância e ênfase dos assuntos/conceitos selecionados na amostra ou em outra parte do material analisado. (SELLTIZ et al., 2005)

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Sampieri, Collado e Lucio (2006) consideram que a análise de conteúdo é um método que abrange uma forma de recompilar conteúdos e os prepara para sua análise estatística. Desta forma, além de definir o universo, as unidades, as categorias e as subcategorias de análise, o pesquisador deve preocupar-se com regras ou protocolos de conduta que orientam a execução desta tarefa.

Bardin (1977) explica que a análise de conteúdo (AC) compreende uma série de procedimentos de tratamento de dados brutos a serem transformados de forma organizada em descrições de características representativas do conteúdo do material. Segundo Bardin (1977) o contexto em que está inserida a unidade de registro deve ser declarado justamente para maior compreensão das unidades.

A primeira etapa da AC, segundo Bardin (1977) é o momento da codificação que compreende a escolha de unidades de registro, seleção de regras de contagem e a escolha de categorias. As unidades de registro é a unidade de significação a codificar, que pode ser o tema, palavra ou frase. Escolhem-se as unidades de registro e então se recorta o texto conforme essas unidades. As unidades podem ser definidas como palavras-chave, palavras plenas, categorias de palavras (substantivos, adjetivos, verbos e etc.), personagens (traços de caráter, status social, etc.) e acontecimentos (casos de filmes, contos,relatos, lendas,etc.).

A seleção de regras de contagem (enumeração) é uma tarefa necessária para estudar a presença ou a ausência de elementos, intensidade, regularidade, direção e ordem de aparição das unidades de registro. Esses aspectos são fundamentais para a AC visto que denotam a unidade de registro, a sua importância e o seu significado para o contexto em questão. (BARDIN, 1977)

A escolha de categorias (classificação e agregação) é um procedimento comum em análises qualitativas, pois a categoria é uma forma geral de conceito, uma forma de pensamento. Segundo Bardin (1977) as categorias são reflexos da realidade, sendo sínteses, em determinado momento, do saber e podem se modificar constantemente. Na AC as categorias são rubricas ou classes que reúnem um grupo de elementos (unidades de registro) em razão de características comuns.

A escolha das categorias pode seguir vários critérios: semântico (temas), sintático (verbos, adjetivos, pronomes), léxico (agrupar palavras pelo sentido, sinônimos, antônimos), e expressivo (agrupar as perturbações da linguagem, da escrita).

A categorização envolve duas etapas: o inventário (isolar os elementos comuns) e a classificação (dividir os elementos e organizar a mensagem). Essa esquematização e

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consequente correlação entre as classes serão úteis na ordenação dos elementos e no tratamento dos resultados. (BARDIN, 1977)

A qualidade das categorias para Bardin (1977) envolve os seguintes aspectos: a exclusão mútua (cada elemento só pode existir em uma categoria); homogeneidade (definir apenas uma dimensão na análise); pertinência (as categorias definidas a partir das intenções e objetivos e questões de pesquisa); objetividade e fidelidade (índices e indicadores definidos claramente para sustentar a entrada de novo elemento na categoria evitando distorções devido à subjetividade dos analistas); produtividade (as categorias são produtivas caso os resultados obtidos apresentem condições para a realização de inferências e hipóteses novas).

Na AC é necessário voltar ao marco teórico da investigação para manter-se na perspectiva do estudo e estabelecer relações entre os dados obtidos que darão sentido a interpretação dos resultados. Bardin (1977) ressalta que as interpretações que conduzem a elaboração de inferência serão uteis para vislumbrar o que se esconde sob a aparente realidade, o que significa verdadeiramente a mensagem.

Ainda sobre a escolha das unidades de análise ou de registro, Freitas e Janissek (2000) apresentam várias classificações que podem ser adotadas na análise de conteúdo. A nomenclatura de Perrien, Chéron e Zin (1984 apud Freitas e Janissek, 2000)9 classifica as unidades em:

 “Palavras”: como unidade de análise mais desagregadas que expressam muitas vezes situações momentâneas, medidas por estímulos situacionais;  “Tema” definido como a unidade mais manipulável, pois compreende

proposições ou afirmações de um sujeito;

 “Personagens” representam um outro sujeito de interesse;

 “Características espaciais e temporais” implicam em relacionar as especificidades do texto.

Rourke et al. (2001) consideram que a unidade de análise enquanto elemento do texto que é observada, gravada e, posteriormente, considerada um dado, deve ser suficientemente confiável, válida e eficiente para atingir determinada relevância no estudo. Assim, os autores sugerem que a mais apropriada unidade de análise deve combinar a

9 PERRIEN, J. CHÉRON, E.; ZINS, M. Recherche em Marketing: methods et décisions. Quebec, Canadá: Gaëtan Morin Éditeur, 1984.

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flexibilidade da unidade temática (unidade simples de pensamento ou ideia que transmite uma informação) e da unidade sintática (parágrafo ou sentença) que permitirá ao codificador capturar a unidade em sua forma natural com a identificação confiável de atributos.

Considera-se que a lexicometria evidencia características especiais para apoiar a criação de um modelo de análise de conteúdo que em sua essência envolve a observação do comportamento linguístico e cognitivo dos alunos durante as atividades dialógicas dos cursos online. A lexicometria permite estudar os “co-relacionamentos e dados implícitos nos registros de um corpus”. Segundo Damasceno (2008) a partir da metodologia da lexicometria é possível detectar a dependência entre os dados, os desvios dos padrões esperados e as características comuns entre eles.

A Figura 15 apresenta graficamente a diferença entre as ações e produtos de cada tipo de análise de texto, a análise de conteúdo e a análise léxica que assumem o caráter complementar para os recentes estudos da área.

Figura 15 - A análise de conteúdo e a análise léxica.

Fonte: Freitas; Janissek (2000, p.28)

A análise lexicométrica, realizada a partir de softwares específicos, é um estudo científico do vocabulário com aplicações de métodos estatísticos para a descrição do léxico (lista de todas as formas gráficas utilizadas no texto). Essa análise permite identificar as citações dos participantes, utilizando indicadores que relacionam aspectos relativos às citações e às palavras.

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As análises estatísticas aliadas às avaliações de conteúdo oferecem suporte ao estudo do vocabulário de um corpus de textos, e ao desempenho vocabular dos indivíduos ou grupo.

Outros indicadores relevantes da análise de texto são os índices da riqueza vocabular ou lexical. O cálculo da riqueza vocabular envolve a utilização de hapax

legomena (palavras evocadas por uma determinada observação uma única vez). Com base

no princípio de que, quanto maior for a proporção de palavras utilizadas uma única vez, maior será a riqueza vocabular, e quanto menor o número, o texto apresenta-se repetitivo.

Essa variável é geralmente calculada automaticamente por ferramentas computacionais e pode servir como base de comparação de grupos, por exemplo, a partir da média das riquezas individuais de cada grupo.

No âmbito da linguística computacional, inúmeros aplicativos são desenvolvidos para sistematizar as diversas abordagens da análise linguística e seus níveis (fonológico, sintático, morfológico e semântico) utilizando recursos de programação que respeitam o próprio objetivo da análise e o caráter da pesquisa seja qualitativa e/ou quantitativa.

Alguns softwares que utilizam a lexicometria para análise de conteúdo são sucintamente descritos a seguir:

WordSmith - software proprietário, que gera uma lista com todas as palavras de um texto, em ordem alfabética ou de frequência, bem como suas co- relações. Esse software exige o cadastro de uma palavra em cada análise e cada indicador pode ter dezenas ou centenas de palavras ou expressões. Esta ferramenta propicia a elaboração de listas de palavras ordenadas alfabeticamente e classificadas por ordem de frequência das palavras. Disponível em: www.lexically.net/wordsmith.

Eurekha - software freeware, para fins educativos, gera uma lista de todas as palavras de um texto, em ordem alfabética ou de frequência, agrupa diversos documentos por similaridade lexicografia, permitindo escolher os algoritmos para análise como (string, cliques,star, Best-star e full star). O software faz agrupamento de documentos (clustering) que é uma técnica de mineração de dados que procura agrupar documentos que possuam conteúdo semelhante e separar documentos de assuntos diferentes. (WIVES,1999). Disponível em:

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Lexico 3® - software freeware é um sistema de análises lexicométricas precursor dos demais softwares de mineração de textos existentes no mercado. O Lexico 3® além de permitir o processamento do texto, identificando as palavras como unidade, a atribuição de etiquetas ou códigos que representam conceitos estruturados e completamente flexíveis, ainda dispõe entre suas funcionalidades de operações detalhadas de análise estatística, como análise fatorial, crescimento vocabular, segmentos repetitivos e concordância.

Software desenvolvido pela Universidade la Sorbonne Nouvelle - Paris 3.

Disponível em: http://www.tal.univ-paris3.fr/lexico/index-gb.htm

SPHINX LÉXICA v5® - software proprietário, é um sistema incorporado ao SPHINX® que compreende um pacote de outros sistemas de concepção de pesquisas e de análise de dados quanti-qualitativos, com múltiplas possibilidades de cruzamentos e testes estatísticos. Um dos sistemas incorporados ao SPHINX® é o SPHINX Léxica v5® que permite a análise léxica e a análise de conteúdo das questões abertas tipo texto que integram as funções de concepção e edição de enquêtes, de análise e gestão de dados. O software possibilita a navegação lexical, leitura, análise e quantificação dos dados textuais como (análise sintática, segmentos repetidos, Tabelas lexicais e de especificidades, ocorrências, frases características, análise fatorial). O SPHINX utiliza a tecnologia do software Eurekha, componente do sistema que é responsável pela criação do questionário e definição de controles no processo de criação da pesquisa. O sistema conta também com diversos recursos para a criação de formulários, análise de dados, Tabelas e Gráficos com características personalizadas, diagramação e organização de relatórios e pode ser usado em diversas mídias como internet, e-mail, papel, etc. (FREITAS et al, 2008). Disponível em: http://www.sphinxbrasil.com/

No âmbito desta pesquisa se realizou um pré-teste com software Lexico 3® e com o SPHINX LÉXICA v.5 e a partir das funcionalidades de cada um, dos resultados obtidos e da disposição de treinamento e de acesso à equipe de apoio, optou-se por utilizar o SPHINX. A licença desse software é gerenciada pela instituição de origem dos pesquisadores e seu uso justifica-se pela presença de vários pontos positivos como um expressivo número de

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recursos para o gerenciamento das análises lexicométricas e respectivas representações gráficas com possibilidade de customização.

Segundo Freitas e Janissek (2000) a Análise de Conteúdo é uma técnica refinada que requer muita dedicação e rigidez na decomposição do conteúdo ou na contagem dos resultados de análises. Para respeitar os critérios de confiabilidade, por exemplo, faz-se necessário que o resultado da Análise de Conteúdo seja independente do instrumento utilizado para sua medição.

Na tentativa de minimizar os problemas de confiabilidade durante o processo de definição das categorias e variáveis para a (AC) Análise de Conteúdo, sugere-se nesse trabalho, a fusão das técnicas de análise documentária para definição de termos, de categorias/conceitos e a análise lexical.

Nesse sentido, descrevem-se a seguir, os principais aspectos da Ciência da Informação e as regras que permeiam o processo de leitura documentária, enquanto instrumento para a definição de categorias e subcategorias, no processo de análise de conteúdo e conceitual das mensagens em fóruns online.