4. Metodisk tilnærming
4.2 Prosessen ved kvalitativt intervju
Segundo Terra (2001), um dos primeiros requisitos para a interação universidade-empresa é a política institucional da universidade. Assim, quando perguntados se a UFV fornece uma visão exata do que está acontecendo e as tendências de mercado na área de atuação dos pesquisadores, 91% disseram que não (Gráfico 23). Os 9% que responderam sim, disseram que não é a UFV em si que fornece, mas eles que buscam estas informações e por se considerarem parte integrante da UFV responderam sim.
Sim 9% Não
91%
Gráfico 23 -UFV fornece informações a respeito do que está ocorrendo e das tendências de mercado na área de atuação dos pesquisadores entrevistados
Fonte: Resultados da pesquisa.
Quando questionados se a UFV possui um órgão cuja função seja a de negociação com empresas para permitir a transferência de conhecimentos da Universidade para o setor empresarial, 87% responderam que não possui (Gráfico 24). Os 13% restantes responderam que existem dentro da UFV dois órgãos que cuidam desta negociação, a Assessoria Internacional e de Parcerias (AIP) e a Incubadora de Empresas de Base Tecnológica.
Sim 13% Não
87%
Gráfico 24 -Existência de órgão na UFV que cuida da negociação com empresa Fonte: Resultados da pesquisa.
A AIP foi criada com o objetivo de incentivar a parceria com o setor privado, na busca de soluções integradas para empreender ações inovadoras, eficientes e qualificadas, mas, atualmente, tem seu foco nas parcerias internacionais para a realização de intercâmbios (UFV, 2009). A Incubadora, de acordo coma Resolução 08/2001 do Conselho Superior (CONSU), tem como objetivos identificar empreendedores, estimular a formação de sociedades comerciais, incentivar a criação de empresas de base tecnológica, aproximar a UFV do setor produtivo e propiciar novas oportunidades de trabalho, pela implementação das empresas de base tecnológica. Portanto, embora tenham como foco a interação universidade-empresa, nenhum dos dois cuida exclusivamente da transferência do conhecimento gerado na UFV para o setor empresarial.
De acordo com 91% dos entrevistados (Gráfico 25), a criação de um órgão agenciador na UFV auxiliaria nas negociações com empresas e 9% acredita que se este órgão existisse seria o que chamaram de “ação entre amigos”, ou seja, seria mais um órgão vinculado à “política” da universidade, onde o gestor mudaria a cada troca de reitorado.
Sim 91%
Não 9%
Gráfico 25 -Criação de um órgão agenciador na UFV auxiliaria nas negociações com empresas
Fonte: Resultados da pesquisa.
Entretanto, 96% dos entrevistados acreditam que a criação de uma Agência de Inovação que pudesse agenciar todos os contratos e convênios de transferência de conhecimentos da UFV para o setor empresarial, incluindo aqui os contratos de prestação de serviço, a venda e licenciamento de patentes, seria uma conquista para a instituição (Gráfico 26). Os entrevistados que não acreditam na criação desta agência (4%) disseram que esta atrapalharia quem já faz a relação universidade-empresa, ou seja, quem desenvolve projetos em parceria com empresas; que seria mais um gasto no orçamento da UFV; que iria dividir o ensino e a pesquisa e que, com certeza, teriam mais um formulário a ser preenchido (mais uma burocracia).
Sim 96%
Não 4%
Gráfico 26 -A criação de uma Agência de Inovação seria uma conquista para a UFV Fonte: Resultados da pesquisa.
Ao pedir para pensarem como esta Agência de Inovação poderia ser estruturada, as seguintes respostas foram dadas:
• “Poderia funcionar como uma secretaria com um profissional que pudesse passar as informações”.
• “Deveria ser independente da universidade, semelhante à SIF, com um negociador com experiência na relação U-E”.
• “Faria o que hoje faz o CENTEV, captar empresas que buscam inovação para fomentar a inovação tecnológica na UFV”.
• “Seria ligada à Funarbe. Cuidaria da parte burocrática, faria pesquisa de mercado e cuidaria da legalização de novos produtos”.
• “Faria o levantamento de demandas do mercado. A empresa procuraria o gestor da Agência”.
• “A PPG e a Pró-reitoria de Extensão seriam ligadas a Agência”.
• “Cuidaria da interrelação departamental”.
• “Faria a integração com a pesquisa, levantando demanda de mercado, realizando parceria entre as Unidades da UFV e seria independente de qualquer órgão já existente na Universidade”.
• “Seria multidisciplinar, representada pelos quatro Centros de Ciência. Todos os Departamentos deveriam contribuir”.
• “Cuidaria da prestação de serviço para empresas e seria ligada à Pró-reitoria de extensão com interseção com a PPG”.
• “Deveria começar por um dos Centros e com recursos humanos que sejam qualificados e tenham o perfil empreendedor”.
• “Deveria ser sem cunho político e com grande agilidade”.
• “Primeiro, deveria conhecer de forma ampla as necessidades do mercado. Segundo, manter diálogo com a empresa e terceiro, conhecer as competências dos pesquisadores e levar as informações aos laboratórios. Os convênios deveriam ser feitos com a Agência e não com o professor”.
• “Seria ligada a pesquisa, ao segmento empresarial e com ligação com o Centev”.
• “Deferia facilitar a interação universidade-empresa por meio de seminários e reuniões com os departamentos”.
• “Cada Departamento deveria ter um órgão de gestão de negócio (coordenadoria de gestão de negócio)”.
• “O licenciamento de patentes e a prestação de serviços deveriam ser competências deste órgão”.
• “O papel da Agência seria identificar o que a UFV tem e vender”.
• “Os Departamentos e respectivos Laboratórios fariam releases do que está sendo feito e passaria para a Agência que avaliaria a potencialidade de transferência”.
• “Após a tese e dissertação todo estudante deveria procurar a Agência a fim de vislumbrar a possibilidade de transferência”.
• “Seria a associação entre Incubadora e Funarbe para gestão”.
• “Seria mais amplo que a CPPI. Deveria esclarecer aos pesquisadores como reconhecer e resguardar a tecnologia”.
• “Seria uma pessoa jurídica independente da UFV e deveria saber como valorar o conhecimento”.
• “Seria ligada à Funarbe, a Pró-reitoria de extensão e a PPG, tendo a CPPI em seu escopo”.
Como pode ser observado acima, são várias as maneiras de estruturação de uma Agência de Inovação pensada pelos professores do DTA, entretanto, um ponto é comum em suas respostas seria um ambiente de interação mais eficiente. Neste local, a ligação entre a universidade e a empresa, ou seja, entre os produtores de conhecimento e os compradores, teria maior eficácia, permitindo a transferência do conhecimento produzido no meio acadêmico para a prática, ou seja, seria possível a geração de inovação.