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O cuidado é uma prática fundamental para a promoção de saúde, porém cuidar é diferente de curar, tratar ou controlar, (Moskovics, 2008). A saúde expressa uma complexa e dinâmica realidade sustentada por um conjunto de fatores biopsicossociais. Para isso, é fundamental o envolvimento coletivo dos membros de uma comunidade, dos serviços de

saúde e seus profissionais, bem como de pesquisadores da área da saúde para a compreensão do fenômeno saúde-doença.

Neste sentido, o autocuidado assume um papel mais importante do que a tecnologia profissional de cura. Os indivíduos, a família e a comunidade em geral se constituem em elementos básicos do sistema de cuidado da saúde, um recurso comunitário onipresente, para o qual o recurso profissional passa a ser suplementar (Moskovics, 2008).

Para tanto a promoção de saúde diz respeito ao processo de capacitação da comunidade em prol da melhoria de sua qualidade de vida e saúde, incluindo seu bem-estar físico, mental e social, a partir de seus próprios recursos (Moskovics, 2008). Assim, o cuidar não passa apenas pelas competências e tarefas técnicas, mas inclui a construção dos projetos de vida de quem quer ser cuidado (Ayres, 2004) e uma responsabilidade que deve ser compartilhada entre indivíduos, comunidades, grupos e profissionais. (WHO, 2008).

Desta forma destaca-se o papel do suporte social na vida de pessoas com doenças crônicas, como portadores de HIV/Aids, o qual pode ser um amenizador das situações de preconceito e discriminação, bem como fortalecer o sistema imunológico, e consequentemente a saúde nos seus aspectos biopsicossocial. Podendo ainda contribuir na melhora da adesão ao tratamento e a qualidade de vida.

Com isso torna-se necessário o investimento em intervenções na área da Psicologia a fim de contribuir para o planejamento das ações de saúde. Pode-se destacar a necessidade da atenção dos profissionais de saúde e pesquisadores, tanto para os fatores de proteção à saúde quanto para os fatores de risco, tanto para os processos de resiliência em indivíduos, tanto quanto para os aspectos relacionados à vulnerabilidade.

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CAPITULO II