• No results found

Proposta didàctica 1. 2n ESO

O enfrentamento da problemática ambiental e suas consequências para as esferas as mais variadas da vida em sua complexidade tem sido um dos desafios para a humanidade nos últimos séculos. Esta não tem sido uma tarefa fácil, devido a interesses econômicos, políticos, sociais, culturais, religiosos, próprios da racionalidade instrumental e produtivista que marca as relações entre sociedade, natureza e trabalho nos marcos da agudização das condições capitalistas de existência. São esses interesses que entrelaçam a tessitura da realidade ambiental que a população mundial vivencia atualmente, tendo como referência objetiva o modelo de desenvolvimento adotado pela sociedade global, pautado na dimensão econômica em detrimento das demais.

A percepção de intensificação dos problemas ambientais aliada aos interesses econômicos resultou em publicações que deram origem à emergência do discurso ambientalista em nível global. E também elucidaram denúncias de uma conjuntura que consolidou a problemática ambiental, tal como Silent Spring (1962) de Rachel Carson, The limits to growth (1972),The tragedy of commons (1968), de Garrett Hardin.

Com isso, estas publicações deram margem à constituição de esforços teóricos (SACHS, 2007; 2006; 1993; 1981), políticos e ideológicos com Maurice Strong, considerado pela União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN) liderança do movimento ambientalista internacional, e o surgimento de movimentos ambientalistas e Organizações Não Governamentais (ONGs) internacionais: WWF (1961), Greenpeace (1971) em torno de uma nova compreensão do desenvolvimento, para além do sinônimo com crescimento econômico, se aproximando de uma análise paradigmática de sustentabilidade.

Go Harlem Brundtland, no relatório Nosso Futuro Comum (1987, p. 25), faz a seguinte defição de desenvolvimento sustentável:

Sustainable development is not a fixed state of harmony, but rather a process of change in which the exploitation of resources, the direction of investments, the orientation of technological development, and institucional change are made consistent with future as well as present needs. We do not pretend that the process is easy or atraightforward. Painful choices have to be made. Thus, in the find analysis, sustainable development must rest on political will.

Esse é o resultado do trabalho da Comissão Mundial da Organização das Nações Unidas ONU) sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento (UNCED). E o que é interessante perceber é que o documento enfatiza a possibilidade de escolhas dolorosas. Para se iniciar esse processo, há que se fazer opções nem sempre agradáveis e aceitáveis no contexto de um modelo de desenvolvimento demarcado pela exploração esquizofrênica dos recursos naturais, baseado em um modelo tecnológico com o uso de técnica que escraviza e desumaniza o ser humano, pouco sensíveis a mudanças institucionais.

Guimarães indica o que para ele significaria pontos capazes de auxiliar na elucidação deste paradigma novo de desenvolvimento:

[...] o paradigma da sustentabilidade parte da base de que o crescimento, tal como estamos vivenciando, constitui um componente intrínseco da insustentabilidade do modelo atual. [...] A sustentabilidade do processo de desenvolvimento somente se dará na medida em que consiga preservar a integridade de processos naturais que garantam os fluxos de energia e de materiais na biosfera e, ao

mesmo tempo, que se preserve a biodiversidade do planeta (GUIMARÃES, 1997, p. 54).

Provavelmente, ainda não se consiga realizar essa última assertiva. Isso no sentido de aliar as necessidades do crescimento econômico sem a usurpação dos sistemas naturais de maneira desmensurada, em que a exploração do trabalho humano e dos recursos naturais é uma premissa básica, desconsiderando a articulação entre a prudência ecológica, crescimento econômico e justiça social.

Na convivência com esse processo de exploração, existem sujeitos como os indígenas, ribeirinhos, caiçaras e quilombolas, que se utilizam dos mesmos recursos para finalidades fundamentais de manutenção da vida. E em alguns casos, perdem suas terras e as condições de sobrevivência digna devido a interesses essencialmente pautados no controle dos recursos da floresta e dos rios.

Sabe-se que os problemas ambientais foram acentuados pela crise do modelo de desenvolvimento econômico, sendo que um dos mais discutidos na atualidade é a mudança climática e as tentativas frágeis de implementação prática do paradigma da sustentabilidade. Essa fragilidade se deve, em alguns casos, à dificuldade de operacionalização dos acordos internacionais, principalmente daqueles produzidos a partir das conferências da ONU sobre meio ambiente e desenvolvimento (ESTOCOLMO, 1972; ECO 92, 1992; RIO+20, 2012), Mudanças climáticas (assinada como Convenção na Eco 92, resultando em outras conferências sobre o tema como: Bali, 2007; Copenhague, 2009; e a última de 2015, COP 21), educação ambiental (TBILISI, 1977), biodiversidade (definida na Eco 92), administração sustentável das florestas (definida na Eco 92), dentre outros.

Ao longo das constatações dos problemas ambientais e sua intensificação aprofundando a incapacidade do ser humano de encontrar saídas e caminhos que busquem eliminá-los, essa mesma humanidade tem discutido e encontrado saídas para diminuir a intensidade do caos ambiental mundial, uma vez que já é uma realidade, conforme mostram os eventos acima citados, que resultaram em negociações e acordos entre governos. Assim, o desafio maior é fazer com que sejam cumpridos. Ao que se tem vivenciado, há discussão, há sensibilização, há comoção, há decisões nos eventos, mas quando se sai dele, poucos levam a sério tudo o que foi discutido e decidido, pois poucos operacionalizam as alternativas viáveis para um mundo ambientalmente mais saudável.

Bruseke (2009, p. 33-34) compõe um elenco de questões sugerindo a reflexão do que se impõem ao se pensar em desenvolvimento sustentável à luz do que consta no documento Nosso Futuro Comum:

Em comparação com as discussões nos anos 70 (Declaração de C'ocoyok, Relatório Dag-Hammarskjold) mostra o relatório da comissão Brundtland um grau elevado de realismo. Ele nem propaga a dissociação ou a estratégia da self-reliance nem a despedida do crescimento econômico. Interesses "nacionais" ele toca com cuidado e mantém sempre um tom diplomático, provavelmente uma das causas da sua grande aceitação depois de ser publicado. Todavia, a crítica à sociedade industrial e aos países industrializados tem em comparação com os documentos internacionais anteriores (Cocoyok, Dag- Hammarskjold) um espaço bastante diminuído. O Relatório Brundtland define ou pelo menos descreve o nível do consumo mínimo partindo das necessidades básicas, mas é omisso na discussão detalhada do nível máximo de consumo (e de uso de energia etc.) nos países industrializados. O Relatório Brundtland quer crescimento tanto nos países não-industrializados quanto nos países industrializados. Além do mais, ele toma a superação do subdesenvolvimento no hemisfério sul dependente do crescimento contínuo nos países industrializados. Como esta posição casa com a crítica do desenvolvimento do ponto de vista ecológico fica mais do que duvidoso.

Nessa mesma direção, Guimarães e Fontoura (2012, p. 20) afirmam que:

Nunca a humanidade esteve tão próxima, não do desastre que muitos ambientalistas apocalípticos sugerem, mas de experimentar as consequências da fragilidade dos sistemas vitais para a vida no planeta. Ativistas e estudiosos são unânimes em advertir que nada menos do que uma nova ética planetária deve emergir se quisermos sobreviver como espécie (GUIMARÃES, 1991, 2001). Esta transição à sustentabilidade requer transformações profundas no arquétipo dominante de civilização, em especial no que tange ao padrão cultural de articulação entre os seres humanos e a natureza. O uso manipulado e politicamente interessado do conceito de desenvolvimento sustentável, que chega ao ponto de transformá-lo em oximoro desprovido de qualquer significado social de transformação, confunde mais do que esclarece o debate (NAREDO, 1998).

Ao considerarem-se estas perspectivas nada otimistas é que se pode concluir que tratar de desenvolvimento sustentável supõe ir muito além de um discurso emocionado e aparentemente cônscio das limitações e extravagâncias do modelo de desenvolvimento instalado e seus impactos socioambientais na esfera mundial. É recomendável analisá-lo na sua gênese e refletir sobre o motivo da criação de um conceito a priori inovador e revolucionário, mas limitado quanto à criação e construção de mecanismos que rompam com as estruturas que compõem o modelo objeto de crítica.

Franco, H. (2013, p. 283) destaca algumas reflexões sobre o desenvolvimento sustentável no cenário da Amazônia colombiana:

El desarollo sostenible de la Amazonia colombiana hay que repensario a partir de la experiencia acumulada. Es imperativo recuperar y ordenar la base de conocimiento que las universidades, centros de investigación nacionales e internacionales y científicos particulares han creado. Así mismo, reivindicar el conocimiento y saberes de las sociedades nativas y de los demás grupos humanos que historicamente han accedido a la región. Las politicas de descentralización administrativa y de autonomia regional y local hay que evaluarlas a luz de sus resultados y readaptarlas a las especificidades de la región. Es necesario también propiciar espacios de gobernabilidad que permitan ir generando las condiciones de un desarrollo sostenible, aún en medio de los conflictos.

A Conferência Rio + 20, objetivando avaliar os avanços das que as antecederam traz um enfoque muito grande ao que se conceituou como ―economia verde‖ a qual deve inserir- se no cenário do desenvolvimento sustentável.

Conforme Silva (2015, p. 243), a nomenclatura ―economia verde‖ é nova, mas não tão nova em suas diretrizes e princípios, já que tem algumas semelhanças com a modernização conservadora, tal como o próprio conceito de desenvolvimento sustentável. Apesar de inserir na sua agenda temas considerados inovadores e com condições de agregar atores sociais diversos, não questiona o modelo de desenvolvimento vigente.

O conceito de economia verde que consta do documento final, O futuro que queremos (Unesco, 2012), parece-nos hesitante e pouco assertivo: consideramos a economia verde, no contexto do desenvolvimento sustentável e da erradicação da pobreza, como uma das importantes ferramentas de que dispomos para alcançar o desenvolvimento sustentável, que poderia oferecer opções para decisão política, sem ser um conjunto rígido de regras (citação do artigo). Se, de um lado, a mirada rumo ao desenvolvimento sustentável e à erradicação da pobreza mostra-se bastante ambiciosa, de outro, a ênfase na não rigidez do documento, embora pareça indicar o reconhecimento da pluralidade das realidades sociais, também sugere pouca firmeza em postular limites contundentes ao modelo vigente de produção (SILVA, A.T.R., 2015, p. 243).

Como consequência, tem-se a permanente acentuação de situações de desigualdade social gerando miséria, guerras, seja de caráter político, religioso, cultural, econômico de um lado; e de outro, realidades em que se exibem riquezas e situações de extravagâncias consumistas. Estas realidades resultam em transtornos gigantescos do

ponto de vista da destruição de recursos naturais, perda da biodiversidade, de culturas tradicionais e ancestrais, incidindo na proliferação de um genocídio generalizado.

As constatações deste cenário se relacionam com as reflexões de Santos e Meneses (2009), ao tratarem do caráter da Epistemologia do Sul em seu livro. Partindo de algumas indagações, dentre elas, da existência de epistemologias alternativas dominada por uma epistemologia hegemônica, os autores apresentam algumas justificativas do livro que se acredita serem pertinentes aos debates expostos nesta tese. Eles abordam as nuances da epistemologia dominante e as implicações que seu formato universal, porque colonizador e dominante, sobrepôs às culturas e saberes vistos como inferiores, podendo resultar no ―epistemicídio‖; e a congregação e valorização de diversos saberes que conseguiram se reerguer dentro da ambiência da sua negação dentro de um diálogo horizontal que resulta na ―ecologia de saberes‖. A análise processada se amplia porque contextualiza a questão epistemológica no cenário da dimensão de estrutura social e política:

Primeiro, a epistemologia dominante é, de facto, uma epistemologia contextual que assenta numa dupla diferença: a diferença cultural do mundo moderno cristão ocidental e a diferença política do colonialismo e capitalismo. [...] a segunda ideia é que esta dupla intervenção foi de tal maneira profunda que descredibilizou e, sempre que necessário, suprimiu todas as práticas sociais de conhecimento que contrariassem os interesses que ela servia. Nisso consistiu o epistemicídio, ou seja, a supressão dos conhecimentos locais perpetrada por um conhecimento alienígena (Santos: 1998: 208). [...] A perda de uma auto-referência genuína não foi apenas uma perda gnoseológica, foi também, e sobretudo, uma perda ontológica: saberes inferiores, próprios de seres inferiores. [...] A terceira ideia é que a ciência moderna não foi, nos dois últimos séculos, nem um mal incondicional, nem um bem incondicional. Ela própria é diversa internamente, o que lhe permite intervenções contraditórias na sociedade. [...] A quarta ideia é que a crítica deste regime epistemológico é hoje possível devido a um conjunto de circunstâncias que, paradoxalmente, permitem identificar melhor que nunca a possibilidade e até a urgência de alternativas epistemológicas ao mesmo tempo que revelam a gigantesca dimensão dos obstáculos políticos e culturais que impedem a sua concretização. [...] A quinta ideia é que as alternativas à epistemologia dominante partem, em geral, do princípio que o mundo é epistemologicamente diverso e que essa diversidade, longe de ser algo negativo, representa um enorme enriquecimento das capacidades humanas para conferir inteligibilidade e intencionalidade às experiências sociais (SANTOS; MENESES, 2009, p. 10-11).

Um exemplo é o que acontece com as populações de alguns países do continente africano e asiático que permanecem à margem de qualquer processo de

desenvolvimento e sobrevivem com acesso extremamente limitado a bens e serviços sociais e econômicos. E convivem ainda com as guerras religiosa e civil e de limpeza étnica, que forçam a população a se transformar em refugiados, conforme aponta o Relatório Global do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) da ONU, lançado em junho de 2013. Com isso, consequentemente, perdem suas raízes culturais e tradições que os fizeram reconhecerem-se como grupos coesos e identitários. Tal contexto pode ser facilmente evidenciado pelo aumento da violência interna em todos os países, pela eclosão de guerras e fundamentalismos e ampliação de incidência de desastres naturais, tais como terremotos e tsunamis. Essa é uma espécie de caos que não se concentra em apenas um espaço em particular, mas se propaga em vários contextos e cenários do planeta, tal como o que tem se intensificado em Afeganistão, na Síria etc.

O relatório da ONU (2013), relacionado ao aumento da violência no mundo, ―[...] mostra que o número de civis afegãos mortos ou feridos no primeiro semestre de 2013 aumentou 23% em relação ao mesmo período do ano passado. Em 2013, 1.319 civis foram mortos e 2.533 feridos – um total de 3.852 civis atingidos‖. Esse é o cenário mundial. Na América Latina, de acordo com os dados estatísticos de violência urbana dos países nos grandes centros, verifica-se que aqui se vivencia uma guerra velada, em que a violência está se propagando e ganhando poder com caráter de irreversibilidade. Para Bricéno-León (2007):

Las ciudades de AL se han convertido en el escenario de una guerra silenciosa y no declarada. La Organización Mundial de la Salud calcula que en AL ocurren unos 140 homicidios cada año (WHO, 2002). La mayoría de estas muertes ocurren en las ciudades y son producto de la violencia interpersonal, no de guerras ni de conflictos armados, son violencia cotidiana, es encontrarse con la muerte en la esquina de la casa.

A intensificação dos problemas sociais, sejam urbanos ou rurais, gera impactos em todas as esferas e dimensões humanas e está visceralmente ligada aos problemas ambientais.

Historicamente, sabe-se que o quadro de agravamento dos problemas ambientais se intensificou com o advento da modernidade, que iniciou-se com a entrada da Revolução Tecnológica Urbana e se consolidou com o Capitalismo Mercantil (RIBEIRO, 1998). O pensamento científico moderno tem no culto à exacerbação da razão seu fundamento para a explicação de todos os fenômenos da vida, o que significa

que se não houver uma explicação racional, com precisão, comprovação e objetividade de resultados não é digno de credibilidade. O pensamento de Descartes, cuja fonte origina-se em Galileu Galilei, é o que ampara este argumento e a consolidação deste paradigma, dominante até os dias atuais, respaldado no controle do objeto pelo sujeito.

De acordo com Barbosa (2006, p. 51):

A filosofia de Descartes promoveu, naquele momento, uma grande ruptura com o mundo aristotélico e também com a filosofia patrística que empenhava-se para compreender os elementos filosóficos e teológicos da escolástica de Agostinho e Aquino, apesar de continuar sob a tutela religiosa-filosófica destes anteriores. Não foi um romper radical, abdicando da figura divina, mas tratava-se de um caminho inventivo matemático indutor de e para descobertas científicas, o mundo; assim, iniciou-se um processo de mecanização (tanto do homem como da natureza). [...] considerava o mundo feito por Deus e deixado só e governado pelas leis criadas pelo mesmo.

O ser humano é um fim em si mesmo, os demais aspectos ou elementos da vida são objetos ou instrumentos à sua disposição, para que possa alcançar seus objetivos e desejos, associando-se, portanto, a uma lógica cartesiana de ciência, e a uma lógica antropocêntrica de ordenação das relações entre sociedade e natureza.

Essa lógica é transportada para algumas religiões, que se apropriam dos preceitos teóricos e científicos da ciência moderna para explicar e justificar a estrutura social, econômica, cultural e tecnológica baseada em uma suposta ―vontade de Deus‖. Apesar do potencial para a busca da solução dos problemas da humanidade, estes se acentuam e indicam que este modelo de compreensão da realidade está em crise e precisa ser revisado. Capra (1982, p. 11) ilustra esse quadro no século XX, afirmando que:

As últimas duas décadas de nosso século vêm registrando um estado de profunda crise mundial. É uma crise complexa, multidimensional, cujas facetas afetam todos os aspectos de nossa vida - a saúde e o modo de vida, a qualidade do meio ambiente e das relações sociais, da economia, tecnologia e política. É uma crise de dimensões intelectuais, morais e espirituais; uma crise de escala e premência sem precedentes em toda a história da humanidade. Pela primeira vez, temos que nos defrontar com a real ameaça de extinção da raça humana e de toda a vida no planeta.

Capra escreveu essas palavras no século XX. Hoje, em pelo século XXI, as questões apresentadas só se intensificam. A crise tem ganhado dimensões espantosas, e os seres humanos, compondo esses rumos e trilhos, não se identificam com ela e, em muitos casos, não a veem, porque perderam a sensibilidade para senti-la.

No atual século XXI, o líder da Igreja Católica, Papa Francisco, elaborou uma Encíclica ―Laudato Si’ del Santo Padre Francesco sulla cura della casa comune‖, com análises e críticas ao modelo de desenvolvimento e seus impactos na conquista de uma vida digna. O documento é denso e sério, uma vez que não fica na mera descrição pontual da conjuntura atual, mas elege culpado e indica caminhos para que ocorram as transformações e mudanças para se alcançar um mundo mais justo e humano.

Questo riguarda specialmente alcuni assi portanti che attraversano tutta l‘Enciclica. Per esempio: l‘intima relazione tra i poveri e la fragilità del pianeta; la convinzione che tutto nel mondo è intimamente connesso; la critica al nuovo paradigma e alle forme di potere che derivano dalla tecnologia; l‘invito a cercare altri modi di intendere l‘economia e il progresso; il valore proprio di ogni creatura; il senso umano dell‘ecologia; la necessità di dibattiti sinceri e onesti; la grave responsabilità della politica internazionale e locale; la cultura dello scarto e la proposta di un nuovo stile di vita. Questi temi non vengono mai chiusi o abbandonati, ma anzi costantemente ripresi e arricchiti (ENCICLICA PAPA FRANCISCO, 2015, p. 15)

Ele ainda faz um apelo, dada a situação de caos que se encontra a população mundial: Rivolgo un invito urgente a rinnovare il dialogo sul modo in cui stiamo costruendo il futuro del pianeta. Abbiamo bisogno di un confronto che ci unisca tutti, perché la sfida ambientale che viviamo, e le sue radici umane, ci riguardano e ci toccano tutti. Il movimento ecologico mondiale ha già percorso un lungo e ricco cammino, e ha dato vita a numerose aggregazioni di cittadini che hanno favorito una presa di coscienza. Purtroppo, molti sforzi per cercare soluzioni concrete alla crisi ambientale sono spesso frustrati non solo dal rifiuto dei potenti, ma anche dal disinteresse degli altri. Gli atteggiamenti che ostacolano le vie di soluzione, anche fra i credenti, vanno dalla negazione del problema all‘indifferenza, alla rassegnazione comoda, o alla fiducia cieca nelle soluzioni tecniche. Abbiamo bisogno di nuova solidarietà universale.

A manifestação de um documento com este caráter oriundo da Igreja Católica pode