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F Proof of Proposition 4

PROFESSORES USO DE TECNOLOGIA NA INFÂNCIA E jUVENTUDE CONTATO COM TECNOLOGIA NO INÍCIO DA VIDA PROFISSIONAL USO DO COMPUTADOR/INTERNET PARTICULAR PROFISSIONAL

PROJETO UCA NA ESCOLA

DIFICULDADES PARA O USO DA TECNOLOGIA NA ESCOLA PARTICIPAÇÃO EM FORMAÇÃO CONTINUADA UTILIZAÇÃO DOS CONHECIMENTOS EM AULA DE PORTUGUÊS

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Tive com, joguinhos né? Vídeo game que era Atari na época né? ... mas o uso era pouco né? É tinha, era pouco o uso, mas ...era tranquilo, era fácil de manusear.

 ESCOLA 2 PROFESSORA 1

Não, não. Nós brincávamos de boneca e nós mesmo que construíamos nossos carrinhos e brinquedos. Então, o que nós tínhamos, nós confeccionávamos, nós subíamos em árvores, é, a nossa infância, fazíamos pipa, brincávamos de bulita.

PROFESSORA 2

Na minha infância não, era muito brinquedo, ainda brincava de boneca. Eu tinha um irmãozinho né? Então a gente, eu brincava com ele de carrinho, de soltar pipa, era mais aquilo aí na adolescência já na, aí veio o surgimento da tecnologia. Com 15 anos eu ganhei meu primeiro computador, que aí junto com o meu computador veio a reforma do meu quarto né? De 15 anos eu troquei os 15 anos pela festa, troquei pela reforma de um quarto, então nele veio incluso o computador. Aí eu fazia curso de informática, eu abandonei o curso e fui aprender mexer sozinha no computador. Não, era só brinquedo hum..., mas eu também não me prendi muito a tecnologia tanto que ainda na adolescência ainda brincava de esconde-esconde, pega-pega, conversava normal com os meus amigos. Não é igual hoje que você se prende ao mundo da tecnologia né?

Podemos observar que, de modo geral, elas não tiveram muito contato com brinquedos ou equipamentos tecnológicos na infância e juventude. Das quatro entrevistadas, somente a Professora 2 da Escola 1 teve videogame na infância. A Professora 2 da outra Escola teve, ao completar 15 anos, seu primeiro contato com o computador. As demais educadoras tiveram na sua infância e juventude brinquedos mais artesanais.

Ao considerarmos o resultado do questionário aplicado em comparação com a entrevista, ratificamos que essas educadoras são imigrantes digitais, nos termos de Prenski (2001), e pertencem à geração X. Tal afirmação é possível porque a idade delas está entre 25 e 39 anos; o meio utilizado para obter informações para 40% delas é a Internet e para os demais 60% são revista, jornal e televisão. Quando se manifestaram sobre a frequência do uso das TIC durante sua infância e juventude, não houve evidência de uso frequente.

Trata-se de características da geração X: pessoas nascidas em uma era analógica, entre os anos de 1960 a meados de 1980; com pouco ou nenhum contato com

131 tecnologia digital na infância ou juventude; aprenderam a usar a tecnologia digital após a adolescência, ao longo da vida adulta; tendem a buscar informações primeiramente em mídia impressa para depois verificar a disponibilidade de informações online.

O cenário que se configurou com os dados obtidos apresenta-se como um dos desafios enfrentados por essas professoras da geração X: receber em suas salas de aula alunos nativos digitais ou da geração Y, que utilizam a tecnologia digital com bastante naturalidade, o que não ocorre de maneira geral com elas próprias. Essa discussão é retomada e ampliada no item 4.2, quando abordarmos as relações dos resultados obtidos com base na análise dos instrumentos de pesquisa aplicados. 2 – Contato com as TIC no início das atividades profissionais

O segundo ponto que destacamos diz respeito ao contato com a tecnologia no início das atividades profissionais. Iniciemos com a apresentação dos trechos selecionados:

 ESCOLA 1 PROFESSORA 1

[...] eu já, já comecei, já trabalhava na vida profissional aí eu já... já... vim já pra dentro da... duma escola já sabendo manusear DVD, TV, né? [...] Usei, usei, mas assim depois de uns quatro anos de serviço que, aí depois que eu já estava na escola municipal né? De bairro, não tinha é televisão, assim, com DVD, era só se colocava a TV mas assim algum noticiário que tinha, não tinha DVD. Lá nessa escola, aí depois lá de uns quatro anos nessa escola que eu entrei pra trabalhar, já tinha DVD e eu manuseava, sempre fui curiosa, porque em minha infância eu não tive né?

PROFESSORA 2

Foi, foi tranquilo, né... às vezes usava algum aparelho né, igual ao DVD que era uma coisa que não.... que era uma coisa mais nova nem todo mundo tinha em casa ainda um...um DVD. Às vezes tinha alguém na escola pra estar ajudando mais a gente já tinha, é pegar na prática de usar né? Depois começou até os alunos a ajudar, o professor tinha dificuldade o próprio aluno já ia te ajudando, mas foi usado bastante.

 ESCOLA 2 PROFESSORA 1

Tive, tive a escola sempre disponibilizou, de dois televisores, dois aparelhos de DVD, e eu tenho 11 anos de profissão então todas as escolas por onde eu passei sempre teve disponível Microsystems, televisores, DVD... e as escolas

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também investiam sempre o PPP e o PDE pra comprar Datashow pra facilitar o nosso trabalho. Então eu não tive problema ao iniciar o meu trabalho, de ter material, tecnológico o suficiente pra trabalhar, isso nunca. [...] O uso....tranquila...não....na minha questão profissional em relação à televisão, „ajudava.

PROFESSORA 2

Sim, hum... hum, com certeza. [...] Uso foi tranquilo porque fica na biblioteca e é só pegar, né? E usar não foi muito difícil, né?

Todas as professoras tiveram algum contato com tecnologias ao iniciarem seu trabalho nas escolas. Começaram com TV, DVD e outros, até chegarem ao laptop do UCA. Para as que tiveram algum contato com tecnologia na infância ou juventude, o uso de algumas tecnologias na Escola como TV e DVD aconteceu de forma mais natural. A Professora 1 da Escola 1, que, segundo declarou, não teve contato com as TIC na infância e juventude, chegou a esperar quatro anos para iniciar o uso dessas tecnologias como ferramenta pedagógica.

Entretanto, sabemos que a utilização por si só desses recursos não garante a eficiência do processo de ensino e aprendizagem, pois, conforme já apresentado anteriormente, a utilização das TIC no cotidiano, no plano pessoal, difere da sua utilização no fazer pedagógico, o que ficou claro nas atividades propostas pelas educadoras:

 as professoras com idade entre 30 e 39 anos, nascidas em uma geração analógica, conseguiram organizar atividades pedagógicas significativas com o uso da tecnologia;

 as professoras com idade entre 25 a 29 anos, que viveram (pelo menos mais do que as da faixa dos 30 a 39 anos) a era digital, não se sentiram mais seguras que as demais para elaborarem suas propostas com o uso da TIC.

Desse modo, é possível afirmar que os cursos de formação continuada, aliados à experiência profissional, contribuíram significativamente para o uso pedagógico das TIC nas aulas de Língua Portuguesa no caso desta pesquisa.

133 Observamos que, ao utilizarem o computador e as TIC no âmbito pessoal, o professor não tem receio: arrisca, faz tentativas. No entanto, ao utilizar os mesmos recursos com seus alunos, ele se apresenta mais comedido, inseguro, por saber que o uso pessoal dessa tecnologia difere do uso pedagógico. Para suprir essa lacuna, faz-se necessária uma política de formação de professores realmente contínua e especialmente reflexiva, que, de acordo com Nóvoa (2007), acontece na reflexão do professor sobre sua ação pedagógica.

3 – Uso do computador e da Internet

O terceiro ponto que apresentamos refere-se ao uso do computador e da Internet, tanto o uso particular quanto o uso profissional. A seguir, apresentamos a opinião dos docentes:

 ESCOLA 1 PROFESSORA 1

O computador foi depois de ... acho que 10 anos de serviço. [...] a Internet

pra mim agora é prioridade, é a pesquisa, né a, a Internet pra mim, é uma, é necessário, já não é mais luxo [...]as crianças agora eles fazem pergunta pra você que se você não tá atualizado, você fica. (Grifo nosso)

PROFESSORA 2

Foi, eu trabalhei, eu comecei a trabalhar com um pouquinho de medo né? De usar, eu não sabia usar muito, é, pra fazer algumas pesquisas [...] Aí depois fui

pegando o jeito[...] (Grifo nosso)

 ESCOLA 2 PROFESSORA 1

Eu faço particular, pessoal e profissional uma vez que a SEDUC nos obriga a

deixar toda online a nossa vida profissional porque os diários são online

né? O sistema SIGA EDUCA [...] tudo é online, então não tem como fugir do computador. (Grifo nosso)

PROFESSORA 2

Com 15 anos eu ganhei meu primeiro computador, [...] Aí eu fazia curso de informática, eu abandonei o curso e fui aprender mexer sozinha no computador.

[...] (Na escola) Não é direto, é de vez em quando, é bem restrito [...] (Grifo nosso)

O uso do computador, assim como de outras tecnologias de informação e comunicação, entrou para a vida dessas educadoras de forma gradual. Elas ainda apresentavam receio do manuseio certo ou errado do equipamento e dúvidas quanto às atividades que poderiam ser desenvolvidas.

134 Constatamos que o computador e a Internet foram incorporados às atividades educativas, primeiramente pela necessidade de atendimento aos anseios tanto de alunos quanto da SEDUC, quase por obrigação, como verificamos na fala das professoras, principalmente das professoras da Escola 2. De acordo com Coscarelli (2007), cabe ao professor enfrentar seus anseios e propor atividades para o uso pedagógico da TIC em suas aulas. As exigências sociais e educacionais acerca do uso da TIC na educação são grandes e elas têm clareza disso.

Precisamos ressaltar que a maioria dos professores acredita nas possibilidades francamente positivas de trabalho com as TIC: sabem que os recursos tecnológicos podem ser benéficos quando usados adequadamente em sala de aula. Porém, parece que essa ideia fica somente no discurso de alguns professores, uma vez que, ao serem questionados sobre o uso do computador e da Internet, afirmam usá-los porque a SEDUC exige; os alunos cobram; eles (professores) precisam acompanhar o desenvolvimento tecnológico e se atualizar para não ficarem aquém das expectativas da comunidade educacional.

4 – Projeto UCA na escola

O quarto ponto é o trabalho pedagógico com o Projeto UCA na Escola. Os trechos a seguir revelam o ponto de vista dos professores:

 ESCOLA 1 PROFESSORA 1

É, o UCA, o UCA, quando chegou aqui nessa escola foi...né, uma, um avanço porque tinha criança ainda que não tinha acesso. Era só ali no laboratório, era só aqui na escola.

PROFESSORA 2

É, quando eu cheguei na escola, em 2012, né? Tinha o projeto mas num, não estavam trabalhando com, com o UCA né?

 ESCOLA 2 PROFESSORA 1

Foi assim, [...] a diretora me chamou na sala dela na minha hora atividade e disse assim, professora, eu preciso muito da senhora. Eu falei, pois não. Chegaram os laptops e eu preciso entregar esses laptops pra criança, pras crianças e eu preciso que a senhora monte um projeto. E eu sempre utilizei dois

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cadernos paralelos em sala de aula, um pra executar as atividades, é do livro, e outro pra aquelas que eu criava na minha hora atividade, que eu chamo caderno de produção textual e aí eu criei um projeto ligado ao UCA e ao caderno de produção textual porque eu sempre deixei muito claro na escola, da minha opinião, que não é porque a gente tem computador que vai deixa de utilizar o caderno, o lápis, a borracha e a caneta. Então eu criei um projeto, apresentei na Sala do Educador que é o momento da nossa formação continuada e aí o projeto foi aceito. [...]Então tudo aquilo, as historinhas em quadrinhos, nós produzimos no UCA, juntos, eu com o meu laptop ou com o laptop deles, então nós sentávamos em dupla, então eu naquele momento, eu não era professora, nós éramos os aprendizes ao mesmo tempo. E nós produzimos texto, nós adaptamos no Datashow, fizemos apresentação no pátio. Esse foi o primeiro contato meu com o UCA [...], não só na minha aula mas na aula dos outros professores também mas fui que dei o pontapé inicial, na escola, do projeto.

PROFESSORA 2

Tipo assim, as crianças têm o laptop né? Como eu sou nova eu não ganhei o laptop. Então assim, eles levam pra casa, voltam pra escola. Eles têm todo direito, computador no caso naquele ano, pertence a eles né? Mas parece que agora eles, eles recolheram os laptops e não vão devolver mais, então o professor que quiser usar a internet tem que levar os alunos no laboratório. Então, mas, no momento assim, as crianças com computador e comigo são tranquilos.

As professoras deixam evidente na entrevista que acreditam que foi a falta de investimentos na estrutura física das escolas para efetivação do projeto que dificultou o trabalho pedagógico delas. Além dos problemas estruturais, os momentos de oferta de cursos de formação dos professores para trabalhar com o laptop do UCA, iniciados em 2010, foram se rareando. A partir de 2013, de acordo com os relatos, o Projeto UCA foi perdendo força e, consequentemente, as aulas de língua portuguesa mediadas pela tecnologia digital com o uso do laptop ocorreram mais esporadicamente, cedendo espaço para o uso do laboratório de informática. Por um lado, não consideramos o uso pelas professoras do laboratório de informática como um aspecto negativo; muito pelo contrário, no laboratório, o aluno pode, tão bem como quando faz uso do laptop, ter acesso a recursos importantes para seu desenvolvimento cognitivo, bem como para a ampliação de competências e habilidades relacionadas à tecnologia. Além disso, as trocas de informações realizadas pelos alunos que trabalham em duplas auxiliam a construção conjunta das atividades e a colaboração entre eles.

Por outro lado, avaliamos que, se a escola participa do Projeto UCA que propicia a cada aluno ter seu próprio laptop e se a infraestrutura adequada para o

136 funcionamento desse Projeto estivesse em ordem, seria desnecessário utilizar o laboratório de informática com tanta frequência, como relatam terem usado, até porque nesses laboratórios não há uma máquina para cada aluno. Nessa situação, não há como o aluno avaliar a situação-problema proposta e tomar suas decisões sozinho, o que pode dificultar o desenvolvimento de sua autonomia, uma vez que sempre dependerá do outro para decidir o que fazer. O uso do laptop contribui para promover o desenvolvimento da competência de tomar decisões (ao avaliar a situação sozinho e verificar as possibilidades de ação diante do problema apresentado) e de interagir com o outro para tomada de decisão (ao verificar com os colegas as possibilidades levantadas por eles diante da situação-problema proposta e iniciar um processo de negociação da melhor solução para o problema proposto pelo educador).

5 – Dificuldades para uso da tecnologia na escola

O quinto ponto diz respeito às dificuldades para o uso da tecnologia na Escola, mais especificamente do laptop. Vejamos o que pensam os docentes entrevistados:

 ESCOLA 1 PROFESSORA 1

[...] mas a dificuldade do acesso da Internet dentro da sala de aula porque ela

não foi adequada, as salas né? Não foi adequado, então o que pegava, o que funcionava, nós montávamos assim de dupla, fazia grupo de três, pra pesquisa. Isso foi ano passado. Este ano nós já, só no laboratório.

PROFESSORA 2

Tinha o projeto mas não estavam trabalhando com o UCA né? Ele estava parado com problemas né? Não estavam conseguindo carregar, não era todo lugar que ele estava conseguindo é funcionar né? Então o uso do laboratório, laboratório de informática que foi contínuo né? [...] É, quando a turma é grande né? As vezes a dificuldade é que hoje nós temos o problema de não ter a Internet ali não funciona em todos os computadores, tem um período que funciona em todos. Número de computadores nós temos. É um número bom de computadores, mas nem sempre tá funcionando todos, né? Mas conseguem trabalhar. Às vezes tem aluno né mas é bem raro o aluno que ele tem dificuldade de mexer no computador, ele não consegue as vezes ligar, ele precisa de um auxílio o tempo todo mas a maioria, consegue trabalhar tranquilo e consegue desenvolver as atividades.

 ESCOLA 2 PROFESSORA 1

[...] Ela(coordenadora) estava lavando assim as capas dos laptops e eu perguntei, professora, quantos laptops de verdade estão funcionando dos 427,

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acho que foi essa carga que foi entregue aqui na escola. Ela falou, professora, pra eu não mentir, estão funcionando 42. E eu falei assim, e agora? Pro ano letivo de 2014, como que nós vamos fazer porque eu vou voltar pra sala de aula. Como nós vamos fazer? Vai entregar pra turma novata que nunca, nunca mexeu no laptop? Ou vai ficar no laboratório carregando e o professor que quiser continuar com o projeto UCA vem para o laboratório ao invés de mexerem com as máquinas maiores, mexem com os laptops? Ela falou, eis que surge um problema. [...] O UCA teve uma grande falha, onde estão os novos Uquinhas, para compensar os UCAs estragados? O pessoal do laboratório não tem uma formação de desmontar e montar de novo, porque não vêm peças novas. [...] Falaram que a SEDUC viria mudar a parte elétrica, pápápá, pápápá, nós temos tomadas que não funcionam dentro da sala de aula. Uma única tomada não funciona.

PROFESSORA 2

Tipo assim, as crianças têm o laptop né? Como eu sou nova eu não ganhei o laptop. Então assim, eles levam pra casa, voltam pra escola. Eles têm todo direito, computador no caso naquele ano, pertence a eles né? Mas parece que agora eles, eles recolheram os laptops e não vão devolver mais, então o professor que quiser usar a internet tem que levar os alunos no laboratório. Então, mas, no momento assim, as crianças com computador e comigo são tranquilos. Bom, agora que nesse um ano que eu estou, tem, tem coisas que foram produtiva e têm partes que não foram, tipo, alunos que usavam laptop abusavam porque eles queriam não fazer mais nada, eles perdiam algumas vezes o interesse entendeu? Das aulas passadas na lousa, de escrever no caderno e tudo mais e assim, aí você tinha que ficar ou tinha que tomar os laptops, fora isso, o resto, os, os demais, tudo tem seu ponto bom e o seu lado negativo né? Mas fora isso, tranquilo.

As professoras mais uma vez afirmaram, agora em relação às dificuldades para o uso da tecnologia, que a ausência de investimento na estrutura física se apresenta como um desafio a ser superado. Elas destacam o laboratório como um espaço de produção de saberes das aulas de Língua Portuguesa.

Apenas a Professora 2 da Escola 2 deixa mais evidente que não se interessa pelo uso da tecnologia digital em suas aulas por não ter certeza do que havia sido feito com o laptop educacional dos alunos:

PROFESSORA 2 – ESCOLA 2

[...] Mas parece que agora eles, eles recolheram os laptops e não vão

devolver mais [...]

Se, por um lado, as professoras defendem que, se houvesse investimento na estrutura física, o trabalho pedagógico seria facilitado, por outro lado, não podemos ignorar que a falta de familiaridade delas com a ferramenta pedagógica computador e o medo que sentem diante desse desafio pode induzi-las a justificar a pouca

138 utilização da TIC no processo de ensino e aprendizagem pelo viés da falta de estrutura, como acontece nos trechos apresentados.

6 – Processo de formação continuada para o uso das TIC

Quanto ao processo de formação continuada para o uso da TIC, sexto ponto apresentado, destacamos os seguintes trechos:

 ESCOLA 1 PROFESSORA 1

Eu fiz, acho que agora já vai retomar os cursos, acho que o PITEC mesmo. O que eu ainda estou com dificuldade é de postar as atividades, o tempo, assim o tempo é muito corrido. Eu fiz, agora hoje, agora já vai retomar né um outro curso, dá ééé, acho que é o PITEC mesmo pra tá aperfeiçoalizando o projeto né e como que eu vou inserir [...] Assim o tempo é muito corrido [...] no mês de agosto que ainda vamos fechar, vamos, vamos pro laboratório, já, digitar né? Porque eu ainda tenho aluno que ainda não tá ainda pronto pra leitura, então assim precisa e eu tenho três, é,.. enturmação, entendeu? Aí eu preciso tá sentando com esses três sozinha, então assim, no mês de agosto nós vamos sistematizar o, a pesquisa e mês de agosto nós já vamos digitar pra depois com a mudança né? E aí eu quero ver também eles postar pras outras escolas, é isso que eu quero. Aí nós vamos assim, vô...vô pedi, né, pra aqui no laboratório me ajuda abri um blog pra eles né? Pra eles postar e tá enviando pra outros colegas.

PROFESSORA 2

O, as TIC né que eu, que eu participo, né? E esse ano ainda não, esse ano ainda não estou participando mas sempre eu participo. [...] É, na, nas TIC é, pra montar blog, pra gente ter um acesso, né, sabe, é, onde pesquisar, como postar, né, porque quando, quando eu comecei a fazer as TIC né, o curso das TIC foi em dois mil e.... acho foi dois mil e dois mil e sete por aí né? É, era um período que eu ainda, eu não tinha computador em casa, né? Então eu usava o

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