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Promotion of the use of renewable energy and 2008

4.2 Identifying energy security discourses leading up to RED

4.2.3 Promotion of the use of renewable energy and 2008

No presente capítulo faz-se um resumo das principais conclusões obtidas ao longo deste trabalho e dos principais aspetos a melhorar e a desenvolver no estudo da aderência de laminados compósitos a betão.

No geral, considera-se que os principais objetivos desta dissertação foram atingidos. Com a pesquisa e análise de alguns dos vários ensaios laboratoriais que se podem realizar, ficou aqui resumida uma panóplia de situações que podem facilitar a análise futura de elementos estruturais reforçados com compósitos. Os ensaios laboratoriais realizados acabam por não fornecer respostas objetivas às perguntas levantadas no início desta dissertação, mas fornecem resultados que se enquadram com os obtidos por outros autores, permitindo concluir sobre a adequabilidade dos métodos apresentados à problemática do controlo da aderência de materiais compósitos a superfícies de betão.

Os diferentes tipos de ensaios estudados e analisados neste trabalho apresentam algumas vantagens e desvantagens. O ensaio de arrancamento por tração e o teste de torção são os mais fáceis de executar, os equipamentos são em geral leves e portáteis, permitem obter informação sobre aderência e sobre a perda desta em condições de serviço, os resultados são fáceis de interpretar e todo o processo pode ser realizado em obra. Já o Peel test, o ensaio de corte direto e corte duplo necessitam de células de carga e é em laboratório que estes ensaios são mais utilizados.

A aderência do reforço em FRP ao elemento estrutural é um fenómeno complexo, que depende de vários tipos de ligação: ligação química e ligação física. Concluiu-se que o aumento da rugosidade vai ser benéfico para a ligação betão-FRP uma vez que a resina epoxídica vai penetrar pelas irregularidades da superfície e assim criar pequenos sistemas de ancoragem, no entanto esta melhoria é apenas até um certo ponto como explicado de seguida.

Depois de analisados os resultados e as conclusões de alguns dos autores referidos neste trabalho, verifica-se que existem métodos muito agressivos para tratar a superfície, ou que podem ser utilizados de forma muito intensa, e por este motivo podem provocar danos no betão. Existe um patamar onde se deve parar o aumento da rugosidade da superfície, pois a partir desse patamar começará a ocorrer microfissuração no betão o que provocará tensões de arrancamento mais baixas e por consequência o reforço não será totalmente aproveitado.

Também nos ensaios realizados neste trabalho verificou-se uma diminuição das tensões de rotura para a maior rugosidade, obtida com o jato de areia. Concluo que o jato de areia foi utilizado de forma muito intensa tendo introduzido danos no betão superficial. Possivelmente a utilização de forma menos intensa levaria a resultados melhores.

Os modos de rotura obtidos no trabalho laboratorial realizado e nos ensaios obtidos por outros autores que também utilizaram o ensaio de arrancamento direto são essencialmente do tipo modo 1, ou seja arrancamento pelo betão. Sendo assim, se o ensaio por arrancamento direto fornece o valor da tensão para a qual o betão rompe à tração e não para o caso em que o betão se separa da resina epóxi, não é linear obter resultados que apontem concretamente para as melhores superfícies a utilizar ou nível de rugosidade a executar. O ensaio de arrancamento direto não fornece resultados muito precisos, podendo até fornecer resultados muito dispersos. Uma das causas dito acontecer deve-se ao facto de se solicitar um material não homogéneo, o betão. Tanto se pode estar a ensaiar um carote onde exista uma grande quantidade de pasta de cimento como um carote onde exista uma grande quantidade de agregados ou até vazios, o que leva a resultados que se podem afastar uns dos outros. Este método deve então ser utilizado para verificar se a ligação entre o betão e o compósito está bem executada, (como já é feito em obra, até porque é um método simples de executar), se o modo de rotura obtido for o primeiro, conclui-se que a ligação é melhor que o próprio betão logo vai-se obter o máximo proveito possível do reforço. Deve ainda

Quanto aos modos de rotura verificou-se que, nos casos em que este ocorria pelo segundo modo, o destacamento ocorria pela superfície do agregado, agregado este de superfície lisa. A utilização de agregado grosso que tenha superfície rugosa poderá fornecer melhores resultados, uma vez que a ligação agregado-resina será reforçada.

A caracterização dos materiais necessita de um estudo mais aprofundado, em especial o betão. Será conveniente, fazer ensaios que visem analisar a ligação entre um material de reforço e uma superfície de betão, bem como a capacidade resistente superficial do betão com a ajuda de um esclerómetro.

A preparação de superfície sendo feita com métodos de impacto elevado pode causar pequenos danos na camada superficial do betão, como por exemplo microfissuras, este facto influenciará de forma negativa o comportamento do reforço, principalmente quando o betão for sujeito a envelhecimentos como o gelo-degelo ou imersão-emersão em soluções alcalinas, pois nesses ambientes as microfissuras tenderão a aumentar. Logo, a caracterização da capacidade resistente superficial do betão deve ser elaborada inicialmente e acompanhada ao longo dos envelhecimentos.

À exceção do que aconteceu na lajeta com agregado pequeno, após realizados os envelhecimentos registou-se uma diminuição da tensão de arrancamento mas manteve-se inalterado o modo de rotura, ou seja, a resistência baixou tanto em roturas por tração do betão como em roturas parciais por corte no betão e descolagem na interface adesivo-betão, levando à conclusão que tanto o betão como o sistema GFRP saíram penalizados do envelhecimento realizado.

A definição de uma relação entre a capacidade resistente à compressão do betão e a rugosidade que se deve conferir à superfície deve ser um tema a abordar pois com esta definição ia-se conseguir obter sempre o máximo proveito dos reforços executados. A obtenção de uma rugosidade teórica deve ser enriquecida com uma relação entre a capacidade resistente à compressão do betão e o tempo que deve ser despendido por cada método de tratamento de superfície de forma a obter-se a rugosidade pretendida.

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