5. Review of Each Project
5.3 Entrepreneurship (Start-ups)
5.3.7 PROMOT-GROW
A pesquisa foi efetuada através de questionário utilizando a internet como ferramenta principal. Foi enviado aos entrevistados o link h t t p s : / / w w w . o n l in e p e s q u is a . c o m / s / 8 9 d 1 7 f 0 com as perguntas para e-mails direcionados, buscando estes contatos por intermédio da rede social profissional Linked in, especialmente no grupo Indústria Automobilística Brasileira focando pessoas vinculadas á área de custos. Em outros casos foi encaminhado diretamente a funcionários deste segmento automotivo com intermédio de pessoas em comum pela origem do mestrando ser o segmento automotivo.
O questionário é uma técnica de observação direta extensiva, na qual não ocorre um contato direto entre o pesquisador e o respondente, valendo-se do uso de
perguntas diretas ou indiretas para a obtenção de respostas. Um questionário é composto basicamente por uma série estruturada de questões, que deverão ser mantidas constantes para todos os respondentes (Marconi, Lakatos, 2006, p.224 e 225, Sierra Bravo, 1997, p.306). As repostas em questionários podem ser abertas, onde o respondente deve escrever a resposta apropriada, ou fechadas, nas quais o respondente deve indicar, dentre as opções presentes no questionário, àquela que mais se aproxima de sua resposta. Para as respostas fechadas, há a possibilidade de uma pergunta aceitar diversas respostas simultâneas (vários fatores aceitáveis ao mesmo tempo) ou apenas uma resposta exclusiva.
Deve-se observar que o uso de questionários permite uma série de vantagens (Marconi, Lakatos, 2006; Sierrea Bravo, 1997):
Permite atingir uma quantidade mais ampla de respondentes ao mesmo tempo, a um custo significativamente menor que o custo de entrevistas, tanto no sentido financeiro quanto no de tempo;
Respondentes possuem maior flexibilidade quanto ao momento mais apropriado de resposta, não havendo necessidade de agendamento formal; O uso de questionários permite respostas mais rápidas e precisas,
especialmente se o pesquisador fizer uso adequado de respostas codificadas, sem respostas livres. Deve-se cuidar, entretanto, que todas as respostas possíveis sejam abrangidas pela codificação utilizada;
O uso de questionários reduz o “aspecto social” das respostas, enquanto que em um processo de entrevista, o entrevistado pode ser influenciado pelo entrevistador de diversas formas, sendo sugestionado em sua resposta, dando respostas que crê que são as que o entrevistador “deseja” ouvir, se sentido muito inferior ou superior ao entrevistador (caso haja diferenças socioeconômicas significativas entre as partes).
O uso de questionários apresenta como desvantagens: Baixa taxa de retorno (estimada geralmente entre 20 e 25%);
Impossibilidade de se auxiliar o respondente caso alguma questão tenha sido mal interpretada, dado que não há a possibilidade de se reformular as perguntas em caso de incompreensão;
Difícil controle e verificação do grau de exatidão das respostas, sendo virtualmente impossível esclarecer dúvidas nas respostas;
Impossibilidade de avaliação das atitudes, reações, gestos e expressões do respondente, as quais muitas vezes podem contradizer completamente a resposta fornecida no questionário;
Desconhecimento da qualificação do respondente (e consequente risco de qualidade das respostas);
Ausência total de flexibilidade, uma vez que não há a chance de se seguir um caminho distinto do planejado inicialmente.
Em relação à estruturação do questionário, foram utilizadas predominantemente perguntas fechadas, sendo poucos os casos em que se solicitou ao respondente descrever detalhadamente um processo através do uso de respostas abertas. Preferiu-se, sempre que possível, utilizar perguntas fechadas que permitissem múltiplas respostas, embora nestes casos tenha-se sempre incluído uma alternativa aberta (“Outros”, onde se solicitavam comentários adicionais). Buscou-se também utilizar com frequência as escalas Likert de quatro pontos para descrever os graus de atitude dos respondentes em relação aos processos (optou- se por uma escala de quatro pontos de forma a se tentar induzir respostas menos neutras ou automáticas de parte dos entrevistados, dado que é frequente em questionários com número impar de pontos, parte significativa dos entrevistados meramente concentre suas respostas no ponto central.
Segundo Martins (b) (1996), o campo de investigação, bem como o problema objeto da pesquisa, frequentemente, limita o tipo de instrumento que pode ser utilizado para a coleta de dados.
Um roteiro do questionário semiestruturado foi elaborado para ser aplicado aos gestores usuários da informação de custos das empresas selecionadas. A elaboração do instrumento teve como objetivo constatar a utilização do target costing pelas empresas e sua confecção foi orientada pelo referencial teórico.
O apêndice 1 (um) mostra a cópia do questionário que foi encaminhado aos gestores que utilizam informações de custos.
Após a fase do questionário, encerrada em 09/06/2014, foi voltado o foco para a análise do resultado.
Segundo Richardson (1999, p.175-176),
A análise de conteúdo pode ser definida como qualquer técnica: (1) para classificação de símbolos; (2) que se baseiam unicamente nos juízos (os quais teoricamente podem variar entre discriminações percebidas e adivinhação pura) de um analista ou grupo de analistas referentes à classificação dos símbolos em diversas categorias; (3) na base de regras explicitamente formuladas; (4) sempre quando os juízos do analista sejam considerados como relatórios de um observador científico.
Segundo o mesmo autor,
A análise de conteúdo é um conjunto de técnicas de análise das comunicações visando obter, através de procedimentos sistemáticos e objetivos de descrição do conteúdo das mensagens, indicadores (quantitativos ou não) que permitam inferir conhecimentos relativos às condições produção / recepção (variáveis inferidas) dessas mensagens.
Segundo Bardin (1977, p.44),
A análise de conteúdo procura conhecer aquilo que está por trás das palavras sobre as quais se debruça, ou seja, a análise de conteúdo é uma busca de outras realidades através das mensagens.
A análise de conteúdo aparece como um conjunto de técnicas de análise das comunicações, que utiliza procedimentos sistemáticos e objetivos de descrição do conteúdo das mensagens. Mas isto não é suficiente para definir a especificidade da análise de conteúdo, porque a intenção da análise de conteúdo é a inferência de conhecimentos relativos às condições de produção (ou eventualmente, de
recepção), inferência esta que recorre a indicadores (quantitativos ou não) (Bardin, 1977).