5.2 Tekniske resultater
5.2.5 Programmeringsspråk og struktur
“O termo Ergonomia é relativamente recente” (Laville, 1977, p.1). Em 1857, na obra intitulada “Ensaios de Ergonomia ou ciência do trabalho”, o polonês Woitej Jastrzebowski propôs o neologismo Ergonomia. O verbete tem origem no grego, onde ergo significa tarefa e, por extensão, trabalho, e nomos significa normas, regras. O termo foi adotado oficialmente em 12 de julho de 1949 por um grupo de pesquisadores e cientistas (Murrel, engenheiro, Flouyd, fisiologista e Welford, psicólogo) na Inglaterra (Iida, 1990). Esses pesquisadores trabalharam juntos na II Guerra Mundial, a serviço da Defesa Nacional Britânica, solicitados a reestruturar os coockpits dos aviões de caça britânicos (Ferreira, 2000b), de forma a adaptá-los anatômica, fisiológica e psicologicamente aos pilotos (Leamon, 1995), tornando-os mais confortáveis, seguros e eficazes (Ferreira & Mendes, 2003). No ano seguinte, no segundo encontro desse grupo, fundou-se a Ergonomic Research Society (Laville, 1977). Depois disso, a Ergonomia se expandiu no mundo industrializado, levando o termo a ser utilizado nos principais países europeus (Iida, 1990), incluindo hoje o Japão, a Alemanha, a China e a Índia (Leamon, 1995).
A origem e a evolução da Ergonomia deram-se concomitantemente às transformações socioeconômicas e, sobretudo, tecnológicas que ocorreram no mundo do trabalho, a partir da segunda metade do século XX. Essas mudanças impuseram novas formas de relação do homem com o trabalho. A Ergonomia, superando o reducionismo do trabalho físico, da concepção Taylorista, tenta demonstrar a complexidade da situação de trabalho e a multiplicidade de fatores que a compõem (Abrahão, 1993). Assim, essa
disciplina busca “corrigir”, também, as “representações redutoras” do homem (Guérin et al., 2001).
Na França, a Ergonomia desenvolveu-se primeiramente nos setores de pesquisa e ensino público, chegando depois aos setores industriais estatais e por último ao setor privado (Laville, 1977). Na Inglaterra, bem como na Bélgica, Suíça, Holanda e nos países nórdicos, inicialmente o ensino e a pesquisa em Ergonomia localizaram-se em menor escala no setor público (Laville, 1977). Nos Estados Unidos, ela se desenvolveu especialmente no domínio da tecnologia do homem no trabalho, concepção de produto, alcançando grandes progressos no âmbito militar e, depois, espacial (Laville, 1977). A Europa socialista, com desenvolvimento atrasado, todavia acelerado, desempenha um papel importante no conhecimento e aplicação dessa disciplina (Laville, 1977). No Brasil, a Ergonomia deu um grande salto de desenvolvimento com a edição da nova redação da Norma Regulamentadora 17, do Ministério do Trabalho. Nela, conceberam-se aspectos referentes ao levantamento, transporte e descarga individual de materiais, mobiliários, equipamentos dos postos de trabalho, condições ergonômicas para realização de trabalhos intelectuais e com computadores e organização do sistema de trabalho, com obrigatoriedade da análise das normas de produção, do modo operatório, da exigência de tempo, do ritmo de trabalho e do conteúdo de tarefas dos trabalhadores (Oliveira, 1999).
Hoje, existem duas “escolas” de Ergonomia, sendo uma de origem anglo-saxônica (Human Factors) e outra de origem francesa. O aparecimento da Human Factors foi marcado pelo surgimento da Human Factors Society em 1957, com o pressuposto de integrar os fatores ditos humanos ao ambiente de trabalho, por meio do conhecimento em fisiologia e da psicologia. Centraliza-se na concepção de produtos e preocupa-se com o estudo do sistema homem-máquina (Oliveira, 1999). Já o surgimento da Ergonomia de língua francesa foi marcado pela fundação do laboratório de estudos fisiológicos em 1954 (Montmollin, 1990) e tem como foco a análise das situações reais de trabalho. Ela apóia- se na avaliação do trabalho existente (Ferreira & Mendes, 2003) e é voltada para o estudo de campo, observação e análise da atividade de trabalho em situações reais (Oliveira, 1999). Assim, tem como característica central, a atividade, preocupando-se com os estudos relativos ao indivíduo no desempenho desta. Daí o batismo, por M. C. Ferreira (Ferreira & Mendes, 2003) de Ergonomia da Atividade, denominação também utilizada por M. Montmollin (Montmollin, 1995).
Para Laville (1977), a Ergonomia de origem franco-belga, pode ser considerada um conjunto de conhecimentos interdisciplinares vindos da psicologia, fisiologia, antropologia, sociologia, dentre outras ciências. Pode ser definida como um conjunto de conhecimentos científicos a respeito do desempenho do homem em atividade, a fim de aplicá-los à concepção das tarefas, dos instrumentos, das máquinas e dos sistemas de produção para que seja utilizado para diminuir a carga de trabalho e aumentar o conforto, a eficiência e a eficácia (Laville, 1977; Wisner, 1987). É reconhecida pela busca da saúde no trabalho, contra os acidentes, da melhoria nas condições de trabalho e do sucesso dos processos de desenvolvimento e transferência de novas tecnologias (Wisner, 1996).
Segundo Abrahão (1993), em função da definição de Ergonomia, o objetivo central desse conjunto de conhecimentos é projetar e/ou adaptar situações de trabalho compatíveis com as capacidades dos indivíduos, respeitando seus limites, ou seja, adaptar o trabalho ao homem, tendo a primazia do homem sobre o trabalho. Essa corrente busca produzir conhecimento científico sobre o trabalho, as condições de realização e a relação homem-trabalho, propondo, também, recomendações para transformação do contexto (Dejours, 1996). Assim, o trabalho para Ergonomia de origem franco-belga é tanto objeto de estudo quanto objetivo a ser atingido (Teiger, 1992).
A Ergonomia da Atividade, enfoque analítico adotado, é definido, segundo Ferreira & Mendes (2003), como:
Uma abordagem científica que investiga a relação entre os indivíduos e o Contexto de Produção de Bens e Serviços. Analisa as contradições presentes nesta inter-relação e, em conseqüência, as estratégias operatórias individuais e coletivas de mediação que são forjadas para responder à diversidade de exigências existentes nas situações de trabalho e reduz a dimensão negativa do custo humano vivenciado no trabalho (p. 35).
Essa corrente tem como objetivo principal compreender os indicadores críticos presentes no contexto de trabalho, a fim de transformá-los com base em uma solução de compromisso que leve em consideração as necessidades e os objetivos dos trabalhadores, gestores, usuários e consumidores (Ferreira & Mendes, 2003).