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terrenget: teoretiske perspektiver

2.4 Profesjonell praksis

Vimos, anteriormente, como os jovens se posicionaram numa situação em que era possível, tanto o aluno aceitar como negar-se a fazer uma tarefa. Mas, como eles se posicionariam frente à situação de submissão? Quem seria responsável por manter um bom ambiente de trabalho? O que os alunos consideram correto fazer em situações em que o professor age de maneira injusta? A situação padrão Uma aluna/aluno aceita receber um

ponto negativo em sua nota por causa do “barulho” que o grupo fez, mesmo sem ter feito isso

Tabela 14

Respostas para a situação padrão Uma aluna/aluno aceita receber um ponto negativo em sua nota por causa do “barulho” que o grupo fez, mesmo sem ter feito isso - distribuição por faixa etária e sexo.

É correto 10 a 12

anos 13 a 15 anos Meninas Meninos Geral

% % % % %

Aceitar 33 43,42 22 29,33 26 35,13 29 37,66 55 36,42

Não aceitar 20 26,32 29 38,67 25 33,78 24 31,17 49 32,45

Buscar esclarecimento 23 30,26 15 20 17 22,97 21 27,27 38 25,17

Sem resposta 0 0 9 12 2 2,70 7 9,09 9 6,45

Nota. Foi permitido aos participantes apresentarem mais de um posicionamento frente à situação apresentada, sobre a qual puderam expressar várias justificativas, portanto, o número total de respostas é superior à porcentagem de entrevistados.

Para 36,42% dos jovens o correto seria o aluno Aceitar o ponto negativo, mesmo sem ter colaborado para o “barulho” da aula, para 32,45% o correto seria Não aceitar e 25,17% se posicionaram a favor do aluno Buscar esclarecimento ou argumentar com o professor sobre a decisão (Tabela 14) de dar o ponto negativo na nota.

Tabela 14.1

Justificativas para Aceitar o ponto negativo – distribuição por faixa etária e sexo. Aceitar

Justificativas

10 a 12

anos 13 a 15 anos Meninas Meninos Geral % % Nº % % Nº %

Submissão 23 69,70 5 22,73 13 50 15 51,72 28 50,91

Responsabilidade compartilhada 10 30,30 17 77,27 13 50 14 48,28 27 49,09

As justificativas encontradas pelos sujeitos que sugerem que o aluno deveria Aceitar o ponto negativo foram agrupadas em atitudes de Submissão e de Responsabilidade

compartilhada (Tabela 14.1). Foram entendidas como respostas de Submissão (50,91%)

aquelas em que os jovens, apesar de não concordarem com a decisão do professor, aceitaram o prejuízo apesar das ressalvas:

Então, às vezes, é bom, porque ele sabe que para não dar mais confusão ele fica em silêncio e aceita. Mas, lá no fundo, ele fica meio bravo, um pouco, porque não era para ele ter recebido essa nota baixa. Mas ele aceita assim mesmo, tá certo. (G.F., f, 11)

Acho que deve aceitar o ponto, mesmo que ela num fez, porque o professor decidiu. (G.B., f, 12)

Tá certo, não adianta falar eles não vão tirar ponto, mas mesmo assim eu não aceito isso, mas não faço nada, a professora não vai tirar o ponto que deu... (P.L., 11)

Já aconteceu comigo numa prova, só que eu aceitei e fiquei meio bravo com o professor, mas eu aceitei. (P.M., 11)

Foram consideradas de Responsabilidade compartilhada as respostas de 49,09% dos jovens que relacionaram a vontade do aluno em querer pertencer ao grupo a aceitar o ponto negativo, como podemos ver nessas respostas:

Errado, porque se foi o grupo tem que dar ponto para todos, se é o grupo, é o grupo. (A.B., f, 15)

Tá certo, porque ele faz parte do grupo, se o grupo faz é ele também. (F.G., 14)

Errado, porque é ponto negativo porque, não foi muito boa a aula. O grupo inteiro toma pelas atitudes de todas as pessoas, é mais justo assim. (G.B., 12)

Tem que pensar que é o grupo, é coletivo. Então tem que é, exatamente, não dá para saber quem é que tá fazendo bagunça ou não. Ele tem que concordar com isso para não prejudicar os outros. (V.N., f, 13)

Não tem muita coisa que a gente possa fazer. Isso já aconteceu várias vezes, mas claro o barulho atrapalha bastante e tem que aceitar mesmo, faz parte do percurso. O grupo vai ter que se conscientizar em grupo mesmo, se não todo mundo vai arcar com as conseqüências. (T.G., 13)

As justificativas que correspondem ao posicionamento de que o correto seria o aluno

Não aceitar o ponto negativo são as de Responsabilidade individual e Injustiça. Tabela 14.2

Justificativas para Não aceitar o ponto negativo – distribuição por faixa etária e sexo. Não aceitar

Justificativas

10 a 12

anos 13 a 15 anos Meninas Meninos Geral

Nº % % Nº % % %

Responsabilidade individual 15 75 22 75,86 17 68 20 83,33 37 75,51

Injustiça 5 25 7 24,14 8 32 4 16,67 12 24,49

Para 75,51% dos jovens o “barulho” dos alunos deveria ser de Responsabilidade

Individual, ou seja, deveria recair somente sobre quem o causou, o que demonstra

preocupação com o prejuízo pessoal que acarretaria ao aluno estar incluído na relação daqueles que receberiam a sanção, como podemos ver nessas respostas (Tabela 14.2):

Acho que não tá certo prejudicar o grupo todo. As pessoas que fizeram barulho é que tem que se responsabilizar. Os alunos quietos não têm que se responsabilizar pelo barulho dos outros. Acho que não tem que aceitar. (M.B., f, 13)

Acho totalmente errado uma pessoa levar a culpa por causa dos outros à toa. (C.M. f, 14) Errado, pode ser que o professor possa dar, mas eu não concordo que ela dê. Ele pode dizer que não fez o barulho, seria um pouco de desrespeito ao professor, mas levar a culpa pelo que você não fez é muito mais errado. (J.M., f, 11)

Ele aceita e tá errado, é o grupo e não sou eu, eu ia falar com a professora. (M.N., f, 12) Não, ela não tem que aceitar. Tudo bem, a sala é um conjunto, mas você tem que observar individualmente também. Se toda a classe, você tá quieta lá, tentando prestar atenção em alguma coisa e ficar contendo, você não deve levar um ponto negativo. (G.M. 13)

Foram consideradas como Injustiça 24,49% das respostas em que o jovem criticou explicitamente a decisão do professor ou aquelas em que o professor foi considerado injusto na sua decisão:

Também tá errado, não sei. Acho que é culpa da professora, porque isso não é justo. (L.O. f, 13)

Errado, é injustiça, a professora devia rever o que fez. Ele não devia aceitar, é injusto. (B.S., f, 14)

Não deve aceitar, se ele não bagunçou porque aceitar? Ele pode ir e defender os direitos dele, com o professor ou com o W. (diretor). (I.S., f, 12)

Tá errado, ela devia ir na direção acusar que está sendo prejudicada sem provas. (K.M., f, 13)

Eu não aceitaria, eu discutiria com a professora, provavelmente, eu não aceitaria alguma coisa que eu não fiz, na hora eu perderia o controle. (A.F., 13)

Vejamos agora como foram distribuídas as respostas nas diferentes faixas etárias. Para 43,42% dos jovens de 10 a 12 anos, o correto seria o aluno Aceitar o ponto negativo, isto é, 14,09% a mais que os de 13 a 15 anos (Tabela 14). Dentre os jovens de 13 a 15 anos que consideraram correto o aluno Aceitar o ponto negativo, 77,27% deles sugerem que ele deveria fazer isto por considerar a Responsabilidade Compartilhada e, 69,70% dos jovens de 10 a 12 anos, porque deveria aceitar a Submissão à decisão do professor, representando uma diferença de 46,97% de respostas para esses itens entre as faixas etárias (Tabela 14.1). Entretanto, a maior parte dos jovens de 13 a 15 anos e dos de 10 a 12 anos que consideram correto o aluno

Não aceitar o ponto negativo, justificou sua resposta por acreditar na Responsabilidade individual, sem, no entanto, apresentar diferenças relevantes entre as respostas para o item Justiça (Tabela 14.2). Quanto ao item Buscar esclarecimento, encontrou-se praticamente a

mesma porcentagem de respostas entre os jovens das diferentes faixas etárias (Tabela 14). Não foram notadas diferenças relevantes entre a porcentagem de respostas de meninas e meninos para o aluno Aceitar ou Não Aceitar o ponto negativo, assim como nas justificativas de aceitação (Tabela 14). No entanto, a maioria dos meninos (83,33%) justificou seu posicionamento de que o aluno não deveria aceitar, utilizando o argumento da

Responsabilidade individual, 15,33% de respostas a mais que das meninas (68%) (Tabela

14.1). Por outro lado, 32% das meninas (15,33% a mais que os meninos 16,67%) justificou a atitude do aluno em Não aceitar o ponto negativo, por considerar a atitude do professor uma