Fonte: Atlas geográfico escolar multimídia. Rio de Janeiro, 2004. CD-ROM.
Quanto às demais regiões brasileiras, em linhas gerais, é possível afirmar:
A Região Centro-Oeste também tem aumentado sua participação na produção industrial, embora ainda em pequeno número, localizando- se apenas em alguns pontos do seu território. Além das indústrias ex- trativas do setor de mineração, atrai algumas grandes agroindústrias sulistas e do sudeste que transferiram para esta região etapas da sua cadeia produtiva. O que é cadeia produtiva? O que é agroindústria?
A região Nordeste teve, na década de 80, um decréscimo no nú- mero de estabelecimentos industriais e no número de empregos, mas tem atraído também algumas indústrias do sudeste, principal- mente pela mão-de-obra mais barata nesta região e pelos incenti- vos fiscais. (Veja o texto sobre o Ceará). O estado da Bahia é o que mais tem atraído indústrias, principalmente do setor petroquímico.
O que a Bahia tem para atrair as indústrias deste setor? Em que re- gião do Estado estas indústrias se concentram?
Quadro 4
Ceará vira pólo exportador de grifes de luxo
Isabelle Moreira Lima
Cerca de 450 operários trabalham sob o forte calor cearense produzindo calças nas quais costu- ram etiquetas originais da marca de jeans italiana Diesel, vendidas à luxuosa grife por US$ 12 e reven- didas em lojas espalhadas pelo mundo por até US$ 600.
Segundo o diretor-presidente da SN Confecções, André Nunes, design e material determinam o va- lor de um produto. No caso das Diesel cearenses, o tecido é a sarja do tipo “strand”, que vem de San- ta Catarina. O custo do tecido saiu por R$ 6,44, o que não é exatamente caro.
Mas são a mão-de-obra e a localização que barateiam o custo e fazem do Ceará um lugar muito atraente para confecções norte-americanas e européias de luxo.
Na SN, por exemplo, um costureiro ganha no mínimo R$ 320 e no máximo R$ 500, de acordo com sua produção.
A logística é perfeita: o Ceará tem dois portos grandes (o do Mucuripe, em Fortaleza, e o do Pecém, a 60 km da capital) e teve seu aeroporto reformado e adaptado para receber vôos internacionais ainda na década de 90.
“Há navios com saída duas vezes por semana e a viagem só demora seis dias”, diz André Nunes. É justamente por causa do “pacote perfeito” oferecido pelo Ceará, de mão-de-obra e logística, que marcas de luxo escolhem o Estado para produzir, diz o agente comercial da Globaltex, Edson Palhares.
Folha de São Paulo, São Paulo, domingo, 13 de novembro de 2005.
A região Norte do Brasil, onde se encontra a Zona Franca de Ma- naus, tem mostrado uma diminuição do número de estabelecimen- tos industriais, com um crescimento do número de pessoas ocupa- das e aumento do valor da produção industrial. Em outras palavras, diminuiu no número de indústrias e aumentou a produção. A que se deve este fato?
O artigo do jornal Folha de São Paulo “SP e RJ têm maiores perdas de participação no PIB brasi- leiro, diz IBGE”, apresenta dados atuais sobre a industrialização no Brasil. Após sua leitura, responda: O que mudou na industrialização brasileira recentemente? A que se devem estas mudanças?
ATIVIDADE
Quadro 5
SP e Rio têm maiores perdas de participação no PIB brasileiro, diz IBGE
Janaina Lage
Segundo o Coordenador de Contas Regionais, Frederico Cunha, diversos fatores explicam a per- da de participação do Estado de São Paulo nos últimos anos, com destaque para a perda de participa- ção da indústria. Em 2000, a participação do Estado no Produto Interno Bruto era de 33,7%. Em 2003, caiu para 31,8%.
Em 1985, início da série histórica, a participação da indústria paulista no PIB era de 51,6%. Em 2003, este patamar caiu para 40,4%. De acordo com Cunha, a disseminação de indústrias leves, co- mo as de alimentos, nos demais Estados, as políticas de incentivos fiscais e a guerra fiscal contribuíram para a maior desconcentração da indústria.
O avanço da fronteira agrícola também contribuiu para reduzir a concentração da agricultura nacio- nal, segundo o coordenador.
O ano de 2003 foi particularmente negativo para a indústria paulista em razão do cenário de juros al- tos. “Toda e qualquer política fiscal ou monetária que influencia a demanda agregada interfere no desem- penho da indústria paulista. Se as famílias param de consumir, isso afeta a indústria paulista, que tem par- te de sua produção voltada para o mercado interno”, afirmou Cunha
Se na região Sudeste houve queda na participação no PIB, o grupo de Estados ligado à agroin- dústria (formado por Pernambuco, Goiás, Pará, Espírito Santo, Ceará, Amazonas, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul), além do Distrito Federal, foi, por sua vez, o que mais avançou.
Entre as quatro maiores economias do país, o Rio Grande do Sul apresentou o melhor resultado. Além de registrar um crescimento de 21% na atividade agropecuária, o Estado teve bom desempenho nos setores industriais voltados para as máquinas e implementos agrícolas, ligados ao avanço da agro- pecuária. Os setores industriais que contribuíram para a expansão foram a indústria mecânica e mate- rial de transporte.
Este resultado não deverá se repetir nas contas de 2005. Neste ano, o RS enfrentou forte queda da produção agrícola em razão da estiagem e o desempenho da indústria de máquinas e equipamentos destinados à agricultura sofreu forte queda em razão da revisão de projeções da colheita.
Folha Online, 04/11/2005. www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u102050.shtml
Começamos este Folhas falando que a ”indústria já era”. Qual sua opinião sobre o tema após ter trabalhado este Folhas?
Referências Bibliográficas
ATLAS Geográfico Escolar Multimídia. CD-ROM. Rio de Janeiro, 2004.
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SANTOS, M.; SILVEIRA, M. L. O Brasil: território e sociedade no início do século XXI. 4ª ed. Rio de Janeiro: Record.2002.
Obras Consultadas
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CAMARGO, J. B. Elementos Formadores da Sociedade Brasileira. Londrina: Grafman 1996.
CASTRO, I. E., MIRANDA; M., EGLER; Cláudio (Orgs.). Redescobrindo o
Brasil 500 anos depois. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil/Faperj, 1999.
KON, A. Economia Industrial. São Paulo: Nobel. 1999.
LENCIONI, S. Reestruturação urbano-industrial no Estado de São Paulo: a região da metrópole desconcentrada. In: Espaço & Debates n° 38, São Paulo,1994.
Documentos Consultados ONLINE
www.clubmundo.gov.br. acesso em: ago. de 2005.
www.ibge.gov.br. Acesso em: ago. de 2005.
www.mre.gov.br. Acesso em: ago. de 2005.
www.kundw.umc-europe.org/2003/november/27-01-ild0.jpg. Acesso em: 4 nov. 2005.
www1.folhaouol.com.br/folha/dinheiro/ult91u102050.shtml. Acesso em: 4 nov. 2005.