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4. METODOLOGÍA

4.2 PROCEDIMIENTO

Na Tabela 12 estão expressos os resultados das biomassas frescas e secas da parte aérea do feijão em função da aplicação de doses de hipoclorito de sódio via foliar. Nota-se que o comportamento da produção de biomassa fresca e seca do feijoeiro não mostrou diferença significativa (p > 0,05) para as diferentes doses.

Tabela 12.Biomassa fresca e seca da parte aérea de plantas de feijão submetidas à aplicação

foliar de hipoclorito de sódio em diferentes doses. Botucatu-SP, 2007.

Doses de hipoclorito Biomassa fresca Biomassa seca

---- L ha-1---- ---- g planta-1---- ---- g planta-1---- 0,0 19,54 3,57 0,5 21,46 4,41 1,0 22,78 4,46 2,0 21,57 4,31 4,0 20,68 4,17 F 0,43ns 0,61ns Média 21,20 4,18 CV 17,30 22,17

ns= não significativo a 5% de probabilidade pelo teste de Tukey.

6.10 Teores médios de macronutrientes nas folhas de plantas de feijão submetidas à aplicação de hipoclorito de sódio via foliar.

Com relação aos teores de N, P, K, Ca, Mg e S, presentes nas folhas do feijoeiro, em função da aplicação foliar de hipoclorito, não se constatou diferença significativa a 5% de probabilidade entre as doses (Tabela 13).

Os teores de N, P e Ca encontrados nas folhas do feijoeiro, nas diferentes doses (Tabela 13), estão dentro da faixa adequada, de 15,4 a 51, 1,3 a 8,1 e 10 a 57 g kg-1respectivamente (OLIVEIRA e THUNG, 1988).

No entanto, os teores de K nas folhas do feijoeiro, estão abaixo dos considerados adequados, de 14,0 a 31,0 g kg-1 (OLIVEIRA e THUNG, 1988). Quando os teores obtidos são comparados com os considerados adequados, de 20 a 24 g kg-1(RAIJ et al., 1997), também estão abaixo (Tabela 13).

Os teores de Mg obtidos nas folhas estão acima da faixa considerada ideal, de 2,5 a 5,0 g kg-1(RAIJ et al., 1997).

Na Tabela 13 observa-se que os teores de S avaliados estão dentro das faixas consideradas ideais, de 2,0 a 3,0 g kg-1, exceto o teor da dose 4,0 L ha-1(RAIJ et al., 1997), mas os teores de S estão maiores do que os da faixa adequada, de 0,7 a 2,3 g kg-1 (OLIVEIRA e THUNG, 1988).

---- L ha-1---- --- g kg-1--- 0,0 29,18 2,3 12,15 20,98 11,08 2,63 0,5 27,90 2,23 11,50 20,90 11,05 2,76 1,0 24,33 2,08 8,75 21,18 10,88 2,67 2,0 21,44 1,88 8,48 17,03 8,63 2,43 4,0 27,83 2,38 8,68 22,60 9,73 3,16 F 0,74ns 0,45ns 0,98ns 0,39ns 0,37ns 0,37ns Média 26,13 2,16 9,91 20,54 10,27 2,73 CV 28,39 28,88 36,07 32,35 34,34 32,31

ns= não significativo a 5% de probabilidade pelo teste de Tukey.

6.11 Teores médios de micronutrientes nas folhas de plantas de feijão submetidas à aplicação de hipoclorito de sódio via foliar.

Verifica-se pela Tabela 14 que os teores de B, Cu, Fe, Mn e Zn, nas folhas das plantas de feijão, em função das doses de hipoclorito aplicadas via foliar, não acusaram diferença significativa (p > 0,05).

Nas folhas do feijoeiro foram obtidos teores de B acima do ideal, de 15 a 26 (RAIJ et al., 1997) e de 10 a 39 mg kg-1 (OLIVEIRA e THUNG, 1988). Não foi observado, visualmente, sintomas de toxidez. Estes resultados concordam com os obtidos por outros autores que trabalharam com adubação fosfatada em feijoeiro. Andrade et al. (2005) atribuíram o aumento no teor de B nas folhas + pecíolos ser devido ao aumento do crescimento da planta e conseqüentemente, da transpiração, o que possibilita maior absorção de B.

Os teores de Cu, Fe, Mn e Zn (Tabela 14) nas folhas de feijão estão dentro das faixas consideradas ideais, de 4,0 a 20, 40 a 140, 15 a 100 e 18 a 50 mg kg-1, respectivamente (RAIJ et al., 1997). Sendo a exceção para o teor de Zn, na dose 2,0 L ha-1que se situou um pouco abaixo.

Tabela 14.Teores de micronutrientes nas folhas de plantas de feijão submetidas à aplicação

foliar de hipoclorito de sódio em diferentes doses. Botucatu-SP, 2007.

Doses de hipoclorito B Cu Fe Mn Zn ---- L ha-1---- --- mg kg-1--- 0,0 57,91 6,75 90,25 81,75 20,50 0,5 58,47 6,50 95,00 79,25 20,25 1,0 57,81 7,75 90,00 76,00 20,75 2,0 54,21 6,50 74,25 64,00 17,50 4,0 58,56 8,25 85,25 82,75 20,25 F 0,04ns 0,71ns 0,27ns 0,31ns 0,13ns Média 57,39 7,15 86,95 76,75 19,85 CV 32,01 26,6 35,12 35,64 37,07

ns= não significativo a 5% de probabilidade pelo teste de Tukey.

6.12 Acúmulo médio de macronutrientes nas folhas de plantas de soja submetidas à aplicação de hipoclorito de sódio via solo.

Quanto ao acúmulo de macronutrientes na folhas de plantas de soja, observa-se na Tabela 15, que para a aplicação via solo, o acúmulo de N, P, K, Ca, Mg e S (g/planta), entre os níveis de doses de hipoclorito, não apresentou diferença significativa pelo teste de Tukey ao nível de 5% de probabilidade.

Tabela 15. Acúmulo de macronutrientes nas folhas de plantas de soja submetidas à aplicação

via solo de hipoclorito de sódio em diferentes doses. Botucatu-SP, 2007.

Doses de hipoclorito N P K Ca Mg S ---- L ha-1 ---- --- g planta-1--- 0,0 0,066 0,005 0,015 0,043 0,019 0,005 0,5 0,062 0,005 0,026 0,041 0,021 0,006 1,0 0,074 0,005 0,024 0,041 0,017 0,006 2,0 0,066 0,005 0,024 0,037 0,017 0,006 4,0 0,073 0,005 0,021 0,045 0,020 0,005 F 1,48ns 1,29ns 2,28ns 0,83ns 0,57ns 0,68ns Média 0,068 0,005 0,022 0,041 0,019 0,005 CV 12,48 12,29 25,36 16,02 22,64 15,08

Pela Tabela 16, detecta-se que para a aplicação via solo, o acúmulo de B, Cu, Fe, Mn e Zn (g/planta), entre os níveis de doses de hipoclorito, não apresentou diferença significativa pelo teste de Tukey ao nível de 5% de probabilidade.

Tabela 16.Acúmulo de micronutrientes nas folhas de plantas de soja submetidas à aplicação via

solo de hipoclorito de sódio em diferentes doses. Botucatu-SP, 2007.

Doses de hipoclorito B Cu Fe Mn Zn ---- L ha-1---- --- mg planta-1--- 0,0 0,17 0,02 0,26 0,26 0,08 0,5 0,17 0,02 0,30 0,27 0,08 1,0 0,17 0,02 0,30 0,27 0,08 2,0 0,15 0,02 0,28 0,25 0,08 4,0 0,18 0,02 0,30 0,31 0,08 F 1,50ns 0,33ns 1,13ns 1,42ns 0,10ns Média 0,17 0,018 0,29 0,27 0,08 CV 11,18 31,21 11,72 13,30 14,72

ns= não significativo a 5% de probabilidade pelo teste de Tukey.

6.14 Acúmulo médio de macronutrientes nas folhas de plantas de soja submetidas à aplicação de hipoclorito de sódio via foliar.

Na Tabela 17, vê-se que para a aplicação via foliar, o acúmulo de N, P, K, Ca, Mg e S (g/planta), entre os níveis de doses de hipoclorito, não apresentou diferença significativa pelo teste de Tukey ao nível de 5% de probabilidade.

Tabela 17. Acúmulo de macronutrientes nas folhas de plantas de soja submetidas à aplicação

via foliar de hipoclorito de sódio em diferentes doses. Botucatu-SP, 2007.

Doses de hipoclorito N P K Ca Mg S ---- L ha-1---- --- g planta-1--- 0,0 0,066 0,005 0,015 0,043 0,019 0,005 0,5 0,069 0,006 0,024 0,045 0,021 0,005 1,0 0,068 0,006 0,023 0,048 0,021 0,005 2,0 0,072 0,005 0,024 0,042 0,020 0,006 4,0 0,069 0,005 0,015 0,039 0,019 0,006 F 0,30ns 2,52ns 3,53ns 1,03ns 0,25ns 3,90ns Média 0,069 0,005 0,020 0,044 0,020 0,005 CV 12,64 13,36 25,64 14,33 21,88 9,19

ns= não significativo a 5% de probabilidade pelo teste de Tukey.

6.15 Acúmulo médio de micronutrientes nas folhas de plantas de soja submetidas à aplicação de hipoclorito de sódio via foliar.

Observa-se na Tabela 18, que para a aplicação via foliar, o acúmulo de B, Cu, Fe, Mn e Zn (g/planta), entre os níveis de doses de hipoclorito, não apresentou diferença significativa pelo teste de Tukey ao nível de 5% de probabilidade.

Tabela 18.Acúmulo de micronutrientes nas folhas de plantas de soja submetidas à aplicação via

foliar de hipoclorito de sódio em diferentes doses. Botucatu-SP, 2007.

Doses de hipoclorito B Cu Fe Mn Zn ---- L ha-1---- --- mg planta-1--- 0,0 0,17 0,02 0,26 0,26 0,08 0,5 0,19 0,02 0,34 0,29 0,09 1,0 0,19 0,02 0,31 0,28 0,09 2,0 0,17 0,02 0,29 0,29 0,08 4,0 0,17 0,02 0,27 0,25 0,07 F 0,48ns 0,36ns 2,44ns 1,06ns 0,64ns Média 0,18 0,02 0,29 0,27 0,08 CV 12,51 19,95 14,21 12,92 19,53

Com relação ao acúmulo de macronutrientes nas folhas de plantas de feijão, visualiza-se na Tabela 19, que para a aplicação via foliar, o acúmulo de N, P, K, Mg e S (g/planta), entre os níveis de doses de hipoclorito, não apresentou diferença significativa pelo teste de Tukey ao nível de 5% de probabilidade. Porém para o acúmulo de Ca, a dose de 4,0 L ha-1de hipoclorito de sódio, que obteve 0,044 g/planta diferiu significativamente (p<0,05) do tratamento com dose de 2,0 L ha-1em que apresentou 0,033 g/planta.

Tabela 19. Acúmulo de macronutrientes nas folhas de plantas de feijão submetidas à aplicação

via foliar de hipoclorito de sódio em diferentes doses. Botucatu-SP, 2007

Doses de hipoclorito N P K Ca Mg S ---- L ha-1---- --- g planta-1--- 0,0 0,048 0,004 0,020 0,034 ab 0,018 0,004 0,5 0,059 0,005 0,022 0,042 ab 0,022 0,006 1,0 0,048 0,004 0,018 0,041 ab 0,020 0,005 2,0 0,042 0,004 0,016 0,033 b 0,017 0,005 4,0 0,054 0,005 0,017 0,044 a 0,021 0,006 F 1,49ns 2,72ns 1,10ns 4,07* 0,88ns 2,01ns Média 0,050 0,004 0,019 0,039 0,020 0,005 CV 21,83 14,55 24,50 12,96 23,50 23,46

Médias seguidas de mesma letra na coluna, não diferem estatisticamente entre si pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade.

6.17 Acúmulo médio de micronutrientes nas folhas de plantas de feijão submetidas à aplicação de hipoclorito de sódio via foliar.

Visualiza-se na Tabela 20, que para a aplicação via foliar, o acúmulo de B, Cu, Fe, Mn e Zn (g/planta), entre os níveis de doses de hipoclorito, não apresentou diferença significativa pelo teste de Tukey ao nível de 5% de probabilidade. Entretanto para o acúmulo de Fe, a dose de 0,5 L ha-1 de hipoclorito de sódio, que obteve 0,19 g/planta diferiu significativamente (p<0,05) do tratamento com dose de 2,0 L ha-1 em que apresentou 0,14 g/planta.

Tabela 20.Acúmulo de micronutrientes nas folhas de plantas de feijão submetidas à aplicação

via foliar de hipoclorito de sódio em diferentes doses. Botucatu-SP, 2007.

Doses de hipoclorito B Cu Fe Mn Zn ---- L ha-1---- --- mg planta-1--- 0,0 0,09 0,01 0,15 ab 0,13 0,03 0,5 0,11 0,01 0,19 a 0,16 0,04 1,0 0,11 0,01 0,17 ab 0,15 0,04 2,0 0,11 0,01 0,14 b 0,12 0,03 4,0 0,12 0,02 0,17 ab 0,16 0,04 F 1,93ns 2,00ns 3,95* 2,06ns 1,70ns Média 0,11 0,01 0,16 0,14 0,04 CV 12,96 21,50 10,75 16,06 13,74

Médias seguidas de mesma letra na coluna, não diferem estatisticamente entre si pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade

6.18 Teores médios de cloro e sódio nas folhas de plantas de soja submetidas à aplicação de hipoclorito de sódio via foliar e via solo.

Na Tabela 21, pode-se observar os resultados dos teores de cloro e sódio nas folhas de plantas de soja em função da aplicação de doses de hipoclorito de sódio via foliar e via solo.

Vê-se que para a aplicação via foliar, os teores de cloro e sódio (mg kg-1) entre os níveis de doses de hipoclorito, não apresentaram diferenças significativas pelo teste de Tukey ao nível de 5% de probabilidade. Também para a aplicação via solo, os teores de cloro e sódio não apresentaram diferenças significativas (p > 0,05) entre as doses de hipoclorito testadas.

Quando da aplicação de hipoclorito via foliar para cultura da soja, os teores foliares de cloro oscilaram entre 11875 e 13750 mg kg-1, ao passo, que os teores de sódio permaneceram entre 324,3 e 377,5 mg kg-1. Sendo que as folhas das plantas de soja sob influencia da aplicação de hipoclorito via solo, apresentaram teores de cloro variando entre 11875 e 14375 mg kg-1. Entretanto os teores de sódio verificados nas folhas das plantas, variaram entre 300,3 e 324,3 mg kg-1.

também, para a divisão celular (HARLING et al., 1997). Em geral, a maioria das plantas absorve Cl em níveis superiores àqueles necessários ao seu metabolismo. Ainda segundo Malavolta et (1997) para exercer suas funções as plantas, em geral, não necessitam mais do que 100 g kg-1 de Cl na matéria seca, no entanto o tecido vegetal frequentemente apresenta 20 a 200 vezes mais.

Tabela 21.Teores de cloro e sódio nas folhas de plantas de soja submetidas à aplicação foliar e

via solo de hipoclorito de sódio em diferentes doses. Botucatu-SP, 2007.

Aplicação via foliar Aplicação via solo

Doses de hipoclorito Cloro Sódio Cloro Sódio

---- L ha-1 ---- --- mg kg-1--- 0,0 13750 324,3 13750 324,3 0,5 13125 355,3 11875 301,0 1,0 12500 327,8 13125 300,3 2,0 13750 377,5 14375 314,8 4,0 11875 327,3 13750 308,8 F 0,85ns 0,32ns 1,05ns 0,15ns Média 13000 342,4 13375 309,8 CV 13,60 24,22 13,86 16,91

ns= não significativo a 5% de probabilidade pelo teste de Tukey.

6.19 Teores médios de cloro e sódio nas folhas de plantas de feijão submetidas à aplicação de hipoclorito de sódio via foliar.

Quanto à cultura do feijoeiro, vê-se que para a aplicação via foliar, os teores de cloro e sódio (mg kg-1), entre os níveis de doses de hipoclorito, não apresentaram diferenças significativas pelo teste de Tukey ao nível de 5% de probabilidade (Tabela 22). Os teores de cloro encontrados nas folhas das plantas de feijão sob feito da aplicação de hipoclorito via folha, variaram de 13750 e 16250 mg kg-1. Já os teores de sódio encontrados nas folhas do feijoeiro oscilaram entre 328 e 426,8 mg kg-1.

Espécies da família Arecaceae têm apresentado características favoráveis, pois o seu crescimento tem sido estimulado e sua produção aumentada pela presença do Na (MAGAT et al., 1993), e quantidades elevadas de Cl têm sido requeridas para expressar todo o seu potencial produtivo (MARSCHNER, 1995; SOBRAL e LEAL, 1999).

Os excessos de Na e, em especial, de Cl no protoplasma ocasionam distúrbios em relação ao balanço iônico, além dos efeitos específicos desses íons sobre as enzimas e membranas celulares (FLORES, 1990).

Tabela 22.Teores de cloro e sódio nas folhas de plantas de feijão submetidas à aplicação foliar

de hipoclorito de sódio em diferentes doses. Botucatu-SP, 2007.

Doses de hipoclorito Cloro Sódio

---- L ha-1---- --- mg kg-1 --- 0,0 13750 328,0 0,5 13750 374,5 1,0 15625 346,3 2,0 15000 376,3 4,0 16250 426,8 F 0,51ns 0,29ns Média 14875 370,4 CV 21,15 37,76

ns= não significativo a 5% de probabilidade pelo teste de Tukey.

6.20 Acúmulo médio de cloro e sódio nas folhas de plantas de soja submetidas à aplicação de hipoclorito de sódio via foliar e via solo.

Em se tratando de acúmulo de cloro e sódio nas folhas de plantas de soja, registra-se que para a aplicação via foliar, acúmulo de cloro e sódio (mg planta-1), entre os níveis de doses de hipoclorito, não apresentou diferença significativa pelo teste de Tukey ao nível de 5% de probabilidade. Também para a aplicação via solo, o acúmulo de cloro e sódio não apresentou diferença significativa (p > 0,05) entre as doses de hipoclorito testadas (Tabela 23).

Doses de hipoclorito Cloro Sódio Cloro Sódio ---- L ha-1 ---- --- mg planta-1--- 0,0 38,6 0,9 38,6 0,9 0,5 42,7 1,2 37,2 0,9 1,0 41,3 1,1 41,4 0,9 2,0 42,4 1,1 39,8 0,9 4,0 31,1 0,9 44,6 1,0 F 1,806ns 1,431ns 0,642ns 0,567ns Média 39,2 1,0 40,3 0,9 CV 18,26 21,99 17,61 13,32

ns= não significativo a 5% de probabilidade pelo teste de Tukey.

6.21 Acúmulo médio de cloro e sódio nas folhas de plantas de feijão submetidas à aplicação de hipoclorito de sódio via foliar.

No que se refere ao acúmulo de cloro e sódio nas folhas de plantas de feijão, nota-se que para a aplicação via foliar, acúmulo de cloro e sódio (mg planta-1), entre os níveis de doses de hipoclorito, não apresentou diferença significativa pelo teste de Tukey ao nível de 5% de probabilidade (Tabela 24). De acordo com Malavolta et al. (1997) na maioria das espécies a acumulação de sódio obedece a seguinte ordem decrescente: raízes, caule e folhas. Nas halófitas a repartição é mais uniforme. A mobilidade no floema é grande.

Tabela 24. Acúmulo de cloro e sódio nas folhas de plantas de feijão submetidas à aplicação

foliar de hipoclorito de sódio em diferentes doses. Botucatu-SP, 2007.

Doses de hipoclorito Cloro Sódio

---- L ha-1---- --- mg planta-1--- 0,0 22,0 0,5 0,5 29,0 0,7 1,0 33,5 0,7 2,0 30,1 0,8 4,0 33,8 0,9 F 1,0ns 2,101ns Média 29,7 0,7 CV 32,25 24,52

7 CONCLUSÕES

No presente trabalho não se observou sintoma de toxidez, como por exemplo, o aparecimento de clorose e queima de folhas, mesmo quando se utilizou a concentração mais alta de hipoclorito de sódio.

As doses de hipoclorito de sódio testadas, não refletiram de maneira significativa (p > 0,05%) no peso das biomassas frescas e secas da cultura do feijão, no entanto, a biomassa seca da cultura da soja apresentou diferença significativa (p < 0,05) entre as doses de hipoclorito aplicadas via foliar.

Os teores médios de macro e micronutrientes obtidos nas folhas do feijoeiro, não foram afetados pelas doses de hipoclorito de sódio estudadas.

Com relação aos macros e micronutrientes estudados na cultura da soja, somente os teores de enxofre e os de magnésio nas folhas apresentaram diferença significativa em função da aplicação de doses de hipoclorito de sódio via foliar. Entretanto a maior dose de hipoclorito usada, não causou redução nos teores médios de S e Mg nas folhas.

Com base nos resultados do presente trabalho, levando em consideração as condições em que o experimento foi conduzido, pode-se concluir que o hipoclorito de sódio nas doses testadas, não afetou negativamente os teores e acúmulos de macro e micronutrientes nas folhas das culturas da soja e do feijão.

8 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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