KAPITTEL 4. VEIEN VIDERE
1.3 Begrepsdefinisjoner og klargjøring ellers av grunnleggende betegnelser
2.2.2 Innplassering av grunnantakelsen i forhold til liknende synspunkter i
A expansão da internet remete-nos para a realidade das redes sociais já que estas se constituem como um novo espaço com grandes potencialidades.
De acordo com Freire et. al. (2010), as redes sociais podem definir-se como: “(…) formas de interacción social, como un intercambio dinámico de personas, grupos e instituciones en contextos de complejidad. Un sistema abierto y en construcción permanente que involucra a conjuntos que se identifican en las mismas necesidades y problemáticas y que se organizan para potenciar sus recursos.” (Freire et. al., 2010: 7).
Para Boyd & Ellison (in Recuero, 2009), os sites de redes sociais definem-se como sistemas que permitem: a construção de uma persona através de um perfil ou página pessoal; a interação feita pelos comentários; e a exposição pública da rede social de cada ator.
Já Recuero (2009) considera que as redes sociais são constituídas por vários elementos designadamente:
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“(…) expanding participation may drive the profession toward an even more mutualized and reciprocal, fluid form of journalism, with journalists finding their place in a collaborative media culture. At least, that is our hope.” (Hermida, 2011b: 190).
- atores, ou seja pessoas envolvidas na rede, sendo que no ciberespaço se trata da representação dos atores sociais;
- conexões, compostas pelos laços sociais (que são formados através da interação social entre os atores);
- interação, relação e laços sociais.
A autora (idem) apresenta também determinados valores relacionados com os sites de redes sociais, entre os quais: a visibilidade, pois permitem que aos atores estejam mais conectados; a reputação, compreendida como a perceção de alguém por outros atores, o que implica o ‘eu’, o ‘outro’ e a relação entre ambos; a popularidade, que está associada à audiência; e a autoridade, isto é o poder de influência.
As redes sociais mudaram o paradigma da comunicação, pois: “a inclusão das redes sociais mudou por completo o panorama dos meios de comunicação de massas. Na atualidade, nenhum media pode contradizer a necessidade de estar presente nas redes sociais, especialmente no Facebook.” (Álvarez et. al., 2010: 425).25
A principal característica das redes sociais é o conceito de comunidade, pois consistem numa rede de utilizadores que interagem, dialogam e transmitem comunicação e conhecimento (Freire et. al., 2010).
As redes sociais fizeram com que o cidadão comum ganhasse voz e pudesse dar a sua opinião para todo o mundo. Assim, com a emergência e a globalização dessas mesmas plataformas, os cidadãos tornaram-se participantes.
Estes aspetos levaram Cardoso & Neto (Cardoso & Neto in Cardoso & Lamy, 2011: 83) a afirmarem que “não existem dúvidas que as redes sociais vieram permitir um debate mais aberto e pluralista, oferecendo-se enquanto fomentadores de uma participação cívica e política que parece esmorecer”.
Porém, importa perceber o porquê desta predileção dos cidadãos pelas redes sociais como meio de expressão:
“No fundo, a verdadeira questão reside em saber se os utilizadores fazem das comunidades virtuais um meio para se fazerem ouvir quando mais nenhum outro o permite, se apenas repercutem online as atitudes que apresentam offline, ou se os anteriores desinteressados no debate público criam novos interesses e aptidões para participarem socialmente.” (Cardoso & Lamy, 2011: 90).
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“la eclosión de las redes sociales ha cambiado por completo el panorama de los medios de comunicación de masas. En la actualidad, ningún medio puede obviar la necesidad de estar presente en las redes sociales, especialmente en Facebook.” (Álvarez et. al., 2010: 425).
Esta nova preferência pela rede deve-se à possibilidade de esta permitir uma maior intervenção dos cidadãos no debate social e na formação de opinião pública (Freire et. al., 2010).
Para Habermas (in Rieffel in Rodrigues, 2006) o espaço público grego da Pólis era comum a todos os cidadãos livres e estava separado da esfera privada. Já a esfera pública burguesa era entendida inicialmente como a esfera das pessoas privadas reunidas em público (Habermas in Rodrigues, 2006).
Rodrigues (2006) relaciona este modelo de esfera pública com a blogosfera, porque em ambas todos podemos falar, questionar e debater sobre tudo – assim sendo, relacionamos também este modelo com as redes sociais, na medida em que possuem a mesma configuração. Segundo Rodrigues (2010: 4), “(…) o Espaço Público foi alargado às inúmeras possibilidades do virtual e é nos Ciberespaços Públicos que os problemas da sociedade são atualizados e resolvidos, pois o ciberespaço ganhou uma visibilidade nunca alcançada por uma outra ágora territorial.”.
Hoje em dia falamos de um espaço público heterogéneo na medida em que ‘todos’ temos acesso ao mesmo. Contudo, para Esteves (2010) essa heterogeneidade não deve só ser compreendida em termos sociais mas ainda em termos simbólicos, ou seja em relação às linguagens e aos processos de sentidos que constituem a comunicação pública.
O ciberespaço permite assim uma maior abertura à opinião, na medida em que é um lugar onde qualquer cidadão pode ser produtor e consumidor (Rodrigues, 2010).
Desta forma, as novas tecnologias atribuem prioridade a um espaço público global, que na perspetiva de Sparks passa por “saber, primeiro, se existe realmente algum medium que possa ser pensado como veículo de um processo [de espaço público] global e, em segundo lugar, saber se esse tipo de media são estruturados de modo a promover uma discussão inclusiva entre iguais e a estabelecer um acordo comum” (Sparks in Esteves, 2010: 175).
Assim, podemos associar a noção de espaço público às redes sociais por possibilitar a participação, a descentralização das vozes e a promoção da cidadania.
Os media devem proporcionar aos cidadãos informações que contribuam para um debate racional (Rodrigues, 2006), mas “(…) será que favorecem a consolidação de um espaço público onde os cidadãos trocam argumentos racionais com vista ao bem comum, ou provocam, como sugere Habermas, uma diluição dos ideias democráticos?” (Rieffel in Rodrigues, 2006: 16).
Alguns autores consideram os novos media em geral e as redes sociais em particular uma forma de atingir o debate e um modo de realização da participação cívica (Cardoso & Lamy, 2011).
Pois, “o ciberespaço é um lugar, por excelência, de afirmação das individualidades e da subjetividade.”, podendo criar consenso e dissenso de opinião (Rodrigues, 2010: 13).
O conjunto de vozes individuais presentes na internet promove um debate coletivo através da troca de argumentos, onde é acrescentada informação e se desenvolve a interação entre os intervenientes (Rodrigues, 2006). Os novos media parecem alargar os espaços de participação dos cidadãos criando novos espaços públicos que podem ou não ser ampliados pelos media (Rodrigues, 2006).
Todavia, a utilização que alguns cibernautas fazem das redes sociais não contribui para o debate público. Já que, as redes sociais permitem que qualquer um possa dizer o que pensa, podendo ser vistas como um espaço público de conversação, de troca de informações e de partilha.
Notemos que, as redes sociais representam “um papel extremamente relevante no tocante a grupos social, económica ou politicamente excluídos, dando voz a minorias ou permitindo a angariação de meios e a constituição de redes que partilhem os seus fins.” (Cardoso & Lamy, 2011: 82).
Possivelmente a internet promove uma discussão mais alargada, o que não quer dizer que essa discussão seja mais significativa e que acrescente algo do interesse público. Acresce que, estas novas conversas poderão nada contribuir para a prática da cidadania.
É de frisar que, ainda se conhece pouco do público dos media sociais, e além disso quem está dentro de uma rede social geralmente têm uma audiência imaginada (Marwick & Boyd, in Francisco, 2010).
Como afirma Boyd (in Cardoso & Lamy, 2011) as novas tecnologias permitem um fórum público tal não significa que as opiniões sejam ouvidas. Logo, o facto de o público participar ativamente não faz com que este seja ouvido, nem com que as suas mensagens tenham importância na construção da opinião pública.
Deste modo, podemos ter um espaço público que não contribui para a construção de opinião pública pelo menos massificada, e até ter um espaço público que acaba por não ter qualquer poder na mudança de opiniões.
2.3. NOVOS MEDIA COMO CONSTRUTORES DA DEMOCRACIA E