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Problemstilling

In document Relasjoner kommer ikke av seg selv (sider 8-0)

Esta seção apresenta informações pertinentes às respostas referentes às perguntas que fizeram parte da segunda etapa do questionário aplicado aos sujeitos da pesquisa, e que tinham a finalidade de complementar o teste de evocação de palavras.

Os 76 sujeitos desta pesquisa foram convidados a responder quatro perguntas que buscavam um detalhamento maior sobre suas vidas profissionais sob o foco de um tema delicado como o medo. Algumas das respostas foram descartadas por:

a) serem superficiais demais;

b) estarem sem justificativas (respostas incompletas);

c) encontrarem-se fora dos limites deste estudo;

Assim, das 304 possíveis respostas a serem dadas pelos 76 entrevistados nas quatro perguntas dissertativas, foram analisadas e incluídas neste estudo um total de 259 respostas (Tabela 6.5).

Tabela 6.5 Informações Gerais

Informações Gerais

Número de indivíduos entrevistados 76

Total de possíveis respostas 304

Total de respostas excluídas 45

Total de respostas analisadas 259

É importante destacar a capacidade de auxílio do núcleo central e seu sistema periérico na interpretação das respostas às perguntas. O tratamento dado a essas perguntas foi, então, de uma análise interpretativa associada ao teste de evocação de palavras. Ou seja, utilizou-se o núcleo central e o sistema periférico da representação social do medo no auxílio da interpretação e, principalmente, da identificação das respostas que eram diretamente ligadas ao sentimento de amedrontamento. Em muitos casos, a palavra “medo” não foi escrita pelo respondente e, com isso, para se identificar uma resposta diretamente correlacionada a uma situação fóbica no ambiente de trabalho, procuraram-se palavras ou expressões presentes no escopo da resposta que fizessem parte do conjunto de elementos do núcleo central.

6.2.1 Análise da Pergunta 1

A primeira pergunta feita aos respondentes foi: “Você já passou por alguma situação, na sua vida profissional, na qual você sentiu seu emprego ameaçado? Qual foi a sua reação a esta situação? Como você se sentiu?”.

Dentre os vários estimuladores do medo nos indivíduos no ambiente organizacional, a ameaça de demissão é um dos elementos que compõem esse vasto conjunto (DEJOURS, 1992; MORGAN, 1996; RIEZLER, 1944). Baseado nesta convicção dada pelos autores de que a ameaça de uma possível demissão é um estimulador do medo é que se formulou esta pergunta no objetivo de captar as reações dos indivíduos amedrontados, no momento em que vêem seus empregos ameaçados.

Foi possível constatar, também, que as palavras “demissão” e “desemprego” estão presentes na categoria “Demissão” do núcleo central da representação social do medo, identificado pelo teste de evocação de palavras, reafirmando que demissão é uma

percepção consensual, de um conjunto social de indivíduos, associada diretamente ao sentimento de amedrontamento.

Do total dos 76 entrevistados, sete respostas foram excluídas por terem sido consideradas vagas e inconclusivas, restando 69 perguntas a serem analisadas. Portanto, 61 responderam que já passaram por alguma situação que ameaçasse seus empregos e apenas oito responderam que nunca passaram por este tipo de situação em sua vida profissional. Esses entrevistados que responderam “não” para esta pergunta, tiveram suas respostas descartadas pelo fato de não terem passado pelo medo de perder o emprego. Os percentuais das respostas podem ser vistos na Figura 6.2:

Figura 6.2 Percentuais Pergunta 1

Pergunta 1

88% 12%

SIM NÃO

Além da própria ameaça de demissão ser um estimulador fóbico, palavras como “insegurança” e “impotência”, elementos do núcleo central, atrelaram respostas afirmativas diretamente ao estímulo do medo. O medo também pode se apresentar pela ansiedade e angústia, igualmente presentes no núcleo central do medo, e como pode ser visto nesta resposta dada pela respondente, que não utilizou a palavra “medo”, mas se

fez valer por expressões como “ansiosa” e “angustiada”: Sim. Havia um boato de terceirização do meu setor, e que várias pessoas seriam demitidas. Fiquei angustiada, nervosa, não sabia o que fazer. Passei o dia tão ansiosa que peguei minhas coisa e fui para casa pensar no que fazer.

Cerca de 81% desses indivíduos apresentaram reações, que foram definidas no Capítulo 2, de fuga ativa. Isto é, a fuga ativa ocorre quando um indivíduo é obrigado, por meio de ameaças que podem comprometê-lo, a alterar seu comportamento, desviando sua energia utilizada para desempenhar suas funções diárias e usá-la para defender-se, e assim, o faz como fuga do sentimento de amedrontamento (GRAY, 1976; MORGAN, 1996). Deste modo, seja por qualquer motivo que esta ameaça de demissão tenha ocorrido, os indivíduos apresentaram reações que aumentavam sua produtividade, como pode ser visto nessa resposta dada por um dos entrevistados: Sim. Eu me senti inseguro quanto ao meu futuro e trabalhei mais para mostrar serviço e garantir o meu emprego. Mas, houve respostas onde a fuga ativa foi caracterizada pela busca de uma outra oportunidade de emprego: Sim. Este tipo de situação é muito comum, mas quando me aconteceu eu continuei trabalhado e, ao mesmo tempo, procurando um novo emprego. Mudei de emprego antes que acontecesse algo!. Este tipo de fuga ativa é devidamente representada pela categoria “Sobrevivência”, evidenciada pelo teste de evocação de palavras e presente no sistema periférico ao núcleo central do medo.

Relembrando o que foi dito por Reichheld (2002, p. 22), no capítulo 4: “A menos que os líderes tenham construído relacionamentos com base na lealdade, (...) nada impedirá os parceiros de abandonarem o navio no instante em que avistarem uma oportunidade melhor”.

Já os 19% restantes tiveram reações de paralisação, estagnação, pois se sentiram impotentes diante do ocorrido, optando pela não evidenciação de sua pessoa. Pode-se reparar isto na seguinte resposta dada: Sim. Fiquei sem criatividade, meio trabalhando e meio esperando o dia de ser demitida. Essas formas de reação também constam no sistema periférico e são representadas pelas categorias “Insipidez” e “Inércia”.

Entretanto, além das reações defensivas adotadas que aumentariam a produtividade dos indivíduos ou que os esconderiam das luzes dos holofotes, 83% das respostas afirmativas mencionavam algum distúrbio psicofísico como: dores de cabeça, depressão e febre.

Para se ter maior compreensão e exemplificação do que vem sendo dito, foram transcritas algumas respostas dos questionários:

! Sim, inicialmente de buscar soluções e, ao longo dessas buscas, ingressei numa depressão devido à sensação de impotência e insegurança que senti;

! Sim. Senti medo e agitação em busca de uma solução. Impotente;

! Sim. No dia fiquei muito triste e chocada pela falta de reconhecimento pelo meu trabalho. Tive medo, e isso me fez procurar um outro emprego;

! Sim. Tive muito medo de perder meu emprego, me senti excluída. Não sabia o que fazer;

! Sim. Sofro este tipo de ameaça quase todos os dias pelo meu chefe. Já tive internado por uma semana por causa de estresse da alta carga de trabalho.

6.2.2 Análise da Pergunta 2

A segunda pergunta respondida foi: “Você já teve alguma reação psicológica ou fisiológica como um resfriado, febre, crises de estresse ou tensões musculares, ocasionada por alguma situação de trabalho? Qual foi a reação? E qual foi a situação ocasionadora desta reação?”

Esta pergunta foi elaborada com o objetivo de identificar a presença de reações psicológicas e fisiológicas nos indivíduos, em momentos de amedrontamento, pois como foi dito por Ciceri (2004), Dejours (2005) e Mira y López (2002), o medo, quando não controlado, é capaz de gerar uma ruptura no equilíbrio psicofísico, criando uma descompensação psicopatológica no indivíduo.

Foi feita uma análise minuciosa das respostas dadas a esta pergunta, já que reações psicofísicas podem ser ocasionadas por outros motivos além do medo não controlado. Tanto os indivíduos que responderam que nunca tiveram esses tipos de reação em seus ambientes de trabalho, quanto os que já tinham passado por algum desequilíbrio psicofísico, mas por motivos que fogem dos limites deste estudo, tiveram suas respostas excluídas. Foram descartadas, também, cinco respostas afirmativas de justificativas irresolutas.

A determinação prévia do núcleo central da representação social do medo dos respondentes foi de extrema importância para a análise das respostas desta pergunta, pois também auxiliou na identificação de palavras ou expressões ditas pelos respondentes, que associavam suas respostas a situações de medo. Vale lembrar que a categoria “Desequilíbrio psíquico” foi encontrada como elemento integrante do conjunto do núcleo central e classificada como efeito gerado pelo medo.

Contabilizou-se que 48 dos 76 respondentes responderam afirmativamente a pergunta, asseverando que já tiveram alguma reação psicológica ou fisiológica estimulada pelo medo, em seus ambientes de trabalho. Da amostra, 14 afirmaram que já tiveram algum tipo de desequilíbrio psicofísico, mas associado a outros motivos que estão fora dos limites deste estudo. Nove responderam que nunca tiveram essas reações por motivos de trabalho. A Figura 6.3 resume percentualmente todos esses valores:

Figura 6.3 Percentuais Pergunta 2

Pergunta 2 20% 13% 67% SIM (medo) SIM (outros) NÃO

Com a nova conjuntura econômica, e com as constantes mudanças no ambiente organizacional, o meio empresarial tem mantido uma postura de aumento contínuo da produtividade e redução de custos. Dejours (1992) já havia afirmado que o medo favorece a produtividade. A participação consciente do indivíduo em atos injustos é decorrente de uma atitude calculista, com o objetivo de manter seu lugar, conservar seu cargo, sua posição, seu salário, suas vantagens e não comprometer seu futuro (DEJOURS, 2005). Contudo, como foi explicitado no Capítulo 4, Dejours (1992) assevera que é muito importante saber respeitar os limites de cada indivíduo, senão

arrisca-se descompensar o indivíduo por meio de um desequilíbrio psicológico ou fisiológico.

Pode-se observar pelas respostas dadas que os gestores não têm prestado muito a atenção na advertência dada por Dejours (1992), pois 95% das respostas relacionadas ao medo, vinculavam a descompensação psicofísica ao excesso de trabalho. Desse conjunto de indivíduos, poucos foram os que escreveram explicitamente que tinham medo de perder o emprego e por isso se submetiam a esses aumentos de carga de trabalho (fuga ativa).

Contudo, a grande maioria apenas respondeu que seu desequilíbrio psicofísico estava exclusivamente atrelado ao aumento de carga de trabalho, não admitindo claramente que se submetiam a este tipo de situação por estarem com medo. Como foi visto na seção anterior, a categoria “Aumento da carga de trabalho” foi identificado como um elemento do núcleo central, classificado como estimulador do medo e, desta forma, pode-se concluir que o medo de terem a carga de trabalho aumentada está relacionado às reações de desequilíbrio psicofísico.

Os outros 5% justificaram suas descompensações com momentos de insegurança e instabilidade no trabalho, momentos de mudanças na organização, como afirma uma respondente: Sim. Dores de cabeça. Quando uma nova diretora assumiu o cargo, ficamos sem definição do que aconteceria com a equipe por um bom tempo.

A transcrição, a seguir, de algumas respostas escritas pelos sujeitos desta pesquisa auxiliará na compreensão do que está sendo apresentado:

! Sim. Alteração no tom de voz. Transferência de responsabilidades que não eram de minha competência, com arrogância;

! Sim. Dores de cabeça, náuseas, insônia por períodos prolongados. Foram várias as situações: cobrança exagerada, frustração e excesso de trabalho;

! Sim. Crises de estresse e tensões musculares. Situação: ameaça de desemprego;

! Já tive alergias na pele e tensões musculares devido a grande carga de trabalho e pressão constante do meu chefe;

! A cada dia que passa eu sinto, com mais freqüência, dores de cabeça, pois só o que ganho no meu emprego são mais coisas para fazer. Não acho que sou reconhecido no trabalho, mas se todo mundo está trabalho cada vez mais, não sou eu que vou falar alguma coisa. Posso perder o emprego por isso.

6.2.3 Análise da Pergunta 3

Em seguida, os indivíduos foram convidados a responder uma terceira pergunta: ”Você já sentiu desejo de inovar, criar em seu trabalho e, mesmo assim, reprimiu esse desejo? Por quê?”.

A elaboração e escolha de inclusão desta pergunta no questionário aplicado, baseou-se na afirmação categórica de Gilley (1999), Mira y López (2002) e Pfeffer (1999) que o indivíduo necessita da convicção de que não será punido para poder trabalhar com o que sabe, senão prende-se em uma auto-censura que sufoca sua criatividade, aptidão e coragem, ou seja, o medo do fracasso acaba sendo maior que o medo da ação em si.

No conjunto de elementos que compõem o núcleo central da representação social do medo foram identificadas palavras como “insegurança”, “punição” e “repressão” que corroboram com o que foi dito por Gilley (1999), Mira y López (2002) e Pfeffer (1999). Por isso, é possível afirmar que um ambiente de insegurança e repressão estimula o medo, ocasionando um efeito de sufocamento da criatividade. Entretanto, não se pode esquecer que este efeito de sufocamento produzido pelo medo está presente no sistema periférico ao núcleo central, representado pela categoria “Insipidez”, formada por expressões como: perda de criatividade, sem criatividade e perda de naturalidade.

Para esta pergunta, 65 respondentes disseram que já haviam passado por este tipo de situação, sendo que sete destas respostas forma eliminadas por terem sido consideradas superficiais. Houve também a exclusão das 11 respostas negativas, já que responderam que não tinham vivido este tipo de circunstância profissional. O resumo percentual dessas respostas pode der visto na figura 6.4:

Figura 6.4 Percentuais Pergunta 3

Pergunta 3

84% 16%

SIM NÃO

Com base no referencial teórico presente neste estudo e nas informações obtidas em campo pelo teste de evocação de palavras, pode-se observar que 88% das respostas afirmativas continham algum elemento que as relacionavam com estímulos fóbicos, isto é, a repressão do desejo criativo foi estimulada pelo medo. Os 12% restantes justificaram que reprimiram seus desejos criativos por acharem que o custo de determinadas soluções criativas seria alto e o retorno baixo.

A seguir seguem algumas respostas, transcritas dos questionários, que exemplificarão e evidenciarão a capacidade que o medo possui de reprimir o lado criativo do indivíduo:

! Sim. Não me sinto seguro o bastante para ser criativo. Não sei se meu gerente me apoiaria;

! Sim, tenho vontade de fazer dinâmicas inovadoras nos cursos de MBA, mas tenho medo da avaliação dos alunos;

! Sim. Por causa da falta de estrutura no ambiente de trabalho e falta de incentivo da parte das pessoas de quem eu estou subordinada;

! Sim, porque já vi colegas meus sendo ridicularizados quando propuseram algumas mudanças inovadoras;

! Sim, por entender que a instância superior não veria com bons olhos;

! Sim. Para que me arriscar, se eu não sei o que poderá acontecer?;

! Sim, tenho medo de me por em evidência e isto acabar virando contra mim.

Houve, também, uma das respostas negativas, que foi justificada pelo entrevistado, se assemelhando a uma resposta afirmativa, e que é válido o destaque. O entrevistado não assumiu explicitamente, com um “sim”, sua auto-censura à criatividade. Foi dito por ele o seguinte: Não. Eu procuro fazer apenas o que me mandam fazer. Este tipo de resposta se assemelha a seguinte resposta dado por outro respondente: Sim. Em algumas situações tive abertura para criar. Mas na maioria das vezes, acho melhor não me meter no assunto.

Goleman, Kaufman e Ray (2003, p. 90) fazem o seguinte questionamento, que é extremamente oportuno ao contexto de análise desta pergunta: “Como uma companhia onde as pessoas têm medo de correr riscos e não confiam umas nas outras poderá transformar-se num lugar em que seja seguro propor novas idéias?”.

Em suma, de 76 respondentes, 51 indivíduos aprenderam a reprimir seus sentimentos de criatividade, inovação e aptidão, condicionando-se a uma postura neutra e insossa, em função do amedrontamento associado. Este tipo de postura defensiva caracteriza o que foi falado por Gray (1976), conforme mencionado no Capítulo 2, sobre fuga passiva – momento que um indivíduo deseja realizar algo em seu trabalho, fora de sua rotina diária, mas isto o leva ao contato com estímulos do medo. Assim, para esquivar-se deste sentimento fóbico, o indivíduo adota uma conduta fugitiva, reprimindo sua vontade de realização.

6.2.4 Análise da Pergunta 4

A quarta e última pergunta que foi respondida pelos entrevistados consistia em: “Você já sentiu medo por algum motivo em seu trabalho? Qual foi o motivo?”.

Das quatro perguntas feitas aos respondentes, esta pode ser considerada a mais direta e invasiva. Por ter essas características, dos 76 entrevistados, 12 optaram por não responder esta pergunta, não escrevendo nada ou mencionando apenas não gostaria de responder esta pergunta. Houve 13 entrevistados que responderam “não”, asseverando que nunca sentiram medo em seus ambientes de trabalho, e 51 indivíduos assumiram explicitamente que já sentiram medo em sua vida profissional, como mostra percentualmente a Figura 6.5:

Figura 6.5 Percentuais Pergunta 4

Pergunta 4 67% 17% 16% SIM NÃO Sem Resposta

Não se pode afirmar até que ponto os indivíduos que responderam que não sentiram medo em suas vidas profissionais estão realmente falando a verdade, nem muito menos saber o porquê de 12 entrevistados optarem por não responder esta

pergunta. Entretanto, é oportuno relembrar o que foi dito por Gilley (1999) e Mira y López (2002): o medo é algo que os indivíduos não querem pronunciar, nem admitir, dentro das organizações.

Contudo, para os 51 indivíduos que responderam que já sentiram medo no trabalho, identificaram-se, basicamente, dois tipos de respostas: o medo da demissão e o medo da incapacidade de realizar uma tarefa. Todavia, houve respostas que apresentavam a combinação destes dois tipos de medo, isto é: medo de não conseguir realizar uma tarefa e, por conseqüência disto, ser demitido.

Este afunilamento das respostas corrobora com o que foi analisado pela Pergunta 1 e pela Pergunta 2, nas quais foi visto que a demissão é um estimulador do medo, e que os indivíduos se submetem a altas cargas de trabalho, com o objetivo de realizarem as tarefas requisitadas, evitando uma possível ameaça de demissão. Não obstante, o medo da incapacidade de cumprirem com êxito seus trabalhos é representado pelo elemento do núcleo central denominado “Mau êxito”, como foi apresentado.

Foram destacadas algumas respostas dadas pelos respondentes, que ilustram a análise construída para esta pergunta:

! Muitas vezes. Medo de errar em algo crítico, medo de perder o emprego, de ser mal avaliada, de não ser promovida. Acho que hoje, em qualquer empresa, todos os funcionários vivem com medo. O estresse é só mais uma conseqüência do medo que sentimos;

! Sim. Medo de não corresponder às expectativas de outras pessoas, medo de pessoas “perigosas”, que preparam o terreno para o outro errar, medo de me decepcionar;

! Sim, com a possibilidade de insucesso do negócio e por conseqüência a perda do meu emprego;

! Sim. De receber tarefas de execução complicada que não seja capaz para fazê-la ou que dependa da ajuda e boa vontade de terceiros para isto;

! Sim, quando meu gerente me pede algo com um tom de impaciência e arrogância. Sou obrigado a fazer hora-extra sem ser remunerado por isso;

Este capítulo tratou da apresentação e análise dos dados obtidos no campo por meio do teste de evocação de palavras – possibilitando a construção da representação social do medo no contexto organizacional – e pelas perguntas, para que se pudesse identificar as causas e os efeitos do medo nos indivíduos em seus ambientes de trabalho.

7. CONCLUSÕES

Esta dissertação objetivou responder a seguinte pergunta: Quais as causas e os efeitos do medo nos indivíduos inseridos no contexto organizacional?

Um dos grandes desafios deste estudo residia em como conseguir as informações necessárias dos respondentes, para que se pudesse viabilizá-lo. O medo no contexto organizacional pode ser considerado um tema muito delicado, quanto mais quando se tem o objetivo em “invadir” a intimidade, as fraquezas e as emoções de cada indivíduo. Em ambientes de trabalho, normalmente, as palavras “medo” e “fraqueza” são, a todo custo, omitidas, maquiadas, escondidas.

Pensando nisso, optou-se por estruturar um questionário associando-se o teste de evocação livre de palavras e quatro perguntas, para que se pudesse identificar, com maior clareza, as causas e os efeitos do medo nos indivíduos no contexto das organizações.

Esta combinação utilizada na coleta e tratamento dos dados foi de extrema ajuda para se alcançar o objetivo desta pesquisa pois, ao se identificar os elementos pertencentes ao núcleo central da representação social do medo para os entrevistados,

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