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Problemer med å bestemme og implementere optimal bruk av tiltak

Outra questão que merece a nossa atenção diz respeito às capacidades das empresas familiares para a internacionalização. Neste âmbito, podemos dividir essas capacidades em dois grandes grupos: As capacidades estáticas ou diretivas e as capacidades dinâmicas ou empreendedoras. Como o próprio nome indica, as capacidades estáticas caracterizam-se por tomadas de decisão de pouco risco, baseadas no certo. Por sua vez, as capacidades dinâmicas são caracterizadas pela orientação ao mercado com alguma incerteza/risco, pela flexibilidade, orientação à concorrência, orientação ao marketing relacional (composto por empatia, confiança e reciprocidade).

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No que toca ao assunto das capacidades diretivas, foi levado a cabo um estudo por Graves, C., & Thomas, J. (2004), em que demonstraram que as capacidades diretivas estão diretamente relacionadas com o nível de internacionalização das empresas. Neste domínio afirmam que no processo de internacionalização, as empresas familiares, frequentemente, recorrem á assessoria externa. Tal situação ocorre devido ao facto de nas empresas familiares, os cargos de chefia/direção, normalmente, estarem entregues a pessoas da família.

Relativamente à capacidade empreendedora das empresas familiares pode-se dizer que esta está positivamente associada com a existência de novos recursos ou de novos modos de utilizar os recursos já existentes para criar, desenvolver, inovar e comercializar novos produtos, servir clientes baseada numa visão inovadora ou entrar em novos mercados externos.

Neste domínio podemos salientar o contributo de Venkataraman (1997) que realizou um importante trabalho a este nível. Este investigador, definiu o campo de estudo acerca da capacidade empreendedora com o objetivo de analisar o como, com que efeitos e por quem, são descobertas e analisadas as oportunidades que permitam as empresas familiares investirem em novos produtos e serviços. Segundo o autor, este campo de estudo abarca três âmbitos de análise distintos: (1) A avaliação dos processos de análise; (2) Alcance das oportunidades; e (3) Investigação minuciosa do conjunto de indivíduos e instituições que descobrem, analisam e aproveitam as oportunidades de mercado. Um aspeto que diferencia as empresas é a sua capacidade de empreendorismo e a sua orientação á tomada de riscos. Diz-se que uma empresa é empreendedora quando a mesma desenvolve e adota estratégias de inovação, flexíveis, de risco e orientadas para o crescimento.

Nas empresas familiares, não existe muito a orientação à tomada de riscos. Como já foi referido anteriormente, estas empresas são caracterizadas por adotarem uma visão mais conservadora, mais inflexível e a constante preocupação quanto á manutenção da fortuna também condiciona a sua orientação para o risco. Nesse sentido, geralmente, as empresas familiares não adotam estratégias marcadas pela inovação, novidade ou que impliquem mudanças mais estruturantes. De acordo com Zahra S.A. (2005), as empresas familiares que usem uma orientação menos vocacionada á tomada de risco

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tem como desvantagens o facto de os projetos que desenvolvem serem marcados por uma maior incerteza porque, inevitavelmente, integram um maior risco para as atividades das empresas. De referir que quanto mais a administração/direção for instruída menor a recusa á inovação e risco (Beck et. al, 2011).

O implemento de estratégias de inovação é fundamental, porque as empresas não conseguem manter um crescimento sustentado a longo prazo se apenas procurarem responder às necessidades imediatas do mercado. É necessário ir mais além e investir, por exemplo, na inovação do produto, no que diz respeito á inserção no mercado de produtos novos ou alterados. Para além da inovação do produto, as empresas familiares podem optar por outros três tipos de inovação: Inovação do processo, inovação radical e inovação incremental. A inovação do processo corresponde à origem e seguimento do processo produto. A inovação radical refere-se a acontecimentos não contínuos que derivam de uma forte pesquisa e desenvolvimento da atividade. Por seu turno, a inovação incremental está relacionada às melhorias derivadas pela experiência, isto é, as empresas só estando no mercado é que poderão conhecer e perceber o que devem investir e inovar de modo a desenvolver produtos e processos originais.

Para além da orientação á tomada de riscos também importa focar a questão da orientação pró-ativa. Como o próprio nome indica, a pro-atividade visa a busca de oportunidades a longo prazo através da implementação de serviços e produtos inovadores, antecipando-se à concorrência. Este modo, das empresas atuarem, segundo Porter, M. E., & Kramer, M. R. (2011), também é denominada de relação de parceria em busca de novas experiências de mercado.

A orientação para a tomada de riscos e para a pró-atividade é caracterizada pela flexibilidade. A flexibilidade não é nada mais e nada menos que a capacidade dinâmica das empresas em analisarem o mercado e investirem em estratégias inovadoras e na criação de conceitos e serviços inovadores. De acordo com Zahra et al. (2008), a flexibilidade possibilita que as empresas familiares mobilizem recursos e invistam em capacidades, algo que não aconteceria se as mesmas fossem pautadas por visões inflexíveis.

A flexibilidade permite às empresas familiares alcançar novas oportunidades de negócio e perceberem quais são as necessidades do mercado para assim melhor atuarem e

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orientarem os seus serviços e produtos para colmatarem essas mesmas falhas. Numa empresa familiar, não existe unanimidade quanto à flexibilidade. Há momentos que se constata uma maior motivação dos administradores no sentido de implementarem estratégias mais flexíveis e visarem a pró-atividade, tratam de questões com uma menor burocracia e de forma rápida. Todavia, há outras alturas que tal não se verifica e apenas fazem os procedimentos estandardizados. No mercado atual, de acordo com Zahra et al. (2008), as empresas familiares, de modo a obterem sucesso devem ser empresas caracterizadas pela flexibilidade para que alcancem todas as oportunidades que o mercado tem a oferecer, principalmente num mercado cada vez mais competitivo. Até aqui, tem sido abordado questões mais relacionadas com a cultura da empresa mas também importa focar a forma destas atuarem junto dos clientes. Portanto, a orientação ao cliente obriga a que a empresa aposte num estudo e análise rigorosa do mercado para que consiga responder às necessidades dos clientes. Neste caso, o cliente é o foco da atenção e o alvo em que a empresa deve, apontar toda a sua atenção.

Na orientação ao cliente também temos de ter em consideração os fornecedores. Esta relação é sempre estabelecida de modo triangular: empresa, cliente e fornecedor. É preciso responder às exigências e necessidade de ambos fazendo os devidos ajustamentos. Por isso, as empresas devem ter como base a fidelização desta relação tendo como objetivo que a mesma seja fidedigna a longo prazo. Mais difícil do que ganhar clientes é mantê-los. A fidelização dos clientes é um processo construído a longo prazo e fundamental num mercado globalizado pautado por uma forte concorrência. Estudos acerca do compromisso centrado no relacionamento estimam que a fidelização de um cliente depende da qualidade dos serviços e/ou produtos prestados. Para além disso, importa que estes produtos/serviços sejam sempre inovadores para não serem ultrapassados pela concorrência. Tendo por base um estudo empírico efetuado por Jones et al. (2003), as atitudes dos trabalhadores que lidam diariamente com os clientes está intimamente relacionada com a satisfação dos mesmos, pelo que se torna importante investir na formação profissional dos mesmos.

Além do que foi mencionado, as empresas para saberem como devem ser competitivas precisam de conhecer as demais empresas para que tenham real noção dos recursos e capacidades que necessitam de mobilizar para as ultrapassar. Todavia, as empresas familiares também podem estabelecer relações de compromisso com as empresas de

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concorrência e tirarem vantagens económicas com isso, o que se denomina de inteligência concorrencial. Assim, as empresas familiares ao estabelecerem essas relações conseguem ter noção dos pontos fortes e fracos das outras empresas, o que lhes permitirá desenvolver estratégias que, as permitam ser melhores que as demais empresas Aaker D. A. (1988).

Outro aspeto a se ter em consideração é a coordenação interfuncional. Este tipo de coordenação diz respeito à capacidade de recolha, análise, tratamento e transmissão de informação nos e entre os vários departamentos da empresa com o principal objetivo de agilizar os processos para obtenção do máximo lucro e satisfação do cliente. Num mercado em constante mutação, as empresas têm necessidade de responder às necessidades do mercado de forma rápida e eficaz. Nesse sentido, torna-se importante, mais uma vez, investir na formação profissional dos colaboradores uma vez que, frequentemente, a resolução das necessidades do mercado está muito além dos conhecimentos individuais já adquiridos pelo trabalhador. Por outro lado, também existe a necessidade de se implementarem estratégias de atuação em rede de empresas, mediante: offshoring; value nets; value ecosystems; “peer production”.

Nos mercados atuais, as empresas familiares também devem apostar no marketing relacional. Na aposta do marketing relacional, as empresas devem colocar os seus diferentes recursos, sejam, financeiro, humanos e logísticos no estabelecimento de um bom relacionamento entre o fornecedor e o cliente. O relacionamento entre o fornecedor e o cliente deve ser pautado por aspetos como a empatia, confiança, fidelidade, reciprocidade e entreajuda. A longo prazo, um bom relacionamento traz, como também já foi destacado anteriormente, inúmeras vantagens competitivas, por isso, as empresas familiares devem manter o lema de cativar, manter e fidelizar a relação com o cliente. De acordo com Porter & Kramer (2011), uma empresa para ter sucesso tem que procurar satisfazer as necessidades dos clientes e não descurar as necessidades do mercado, criando tanto valor económico como valor social, concretizado em três formas: (1) Conceber produtos e mercados; (2) redefinir a produtividade na cadeia de valor e (3) criar clusters industriais na zona de localização das empresas.

A globalização, acrescentou novos desafios às capacidades diretivas das empresas por ter tornado os mercados mais dinâmicos e mais flexíveis. Todavia, essa situação

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também foi acompanhada por uma maior instabilidade e risco. Para além disso, a difusão das novas tecnologias, principalmente, a internet, que atualmente está acessível a quase todas as pessoas possibilitou a transferência de conhecimentos, de uma forma cada vez mais veloz. Apesar de ser uma mais-valia a informação ser rapidamente acessível e de fácil difusão, num ambiente empresarial, a administração das empresas familiares ou até mesmo os gestores não se sentem plenamente seguros, daí preferirem os processos internos que usam. Geralmente, estas empresas adotam estratégias flexíveis, com pouco risco e que possibilitem vantagens competitivas para se estabelecerem no mercado externo de uma forma segura e potenciando as suas virtudes.

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