6. Forslag til trinnvis utbygging
6.6 Prisdrivende elementer
Levando-se em conta as respostas dos 812 participantes que fizeram parte da validação e precisão da Escala de Avaliação da Estratégia Saúde da Família (EAESF), buscou-se elaborar normas para o desenvolvimento de critério para a interpretação dos resultados obtidos. Para tanto estabeleceu-se normas intragrupo, em que o critério de referência dos escores é o grupo ou a população para a qual o teste foi construído. Neste sentido, o escore do sujeito toma sentido em relação aos escores de todos os sujeitos da população. Como não são conhecidos os escores da população, as normas foram estabelecidas sobre a amostra estudada, utilizando-se a técnica baseada no posto percentílico (Pasquali, 1999, 2003).
Para interpretar as respostas dadas pelos participantes, elaborou-se um escore total para cada fator que corresponde ao somatório dos itens que os compõem. Por exemplo, para o fator Condições de trabalho na ESF, que é composto no total por 12 itens, do tipo Os atendimentos são feitos em salas adequadas e Estou satisfeito com as condições da USF (ESF) em que trabalho ; aqueles participantes que concordaram com a afirmação, responderam sim que foi computado com o valor 1 e aqueles que não concordam,
130 responderam não que foi computado com o valor 0. Desta forma, o escore mínimo para este fator é de 0 e o escore máximo é de 12 (somatório total dos itens deste fator).
Em outras palavras, para uma avaliação extremamente positiva, o profissional deveria responder sim para as doze afirmações (itens) que compõem o fator em questão, demonstrando que concorda com todos os itens e obtendo um escore de 12 pontos (valor máximo), enquanto que para uma avaliação extremamente negativa, deveriam responder não para os doze itens que compõem esse fator demonstrando que discorda de todos os itens e obtendo um escore de 0 pontos (valor mínimo).
Ressalta-se que para computar o somatório dos itens não foi levado em consideração às cargas fatoriais dos itens componentes de cada fator, pois seus pesos variaram entre 0,45 e 0,76 (com itens nos sentidos positivo e negativo), o que mostra uma variabilidade razoável. Isto posto, optou-se por considerar a homogeneidade dos itens e tratá-los como se seus pesos e sua importância no fator fossem iguais. Desta forma, assume-se que a Análise Fatorial foi realizada para seleção dos itens que melhor representassem as dimensões do modelo teórico elaborado para explicar a Avaliação da ESF a partir das crenças de sua equipe de trabalhadores.
Para possibilitar uma melhor interpretação dos dados, optou-se por padronizar os escores de cada fator analisado, compatibilizando-os em uma única escala de resposta. A comparação entre os fatores era bastante difícil, já que cada um possui uma pontuação total dependente do número de itens que compõe sua dimensão, tal como explicado anteriormente. Por exemplo, o fator I é composto de 12 itens que totaliza 12 pontos enquanto o fator II é composto por 9 itens totalizando 9 pontos. As estatísticas descritivas de cada fator, tais como a pontuação mínima e máxima nos itens por fator, média e desvio padrão, estão apresentadas na Tabela 17.
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Tabela 17. Mínimo, máximo, média e desvio padrão dos constructos estudados
Constructos Mínimo Máximo Média padrão Desvio
Condições de trabalho na ESF 0 12 6,96 3,64
Sistema de referência e contrarreferência 0 9 2,97 2,39
Acessibilidade ao atendimento na ESF 0 5 2,37 1,49
Compreensão da ESF 0 8 3,52 2,00
Capacitação profissional 0 5 2,62 1,61
Se os profissionais pontuam uma média de 6,96 pontos no fator I, posso inferir que é uma porcentagem superior a 50% da avaliação, o que significa uma avaliação mediana. Mas, como comparar a avaliação do fator I à avaliação do fator II se eles possuem escalas diferentes?
Neste sentido, com o intuito de unificar as escalas, os escores de todos os fatores foram submetidos a uma transformação linear por meio da aplicação da regra de três simples e convertidos para uma escala de 0 a 100 pontos, que permite calcular um escore de cada fator de forma padronizada, além de possibilitar comparações mais acuradas entre os fatores. A partir desse procedimento, foi descrito a avaliação de cada fator, tal como pode ser observado a seguir.
O fator I, Condições de trabalho na ESF, possui um total de 12 itens e apresentou uma média de resposta de 6,96 pontos na avaliação dos profissionais da EqSF. Considerando que uma pontuação total de 12 pontos neste fator indica uma avaliação positiva de 100% dos profissionais, uma pontuação de 6,96 neste fator significa uma avaliação mediana de 58% dos trabalhadores da EqSF, tal como pode ser observado na figura 5.
Figura 5. Avaliação do fator I: transformação linear do escore bruto em escore normatizado Avaliação
negativa
Avaliação positiva
132 Procedeu-se do mesmo modo nos demais fatores. Assim, o fator II, Sistema de Referência e Contra-referência, possui um total de 9 itens e apresentou uma média de resposta de 2,97 pontos na avaliação dos profissionais da EqSF. A transformação linear dos escores deste apresentou um avaliação negativa pelos trabalhadores da EqSF, que consideraram 33% satisfatório o sistema de referenciamento da ESF para os demais níveis de complexidade, como pode ser observado na figura 6.
Figura 6. Avaliação do fator II: transformação linear do escore bruto em escore padronizado
Como pode ser observado na figura 7, a transformação linear do escore bruto (2,37) do fator III, Acessibilidade ao atendimento na ESF, que possui 5 itens, sugeriu que 47,4% dos profissionais a EqSF possuem uma avaliação mediana deste fator.
Figura 7. Avaliação do fator III: transformação linear do escore bruto em escore padronizado
No tocante ao fator IV, Compreensão da ESF, pode-se constatar na figura 8 que o escore médio bruto de 3,52, após normatização representou um escore de 44 pontos em uma escala centígrada, indicando uma avaliação mediana neste fator.
Avaliação
negativa Avaliação positiva
Avaliação negativa
Avaliação positiva
133
Figura 8. Avaliação do fator IV: transformação linear do escore bruto em escore padronizado
Por fim, o último fator, Capacitação Profissional, que apresentou escore médio bruto de 2,62 pontos demonstrou uma avaliação mediana dos profissionais da EqSF com escore padronizado de 52,4 pontos, como pode ser visto na figura 9.
Figura 9. Avaliação do fator IV: transformação linear do escore bruto em escore padronizado
As normas elaboradas para esta tese fazem referência aos fatores da Escala de Avaliação da ESF (EAESF), sendo considerado um somatório dos itens de cada fator. Considerando os escores brutos, foi realizada uma transformação linear simples (regra de três) que produziu escores de uma escala de 0 a 100, tal como explicitado e ilustrado anteriormente. Os itens transformados foram utilizados para estabelecerem-se tercis (criando- se três grupos iguais, no qual cada grupo representa 33,33% das avaliações da amostra) com o intuito de, a partir destes valores, estabelecer critérios de avaliação dos profissionais acerca dos cinco fatores do modelo teórico sobre a Avaliação da ESF pela EqSF. Os resultados da criação de tercis para embasar as avaliações da ESF, segundo critério interno, podem ser observados na Tabela 18.
Avaliação
negativa Avaliação positiva
6
Avaliação
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Tabela 18. Avaliação por fator dos profissionais de saúde acerca da ESF segundo Tercis Tercis por fator 1º tercil
(Avaliação negativa) 2º tercil (Avaliação mediana) 3º tercil (Avaliação positiva) Fator I x 16,66 16,67 x 49,99 x 50,00 Fator II x 55,55 55,56 x 77,76 x 77,77 Fator III x 40,00 40,01 x 59,99 x 60,00 Fator IV x 37,50 37,51 x 62,49 x 62,50 Fator V x 50,00 50,01 x 74,99 x 75,00
Deste modo, para cada fator foi extraído um valor específico que corresponde a uma avaliação negativa dos profissionais sobre a ESF (1º tercil), a uma avaliação mediana (2º tercil) e a uma avaliação positiva (3º tercil). Ressalta-se novamente que estes valores foram calculados em função da avaliação de todos os participantes do estudo.