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4 DETAILED DISCUSSION OF THE TERMS OF REFERENCE

4.3 Primary Production Database

A Educação é um fenômeno em que as relações sociais são predominantes, além de proporcionar a sociedade capacitação de dominar recursos científicos e tecnológicos que auxiliarão no uso das possibilidades existentes para o bem estar do homem. A Educação pode ser considerada Formal, ou seja, aquela que é aplicada dentro de instituições educacionais conhecidas como padrão; e a Educação Não Formal, que são aquelas aplicadas fora das instituições educacionais. Gadotti (2005) nos apresenta um

conceito claro da diferença entre Educação Formal e Não Formal, o autor nos diz que:

A educação formal tem objetivos claros e específicos e é representada principalmente pelas escolas e universidades. Ela depende de uma diretriz educacional centralizada como o currículo, [...]. A educação não-formal é mais difusa, menos hierárquica e burocrática. Os programas de educação não-formal não precisam necessariamente seguir um sistema sequencial e hierárquico de “progressão”. Podem ter duração variável, e podem, ou não, conceder certificados de aprendizagem. (GADOTTI, 2005, p. 2) Passeando por essa ideia sobre a Educação, nos deparamos com as Práticas Educativas que na concepção de Nélisse (1997) a prática educativa é uma ação de “fazer ordenado”, ou seja, deve ser uma ação planejada, em que cada momento contempla o seu ato feito com reflexão e crítica de cada etapa a ser seguida. De acordo com Libâneo (2005) nos afirma que as práticas educativas são manifestações que se realizam em sociedades como processo da formação humana, não se limita a escola e a família, vão muito além disso uma prática educativa acontece em diversos contextos e âmbitos humanos sobre várias modalidades.

Nesta perspectiva encontramos as Práticas Educativas Digitais, que vem se sobrepondo nos ambientes virtuais e nos possibilita uma mudança no contexto comportamental da sociedade, trazendo novas práticas de ensino nos ambientes digitais. Nesta perspectiva, Takahashi (2000) considera a educação como o alicerce de uma sociedade, no caso da PED, o autor nos revela que com o advento das TIC a educação deve proporcionar a interação entre o homem e a tecnologia, traçando um novo caminho para propagar a Educação dentro dos ambientes virtuais.

Santana (2010) escreve sobre as práticas educativas digitais nos espaços educativos dentro da cultura digital que sofrem influência das ferramentas digitais que estão inseridas dentro dos artefatos culturais digitais. Martins (2012, p. 313) complementa essa ideia nos trazendo um olhar mais afinco sobre a educação digital nas PED como a “[...] produção de conhecimento em redes orientadas pela cultura digital”. Assim, a supracitada autora define a educação nas práticas educativas digitais como:

A educação dimensionada nas práticas educativas digitais orientadas para uma formação de identidade de projetos nos aparece mais

aconselhada para superar os desafios impostos pela sociedade, e para ‘redefinir a posição’ dos indivíduos na tomada consciente de decisão (MARTINS, 2012, p. 314).

Martins (2015) nos explica os fenômenos educativos e como eles nos ajudam a compreender as práticas educativas no decorrer de cada contexto. Para compreender as práticas educativas, precisamos saber como esses fenômenos influenciam no desenvolvimento do conhecimento. Os fenômenos educativos são divididos em cinco, que são: Fenômeno de Aprendizagem; Fenômeno de Ensino; Fenômeno de Currículo; Fenômeno de Contexto Sócio-Educativo; Fenômeno de Avaliação; e por fim o Fenômeno de Gestão. O qual, apresentaremos cada um a seguir, conforme a concepção de Moreira apud Martins (2015):

01. Fenômenos de Aprendizagem: São os fenômenos educacionais centrados na aprendizagem do estudante. Envolvem áreas como a psicologia da aprendizagem, psicologia cognitiva e a psicologia do desenvolvimento humano, neste ramo de estudo da psicologia e da educação são estudadas as dificuldades de aprendizagem, bem como, as condições e possibilidades que favorecem a aprendizagem dos estudantes;

02. Fenômenos de Ensino: São fenômenos educacionais centrados no ensino (ou didática) do professor, neste contexto são estudadas as condições e possibilidades para realização do trabalho do professor quando este exerce a sua “ensinagem”. Estes fenômenos implicam em áreas de estudo como a didática e a pedagogia, bem como, o estudo da prática docente enquanto trabalho educacional do professor;

03. Fenômenos de Currículo: São fenômenos educacionais centrados no conteúdo que um determinado grupo social pretende estabelecer enquanto saber que deve ser ensinado. Neste tipo de fenômeno se leva em conta os projetos e as intenções de formação que um determinado grupo social “detém” quando espera poder trabalhar na formação dos homens idealizados para o “amanhã”. O currículo não envolve somente conteúdos, mas também visa imprimir hábitos e posturas aos estudantes que hão de se tornar participantes da sociedade, e em certo sentido constituem decisões sociais, ideológicas e políticas que estão fundamentadas em concepções filosóficas e pedagógicas ato reflexivo;

04. Fenômenos de Contexto Sócio-Educativo: São os fenômenos políticos, institucionais e conjunturais que estruturam as decisões educacionais relativas: ao direito educacional; a política educacional (formal e/ ou não formal); aos processos de gestão educacional (escolar ou não escolar) entre outras questões contextuais micro e macro-sociais. Este tipo de fenômeno implica nas condições e possibilidades para realização dos processos educacionais na sociedade. Esta área de estudo contempla questões como:

a) Gestão educacional e seus indicadores sociais; b) Políticas educacionais oficiais (e não oficiais); c) Legislação educacional e do direito à educação; d) Movimentos sociais e suas reivindicações sociais;

e) Sistemas escolares em sua relação com comunidades locais; f) Financiamento educacional e políticas participativas

g) Outras questões sócio-políticas.

Na perspectiva dos fenômenos de contexto sócio-educativos, suas ações envolvem questões do direito, da filosofia política e da sociologia do conhecimento que viabiliza relações explícitas e implícitas no contexto político que envolve, inclusive, os programas governamentais em suas diversas esferas de poder (municípios, estado e países).

05. Fenômenos de Avaliação: São os fenômenos educacionais relativos à compreensão do desempenho dos estudantes, professores e até mesmos sistemas escolares frente os parâmetros pré-definidos e estabelecidos pela sociedade (ou suas representações) para o bom andamento do trabalho educacional. É uma área que está relacionada à filosofia da educação, história da educação, psicologia cognitiva e do desenvolvimento humano, mas acima de tudo implica nas técnicas de psicometria, sociometria e biometria.

06. Fenômenos de Gestão: são os fenômenos educacionais relativos à gestão das escolas apresentado a gestão democrática - baseia-se na relação orgânica entre a direção e a participação de todos os membros da equipe. (PARO, 2015) - e gestão participativa – entendemos como uma ação de participação de todos os segmentos da instituição, como uma forma de contribuir para o processo de tomada de decisões, proporcionando condições para a resolução das questões sociais e políticas, constituindo características fundamentais para o desenvolvimento do currículo educacional. (LÜCK, 2011)-

que priorizam a democracia mais participativa, do que representativa, isto é, não retiram o papel representativo do Estado, que também têm as suas responsabilidades.

Conhecendo os Fenômenos Educativos, na visão de Martins (2015), discorre sobre as práticas educativas digitais que são aquelas que fazem parte da cibercultura, o que nos dá subsidio de trabalhá-las no decorrer dessa pesquisa, principalmente na concepção do Fenômeno de Contexto Sócio- Educativo.

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