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APPENDIXC IMPACT TABLES

12) In this presentation we ignore some minor differences between tax liable income and consumption motivating income before taxes. For a

Como mais uma etapa deste trabalho realizou-se uma entrevista com o doador das caixas com os slides com o intuito de indagar a fonte analisada, mas por outra perspectiva, ou seja, pela via do participante, desse modo buscou-se dar voz as memórias de um dos personagens presente nos registros fotográficos, assim o acesso a essa fonte viva poderia por meio do seu relato apresentar dados mais precisos da prática desenvolvida de estudo do meio.

A narrativa de Joseangelo Pompeu sobre o trabalho que realizou nos Ginásios Estaduais Vocacionais se deu de maneira muito apaixonada. O ex-professor que hoje tem 73 anos trabalhou no Ginásio Vocacional de Americana de 1964 até 1970 quando se deu o encerramento das atividades. Contador, formado na Escola Técnica de Americana, nunca atuou na função.

Na época em que conheceu o vocacional, Pompeu trabalhava como escrevente habilitado no cartório de registro de imóveis da cidade. Ao conhecer algumas professoras do vocacional em Americana, soube da vaga para Práticas Comerciais e se encaminhou para São Paulo onde foi entrevistado por Dona Maria Cândida, mas quem o convocou foi Maria Nilde Mascellani. No dia seguinte, em 23 de abril de 1964, voltou para Americana e fez o exame médico para ser contratado.

Nesse mesmo ano, começou lecionando para a 3ª turma de Americana. Como Práticas Comerciais era, como o próprio nome indica, uma disciplina prática, não havia especialização. Segundo o ex-professor, essa foi a época das matérias práticas.

De acordo com Pompeu, em relação ao estudo do meio, se trabalhava em classe um determinado conteúdo e depois era observado na prática. Para ele, o vocacional não se preocupava tanto com o conteúdo, mas como era a ação durante o conteúdo. Antes de ir a

campo, havia um trabalho realizado em sala de aula para despertar a curiosidade dos alunos e para elaboração de perguntas que seriam respondidas a partir do estudo do meio. Os alunos tinham que fazer relatórios sobre a visita e, depois disso, uma exposição de tudo que foi estudado. Segundo Pompeu, “Todos os alunos tinham roteiro nas mãos, as perguntas que seriam feitas estavam nesse e deveriam anotar as respostas. Cada um anotava uma parte. Fazia-se um relatório do estudo do meio de cada área”.

O sistema era sempre delimitado por Ciências Sociais; a pedra fundamental do estudo; e as outras disciplinas se encaixavam nos temas, mas os conteúdos já vinham de São Paulo, cidade onde ficava o SEV. Esses conteúdos eram discutidos entre seus membros e cabia às cidades fazer as adaptações necessárias.

Nas palavras do ex-professor:

O ginásio vocacional foi planejado pensando no desenvolvimento econômico de cada região. São Paulo aparecia como uma capital, Americana como uma região industrial, Rio Claro como uma cidade intelectual de faculdades, Barretos com as pecuárias e os maiores frigoríferos, Batatais como uma cidade agrícola e cultural (Portinari) e, por fim, São Caetano do Sul com os móveis.

Práticas Comerciais, por exemplo, encaixava-se no estudo do meio no sentido da elaboração do orçamento de transporte, alojamento, custo, gasto, arrecadação e controle do dinheiro. Tudo era desenvolvido com os alunos nas semanas anteriores ao estudo do meio. A supervisão do professor era o ponto-chave dessa articulação com os saberes, o que também foi possível notar ao analisar as fotos. Tanto em sala de aula quanto em campo, o professor aparecia de maneira centralizada conduzindo o processo educacional.

Quanto ao planejamento para realização do estudo do meio, Pompeu menciona:

Eu participei do estudo do meio em alguns lugares. Íamos primeiro para o local que seria visitado para elaborar o orçamento. Um dos estudos que participei e me lembro foi o de Ilha Solteira. Nesse estudo fizemos a visita anteriormente. Às vezes outros professores iam e a gente elaborava o orçamento depois baseados nos dados que eram fornecidos por eles. Se houvesse necessidade, entrava-se em contato com a Associação de Pais e Mestres para garantir a ida de quem não pudesse pagar a viagem [...] tudo era feito com a Orientação Educacional e ninguém ficava sabendo. O conteúdo, de acordo com Pompeu, era dividido de maneira que na 1ª e 2ª série se conhecia a cidade, em sequência o Estado, o Brasil e o exterior. Houve, inclusive, uma visita a Santa Cruz de la Sierra na Bolívia. Esse ponto reitera a turma que está presente nas fotos e a visita que foi feita ao cemitério de Americana pensando nos círculos concêntricos de Piaget em uma localidade mais próxima, uma comunidade mais simples que as demais na ordem apresentada. Nessa perspectiva, faz-se válido destacar um dos trechos da entrevista: “Nós

fomos para Minas Gerais conhecer Ouro Preto, Belo horizonte, Sabará, Congonhas do campo, Gruta de Magné e a cidade de Guimarães Rosa. [Fomos] Eu, Delma, Margarida, Teresinha e Coutro”. Nota-se, pela declaração do ex-professor que os locais visitados durante o estudo do meio contemplam em partes o conteúdo proposto para a 1ª e 2ª com exceção da viagem ao exterior. Percebe-se que, a grosso modo, as cidades visitas apresentam o que pode ser delineado como “Brasil”, uma vez que não se trata de cidades pertencentes à região de Americana.

Faz-se aqui um adendo quanto às cidades, visitadas no decorrer do estudo do meio, elencadas na Caixa 1 mencionadas no item anterior, vê-se pela descrição apresentadas nas próprias fotografias que a seleção das localidades não contempla de modo linear todos os estados brasileiros, ou seja, o país era “revelado” aos alunos de forma fragmentada. Sem entrar no mérito da seleção, pois seria necessário proceder com uma nova busca por explicações propõe-se somente uma reflexão: será que a acessibilidade foi um dos principais critérios de seleção para determinar a escolha de algumas dessas cidades? Assim como, indaga-se: será que pequenos aglomerados de cidades localizadas próximas uma das outras são uma boa representação do país?

Postulada tal questionamento retoma-se ao fato narrado, o ex-professor entrevistado participou de um estudo do meio que ocorreu em Minas Gerais, ou seja, em outro estado. Mais do que isso, os estudantes junto com os docentes visitaram cidades consideradas históricas, como é evidenciado nos slides, nos quais são ressaltadas as obras do Barroco e as igrejas.

Havia uma “integração das disciplinas” a partir do tema atribuído pelos Estudos Sociais, de modo que no estudo do meio, eram respondidas questões de todas as áreas do conhecimento. Na volta do estudo do meio havia uma atividade de síntese e, finalmente, as equipes realizavam uma apresentação do trabalho. Essa atividade, por sua vez, estava imbuída de sentido, o qual pode ser inferido como: agir no mundo. Como se observa na afirmação do ex-professor:

Na minha opinião o estudo do meio servia para que o aluno pudesse observar na prática o que aprendeu na teoria. Para depois se instruir e depois agir. O vocacional se preocupava com a formação de pessoas conscientes que pudessem atuar no seu meio. Esse era o objetivo maior. Se o aluno não conhecesse uma realidade do campo com os cortadores de cana, por exemplo, como ele poderia desenvolver uma atividade que pudesse mudar aquilo? Ele conhecia uma realidade para depois introspectar aquilo e agir no meio

Evidencia-se na declaração acima que a realização do estudo meio postulada por Pompeu não se voltava para o “vir a ser” do discente enquanto trabalhador, o aprender não se referia ao ofício, como se percebe na narrativa – conhecer a realidade dos cortadores está na possibilidade de se pensar formas de mudar essa realidade. Não se tratava de uma educação para o trabalho, mas para transformação, essa não apenas para o aluno, mas para o todo social. Ao se tratar dos entendimentos que ocorriam entre os membros do SEV em relação a questões específicas das unidades é possível observar a questão da importância das metodologias específicas das áreas e da formação do aluno para a vida, ponto que também é ressaltado no excerto acima no sentido de conhecer a realidade para atuar nela. Fato esse constatado durante a realização da entrevista, na qual tanto Pompeu quanto sua ex-aluna da primeira turma que foi visitá-lo ressaltaram que o estudo do meio se dava de maneira que os alunos podiam vivenciar aquilo que haviam aprendido na escola.

Ao falar sobre os slides, ficou muito preocupado em se recordar dos nomes e sobrenomes das pessoas que apareciam. Regina aparecia em diversos deles. Existe um encantamento sobre esses anos vividos tanto em repúblicas com outros professores do vocacional quanto, vividos integralmente para a escola.

No dia em que o exército entrou no João XXIII, Joseangelo Pompeu lecionaria mais tarde. Quando chegou a escola, no refeitório já estavam os demais professores. Encontrou seu armário derrubado no chão. As capas de Práticas Comerciais com a sigla PC foram associadas ao comunismo. Muitos professores foram presos, Pompeu optou por continuar trabalhando sem tomar partido no que tangia à ditadura ou ao sistema. Apresentou, no entanto, oposição a Cid. O que Pompeu designa como encerramento das atividades em 70 é possível chamar de fechamento dos vocacionais pela ditadura militar à medida que haveria uma série de proibições e demissões de professores por conta de seus ideais políticos.

Encerra-se, desse modo, um período da história da educação brasileira, a qual não se faz permissível desprezar o atravessamento da ditadura militar. Nota-se que a narrativa apresentada por Pompeu corrobora com as fotografias e amplia as imagens, de modo, a dar nome aos personagens e circunscrever os fatos contidos nas fotos, a realidade congelada que tomou forma vívida pelo discurso. Assim, a seguir, algumas considerações são elaboradas quanto ao conteúdo da pesquisa.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Nessa pesquisa buscou-se analisar as práticas relacionadas ao estudo do meio do Ginásio Vocacional João XXIII, de Americana e compreendê-las. Ao longo do trabalho, houve a tentativa de contextualizar no tempo e no espaço um habitus educacional que, entendido dialeticamente enquanto processo, foi se transformando ao longo de sua existência.

Empreender uma investigação cujo objeto central fosse o estudo do meio, inicialmente constituiu-se como um dilema: qual seria o melhor caminho para averiguar uma prática ainda executada na conjuntura atual da educação sem estabelecer comparações e anacronismos? Já se fez nítido que o desenvolvimento da pesquisa deveria recorrer às fontes históricas para tal. Abre-se, novamente, um novo debate: qual fonte? Como acessá-las? Apenas a análise documental suprirá esse objetivo? Estes e tantos questionamentos foram essenciais ao delineamento da pesquisa. Essa que se deu por meio da análise de um conjunto de registros fotográficos que apresentam a realização de um estudo do meio, em um determinado período.

Decorrente da coleção de fotos cedidas pelo ex-professor Joseangelo Pompeu, o qual lecionou entre os anos 1964 a 1970, no Colégio Vocacional João XXIII de Americana, consolidou-se o tema e os objetivos da pesquisa cujo intento foi responder as seguintes questões: “Quais eram as concepções e práticas desenvolvidas no Vocacional de Americana de 1961 a 1970?”; “Como essas concepções e práticas dialogam com as práticas de Estudo do meio?”; “O que as fotografias podem revelar sobre o João XXIII nesse período?”.

Pautada nessa circunscrição do trabalho procedeu-se com o levantamento bibliográfico, a fim de identificar o referencial teórico a ser utilizado, pois se considerou que apenas a apresentação das imagens associadas à narrativa descritiva fornecida por Pompeu, por meio de uma entrevista seria insuficiente para contemplar o objeto da análise. Desse modo, após o levantamento elegeu-se três obras, de autores distintos, que poderiam subsidiar a elaboração do texto.

Cumpre mencionar que o percurso adotado difere, substancialmente, daquele realizado quando há uma fonte oral, ou seja, a entrevista, pois na maioria dos casos os autores faz uso

apenas deste recurso para coleta de dados. O processo aqui efetuado seguiu, em suma, dois direcionamentos, os quais foram classificados no trabalho como primário e secundário em relação à fonte utilizada. Denominou-se fonte primária os slides dos estudos do meio realizados entre os anos de 1963 e 1964 no Ginásio Vocacional João XXIII, os quais foram reportados via registro fotográfico para ser utilizado na presente pesquisa. Por sua vez, fonte secundária concerne aos textos publicados por personagens que vivenciaram ou não a época em questão, sem deixar de mencionar que a entrevista concedida pelo Prof. Pompeu foi alocada nesse montante.

Após agrupar o material tanto documental como fotográfico, em conjunto com a entrevista procedeu-se a análise dos dados. De início foi possível constatar que das cinco caixas cedidas por Joseangelo Pompeu seria possível utilizar somente uma delas, a saber, a primeira, identificada como Caixa 1. O critério para utilização desta caixa deu-se pelo fato de ser a única que dispunha de informações precisas sobre os locais e datas da realização do estudo do meio, assim como o estado de preservação da maioria das fotografias tornava viável seu uso. Vale mencionar que o restante do material presente nas outras caixas possui, em boa parte, alguma identificação, mas insuficiente para ser utilizado como fonte de pesquisa. No entanto, essas fotos não foram descartadas, pois devem ser preservadas como material histórico que pode ser futuramente abordado em outra investigação após procedimento de restauração.

Assim, em seguida, as fotografias foram organizadas em sua sequência, uma vez que estão enumeradas dentro da própria caixa, as quais permitiram constatar que as mesmas apresentam uma sistematização das atividades realizadas em cada estudo do meio, ou seja, é possível observar na disposição das imagens o contexto e a atividade que está sendo realizada. Retomando um dos questionamentos elaborados no início da investigação sobre o que as fotografias poderiam revelar sobre o João XXIII pode-se afirmar que as imagens evidenciam não apenas as práticas educacionais do Ginásio como a concepção de ensino. Entende-se ainda que a existência da cultura escolar esteja ligada às mesmas origens da escola como instituição, que as imagens apontam para um conjunto de teorias e práticas sedimentadas na instituição escolar ao longo do tempo. As disciplinas escolares que se consolidaram são um exemplo de cultura escolar que permaneceram, mas a maneira de abordá-las foi algo que se transformou e variou de acordo com a instituição.

Os GEVs, tanto pela história delimitada pela bibliografia apresentada, como pelas práticas descritas e analisadas por meio das fotos buscavam a “integração das áreas de conhecimento”. As disciplinas apareciam de maneira processual como um modo de olhar para um mesmo tema inicialmente até 1966 e depois para uma mesma pergunta ou questão de 1968 até o fechamento. Aquilo que Maria Nilde e outros membros do SEV denominam como “técnica” trata-se de uma metodologia específica da área para indagar um mesmo tema ou questão.

As fotos ajudaram a explicitar o que se fazia no estudo do meio. Os padrões identificados contribuíram para traçar uma narrativa de como era um trabalho desse tipo. Os alunos dos GEVS, do primeiro ao quarto ano do secundário faziam, nessa ordem, um estudo do meio focado no local ou comunidade, depois isso se ampliava para os arredores, Estado e país. Esse era um estudo considerado de alto custo, à medida que existiam gastos de viagem; porém de acordo com os documentos e com Pompeu nunca nenhum aluno deixou de ir a um estudo do meio por não poder pagar. Existia uma associação de pais que arrecadava dinheiro quando necessário. Também uma indagação que ficou e que poderia ser investigada em outro estudo: como se organizava essa associação? Quais atividades desempenhavam?

Não é possível apontar para o que era trabalhado nas disciplinas ou para as metodologias específicas, mas visto que aparecem distintos professores nas fotos é possível traçar o papel do docente nessa prática e, também o que há de semelhante entre as metodologias das diferentes áreas de conhecimento tendo em vista uma série de padrões ou repetições na ação desses no estudo e da organização dos alunos em relação aos materiais e observação.

Notou-se que os professores exerciam um papel fundamental de “mediadores” das relações. Relações entre sujeito e objeto; e entre sujeito e sujeito. Os mesmos aparecem de maneira centralizada buscando conduzir o estudo. E, como apresentado na entrevista com Pompeu, também centralizam o processo pedagógico fazendo junto com os alunos um roteiro de estudo e discussões acerca do conteúdo anterior à saída.

Verificou-se também que há efeitos e influência das reformas ocorridas no período em questão em relação à cultura escolar, pois houve uma portaria que permitiu o funcionamento das classes experimentais e, dessa maneira que a experiência vocacional posteriormente. Também, no contexto do MEC/USAID e do ensino técnico, com a Lei Industrial foi possível

adotar um currículo mais flexível com unidades didáticas e que se propunha a integrar as áreas de conhecimento em torno de um problema.

Nas fotos, há alguns pontos do aprender fazendo da escola nova e da educação moderna anarquista que podem ser vistos. Joseangelo Pompeu aponta, nesse sentido, para a concepção de homem que se visa formar no vocacional, alguém que, para além dos conteúdos, sabe como agir no mundo. Nas práticas, do estudo do meio, apresentadas nas fotos aparecem alunos em um intenso processo de observação e manipulando objetos ou observando como trabalhadores fazem com seus maquinários Há articulação entre a teoria e as práticas do estudo do meio realizado em Americana e essas podem ser reveladas por meio das fotografias, documento relevante nesse sentido.

Outro ponto a ser destacado concerne à entrevista realizada com o ex-professor Joseangelo Pompeu, por ser o único entrevistado e pelo discurso apaixonado e repleto de sentimentos que se apresentavam ao procurar resgatar os nomes de cada uma dos jovens que estavam nas fotos e retomando detalhes da vestimenta ou das características físicas desses, optou-se por utilizar somente os dados como data e localização por ele apresentados, porém seria interessante realizar outra pesquisa para resgatar a memória das pessoas que viveram essa experiência reconstruindo a narrativa. O estudo do meio foi uma prática que marcou uma etapa da vida desses sujeitos e deve ser levado em consideração como tal.

Escolas contemporâneas consideradas progressistas e que têm como referencial teórico o construtivismo, tal qual a Escola da Vila, escola em que trabalhei por 5 anos, realizam o estudo do meio, há pontos em comum e pontos distintos a serem destacados. No entanto, um que me parece relevante de ser discutido é justamente a participação dos alunos dos vocacionais na reflexão sobre o orçamento do estudo a ser realizado. Poderem participar de aulas de Práticas comerciais e, junto com o professor, pensar sobre a parte financeira empodera o aluno no sentido cognitivo, pois inserida em uma “sociedade do capital”, essa etapa deixa ser repassada a uma empresa que, terceiriza e coloca o estudo do meio dependente de um serviço externo. A educação não é mercadoria e, de certa maneira, ela é tratada como tal quando ideias como essa são cooptadas pelo sistema capitalista.

Conclui-se, portanto, que a análise das fotografias foi de grande valia, pois permite observar um ponto crucial da história da educação, da formação e composição do currículo, do pensamento escolar e educacional, da constituição da cidadania e do cidadão brasileiro nas décadas de 60 e 70, período, no qual a intervenção político-militar foi marcante na proposição

da educação brasileira. Percebe-se que os estudos do meio realizados pelo João XXIII dão