• No results found

Bilaga 1. Instructions for authors-Journal of Interprofessional Care

5 Presentation av empiri

Iniciado em 2009, o Projeto MD objetiva implantar no campus central da UFRN um projeto que pudesse agregar tecnologia e inovação com a construção de um parque digital. O projeto surge da leitura da realidade, de professores das áreas tecnológicas e de políticas governamentais, que perceberam a carência de profissionais e especialistas em TI no estado. Conforme projeto elaborado e enviado à empresa pública Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), a atividade de inovação no Brasil se concentra primordialmente na região Sudeste. O Nordeste ainda contribui de maneira incipiente com as inovações e as TI9.

O Projeto se propôs a abarcar três âmbitos: pesquisa e inovação tecnológica, incubação de empresas de base tecnológica e inclusão digital. A pesquisa e inovação tecnológica objetivaram a formação de equipes multidisciplinares envolvendo grupos de pesquisa da UFRN e cooperação com grupos externos; e a incubação de empresas objetivou: oferecer tecnologias e inovação para as empresas da região, fornecendo toda a infraestrutura para que elas pudessem funcionar no período de dois anos – interessados em contribuir para que empresas de alta tecnologia se constituíssem no mercado local. Comumente, as empresas são formadas por alunos egressos dos cursos de graduação e pós-graduação de áreas tecnológicas da UFRN. Com essas ações, há expectativas fortes de melhoria na qualidade dos produtos desenvolvidos na região.

9 Os professores coordenadores do programa entendem que a categoria TI abarca tudo que envolve a criação,

armazenagem, processamento e uso da informação (vídeo, áudio, dados, etc.) utilizando recursos computacionais.

Em se tratando da inclusão digital, propôs-se a formação de jovens (14 a 18 anos) com o curso de Formação de Programadores Juniores, destinado a qualificar alunos de escolas públicas e privadas, a coordenação do curso do curso assume uma política de reserva de vagas, sendo destinadas 70% das vagas para alunos da escola pública. A proposta do curso é qualificar jovens para fomentar esse polo tecnológico com esses profissionais, em termos de inclusão digital e inserção no mercado de trabalho na área de TI. A primeira turma (início em março de 2010 e conclusão em junho de 2011), com 1.195 alunos matriculados, teve duração de 15 meses. Desses foram aprovados 407 alunos, sendo 234 com ênfase em Desenvolvimento Web e 173 com ênfase em Eletrônica.

Em 2011, o Projeto MD se amplia e passa a constituir o IMD. Para compor a segunda turma (2012), foram abertas 1.200 vagas, e mais uma ênfase, em Redes. Em 2013, as vagas se expandem para além da Região Metropolitana de Natal; são oferecidas 2.400 vagas distribuídas em quatro polos no RN, divididos da seguinte forma: Natal com 1.640 (UFRN); Caicó com 200 (Centro de Ensino Superior do Seridó – CERES-Caicó); Mossoró com 400 vagas (UFERSA); e Angicos com 160 (UFERSA). A partir da segunda turma, o curso de formação de programadores passa a ser Curso Técnico em TI, e também há oferta do curso de graduação – Bacharelado em TI. A idade para fazer o curso também foi ampliada, abarcando jovens de 15 a 21 anos de idade.

A terceira turma do curso técnico foi ampliada, com formação de técnicos em Informática para: Internet, Redes de computadores e Técnicos em Automação Industrial. Os alunos são qualificados para atuar na criação de sistemas para Internet, montagem e manutenção de Redes de Computadores, instalação e manutenção de sistemas de automação industrial.

O Instituto abrange docentes da UFRN de diversas áreas, diretamente envolvidos nos objetivos do projeto inicial e atual, e também como suporte técnico e científico. As áreas envolvidas são: Matemática, Engenharia de Software, Ciências da Computação, Engenharia da Computação, Psicologia, Educação e Letras (Inglês). Os cursos técnicos do IMD visam à qualificação em nível técnico por meio da identificação e formação de jovens que possuam habilidades potenciais na área em TI. Esses cursos apresentam formação com duração de 1 a 2 anos e tem como objetivo principal fomentar o interesse e um novo horizonte de formação em TI, como cursos em nível superior, empreendedorismo e pesquisa. O incentivo à graduação e à pós-graduação teve por objetivo incentivar aos jovens uma formação em nível superior em TI, nas áreas de Ciências da Computação, Engenharia da Computação, Engenharia Elétrica, Engenharia de Software e também o Bacharelado em TI (criado em 2012). A proposta da inclusão digital envolveu a instalação de telecentros (laboratórios de informática) e uma rede metropolitana wireless nas comunidades.

O MD também se divide em dois polos com estruturas físicas independentes (em construção), constituindo o Centro Integrado de Vocação Tecnológica (CIVT) e o Núcleo de Pesquisa e Inovação em Tecnologia da Informação (NPITI). O NPITI enfoca pesquisa e inovação, e integração de jovens com vocação tecnológica prospectada pelo CIVT para os laboratórios; já o CIVT envolve os cursos de formação técnica e superior (graduação e pós- graduação), bem como as empresas incubadoras (incubação de negócios). Ambas as estruturas buscam desenvolver pesquisa, inovação tecnológica, extensão e empreendedorismo10.

Este estudo enfocou a primeira turma de formação, o Curso de Formação de Programadores, com formação em dois eixos: Web e Eletrônica. Os concluintes receberam o título de Programador Júnior. Este curso foi desenvolvido na modalidade de Educação a

10 Projeto apresentado pelo professor Adrião Dória (2009). Metrópole Digital. Obtido em

Distância (EAD) com aulas presenciais uma vez por semana, com concessão de bolsas de incentivo e atividades voltadas para a inserção no trabalho.

A seleção desses alunos para participarem do curso visava a identificar jovens que concluíram o Ensino Fundamental e que apresentavam vocação tecnológica. Assim, contou com um processo seletivo, elaborado de forma minuciosa por uma equipe de professores de Psicologia, que fazem parte do “Projeto de Prospecção” – a ser apresentado posteriormente.

Os impactos previstos pelo Projeto MD foram nos âmbitos científico, tecnológico, econômico, ambiental e social. No primeiro, esperava-se a ampliação de mestres e doutores na área, aumentar a capacidade de absorção de novos pesquisadores, ampliação da produção científica, melhoria da qualidade dos programas de pós-graduação diretamente vinculados ao MD; o segundo impacto pretendeu estimular o potencial criativo, a formação de trabalhadores em TI, a transferência de tecnologia para empresas locais, a inovação tecnológica, e a transferência de conhecimento11.

No que se refere ao impacto econômico, o projeto se propôs a atrair empresas de ponta na área de TI, formação de um polo de empresas de alta tecnologia e a melhoria da qualidade de produtos na região. Quanto ao aspecto ambiental, busca-se desenvolver tecnologias de ponta que venham a contribuir com soluções; no aspecto social, espera-se ampliar o número de profissionais especializados em TI, inclusão digital, formação de jovens em TI e, por fim, identificação de talentos na área, para que possam seguir em cursos de graduação, pós- graduação, empreendedorismo e atendimento a demanda desenvolvida.

Baseado nas ideias iniciais do Projeto MD e buscando atender a demanda de alunos com vocação tecnológica, desenvolveu-se um Projeto de Prospecção para atingir esse objetivo – detalhado na seção seguinte.

11 Caracterização da proposta do Projeto Metrópole Digital, não publicado enviado a FINEP. Universidade

4.2. O Projeto de Prospecção: Competências e Habilidades cognitivas em Tecnologia da