1. Innledning
1.1. Presentasjoner av oss og vår vei inn i dette masterarbeidet
Imagem 23 – Centro de Treino e Formação Desportiva Olival/Crestuma – Futebol Clube do Porto
CENTRO DE TREINOS E FORMAÇÃO DESPORTIVA OLIVAL/CRESTUMA
Projeto: Centro de Treinos e Formação
Desportiva Olival/Crestuma
Arquiteto: Alcino Soutinho,
Arquiteto, Lda.
Localização: Rua dos Pardieiros, Vila Nova
de Gaia Data do projeto: 2001/2002
Estado da Construção: bom (algum sinal
de desgaste dos materiais) Acessibilidades: Regulares
Tipologia: os três edifícios constituintes
apresentam tipologia de base retangular Nº de Alturas: um piso
Volumetrias: edifícios desenvolvidos em
altura
Estrutura: betão armado; fachadas
principais com pilares metálicos (intercalados com paredes em tijolo de vidro)
Sistema Construtivo: Alvenaria em tijolo;
paredes de fachada principal em tijolo de vidro
Acessibilidades: fácil acesso a
pessoas com mobilidade reduzida.
Uso: Uso em regime de exclusividade
pelo Futebol Clube do Porto
Gestão do Equipamento: Porto
Localização:
Figura 24:
Implantação
Figura 25:
Contextualização/Descrição
Ao contrário de outros casos, o Centro de Treino e Formação Desportiva do Olival- Crestuma, também conhecido pelo Centro de Treino do Futebol Clube do Porto, não é propriedade do clube que o utiliza. O Centro de treinos nasce, fundamentalmente, pela necessidade de dar privacidade e tranquilidade ao trabalho e preparação que uma equipa como o F.C. Porto necessita.
Desde sempre que o clube jogava e treinava no antigo estádio das Antas e nos campos da periferia do Porto. E com o passar dos anos e pelo crescimento do próprio clube e pela exigência das competições em que estava inserido tornava-se necessário ir de encontro às necessidades de um profissionalismo desportivo cada vez mais exigente.
Nasce, assim, a vontade da conceção de um Centro de Treinos. Várias foram as autarquias que se prontificaram a disponibilizar condições para a sua execução mas a escolha recaiu, por diversos fatores e razões, pela cidade de Gaia, mais concretamente, freguesia do Olival.
Os fatores que mais se destacam são de índole económica, a câmara de Gaia prontificou-se a suportar o financiamento total para a construção do Centro de treinos, e geográfica, o enquadramento dos terrenos onde está implantado o Centro de Treinos é o ideal para quem procura privacidade, tranquilidade e ao mesmo tempo relativamente perto da cidade do Porto.
Apesar da forte ligação do clube á cidade do Porto e da sua população, rapidamente se percebeu, que era impossível a construção de uma infraestrutura desta natureza no centro da cidade.
No entanto, foi necessária a elaboração de uma serie de procedimentos para que fosse permitida a construção do Centro de treinos. Primeiro constituiu-se uma fundação (Porto- Gaia), na qual estão envolvidos vários parceiros, entre os quais, o F. C. Porto – Futebol S.A.D., Câmara Municipal de Gaia, a União Clubes de Gaia, entre outros.
Foi através desta Fundação que se conseguiu reunir condições para a candidatura a financiamento da Comunidade Europeia. Concluído todo este processo, a Câmara de Gaia disponibilizou os terrenos e procedeu-se à construção do Centro de Treinos.
O Centro de Treinos foi idealizado para acolher os trabalhos da equipa profissional do F.C. Porto, equipa B e as equipas de sub-19 e sub-17, equipas que quando se deu a constituição da S.A.D. ficaram acopladas á mesma.
Após Portugal ganhar a organização do Euro 2004 aconteceu uma pequena “revolução” na cidade do Porto, onde se destruiu o estádio das Antas e todos os campos que ate à altura serviam de local de treinos e jogos das formações jovens do clube, permitindo assim a construção do estádio do Dragão.
Desde essa altura o Centro de Treinos alberga todas as equipas da formação o que levou a uma alteração do conceito inicial e uma planificação de utilização mais pormenorizada dos seus responsáveis.
No projeto inicial, estava também prevista a construção de um edifício destinado ao alojamento dos atletas que iria servir para estágios, no entanto, não foi, inicialmente construído, devido a problemas de desafetação de terrenos e posteriormente por alguma instabilidade no clima político local, que tinha permitido a construção do Centro de Treinos, mas que aos poucos se foi deteriorando, o que acabou por fazer esmorecer a ideia inicial de construção da unidade hoteleira. Atualmente, está fora de hipótese a construção da unidade de alojamento.
Apesar desta alteração de conceito, o Centro de Treino e Formação Desportiva do Olival-Crestuma é unanimemente conhecido e reconhecido como uma infraestrutura de grande nível arquitetónico e tem servido como exemplo a seguir para a conceção de futuros Centros de Treino.
Caracterização Funcional/Construtiva
O centro de treinos está implantado numa zona predominantemente rural, típica da região norte do país, onde os espaços verdes e a vegetação de médio porte abundam. A envolvente natural foi um dos pontos chaves para a escolha do local para acolher o Centro de Treino. Era essencial que fosse um local recatado e onde a tranquilidade e a serenidade imperassem.
O acesso é efetuado através da portaria, que fica a uma cota inferior em relação aos restantes edifícios e campos de treino. É na portaria que se faz a triagem de acesso. O seu posicionamento a uma cota mais baixa permite efetuar um controlo perfeito de todas as entradas e constitui-se como elemento fulcral para garantir um dos principais objetivos do Centro, a privacidade dos atletas. A partir deste ponto, o acesso à restante infraestrutura é efetuado através de um sistema de rampas que permite vencer um desnível de cerca de seis metros para se chegar aos dois núcleos de construção principais.
O Centro de Treinos foi implantado num terreno com uma topografia relativamente acidentada. Para isso, foi fundamental a criação de plataformas, conseguidas através de desaterros (escavação), de forma a fazer, a modelação do terreno, pretendida.
A principal intenção da proposta é criar uma nova realidade paisagística, onde a inserção dos edifícios seja realizada de forma natural. Os edifícios, integram-se nas zonas de transição entre os campos de treino. Estes, têm entre si diferenças de cota com intervalos de quatro a um metro nas zonas de concordância, os desníveis são dissimulados através de gabiões de granito ou cobertura verde.
Do ponto de vista tipológico, este equipamento desportivo é constituído por dois núcleos de construção, os quais apresentam, tipologia longitudinal e planta retangular. O seu desenvolvimento assenta e estrutura-se através de uma galeria de circulação longitudinal, que permite o acesso, a todos as áreas que compõem o programa.
Os edifícios, ao nível construtivo, destacam-se a alvenaria de tijolo com estrutura em betão armado, exceto nas fachadas, onde surgem estruturas de pilares de aço intercalados com paramentos de tijolo de vidro. Ao nível interior, utilizaram-se materiais laváveis, nomeadamente, cantaria natural, cerâmicos e vinílicos.
O programa do Centro de Treinos e Formação Desportiva Olival/Crestuma é constituído por:
Um miniestádio: com um campo de relva natural e bancada para 3800 pessoas;
Três campos de treinos de Futebol: um campo em relva natural; um campo de treinos em relva sintética todos com medidas regulamentares; um campo de relva sintética para trabalho intensivo e treino de guarda-redes com medidas de 40x30 metros;
Edifícios de apoio desportivo e administrativo: funcionam de forma autónoma conseguindo-se dessa forma controlar a privacidade necessária para o treino de alta competição. São três edifícios e organizam-se da seguinte forma:
Um edifício de apoio ao futebol juvenil: com três balneários para equipas, balneário para árbitros, balneário para treinadores, departamento médico e sala de hidroterapia;
Um edifício de apoio ao futebol sénior: com dois balneários para as equipas, dois balneários para treinadores, duas salas de apoio médico, sala de hidroterapia e massagens e ginásio;
Um edifício portaria: com instalações para conferências de imprensa, auditório e sala de trabalho;
Estava previsto ainda a construção de um hotel que serviria de alojamento às equipas em estágio o qual incluiria uma piscina, um auditório, zonas de lazer e gabinetes.
Planta Geral:
Figura 26:
Planta - Edifício Equipas A e B
Planta - Edifício Equipas Juniores e Juvenis
Figura 28:
Planta – Portaria e Zona de Imprensa
Planta – Edifício Área Técnica
Figura 30:
Planta – Bancada Miniestádio
Alçados/Cortes
Figura 32:
Corte Bancadas Miniestádio
Corte Bancadas Miniestádio
Corte Edifício Equipas A e B
Exterior
Interior