5. PRESENTASJON OG DRØFTING AV DATA
5.5. V ERDIKARTLEGGINGEN
5.5.2. Presentasjon av og drøfting av resultatene
CO SIDERAÇÕES FI AIS
A partir de dados obtidos pelas diversas técnicas analíticas utilizadas no presente estudo, foi possível realizar algumas considerações acerca de aspectos genéticos e mineralógicos do topázio imperial da Região de Antônio Pereira.
Os estudos mineralógicos do topázio de Antônio Pereira estão de acordo com os resultados obtidos para outras jazidas da região como, por exemplo, Caxambu, Boa Vista e Capão do Lana (Gandini 1994), além do Vermelhão e JJC (Almeida 2004).
Os cristais procedentes da lavra de Antônio Pereira são, predominantemente, amarelo3 alaranjados, com vários matizes. De forma geral, os cristais selecionados para o estudo possuem um comprimento em torno de 0,5 a 3,0cm, com diâmetro entre 0,2 e 0,5cm.
A densidade relativa dos cristais estudados variou de 3,42 a 3,58. Os índices de refração variaram de 1,622 a 1,630 para nX, de 1,624 a 1,634 para nY, e de 1,633 a 1,641 para nZ, sendo que o intervalo de birrefringência variou entre 0,008 e 0,011.
Os valores para os parâmetros de cela unitária variaram de 4,658 a 4,663Å para ao, de 8,821 a 8,832Å para bo e de 8,382 a 8,389Å para co. Finalmente, o valor do volume da cela unitária variou entre 344,57 a 345,46Å3. As propriedades mineralógicas como a densidade, índices de refração, parâmetro bo e volume da cela unitária estão diretamente relacionadas com a razão OH
−
/F− do topázio. O teor de flúor, para os cristais estudados, foi de 15,94 até 17,58%. O método utilizado foi o do pó (difração de raios X), que é uma técnica onde os valores obtidos a partir da equação %F=155,6 –35,7(I021) [I021=2θNaCl200–2θtopázio021] representam uma média dos teores de flúor da amostra de acordo com Ribbe & Rosenberg (1971).
Os resultados das análises de termogravimetria e análise térmica diferencial simultâneas (ATG/ATD) mostraram para todos os cristais, certa estabilidade térmica até 1.000ºC, apresentando3se dois picos de perda de massa, sendo que a primeira perda endotérmica de massa foi de, aproximadamente, 4,7 a 5,3% e ocorreu próximo aos 1.230ºC, e a segunda perda endotérmica de massa, 10,5 a 17%, ocorreu próximo aos 1.360ºC, indicando que o primeiro pico seja decorrente da perda de hidroxila e o segundo da perda do flúor.
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As análises de Espectroscopia de Absorção no Infravermelho por Transformada de Fourier (FTIR) permitiram caracterizar, em parte, a composição dos fluidos mineralizantes, aprisionados nas inclusões fluidas nos cristais de topázio, da jazida estudada, sendo constituídos por proporções distintas de H2O e CO2, estando também presente, em quantidades variáveis, hidrocarboneto, provavelmente o CH4.
Os cristais de topázio imperial do Distrito de Antônio Pereira apresentam um número muito reduzido de inclusões fluidas e um grande número de inclusões cristalinas. O estudo petrográfico de 82 inclusões fluidas permitiu identificar inclusões primárias e pseudo3secundárias de contornos regulares e irregulares.
As inclusões fluidas primárias apresentaram salinidades variando de 5,16 a 7,50% em peso equivalente de NaCl; valores de densidades totais entre 0,876011 e 0,928159g/cm3; frações molares ao redor de 0,758437 a 0,834590 para H2O, de 0,025758 a 0,040536 para NaCl e de 0,126887 a 0,205663 para CO2; temperaturas de homogeneização total em torno de 290,0 a 320,0ºC e, finalmente, pressões de 2.349 a 2.497bar.
Para as inclusões fluidas pseudo3secundárias, as salinidades, em valores equivalentes à porcentagem em peso do NaCl, situaram3se entre 0,20 e 9,60%; as densidades totais entre 0,273104 e 0,950g/cm3; as frações molares de 0,719850 a 0,921275 para H2O, de 0,001108 a 0,014588 para NaCl e de 0,069918 a 0,131082 para CO2; as temperaturas de homogeneização total entre 220,0 e 295,0ºC e, por último, pressões de 1.995 a 3.205bar.
Os resultados microtermométricos, obtidos no presente estudo para a cristalização do topázio imperial do Distrito de Antônio Pereira, mostraram a presença de fluidos aquo3carbônicos, com CO2 praticamente puro (TfCO2 entre 356,8 a 356,6ºC), podendo conter íons de Ca
2+
, Mg2+ e Na+ dissolvidos nas soluções aquosas. As características das inclusões fluidas, além das encaixantes e das paragêneses dos veios mineralizantes, sugerem fluidos hidrotermais de origem metamórfica, ocorrido durante uma fase tectonotermal, do evento Brasiliano, semelhante ao discutido por Morteani . (2002), para as minas de Caxambu e Capão do Lana, e pelos resultados obtidos e discutidos por Almeida (2004) para cristais de topázio das minas de Vermelhão e JJC.
Os dados microtermométricos do topázio de Antônio Pereira estão coerentes com os resultados de Ribeiro3Kwitko & Oliveira (2004), que determinaram as temperaturas de cristalização da paragênese hidrotermal dos veios auríferos, da mesma região, por meio dos geotermômetros de carbonato e clorita (com médias de 296,0ºC para os carbonatos e de 319,4ºC para as cloritas), bem como a variação de pressões de 1.000 a 5.000bar, obtida a partir do estudo das inclusões fluidas em quartzo e carbonato presentes nesses veios. Embora com certas variações nas condições de pressão e temperatura, os dados provenientes das inclusões fluidas do topázio também se aproximam dos
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resultados de Chauvet (2001) que, estudando os veios auríferos da região, obtiveram condições análogas (300oC e 2.000bar), para esse evento hidrotermal de mineralização do ciclo Brasiliano.
As evidências estruturais e petrográficas na região indicam que a mineralização do topázio encontra3se hospedada em estruturas originadas durante o evento tectono3metamórfico de idade brasiliana (±600Ma) que afetou a região do Quadrilátero Ferrífero.
Estruturalmente, a migração de fluidos hidrotermais que propiciaram a cristalização do topázio, em horizontes carbonáticos do Supergrupo Minas, são controladas pelos esforços tectônico3 termais que originaram o sistema de dobras de eixos N3S e E3W do Quadrilátero Ferrífero (Endo . em preparação), caracterizados por episódios de compressão e alívio de pressão. Esses episódios poderiam explicar as amplas variações de pressão de fluidos obtidas nas inclusões primárias e pseudo3 secundárias. Esses fluidos hidrotermais originados durante o evento orogênico Brasiliano, percolaram ao longo das direções de fraturas de extensão localizadas em torno das dobras e nos . Essas feições estruturais são reconhecidas e caracterizadas por diversos autores como manifestação do referido evento ( Endo 1988, 1997, Marshak & Alkmim 1989, Chemale Jr. 1991).
Finalmente, a partir da correlação do mapa geológico da região com mapas geofísicos realizados na área do presente trabalho, observou3se que os locais onde se encontram as jazidas e/ou ocorrências de topázio na região de Ouro Preto são caracterizados por anomalias no mapa de parâmetro , evidenciando o hidrotermalismo associado ao jazimento desse mineral. Na área de Antônio Pereira esse fenômeno é o mais evidente no referido mapa.
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