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3. The Petroleum Industry and Statoil ASA

3.1 Statoil ASA

3.2.3 Present situation

O varejo brasileiro é um dos mais dinâmicos setores da economia, desempenhando um importante papel no cenário econômico nacional, representando quase 20% do PIB, com uma receita anual em vendas, em 2006, superior a R$ 457 bilhões, empregando mais de 5,7 milhões de pessoas nos mais de 1,3 milhão de estabelecimentos comerciais (MATTAR, 2011).

Segundo Mattar (2011), até meados do século XIX não se podia falar da existência de lojas de varejo no Brasil, uma vez que o comércio era exercido por mascates que vendiam em vilarejos com suas carroças.

O varejo no Brasil surgiu apenas na metade do século XIX. Até então,

[...] as vendas eram exercidas por mascates que percorriam os povoados e vilas negociando artigos diferenciados. Isso porque os núcleos populacionais de maior porte, como Rio de Janeiro ou Salvador, não reuniam mais do que uma dezena de milhares de habitantes, muitos dos quais eram escravos (MORGADO; GONÇALVES, 1997, p. 33).

No Brasil, houve atrasos na evolução do varejo, devido à intervenção do estado no comércio de alimentos (MORGADO; GONÇALVES, 1997). Apenas no fim da década de 40 essa situação começou a melhorar devido a chegada da rede de Lojas Sears (1949), no eixo Rio– São Paulo, e outras redes, como Mappin e Mesbla. Novos conceitos foram introduzidos, tais como: novo layout com gôndolas; separação de mercadorias em seções sinalizadas e comunicação com os clientes através de panfletos, catálogos e mala direta. Outro grande marco do varejo brasileiro é o surgimento dos supermercados, setor que antes era atendido

pelas lojas de secos e molhados. O primeiro supermercado brasileiro foi o Sirva-se, em 1953, na cidade de São Paulo.

Segue o Quadro 4 que resume a evolução do varejo brasileiro:

ÉPOCA FATO

1871 Abertura da Casa Masson no Rio de Janeiro.

1906 Abertura das Casas Pernambucanas (com adoção do nome de Casas Pernambucanas no Sul e Sudeste e de Casas Paulistas no Norte e Nodeste).

1912 Abertura da Mesbla (Établissements et Blatgé) no Rio de Janeiro. 1913 Inauguração do Mappin em São Paulo.

1940 Com o começo da industrialização na década de 40, após o fim da Segunda Grande Guerra, o comércio foi impulsionado, uma vez que houve o crescimento das cidades e o surgimento da classe média e de um novo tipo de consumidor com maior renda e mais exigente.

1947 O Frigorífico Wilson implantou em sua loja de fábrica o autosserviço na venda de embutidos, tendo sido o primeiro no acondicionamento de carnes frescas.

1949 Chega a Sears no Rio de Janeiro e em São Paulo, aproveitando a onda de inovação e modernização no varejo brasileiro. Trouxeram o conceito de autosserviço e funcionavam de forma departamentalizada, além ter lanchonetes, produtos com marca própria, serviços de manutenção e garantia de produtos, além de estacionamento. Demonstravam em seu slogan o que todo o varejista deve focar para sobreviver: o consumidor. Dizia “satisfação garantida ou

seu dinheiro de volta”.

1953 Surgem os primeiros supermercados no Brasil (Americano e Sirva-Se), ambos em São Paulo. 1954 Surge o P&G-Pag, em São Paulo.

1956 É inaugurado em São Paulo o Supermercado Disco. 1959 Nasce, também em São Paulo, o Pão-de-Açúcar.

1960 A década de 60 foi marcada pelo surgimento dos Shoppings Center no Brasil. Apesar de alguns historiadores afirmarem que a versão pioneira no Brasil foi em 1899, no Recife, com a inauguração do Mercado Coelho Cintra (também conhecido como Derby), que contava com 264 boxes para venda de hortaliças e verdura, restaurante, barracas de prendas, teatro, regatas e velódromo para ciclismo.

Também teve início o conceito de franquias no Brasil. A primeira a ser criada na década de 60 foi a Escola de Idiomas Yázigi.

1963 Inauguração do Shopping Méier no Rio de Janeiro. 1966 Inauguração do Shopping Iguatemi, em São Paulo.

ÉPOCA FATO

1970 Década marcada pelo grande crescimento das redes de lojas de eletrodomésticos (Casas Bahia, Arapuã, Ponto Frio e Buri), dos supermercados (Pão-de-Açúcar, Sé e Bom Preço), variedades (Lojas Americanas e Lojas Brasileiras) e de departamentos (Mesbla e CeA).

1980 Nessa década o foco foi a concentração nos produtos como forma de diferenciação, buscando a melhoria da sua qualidade. Também ficou marcada pelo processo de segmentação, no qual o foco deixou de ser a massificação e passou a ser a diferenciação de produtos e formatos de lojas para melhorar as operações afim de ampliar a cobertura mercado.

Houve forte avanço nas franquias e a abertura do primeiro hipermercado (Carrefour). Nesta década também o sistema de franquias passou a ter regras claras e definidas.

1990 Introdução do Plano Real e do Código de Defesa do Consumidor impuseram um novo ritmo ao varejo, exigindo que fossem desenvolvidas fontes de vantagens competitivas, como um fator de sobrevivência e sucesso das empresas.

Devido ao fim da inflação, os varejistas necessitaram a reaprender a ter lucro com as operações e não com as operações financeiras. Ficaram expostas as ineficiências dos processos de varejo, necessitando de adaptações imediatas.

Diante disto, a automação comercial, a redução das margens de lucro, a ampliação das áreas de vendas, bem como a concessão de crédito e a qualificação profissional passaram a ser prioridades dos executivos de varejo, levando as empresas a melhorar seus serviços e sua eficiência, com foco total no cliente.

2000 até atualmente

Acelerado ritmo de consolidação do varejo brasileiro, por meio de fusões, aquisições e incorporações.

Ingresso de grandes varejistas mundiais no mercado brasileiro.

Aumento da competição entre os grandes grupos varejistas, que por conta do fim dos ganhos financeiros, obrigaram as empresas a desenvolverem ações para garantir a lucratividade, tais como: terceirização de atividades, redimensionamento de lojas, introdução de sistemas de logística e total modernização na informatização e na automação comercial.

Adoção de conceitos modernos de operacionalidade.

Aumento significativo dos Shoppings Centers que focaram em ampliar suas funções sociais e comunitárias, incluindo novos serviços, lazer, diversão e readequação dos seus lay-outs focando nos últimos anos no desenvolvimento de “open malls” que têm luz natural e lojas abertas para ruas e jardins.

Crescimento impressionante do varejo eletrônico que saiu de R$ 0,55 bilhões em 2001 para R$ 13,60 bilhões em 2010, tendo tido um aumento de 1.100% se comparado apenas o perído de 2001 a 2008. Este tipo de varejo tende a crescer ainda mais com o ingresso constante de novos consumidores, possibilitado pela venda de novos computadores e acessos à internet.

Quadro 4 – Evolução do varejo no Brasil.

Fonte: Elaborado pela autora; baseado em MATTAR, 2011.

Segundo Mattar (2011), a Nova Economia trouxe ao varejo novas características impostas por algumas ocorrências, tais como: forte crescimento do varejo eletrônico, microssegmentação, exigência de maior privacidade por parte dos clientes, transparência total, globalização de megavarejistas, neofrugalismo, responsabilidade social e sustentabilidade, gestão eficiente, novos formatos de lojas, novas formas de comunicação, crescimento de

marcas próprias, crescimento de marketing direto, enfim, os varejistas necessitarão reescrever suas marcas, otimizar suas atividades usando a tecnologia e a inteligência sistêmica, trabalhar as limitações internas principalmente no que se refere a pessoas, sistemas e tecnologia.