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Preferences, constraints or schemas of devotion? Exploring Norwegian mothers’ withdrawal from high-commitment careers

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Para além de consagrar uma qualidade conceptual na sua formulação teórica, o modelo circumplexo afectivo tem sido desenhado, consistentemente, enquanto modelo de mensuração; enquanto desenvolvimento operacional (Larsen & Diener, 1992 cit in Ekkekakis & Petruzzello, 2002). Não obstante, na ausência de condensação literária de medidas de base bidimensional, inspiradas no supracitado enfoque teórico-operacional, possivelmente devido ao seu padrão de intercorrelações altamente intricado, impassível de ser avaliado por métodos tradicionais de análise estrutural (Ekkekakis & Petruzello, 2002), há registo de algumas medidas auto- reportadas de itens-singulares e múltiplos-itens que devem ser tidas em conta. Num extremo do espectro, as medidas de itens-singulares têm a vantagem de poderem ser administradas em segundos, com uma temporalidade de preenchimento altamente efémera, capaz de minimizar interrupções ao paradigma experimental ou a qualquer tarefa laboratorial a decorrer e, por isso mesmo, passíveis de minimizar a componente de fadiga/cansaço cognitivo dos participantes. Têm-se, deste modo, enquanto medidas de eleição em estudos que pretendam rastrear mudanças rápidas de estados afectivos, por possibilitarem a aplicação múltipla, temporalmente distinta, dos mesmos itens aos participantes (Russell & Mendelsohn, 1989). Uma vez que dependem inteiramente de uma resposta singular e pontual, podem comprometer, contudo, a sua fiabilidade, face a medidas de itens-múltiplos, por estarem sujeitas a respostas erróneas, derivadas de confusões ou descuidos; respostas, estas, que podem aumentar a componente de erro aleatório de mensuração, caso não sejam controladas (Ekkekakis & Petruzzello, 2002). No extremo oposto, as medidas de itens-múltiplos têm a si associados tempos de administração mais prolongados, o que as torna menos propícias a aplicações múltiplas, temporalmente distintas, por serem mais vulneráveis à provocação de fadiga e reactividade (i.e. irritação, frustração, não cumprimento das instruções), nos sujeitos, face ao teste. Identicamente, podem ser fontes de distracção dos estímulos centrais do estudo (Idem). Embora menos susceptíveis a erros aleatórios de mensuração, não consagram o foco operacional, central do presente estudo. Pelo contrário, a secção subsequente focar-se-á nas medidas de itens singulares.

35 3.3.2.1. Medidas de Itens-Singulares

A primeira medida de interesse, a enquadrar-se na supracitada tipologia de mensuração, foi cunhada por Russell e Mendelsohn (1989) como Affect Grid, uma grelha de medição subdividida em dois eixos: um hedónico, de prazer-desprazer e um de activação-relaxamento, informados e enformados teoricamente pela edificação modelar circumplexa. O preenchimento da presente medida funciona por meio de um set instrucional, providenciado a priori pelo investigador activo; posteriormente, o sujeito-participante é presenteado com um cenário de resposta repleto de colunas e linhas, uma autêntica tabela do afecto, nas quais deverá colocar um “x” na intersecção que lhe parecer mais propícia. O score de Prazer (P), variável entre 1 e 9, traduz-se no número de colunas preenchidas, a contar da esquerda, e o score de Activação (A) é representado pelo número de linhas preenchidas, a contar de baixo para cima. O presente instrumento foi desenvolvido por meio de investigação-piloto com todas as suas condicionantes de avaliação psicométrica, tendentes com a impossibilidade da realização de análises de itens ou de consistência interna. Deste modo, a supracitada componente de fiabilidade de mensuração foi obtida de forma indirecta, a partir de uma panóplia de estudos realizados, passíveis de proporcionar uma componente de fiabilidade inter-investigadores testável. Similarmente, ao serem realizadas avaliações do mesmo estímulo em escalas diversas, objectivadas para medir as mesmas dimensões, foi possível calcular tamanhos de validade convergente e discriminante do instrumento. A presente escala foi comparada com as medidas de Mehrabian e Russell (1974) de prazer e activação; medidas estas utilizadas como medidas bem-sucedidas das dimensões supracitadas (Russell & Mehrabian, 1974; Russell & Mehrabian, 1977; Russell & Steiger, 1982) com estimativas de fiabilidade com coeficientes de ,91 e ,81, respectivamente, no estudo de Russell, Ward e Pratt (1981). Comparativamente, a Affect Grid demonstrou coeficientes estimativos de validade discriminante muito baixos, não significantes e abaixo de ,20, no primeiro estudo realizado por Russell & Mendelsohn (1989) e, contrariamente, coeficientes de validade convergente incomumente altos, com valores acima de ,90;O segundo estudo demonstrou uma fiabilidade de ,99 na dimensão de Prazer e de ,97 na dimensão de Activação; No terceiro estudo, a partir da avaliação de fotografias, por parte dos participantes, com as duas escalas alternativas de prazer e activação, os autores puderam estabelecer correlações entre as várias avaliações construídas, o que permitiu a edificação de um índice de validade convergente.Neste caso, a dimensão de prazer demonstrou correlações entre ,74 e ,94 e a de activação, correlações entre ,63 e ,92. Apesar de ser uma medida preliminarmente e psicometricamente adequada, a verdadeira problemática associada à Affect Grid tem que ver

36 com a sua falta de replicabilidade/aplicação noutros estudos (Killgore, 1998); Isto significa que em termos de generalização e transversalidade de resultados, a supracitada edificação perde estatuto de eleição face a outras medidas de itens singulares. Desta forma, exigem-se alternativas de mensuração. Para além desta realidade operacional, Jacob et al. (1989; 1999) desenvolveram a Circular Mood Scale (CMS), uma representação circular rodeada de descritores verbais funcionantes como pontos de ancoração da activação e atenção, com uma abordagem de preenchimento culminante na selecção do ponto optimal de cada sujeito, ao longo da periferia do círculo, demonstradora da qualidade do afecto experienciado e um tracejamento até ao núcleo circular, culminante na intensidade do aspecto experienciado. Identicamente, apesar de ser cotada com índices de fiabilidade e validade razoáveis (Jacob et al., 1989), baseados em cotações de estabilidade de resposta e fiabilidade inter-investigadores, tem sido pouco replicada na literatura. Fugindo um pouco à conceptualização circumplexa afectiva, existem, ainda, duas medidas bipolares de itens singulares, que poderiam ter o seu interesse na presente temática, a Felt Arousal Scale (Sveback & Murgatroyd, 1985), pertencente à Telic

State Measure, e a Feeling Scale (Hardy & Rejeski, 1989). A sua utilização conjunta poderia

mapear, razoavelmente as dimensões pretendidas de activação e prazer, contudo, implicariam um desfasamento da moldura conceptual construída para a presente tese.

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