4.4 Praksisemnets innflytelse
4.4.4 Praksis som vei inn i arbeidslivet…
No ponto anterior abordou-se o enquadramento global necessário para que a “Educação Empreendedora” represente, de facto, o futuro do sistema educativo nacional. Agora, a reflexão vai incidir no enquadramento local, isto é, na Escola e na sua envolvente mediata.
A existência da “Escola Empreendedora” é condição essencial para se almejar a uma “Educação Empreendedora”. É na Escola que a relação de aprendizagem se estabelece. É aí que aluno e professor interagem. Não significa isto que o processo se desenvolve apenas dentro da Escola, bem pelo contrário. A interação com a comunidade é fundamental. Por outras palavras, as “fronteiras” do processo de aprendizagem deverão extravasar as “fronteiras” físicas da Escola. A sala de aula deixará de ser, efetivamente, o único espaço de aprendizagem, não deixando de ser o principal. Clarificam-se então dois níveis fundamentais de mudança na Escola: o nível interno, onde as dinâmicas organizativas e funcionais terão que “respirar” Empreendedorismo; e o nível externo, onde a interação e o funcionamento em rede são a “pedra de toque” do processo educativo empreendedor.
Estratégias adequadas na “Escola Empreendedora”
Não se trata aqui de simples ajustamentos nos procedimentos. Trata-se, isso sim, de uma verdadeira mudança cultural no seio da escola. Esse “salto em frente” terá a sua tradução mais real nos objetivos a definir e nas estratégias a implementar.
A visão de uma “Escola Empreendedora” tem que estar perfeitamente definida para todos, começando naturalmente nas direções. Serão estas que terão a responsabilidade de liderar o processo, que comunicarão a todo o restante staff a nova forma de encarar a escola e o ensino. A Escola vai evoluir de uma estrutura burocratizada e fechada em si mesma, para uma organização focada na criatividade e na inovação, aberta ao exterior, e criadora de valor para a comunidade onde se insere. Percebendo-se o grau de ambição que está inerente a este processo, a fasquia estará muito elevada para a instituição escolar, e em especial para quem a dirige. A estes é exigida uma nova forma de dirigir as suas escolas. É-lhes exigido um pensamento verdadeiramente estratégico. É fundamental complementar os aspetos formais com uma cultura informal efetivamente empreendedora.
Um dos aspetos decisivos das estratégias a levar a cabo é o envolvimento de todos os “atores”, desde docentes até aos alunos, passando pelos funcionários da escola. Todos têm que ser chamados a participar. A todos deverá ser explicado o conceito de “Empreendedorismo”, no seu sentido lato. É primordial que todos compreenderem a importância do Empreendedorismo na escola, como nova abordagem global no âmbito do
sistema de ensino. Porque todos eles têm que ser empreendedores na função que desempenham, todos devem ser elucidados sobre o que os espera o que se espera de cada um. Mais: cada elemento tem que sentir o processo como “seu”, como algo que também lhe pertence, e para o qual se sente motivado a contribuir.
Por seu lado, sendo um dos objetivos da “Educação Empreendedora” abrir a Escola ao exterior, a estratégia de relacionamento institucional ter-se-á que basear em parcerias com as restantes entidades da comunidade que, de uma forma ou de outra, tragam mais-valias ao processo educativo. Se por um lado cabe à Escola ter a iniciativa neste processo, não é menos verdade que os potenciais parceiros terão que compreender a importância da sua participação ativa. Trata-se de uma relação de dois sentidos, Escola-Comunidade e Comunidade-Escola. A Escola desempenhará o papel de dinamizadora de um processo eficaz de preparação dos alunos para a sua vida ativa, “produzindo” cidadãos mais bem preparados e capazes de construir uma sociedade mais sustentável a todos os níveis. A comunidade (poder local, associações, empresas, instituições de vária ordem) não mais estará afastada do processo educacional, podendo influenciar positivamente o percurso dos alunos, porquanto estes pertencem à comunidade, vindo a ser futuramente elementos ativos nas várias organizações constituintes daquela.
Liderança na “Escola Empreendedora”
Como em qualquer processo de mudança, também a Escola necessita de uma liderança forte para que se transforme efetivamente numa “Escola Empreendedora”. De facto, desde da instigação de uma nova cultura interna, fundamentalmente “empreendedora” nos vários sentidos, até à nova relação a estabelecer com a comunidade, a gestão da Escola tem um papel muito importante a desempenhar. Tal como para os docentes, também as direções escolares terão que encarar o desenvolvimento profissional como o caminho a seguir, nomeadamente através de formações e workshops organizados especificamente para o efeito. É decisivo que, a este nível, exista uma visão absolutamente clara do que é o “Empreendedorismo”, enquanto conceito abrangente e transversal, e especificamente o que o mesmo pode representar para um renovado sistema de ensino, que se pretende mais eficaz para os alunos e mais motivante para docentes e restante staff. A Escola terá um papel mais relevante e uma função mais abrangente. Está no centro do processo, ao chamar a si a responsabilidade de reunir os diversos “atores” da
comunidade, fomentando uma cultura de rede e de partilha constante. Por seu lado é importante que as direções escolares compreendam plenamente o novo papel dos educadores, enquanto “facilitadores de aprendizagem”, criando-lhes a retaguarda e o ambiente necessário para que aqueles possam, efetivamente, colocar o novo modelo em prática. Já atrás se afirmou, mas porque nunca é demais reafirmá-lo, defende-se que a “Educação Empreendedora” só é possível através de “Professores Empreendedores”, e que estes só o poderão ser efetivamente se lecionarem em “Escolas Empreendedoras”.
Os recursos necessários
Vive-se uma época de parcos recursos, e isso poderá ter algum efeito menos positivo na implementação das mudanças. No entanto, cabe naturalmente às lideranças referidas no ponto anterior demonstrarem a capacidade de ultrapassarem esta limitação. O desafio está, acima de tudo, na mentalidade e na cultura das pessoas, e não numa questão orçamental ou de mais recursos físicos.
Coloque-se então o enfoque nos recursos humanos. Um dos aspetos que parece ser de importância nuclear, pelo menos numa primeira fase, é a criação da figura do “Coordenador do Empreendedorismo”, que deverá ser um dos docentes. Caberá àquele coordenar as várias iniciativas “empreendedoras” levadas a cabo no seio da escola, por um lado, e por outro supervisionar os contactos/relações estabelecidas entre a escola e a comunidade. Esta coordenação estará, obviamente, em total alinhamento com os objetivos e as estratégias previamente definidas. A longo prazo, esta “figura” deixará de fazer sentido, assim a “Escola Empreendedora” se torne uma realidade na plenitude da sua real definição, porquanto o “Empreendedorismo” passa a estar subjacente à existência da própria escola. Dito por outras palavras, o “Empreendedorismo” é o ADN da Escola do futuro.
Ainda a este respeito, é importante a rede de contactos que os docentes possuem, bem como a dos alunos, e até dos seus pais. As “pontes” a estabelecer entre a Escola e as empresas, por exemplo, serão bem mais fáceis de concretizar através da utilização de relacionamentos já existentes com alguns dos docentes ou alunos. Outra vantagem do recurso a este procedimento está no envolvimento daqueles, isto é, do facto dos mesmos se sentirem parte do processo como agentes ativos e úteis para o sucesso do mesmo, o que em princípio os motivará para novas iniciativas. Os pontos de contacto entre a Escola
e as restantes instituições terão, inicialmente, um caráter sobretudo individual, essencialmente alicerçado em relações pessoais dos intervenientes. Pretende-se no entanto que, a partir dali, se evolua para uma segunda fase em que as parcerias sejam efetivamente institucionais.
Uma última palavra para a exigência de novos recursos, e a consequente necessidade de reforço orçamental para esse efeito. Assumindo esta necessidade como impreterível (“sair” da sala de aula e desenvolver um leque alargado de atividades criativas, sejam visitas a empresas, sejam conferências ou workshops, é naturalmente mais dispendioso que o modelo de ensino “tradicional”), e tendo em conta as restrições orçamentais tão presentes em todas as vertentes da sociedade atual, a Escola poderá procurar envolver as instituições da sua comunidade, fomentando nestas a abertura para ações de “responsabilidade social”, concretizadas exatamente no patrocínio, financeiro ou logístico, de iniciativas, atividades ou eventos a desenvolver no âmbito do processo educativo “empreendedor”.
Comunidades de “Escolas Empreendedoras”
À semelhança do que acontece com entidades de diferentes tipos, a “Escola Empreendedora” deve ligar-se às restantes Escolas, criando uma verdadeira comunidade. A cooperação entre escolas é fundamental, porquanto permite estreitar relações institucionais, desenvolver parcerias, trocar conhecimento, partilhar experiências e, não menos importante, otimizar recursos. Por exemplo, escolas da mesma região poderão organizar ações conjuntas com vista à promoção do Empreendedorismo, nas quais partilhem recursos tornando as mesmas menos onerosas. Outro exemplo será a partilha de contactos privilegiados em empresas, ou junto de empreendedores, que já tenham participado em iniciativas escolares, evitando assim que todas as escolas “partam do zero”, havendo algumas que “desbravam caminho” para as restantes sem qualquer constrangimento.
Estas comunidades não se deverão restringir ao território nacional. Seria de todo o interesse para as Escolas desenvolverem contactos a nível internacional, com escolas de outros países, de forma a conhecerem outras realidades e, por essa via, enriquecerem e melhorarem o conhecimento e as suas práticas empreendedoras. Neste aspeto, em
concreto, os responsáveis políticos têm um papel fundamental no enquadramento destas parcerias transnacionais. Analise-se a figura seguinte:
Figura 9 – A “nova” Escola