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PRACTICAL USE OF BUBBLE DETECTION

Mercado Quinhentista: Todos os anos no início de Junho existe uma representação dos

descobrimentos da Madeira. Onde todos aparecem vestidos com o rigor da época, o povo, o governador, nobres e saltimbancos recebem, no cais de São Roque, uma expedição vinda do Norte de África (Figura 30). Feito o desembarque, seguem-se cortejos pelo centro de Machico (D.N., 2010).

Este evento tem como objectivo de marcar e valorizar mais uma vez as origens e o povoamento de uma cultura, totalizando os dias recreativos em quatro dias. Apresentam à localidade animações tipo, danças, teatro, saltimbancos, música, torneios de apeado, dramatizações, espectáculos de fogo e representações de embarques.

Viagens de barco: Elaboração de actividades de exploração marítima ao longo da zona

costeira. Viagens que têm o objectivam a visualização de espécies marinhas na costa tais como golfinho, baleias e todos os outros cetáceos existentes em toda a costa regional. Com grande potencial de expansão na região a observação de mamíferos marinhos assume um papel importante na economia.

Mergulho: Relacionada com as actividades marítimas, este tipo de exploração designa-se mais

propriamente ao mundo subaquático. É possível fazer vistas submarinas a barcos existente na baía naufragados, surgindo recifes em volta dos mesmos embora que artificiais, mesmo assim muito explorados pelo sectores hoteleiros.

Caça submarina: Esta acção está relacionada directamente com o mergulho, contudo a caça

submarina, é uma actividade diferenciada à anterior referida, demonstrando mais interactividade entre os turistas, a cultura local e a natureza. Podem desfrutar e adquirir experiência no meio aquático.

Desporto: As actividades desportistas são uma actividade em que os próprios participantes

são de algum modo os turistas. Como exemplo temos competições náuticas europeias e mundiais entre outras. No âmbito do desporto, existe um local específico para actividades desportistas que podem ser fruídas por locais e turistas.

A cidade em si tem muitos recursos diversificados para este sector, tais como, a gastronomia, arquitectura, museologia, desporto, lazer, entre outros explorados ao longo do texto. Através de todos estes recursos, a região alcança todo o seu esplendor controlando o sector turístico, logo, é deste modo que responde as recessões económicas conquistando mais receitas impulsionando continuadamente este sector.

Com a descentralização do turismo e resposta à recessão económica em vista, é visíveis novos investimentos na ilha, nomeadamente na cidade de Machico. Com essa necessidade, surge um novo conceito, de construir algo diferente em grande escala, caracterizando cada vez mais o carácter madeirense, desde a construção arquitectónica (tipologias, preocupações sustentáveis e soluções ―verdes‖) como todo os espaço urbano envolvente. Cresce então o projecto do Resort da Quinta do Lorde que abrange grandes áreas promovendo espaços sustentáveis limpos e verdejantes.

Capitulo IV

Resort Q

u

inta do Lorde…

O Resort Quinta do Lorde cresce já no século XXI atendendo às novas preocupações arquitectónicas de sustentabilidade, demonstrando grandes preocupações a nível ambiental e diminuindo a pegada ecológica em seu redor. Analisa um investimento diferente e direccionado para turismo, o Resort exuberasse numa linha arquitectónica regional assemelhando-se a uma pequena vila toda ela auto-suficiente, inserindo-se no local e adquirindo grande valorização na cidade.

Quando terminado, estima-se atingir grandes valores e metas arquitectónicas nas mais variadas áreas e satisfazendo num no espaço o turismo de lazer, ambiental, de desporto, de saúde entre outros.

1. Localização

O Resort Quinta do Lorde localiza-se nas proximidades da ―Prainha‖ (uma das praias locais) na Ponta de São Lourenço, Freguesia do Concelho de Machico). Dista do local 3.5 Km da Vila do Caniçal aproximadamente e 10 km do centro da Cidade de Machico (Figura 31 e 32) e 35 km da Cidade do Funchal. O acesso pode ser também feito por via marítima, através da marina existente.

Figura 31: Localização do Resort Quinta do Lorde, (fonte: Google Maps).

2. Objectivos do Projecto

Este projecto — Resort Quinta do Lorde — tem como objectivo a constituição de um pólo de desenvolvimento turístico, juntamente com alguns campos desportivos, desportos náuticos e outros tipos de eventos internacionais de alta competição. Nele, está previsto a oferta de serviços de qualidade tais como quartos, apartamentos, vilas, restaurante, bares, SPA e toda uma panóplia de actividades diversificadas.

Estrategicamente centralizado no Plano de Ordenamento Turístico da RAM (POT), atendendo à descentralização dos empreendimentos turísticos na Madeira e do tipo de oferta turística diversificada, é considerada pelo POT como projecto fundamental e sustentável no sector em questão maximizando mais o sector turístico, económico e social. Segundo os valores expressos do POT, o empreendimento é valorizado ainda mais por estabelecer um perfeito e permanente contacto com o mar e valorizar o espaço ―morto‖ com novas infra- estruturas para as mesmas práticas. Nisto, denota-se uma grande valorização local, por ser algo único na cidade e em toda a região, ainda mais por este projectar um espaço social de raiz de completamente racionalizado valorizando todas as potencialidades de modo sustentável. Refere-se ainda que na zona Este da ilha, a oferta deste tipo de serviços é extremamente escasso por isso ser também uma boa forma de promover estes serviços em Machico na freguesia do Caniçal.

Do ponto de vistas social, eleva-se exponencialmente, porque este oferece às entidades reguladores e politicas boas perspectivas futuras de postos de trabalho, pressupondo inicialmente uma vaga de 100 postos e a longo prazo este número segue para mais do que o dobro quando estiver em pleno funcionamento. Indirectamente poderá ainda surgir perto de 100 postos de trabalho no âmbito de jardinagem, limpezas interiores e exteriores, manutenção, operações de equipamentos, mecânicos entre muitos outros.

Um dos objectivos deste projecto é ainda demonstrar que se podem ser bem- sucedidos numa construção deste tipo, de grande envergadura, e atingir parâmetros altos de exigência e de boa qualidade em locais isolados, com ambientes sensíveis e abastecimentos de água deficientes.

Para a aprovação do projecto, teria de ser um projecto com grandes capacidades de sustentação sobre os seus próprios gastos. O requisito fundamental de todo projecto como não podia deixar de ser, deveria ser completamente sustentável em todos os aspectos possíveis. A sustentabilidade era requerida em diversos aspectos por motivos de bom funcionamento e salvaguarda de recursos locais em todos os aspectos. Deveria ser auto- suficiente nas energias eléctricas, no abastecimento de águas, recolha de lixos, sólidos, águas pluviais, saneamento etc.

Para o funcionamento e aplicação do conceito do projecto, enquadra-se diferentes estratégias, como o Plano Regional da Política de Ambiente (PRPA), do Plano de Políticas

Energética da Região Autónoma da Madeira (PPERAM) e do Plano Regional da Água da Madeira (PRAM). Perante este tipo de construção, as diversas possibilidades o caracterizam com o ―projecto verde‖ por ser estar em constante harmonia com o próprio ambiente nos conceitos sustentáveis.

3. Conceito do Projecto

A união de diferentes serviços num único espaço é um factor importante a manter e valorizar em todo este projecto. Falamos de unidades de alojamento (habitação normal) comércio, espaços de lazer, os próprios serviços, tudo numa complementaridade de vila costeira e fortes traços marítimos. Por esta mesma razão, verifica-se complementaridade dos traços da cultura madeirense no campo arquitectónico (Figura33). Dos componentes urbanos, identifica-se o mercado, a igreja, a praça central, jardins de acessos, grandes muralhas perto da costa e do farol. Planeando proximidade entre o cultural, o histórico desenvolve-se na vila com características semelhantes, que designam-se ao sector turístico como o cultural e social.

O factor sustentável não está fora de questão neste caso, isto é, a arquitectura histórica não elimina de todo, o melhor aproveitamento dos recursos o mais racionalmente possível e atingir a qualidade do espaço, qualidade do ambiente e qualidade de vida.

Na auto-suficiência e na minimização dos impactos, aplica-se métodos diversos para rentabilizar os recursos em questão, a qual dirige-se a instalação de parques eólicos, colectores solares (painéis fotovoltaicos) que ―será utilizada a electrólise da água para produzir hidrogénio. O objectivo é demonstrar a utilização do hidrogénio, um combustível limpo e armazenável, para a produção de energia eléctrica numa pilha de combustível‖ (Correia, [et all] 2004).

O recurso de maior importância neste projecto é indeterminadamente a água. A verdade é que os recursos hídricos são um factor estreitamente fraco no caniçal, logo, adquirem maior consideração. Verifica-se um complexo sistema de canalizações para a colecta de águas pluviais, reutilização de águas residuais, de filtros de piscinas, direccionando toda essa água para outros fins de rega de espaços verdes. Por motivos de proximidade da zona costeira, espaço balnear, sensibiliza ainda mais o homem para aplicar uma central descentralizadora reforçada com tecnologia energética eficiente. Está prevista uma manutenção sustentável ao longo do campo, gerindo incondicionalmente todo o processo sustentável no âmbito da recolha de resíduos sólidos através de uma estação de tratamento de águas residuais (ETAR), situado na parte norte, seleccionando como perigosos, recicláveis e por compostagem de resíduos verdes para fertilização de espaços verdes.

Ainda no ramo poluente, determinaram-se meios para reduzir mais os valores sonoros. Por estar a construir um espaço de tranquilidade e calmo em todas as vertentes possíveis, propõe-se, medidas especificas para a redução dos decibéis e aumentar o conforto dos hóspedes como também dos residentes da própria vila. Assenta assim espaços de deslocação interior com direito a mapa de circulação, para valorizar os caminhos pedestres existentes, e exigindo um estrema redução na utilização de transportes particulares e convencionais em toda plenitude do Resort, distribuindo outro meio de transportes alternativos. É criado um serviço de transportes colectivos, para os hóspedes e demonstração de tecnologias de transportes tais como os veículos eléctricos e híbridos.

4. Áreas Ocupadas

Todo o projecto tem uma área totalizadora de 16 hectares, sendo a área de interventiva de 8 hectares. A área está dividida pela Estrada Regional 213 que dá acesso à Ponta de São Lourenço, extremidade da ilha a Este do Resort. Todo o espaço é delimitado por diversas condicionantes, a norte pela estrada regional e a sul por toda a orla marítima, estando prevista a implementação de ―4 edifícios hoteleiros, 19 vilas, 18 blocos de apartamentos e 8 lotes para moradias entre outros serviços como, SPA com piscinas, piscinas interiores e exteriores, zonas públicas ajardinadas e plantações agrícolas associadas às vilas, mercados, igrejas, centro náutico, acesso náutico e estacionamento subterrâneo‖ (Correia [et all], 2004). Cerca de 6 683 m2, está reservada à instalação de equipamentos e infra-

estruturas, localizando-se na parte superior do projecto, estando limitada a Sul pela Estrada Regional 213.

Por fim, este projecto totaliza uma área de implantação de 22 921 m2, na qual 46 821

m2 são impermeabilizadas, 30 041m2 ajardinada e completando um valor total de 55 179 m2

de área bruta não passando os 4 pisos de altura a contar da soleira da porta (Figura 34).

5. Programa

5.1.

Alojamentos

Inserido na categoria de 5 estrelas todo o Resort (Figura 42), este tem uma capacidade máxima de 752 camas, distribuídas alternadamente por todo o recinto, tal como:

 212 Camas em 106 quartos duplos, em três edifícios da unidade hoteleira;

 348 Camas nas 19 vilas com tipologia T2 e T3.

 120 Camas nos 19 blocos de apartamentos com tipologias T1, T2 e T3;

 24 Camas no edifício da Marina, em 12 apartamentos com tipologia T1:

5.2.

Restauração

Está previsto perto de 500 lugares em restaurantes, 8 bares e algumas esplanadas. A cozinha principal irá fornecer o serviço de quartos e pequeno-almoço, localizado na unidade hoteleira, existindo ainda mais 4 cozinhas reduzidas para serviços de restaurantes específicos localizados no interior.

5.3.

Lavandaria

O espaço deste serviço é reduzido, pois destina-se apenas à lavagem de peças de vestuário dos funcionários locais como também de alguns hóspedes. Todo o resto tipo de lavagens, tais como lençóis, toalhas, ou outros tipos de tecidos relacionados com os restaurantes bares, piscinas, SPA, entre outros, serão todos eles controlados por lavandarias externas ao espaço designado, ou seja, serão subcontratados externamente.

5.4.

Mercado

O mercado é direccionado para os hóspedes e visitantes, oferecendo produtos preferencialmente regionais, nomeadamente frutos legumes e especialmente produtos de artesanatos.