As estruturas sociais moldam textos e práticas sociais. As práticas sociais articulam discursos enquanto linguagem e são articuladas com ação, interação, relações
esclarecimento do Homem sobre a sua condição de agente histórico de produção de suas condições de vida e das relações sociais às quais está submetido, a fim de criar as condições capazes de mobilizá-lo para uma ação transformadora. Para Adorno e Horkheimer, esse empreendimento não é um mero projeto da razão, mas, sim, uma tarefa com a finalidade de diagnosticar a realidade social, negar o estabelecido pela sua iniquidade, e criar uma consequente práxis social capaz de intervir na sua mudança” (HORKHEIMER; ADORNO, 2003 apud VILELA, p. 14, [2006], 2013).
sociais, pessoas (com crenças, atitudes, histórias, etc.), o mundo material e o Discurso (FAIRCLOUGH, 2003). Os textos são vistos como partes de eventos sociais, portanto, relacionados com práticas e estruturas sociais e estas moldam a linguagem, incluindo os seus elementos (discursos, gêneros e estilos) que não são categorias puramente linguísticas, mas que fazem o corte através da divisão entre linguagem e não linguagem, entre o discursivo e o não discursivo” (FAIRCLOUGH, 2003, p. 25).
Falabella comenta alguns aspectos fundamentais para focalizar a linguagem como prática social:
1) de que, se a linguagem é uma prática social, ao estudarmos a linguagem estamos estudando a sociedade e a cultura das quais é parte constituinte e constitutiva; 2) de que nossas práticas discursivas não são neutras, e envolvem escolhas (intencionais ou não) ideológicas e políticas, atravessadas por relações de poder, que provocam diferentes efeitos no mundo social;
3) de que há na contemporaneidade uma multiplicidade de sistemas semióticos em jogo no processo de construção de sentidos. (FALABELLA, 2006, p. 48-49).
Moita Lopes (2006, p. 25) contextualiza o papel da Linguística no cenário contemporâneo “e questiona as formas tradicionais de conhecimento da linguística tradicional advindas de posicionamentos oriundos das formas epistemológicas positivistas dos quais a linguística tradicional é constituída em suas bases teóricas”.
A problematização é uma questão fundamental à analise crítica, que deve ser clara nas questões reflexivas, e a ADC não trata a opressão na sociedade como um fenômeno abstrato, um conceito óbvio à sociedade capitalista, que não seja discutido no interior dos contextos e textos em que são estudados, sem a importância das observações históricas, portanto, dialógicas e dialéticas.
Fairclough, na construção de seu marco teórico, explicita a problematização de acordo com sua filiação ao pensamento marxista, conduzindo o debate epistemológico ao cerne de sua teoria linguística ao identificar como os discursos e práticas sociais são produtores e reprodutores das assimetrias sociais. Nesse aspecto, defende a ADC como uma
teoria de pesquisa social crítica.
A ADC é uma forma de pesquisa social crítica. A pesquisa social crítica inicia com questões como estas: como as sociedades existentes abastecem as pessoas com possibilidades para enriquecer e satisfazer vidas, como, por outro lado, eles denegam a pessoas essas possibilidades e recursos? O que é isso sobre as sociedades que produzem pobreza, privação, miséria e insegurança nas vidas das pessoas? Que possibilidades existem para mudanças sociais que reduzam esses problemas e acentuem a qualidade de viver dos seres humanos? A contribuição da pesquisa social crítica é para a melhor compreensão de como as sociedades trabalham e
produzem tantos efeitos benéficos, e como podem ser mitigados, se não eliminados (FAIRCLOUGH, 2003, p. 202).
Nessas abordagens, situar a linguística no seu caráter transgressivo rompe com os modelos epistemológicos disciplinares modernos, sob o qual o conceito de linguagem é estudado como um ente autônomo e distanciado da História. “A saída é romper – na medida do possível – com a tradição, a fim de repensar o futuro do campo de forma livre e desimpedida” (RAJAGOPALAN, 2006, p. 149).
O panorama atual da ADC a coloca como um evento disciplinar forte com pesquisadores de inúmeras áreas das Ciências Sociais e da Linguística, mantendo um diálogo permanente, procurando identificar seus próprios limites de abordagem, de suas questões teóricas e metodológicas (WODAK, 2004). A transdisciplinaridade e a dialética do discurso em relação com elementos não discursivos, que circulam na vida social são centrais à abordagem de Fairclough. O ponto importante acerca das práticas sociais de acordo com a perspectiva da ADC:
É que elas articulam o discurso (enquanto linguagem) juntamente com outros elementos sociais não discursivos, dessa forma podemos ver qual- quer prática social como uma articulação dos seguintes elementos: ação e interação, relações sociais, pessoas (com crenças, atitudes, histórias, etc.) o mundo material e Discurso (FAIRCLOUGH, 2003, p. 25).
Os desafios da Linguística, nos quais somos protagonistas, ensejam à ADC multiplicidades de abordagens epistemológicas, que suscitam esclarecimentos não só no âmbito da Linguística Sistêmico-Funcional (LSF) - da qual se utiliza em sua interlocução microlinguística textual -, como noutras áreas que se configuram como perspectivas de pesquisa, tais como a abordagem de Fairclough (2003) de transdisciplinaridade e dialética do
discurso em relação a outros elementos não discursivos da vida social.
Izabel Magalhães desenvolve inúmeros pesquisas relacionadas ao discurso, à sociedade, às práticas sociais, às identidades, aos gêneros, à educação, ao discurso médico- paciente, entre outras pesquisas em andamento acerca dos letramentos em populações com necessidades especiais, sempre focando a vinculação postular da ADC que é o de dar voz às causas problemáticas da vida social e que precisam ser discutidas no interior da Linguística.
Em defesa das mudanças de problemas sociais, o marxismo é a proposta filosófica que aponta, de forma radical, uma crítica sobre as configurações do capitalismo como constituintes dos fenômenos sociais complexos, que permeiam as relações históricas e sociais
do mundo, ontem e hoje, em sua feição global e sua interpelação ideológica (ALTHUSSER, 1985).
Em nosso contexto sócio histórico pós-moderno, são muitas as demandas de reflexões críticas e tomadas de posição em face de problemas relacionados à nova crise do capitalismo global (ZIZEK, 2011). Se no final do século XIX, e por todo o século XX, a racionalidade marxista debruça-se pela crise do capitalismo industrial, o século XXI vivencia outra grande crise muito mais forte diante da “condição crucial para a existência e o funcionamento do capital, afetando todos os níveis da vida social” (MÉSZAROS, 2011, p. 710) e sua relação com o trabalho, pobreza, exclusão e miséria. E, com isso, interfere em todas as condições da existência social, ideológicas, emancipatórias do homem, estabelecidas nas práticas sociais e mediadas pela linguagem.
A crise do capital do século XXI rearranja questões complexas, nesses novos contornos, nas quais o conhecimento, a tecnologia, os fracassos do modelo de progresso, continuam a obstaculizar processos de emancipação e mudanças, que são encurraladas por contingências ideológicas complexas, favorecendo a naturalização de questões sociais, muitas delas silenciadas e exigindo o comprometimento ético da ciência por uma nova cultura emancipatória (SANTOS, 2007).
Com a pós-modernidade, os discursos instituídos pelo modelo global de desenvolvimento, de governança, de política e de práticas sociais continuam a projetar utopias muito caras ao homem e sua socialização fraterna e libertária. Então, a ADC deve ser considerada uma importante contribuição às discussões e reflexões de como a linguagem pode rearticular e garantir a superação de questões sociais excludentes e até mesmo desumanas (MAGALHÃES, 2005, p. 3). O papel da ADC na pós-modernidade lexicaliza-se com o ‘novo capitalismo’ e seu enquadre no campo da Ciência Social Crítica e da pesquisa crítica.
Segundo Chouliaraki e Fairclough, a ADC está situada na ciência social crítica e na pesquisa crítica sobre a mudança social na sociedade moderna posterior (1999) e argumentam que a ADC deveria ser considerada como uma contribuição ao campo da pesquisa crítica sobre a modernidade posterior (MAGALHÃES, 1999, p.3; MAGALHÃES, 2005, p. 3).
A Ciência Social Crítica hoje é um campo heterogêneo que, sem se dissociar de sua filiação primordial marxista, recontextualiza a angústia e utopia como fontes discursivas no embate teórico com outras contribuições epistemológicas, sobretudo, quando um processo de confronto é ensejado no seio da Linguística, ao colocar-se no processo de reflexão de seus percursos teóricos. Nesse sentido, busca a sustentabilidade de novos paradigmas que
realize análise de discurso crítica baseada na suposição de que a língua é uma parte irredutível da vida social dialeticamente conectada a outros elementos da vida social, de forma que não se pode considerar a língua sem levar em consideração a vida social” (FAIRCLOUGH, 2003, p.2).
A partir de Kant [1785] (1974), a base epistemológica crítica filosófica da ciência está na racionalidade esclarecida, quer dos costumes, da razão, dos juízos, enfim, do conhecimento. Marx, no século XIX, retoma a crítica dessa própria fundamentação ‘como analista do discurso’ (FAIRCLOUGH, 2006) e problematiza para o campo histórico discutir as bases materiais da existência social, política e produtiva da humanidade.
A linguagem no novo capitalismo gera impactos na vida contemporânea “e mantém sua continuidade fundamental repercutindo na política, na educação, na produção artística e em muitas áreas da vida social” (FAIRCLOUGH, 2003, p. 4). As questões naturalizam-se, obnubilam, pois o discurso da globalização (a reorganização da crise global do capitalismo) é imbuído de uma generosidade mítica e refunde o paraíso na terra.
Os esforços humanos diante do fenômeno da globalização põem-nos em contato, através dos medias, com um mundo plural, complexo, de especificidades singulares, em cuja diversidade fragmentada a referência ao todo, a este traço comum que nos atravessa como seres humanos, se obnubila nas diferenças possíveis da idiossincrasia (PORATH, 2007, p. 58).
O papel das Ciências Sociais é desvelar a dimensão ideológica (aparente) de um mundo plural fragmentado, para reconhecer estruturas contingenciais complexas que permitem “a reprodução da sociedade em seu permanente movimento contraditório” (PORATH, 2007, p. 61).
As vozes que se manifestam no interior da linguística convergem e se prontificam, ali e acolá a reconhecer alguns pontos de seu domínio e recria a genialidade de novos posicionamentos em defesa das causas dos vulneráveis, dos fortes, dos oprimidos da natureza, da terra, de homens, mulheres, Estados, políticas, ‘governança’, ‘espaço tempo’, ‘globalização’, ‘hegemonia’ ‘ideologias’ ‘legitimação’, ‘papeis’ (FAIRCLOUGH, 2003).
A proposta de Análise de Discurso Crítica, defendida por (FAIRCLOUGH, 2003; MAGALHÃES, 2004), incide ao objeto discursivo a dialética de acordo com a perspectiva marxista, alcançando uma perspectiva dialógica das ciências sociais e a Linguística Sistêmico Funcional-LSF (HALIDAY, 1985, 1994). Uma premissa fundamental da LSF é a interligação completa da linguística com o social. O foco é sobre como as pessoas representam, relacionam-se e agem utilizando-se da linguagem para a realização de atividades. A LSF é
epistemologia linguística desenvolvida para pesquisa da linguagem socialmente responsável. Adotada na Teoria Social Crítica do Discurso e Texto (FAIRCLOUGH, 2001), defende proposições analíticas para além da língua como um ente autônomo. Desse diálogo é possível prosseguir o debate para o esclarecimento de fenômenos sociais, que extrapolam os limites de uma análise puramente microlinguística.
A Teoria Crítica do Discurso é uma contribuição epistemológica da ADC para o debate e a pesquisa, relacionando-a, por um lado, à Teoria Social Crítica e, por outro, à Linguística Sistêmico-Funcional. Conceitos como teoria crítica do discurso, prática social, evento social, gênero discursivo e texto são centrais para uma abordagem crítica das análises de discursos (MAGALHÃES, 2004).
A Análise de Discurso Textualmente Orientada (ADTO) é uma proposta de compreensão das práticas sociais, envolvendo gêneros discursivos e a construção de sentidos nos textos: ações (gêneros), representações (discursos), identificações (estilos), relacionados dialeticamente às estruturas sociais (MAGALHÃES, 2004).
As bases linguísticas da Teoria Crítica do discurso é um campo epistemológico abrigado nos estudos críticos do discurso, que respondem metodologicamente, esclarecendo discursos e ideologias, que incidem em práticas sociais abusivas, opressoras.
Sob o fluxo do criticismo em todas as áreas de abrangências da ciência tudo é passível de exames históricos, como as relações de saber e suas configurações ideológicas que se sustentam. Dissemina-se, em todos os centros universitários do ocidente, o embate à hegemonia de ciência (BACHELARD, 1996) e a necessidade de rupturas de paradigmas, (KUHM, 1978) com um novo modelo de saber e de prática política. Estamos a contextualizar o solo epistêmico que a L.C, LSF e a ADC convergem em sinergias teóricas para se colocarem no cenário acadêmico, como protagonistas de um modelo vivo de ciência, incorporando o ativismo intelectual para a discussão e geração de debates de questões problemáticas da vida social pronunciadas, difundidas e reificadas na linguagem.
Como discursos são reconfigurados nos textos? Se o pano de fundo é o capital e suas crises de autossustentabilidade, como a esfera discursiva atende a interesses hegemônicos persistentes? Como as guerras podem ser empreendidas? Revitalizadas? Como os sistemas totalitários, o nazismo, o racismo, a opressão podem metamorfosear-se na esperança?
Atualmente a ADC como um campo disciplinar forte com pesquisadores de inúmeras áreas das Ciências Sociais e da Linguística, mantendo um diálogo permanente,
procurando identificar seus próprios ‘limites’29 de abordagem, de suas questões ‘teóricas’ e ‘metodológicas’ (WODAK, 2004).
Central à abordagem de Fairclough é a transdisciplinaridade e a dialética do discurso em relação com elementos não discursivos que circulam na vida social. Importa à ADC relacionar as questões discursivas com teorizações de outras disciplinas afins aos estudos e reflexões críticas, que incidem debater temas problemáticos da relação linguagem e sociedade. A transdisciplinaridade é um diálogo interepistemológicos em diversos setores de produção de saberes e de práticas de pesquisa, como a etnografia.
Quanto à dialética do discurso é importante considerar como a linguagem está sendo veiculada em textos e práticas sociais nesse processo complexo da vida cultural e social mediada por contextos econômicos, ideológicos e científicos em redes de poderes (ordem do discurso) (FOUCAULT, 1995; FAIRCLOUGH, 2001).
O ponto importante acerca das práticas sociais de acordo com a perspectiva da ADC é como estas articulam o discurso (enquanto linguagem) juntamente com outros elementos sociais não discursivos. Dessa forma, podemos ver qualquer prática social como uma “articulação de diferentes tipos de elementos sociais associados com áreas particulares da vida social” (FAIRCLOUGH, 2003, p. 25).
O Discurso, por sua vez, elemento de práticas sociais, figura de três principais maneiras na prática social: como gêneros (modos de agir), discursos (modos de representar), estilos (modos de ser) (FAIRCLOUGH, 2003).
Segundo Magalhães (2010, p. 12), o conceito de discurso tem uma história ligada a relação entre linguagem e sociedade. Embora o termo seja usado indevidamente, como se fosse sinônimo de ´texto´ e de ´fala,’ não cabe falar de discurso sem considerar a transdisciplinaridade entre o estudo da linguagem e da pratica social” e a “ dimensão discursiva das práticas de gênero relaciona-se dialeticamente com dimensões não discursivas, como o poder (MAGALHÃES, 2009, p. 721).
29 “ No que tange aos métodos de análise discursivas no âmbito da ADC, tem havido tensões e críticas, por parte de linguistas aplicados e cientistas sociais renomados (...) alegando resumidamente, que a referida disciplina não leva em conta os receptores dos textos e que tendenciosamente adota uma postura inicial preconceituosa sobre os textos em geral, levando a interpretações confusas acerca do de seu caráter teórico e metodológico” (RODRIGUESS-JR, 2009, p. 101). Considero que falar de limites teóricos é um aspecto positivo e não negativo para a ADC, pois a ciência que representa o contexto de adequação ao “novo espírito científico” (BACHELARD, [1934] 1996), no início do século XX possui uma perspectiva revolucionária na medida em que transforma o modo como se analisava a ciência até então e sua dogmática positivista incorporada ainda hoje por pesquisadores que negam qualquer possibilidade de limites das verdades absolutas e universais que a ciência é capaz de garantir. Limites, fragmentações, impossibilidades podem ser incorporadas ao novo modo de fazer ciência (BARBOSA, 2011).
A ADC é, pois, a convergência de campos teóricos críticos de pesquisa nas Ciências Sociais Críticas contemporâneas e epistemologias críticas, com muitas contribuições da análise de discurso, que têm em comum a base crítica como definidora de seu empreendimento epistemológico engajado politicamente na vida social, espaço de conflitos históricos, ideológicos, políticos raciais, étnicos, de gênero e demais angústias pós- colonialistas em curso no mundo globalizado.
A globalização, e a crise atual do capital internacional, é um campo sociopolítico de tensões graves em diversas materialidades discursivas. As vozes do mundo choram, apelam, estabelecem as violências simbólicas30 (BOURDIEU, 1998) e físicas demarcam ordenamentos de guerras, invasões, ressurgimento de ideologias nazifascistas, e a própria crise do capitalismo - ao fortalecer as desesperanças - fragiliza nações, pauperiza, amedronta, e ameaça à humanidade (ZIZEK, 2011). Toda essa trama é veiculada nos discursos, sob forças hegemônicas e epistemológicas disciplinares escritas em imagens, textos, textos falados, escritos, verbalizados, mono ou multimodais, numa dinâmica que se enraíza em cada canto do planeta dominado pela hegemonia capitalista, requerendo dos pesquisadores da Linguística contemporânea uma postura epistemológica ‘transgressora’ na medida que a coloca como interlocutora das diversas demandas sociais da humanidade num mundo em agonia planetária. Nesse aspecto transgredir é assumir o comprometimento intelectual engajado num ativismo solidário com a humanidade (SANTOS, 2007).
Analisar discursos no cenário linguístico sob o viés transgressor, “indisciplinado” (MOITA LOPES, 2006) “é colocar a ciência da linguagem nas questões práticas, é acreditar numa linguística crítica que pode fazer a diferença e ser posto a serviço do bem estar geral, da melhoria das nossas condições do dia a dia” (RAJAGOPALAN, 2003, p. 12).
Na próxima seção, apresento um breve discussão da Linguística Sistêmico - Funcional (LSF) com a qual a ADC faz interlocução.
Comentando sobre a pertinência dos estudos funcionalistas ao uso da linguagem e a orientação pela da LSF assim se pronuncia Fairclough:
Meu ponto de referência principal sobre a análise de texto é a Linguística Sistêmico Funcional (LSF), uma teoria linguística e um conjunto de métodos analíticos particularmente associados a Michael Halliday (1978, 1994), Em contraste com a tradição de Chomsky, a LSF está profundamente preocupada com a relação entre a línguas e outros elementos e aspectos da vida social, e seu ponto de vista a respeito
30O termo violência simbólica “explica as produções simbólicas como instrumentos de dominação, relacionando-as com os interesses da classe dominante, como ideologias, que criam uma (falsa consciência) das classe dominadas para a legitimação da ordem estabelecida por meio das distinções (hierarquias) e para a legitimação dessas distinções. Este efeito ideológico, produ-lo” (BOURDIEU, 1998, p. 10).
da análise linguística de textos sempre é orientada ao caráter social dos textos. (FAIRCLOUGH, 2003, p. 5).