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O PPBYGNING OG IMPLEMENTERING AV BMS

3. TEORI

3.3 O PPBYGNING OG IMPLEMENTERING AV BMS

Para Quivy e Campenhoudt (2003), o objetivo da investigação é simplesmente responder à pergunta de partida.

No entanto num projeto de Investigação-Ação há que ter em conta os objetivos de ambas as vertentes.

Assim, os objectivos que orientaram esta investigação, definidos com base nos fundamentos teóricos sobre a problemática em estudo e nas condições concretas dos participantes foram os que em seguida se identificam.

i. Objetivos Gerais

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- Averiguar se a Expressão Plástica é um contributo positivo na inclusão e no desenvolvimento de competências como a autoestima, o autoconceito e a socialização de alunos com Dificuldades de Aprendizagem Específicas.

- Contribuir para o aumento do conhecimento científico e a melhoria das práticas pedagógicas inclusivas face a alunos com Dificuldades de Aprendizagem Específicas.

ii. Objetivos Específicos

Foram objetivos específicos do projeto:

- Verificar se os alunos com DAE, que usufruíram de atividades de Expressão Plástica, evidenciaram uma maior autoestima escolar comparativamente com a sua situação inicial.

- Verificar se a dinamização destas atividades, em ateliê, potenciou a inclusão dos alunos com DAE.

Este projeto de investigação-ação, teve por base de trabalho o recurso à Arte / Expressão Plástica e que teve como função, do ponto de vista dos objetivos da ação, introduzir métodos adicionais e inovadores de ensino / aprendizagem num sistema existente e ao mesmo tempo permitir que a criança se familiarizasse com a arte, expressando-se através da mesma, descobrindo as mais diversas formas de expressão e técnicas, num equilibrado desenvolvimento pessoal.

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Quadro 1: Estrutura do projeto de investigação-ação

PROBLEMÁTICA

Necessidade de proporcionar aos alunos com DAE atividades que possam contribuir para que estes alunos se sintam incluídos na comunidade educativa e desenvolvam a sua autoestima, a autoconfiança, o autoconceito, a capacidade de comunicar e a socialização indispensáveis para a melhoria da sua qualidade de vida e do sucesso educativo e pessoal.

PERGUNTA DE PARTIDA

Pode a A te/Exp essão Plástica constituir-se num contributo positivo para a melhoria da autoestima e a i clusão de alu os co DAE?

OBJETIVOS GERAIS

Averiguar se a Expressão Plástica é um contributo positivo na inclusão e no desenvolvimento de competências como a autoestima, o autoconceito e a socialização de alunos com Dificuldades de Aprendizagem Específicas.

Contribuir para o aumento do conhecimento científico e a melhoria das práticas pedagógicas inclusivas face a alunos com Dificuldades de Aprendizagem Específicas.

OBJETIVOS DA INVESTIGAÇÃO

Verificar se os alunos com DAE, que usufruíram de atividades de EP, evidenciaram uma maior autoestima escolar comparativamente com a sua situação inicial.

Verificar se a dinamização destas atividades, em ateliê, potencia a inclusão dos alunos com DAE.

OBJETIVOS DA AÇÃO

Introduzir métodos adicionais e inovadores de ensino /aprendizagem na Escola em intervenção, visando melhor inclusão.

Permitir que os participantes se familiarizem com a arte e se expresse através da mesma, descobrindo as mais diversas formas de expressão e técnicas, visando melhorias no desenvolvimento pessoal e na sua inclusão na Escola.

58 iii. Metodologia

O projeto assume-se como um estudo de caso em contexto escolar e consiste num estudo de observação de um grupo específico (alunos com DAE participantes na Oficina “SentirArte”). Tendo em conta o trabalho de Quivy & Campenhoudt (1998) julga-se que poderá assumir igualmente o perfil de um “field research” que se traduz pelo estudo de uma situação concreta no seu contexto real, recorrendo a métodos e instrumentos de recolha de dados de acordo com as necessidades.

Sendo o mestrando professor de Educação Visual, Educação Tecnológica e Educação Especial, interessado numa reflexão permanente e autocrítica sobre a sua prática, pretendeu investigar sobre os resultados dessa prática em contexto de ateliê, recorrendo a uma metodologia de pesquisa ativa com o foco na prática e na melhoria das estratégias, procurando entender as necessidades, motivações e comportamentos dos participantes, e, a partir daí, situar a interpretação do caso estudado.

As etapas de trabalho agrupam-se em três fases: diagnóstico-analítica, intervenção-ação e reflexão-avaliação.

Inicialmente foi realizado um levantamento de informação documental nos processos individuais dos alunos, nomeadamente nos Programas de Acompanhamento Pedagógico Individual (PAPI), nos Programas Educativos Individuais (PEIS) e nos Relatórios de Avaliação Psicológica (RAP). Foram, ainda, ouvidos os diretores de turma dos alunos identificados com DAE e os respetivos encarregados de educação, aquando da explicitação do projeto e do respetivo pedido de autorização para participação no ateliê “Oficina SentirArte”. Ainda nesta fase aplicou-se um inquérito por questionário “Inventário do Autoconceito”, como forma de aferir a autoestima / autoconceito dos alunos - avaliação de diagnóstico (Anexo IX, p. XX).

Na fase intermédia de intervenção-ação foi realizado um trabalho em ateliê com recurso à Expressão Artística, privilegiando a Expressão Plástica como forma de motivar os alunos, aflorando as capacidades de cada um através do reforço positivo, procurando dessa forma aumentar o seu autoconceito / autoestima, a autoconfiança, a capacidade de comunicar e socializar, potenciando assim a sua inclusão na vida escolar. Na fase de reflexão/avaliação aplicou-se novamente o “Inventário do Autoconceito” e complementarmente realizou-se uma entrevista a cada um dos participantes no projeto. Recorreu-se, ainda, a informação documental decorrente do

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trabalho profissional do investigador na dinamização do ateliê (objeto do estudo de caso), sendo que para tal uso tinha sido obtido o Consentimento da Direção do Agrupamento (Anexo VI, p. XVII) e o Consentimento Informado dos Encarregados da Educação (Anexo VII, p. XVIII).

Por fim, do ponto de vista quantitativo, procedeu-se à comparação, por aluno, dos resultados do inquérito em regime de pré e pós teste, aferiu-se a sua perceção sobre o seu autoconceito global e se houve progressão relativamente às quatro dimensões da autoestima: Autoestima “Eu Geral”; Autoestima “Familiar”; Autoestima “Social” e Autoestima “Escolar”.

Do ponto de vista qualitativo recorreu-se à análise dos resultados da observação direta e das opiniões, emoções e juízos de valor emanados da entrevista, relativamente à importância da Expressão Artística como contributo para a melhoria da autoestima / autoconceito e enquanto elemento potenciador da sua inclusão.

Com efeito, a natureza da questão de partida desta investigação suscitou a escolha de métodos de caráter misto, qualitativo e quantitativo, tendo-se procedido á triangulação de resultados obtidos por ambas as vias, permitindo a interpretação de consonâncias e discrepâncias.

“Assim, embora para cada estudo a pergunta de partida possa determinar o mais forte pendor para um dos tipos de métodos, encorajar-se-á a triangulação metodológica como caminho mais frutuoso de articulação de resultados, de delimitação contextual ou de percurso e de levantamento de novas pistas para investigação futura” (Ventura, T., 2011, cit in Amate, Maria, 2015).

5. DESCRIÇÃO DOS INSTRUMENTOS E PROCEDIMENTOS DE