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Potential Influence of Leader and Regime Type

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Chapter 4. Analysis: An Acute Security Dilemma

4.3 Potential Influence of Leader and Regime Type

O permanente interesse pelos efeitos que as práticas educativas parentais exercem sobre os seus filhos iniciou-se no princípio do séc. XX (Freud, 1972, citado por Araújo, 2003). Bowlby (1969) e Ainsworth (1969) deram uma contribuição fundamental neste domínio (Araújo, 2003). As experiências de relacionamento precoce, particularmente as relacionadas com as práticas educativas das figuras parentais, interferem nas estruturas cognitivas encarregadas pelas representações emocionais em períodos da vida posteriores (Canavarro, 1999). As práticas

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educativas parentais estão relacionadas com a adequação psicológica e a saúde mental dos sujeitos na idade adulta (Araújo, 2001, citado por Araújo 2003).

O estilo parental é um somatório de atitudes que os pais exercem sobre a criança, que descreve o ambiente emocional em que as práticas parentais acontecem (Darling & Steinberg, 1993). Estas são entendidas como comportamentos de sociabilidade, disciplina, amparo e atitudes de interação entre pais e a criança e que podem sofrer variação consoante os momentos (Oliveira, Marin, Pires, Frizzo, Ravanello & Rossato, 2002).

Alvarenga (2001) descreve as práticas educativas como atitudes comportamentais dos pais que influenciam funcionalmente o comportamento dos filhos. A mesma afirma que os pais usam este estratagema com o intuito de eliminar determinados comportamentos dos filhos que são entendidos como inapropriados e inadmitidos, enquanto as atitudes comportamentais consideradas corretas são estimuladas e beneficiadas (Alvarenga, 2001).

As práticas educativas parentais são definidas também como as atitudes comportamentais das figuras parentais sobre a educação ou desenvolvimentos social dos filhos (Salvador & Weber, 2005, citado por Kobarg, Vieira & Vieira, 2010). Deste modo, os relacionamentos entre as figuras parentais e os filhos são muito importantes, entendidas como fatores protetores ou de risco, uma vez que ou fomentam a sensação de estar seguro e a autoestima, promovendo o bem- estar geral da pessoa ou então fomentam situações inadequadas de existência, gerando algum sofrimento (Canavarro, 1999).

A forma como as figuras parentais educam os filhos, bem como as consequências que as práticas educativas parentais têm sobre desenvolvimento psicológico e social dos indivíduos na idade adulta tem sido muito estudado (Kobarg, Vieira & Vieira, 2010). Alguns estudos recorrem à perceção dos descendentes para descrever as práticas parentais, através da escala Memórias de Infância também designada pelas siglas EMBU. É uma ferramenta usada para aceder à memória dos filhos sobre a forma como foram educados na infância/adolescência (Kobarg, Vieira & Vieira, 2010).

A escala foi validada em Portugal por Canavarro (1999) e comporta três fatores: (1) o suporte ou calor emocional, apontando alguns comportamentos por parte dos pais que geram nos seus descendentes conforto e a convicção que são aprovados pelos pais como pessoas; (2) a rejeição, refletindo as atitudes parentais com o intuito de modificar o desejo dos filhos e finalmente (3) a

sobreproteção, manifestada pela demasiada proteção dos pais que gera stresse, interferência nas ações dos filhos e impostas regras duras (Canavarro, 1999).

As lembranças das práticas no período infantil têm vindo a ser ligado com as distintas maneiras de encarar as situações que induzem stresse (Cozzareli, Sumer & Major, 1998). Contudo, a vulnerabilidade ao stresse não tem sido investigada de forma explícita neste domínio, no entanto foram reconhecidas dimensões estáveis de personalidade descritoras de menor resistência perante as situações geradoras de stresse (Major et al, 2010, citado por Guedes, Gameiro, Canavarro, 2010)

Estudos levam a concluir de forma sólida que relacionamentos marcados por insegurança, escassa proximidade emocional e estilos educativos dos pais caracterizados por reduzido apoio, interesse e carinho, estão associados a distúrbios psicopatológicos em adulto (Araújo, 2003). Na maior parte dos casos, o maior efeito é provocado pelo relacionamento com a mãe na mesma fase da vida (Araújo 2003).

Os indivíduos que interpretam a sua relação com os pais como de suporte emocional e não de rejeição, apresentam sentimentos de maior proximidade com os outros e menor ansiedade em ser desamparado e amado (Moreira, 2004). Os indivíduos que percecionam suporte emocional da mãe, apresentam maior conforto com a proximidade e intimidade com outros (Moreira, 2004). Segundo Farate (1999), contextos em que existe separação da mãe levam a que a criança apresente insegurança material e emocional.

Num estudo efetuado por Sampaio (2007) relativo às práticas parentais e ao género do filho, há uma preferência dos pais pelos filhos do mesmo género que o seu. Relativamente à ordem do nascimento, verificou-se que os filhos mais velhos, principalmente se forem meninos, são os que recebem mais atenção por parte dos pais. Sampaio (2007) revela ainda que os estudos mais recentes, depois de 2001, obtiveram resultados idênticos no que concerne à ordem de nascimento. No entanto, Keller e Zach citados por Sampaio (2007), afirmam que os estudos recentes não indicam que o género do filho seja um fator de maior investimento por parte dos pais, ao contrário do que acontece com a ordem do nascimento. Someya, Uehara, Kadowaki, Tang e Takahashi (2000) efetuaram um estudo com o intuito de descrever os efeitos que o sexo e a ordem de nascimento têm na perceção das práticas parentais, utilizando a EMBU e concluíram que os meninos têm maior aceitação parental e que na ordem do nascimento, também pontuam mais alto os filhos mais velhos e principalmente os filhos únicos.

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Quanto ao estatuto socioeconómico, estudos apontam para que quanto mais elevado é o nível socioeconómico mais estável é o padrão de vinculação (Carvalho, 2007).

A família é claramente o lugar de permuta de emoções e de formulação de processos complexos como o desenvolvimento sócio afetivo da criança. Então, as funções dos pais, sendo biológicas ou não, estão relacionadas com o desenvolvimento humano (Moreira, 2004). As funções da mãe estão mais ligadas com as competências da própria autonomia e de funcionamento familiar, ao passo que a função do pai dá um novo sentido ao funcionamento psíquico e possibilita a inclusão do indivíduo na sociedade (Malpique, 1998, citado por Moreira, 2004). Autores precursores como Freud, Bowlby, Ainsworth dão ênfase à relação mãe e bebé, tendo o pai uma função secundária (Moreira, 2004). Atualmente, o pai aparenta ter um papel muito importante na aquisição dos papéis sexuais, tanto no sexo feminino como masculino (Moreira, 2004)

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