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Potential Avenues for Future Research

5 Discussion

5.8 Potential Avenues for Future Research

1. Como a família vivenciou inicialmente, a questão da deficiência?

2. Na sua percepção, qual a principal dificuldade que seu familiar encontra na busca por um emprego?

3. Como você percebe a atuação do sistema público de emprego na busca de emprego de seu familiar com deficiência?

4. E a família, quais dificuldades enfrenta na busca por emprego desse familiar com deficiência?

5. E o Benefício de Prestação Continuada, qual a importância dele para o cotidiano da família?

6. O que é preferível em sua opinião, ter seu familiar com deficiência beneficiado pelo BPC ou que ele consiga um trabalho e se insira no mercado de trabalho?

3.4 Procedimento

As entrevistas se iniciaram com o fornecimento da Carta de Informação ao sujeito de pesquisa e, respectivo Termo de Consentimento Livre e Esclarecido para que os objetivos da pesquisa e a proteção dos dados sejam esclarecidos e assegurados aos participantes. A seguir, o roteiro de perguntas foi aplicado de forma oral,

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com a anotação e gravação das respostas, tomando-se o cuidado para que as informações prestadas não fossem limitadas por um esquema rígido de entrevista, uma vez que o roteiro semi-estruturado possibilita essa abertura e enriquece, conseqüentemente, as análises a serem produzidas.

34 4. APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DOS DADOS

Para análise e interpretação dos dados, se recorreu à procedimentos que constam de uma adaptação da técnica de análise categorial. Minayo (1993) propõe que se tome por base o referencial teórico utilizado no estudo e se produza uma organização dos dados coletados em categorias. Essa divisão proverá a essa análise dos relatos obtidos, uma clareza de exposição e um maior entendimento e possibilidade de interpretação e inferência das teorias utilizadas para embasar a presente pesquisa.

4.1 Transcrição das entrevistas

Após a realização das entrevistas e transcrição dos dados, é necessário para que se realize a análise e interpretação dos dados, que se realize uma pré-análise, onde, segundo Bardin (1979), se organiza e sistematiza as idéias para que se possa retomar as hipóteses e objetivos iniciais e relacioná-los ao material coletado.

Na fase seguinte, de exploração do material, após diversas releituras das transcrições, foi criado um quadro em que foram anotadas as principais características de cada resposta. Esse quadro possibilitou a comparação entre as respostas dos diversos participantes e detectar as temáticas parecidas e que indicariam uma tendência nos relatos coletados.

Baseado então nesse quadro passou-se à terceira fase, de reflexão sobre os dados coletados. As análises a seguir foram depreendidas, sempre tendo como base a fundamentação teórica do

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presente estudo e também as hipóteses se puderam levantar enquanto a análise se deu.

A seguir são apresentadas as transcrições das entrevistas realizadas, retirando-se alguns vícios de linguagem, mas tomando a precaução de não alterar o sentido e as peculiaridades de cada fala dos participantes em todas as questões. Para facilitar a interpretação e visualização dos dados, os participantes serão denominados por letras de A a G, conforme será demonstrado a seguir:

Participante A – L.P.O. – mãe de um filho com deficiência intelectual

1. Como a família vivenciou inicialmente, a questão da deficiência? Resposta:

Enfrentamos com tristeza, mas também com muita coragem. Eu também sou deficiente e sei as dificuldades que tenho. O preconceito às vezes, muitas coisas. A família se uniu e enfrentamos. Todos vivemos bem e meu filho tem a atenção que precisa em casa.

2. Na sua percepção, qual a principal dificuldade que seu familiar encontra na busca por um emprego?

Resposta:

O problema é o atraso que ele tem. Acho que ele não está preparado para ter uma vida aí fora. Procuramos de vez em quando, mas não acho que ele está pronto para sair sozinho e trabalhar.

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3. Como você percebe a atuação do sistema público de emprego na busca de emprego de seu familiar com deficiência?

Resposta:

O Portal ajuda muitas pessoas. Meu filho não conseguiu, mas acho que é por que a gente não procura tanto. Quando ele procura, acaba não conseguindo por causa do atraso.

4. E a família, quais dificuldades enfrenta na busca por emprego desse familiar com deficiência?

Resposta:

O principal que a gente enfrenta é a dificuldade para se preparar. Não tem escola que consiga dar uma preparação para uma pessoa na condição dele aqui. Quando a gente arruma algum curso ou alguma coisa, não tem como deixar ou como ele chegar até lá. A pessoa fica despreparada, além de já ter a dificuldade...um atraso no desenvolvimento. Por mim ele ficava em casa, com nossos cuidados e não procurava mais trabalho. Nem todo lugar sabe lidar com isso.

5. E o Benefício de Prestação Continuada, qual a importância dele para o cotidiano da família?

Resposta:

Com o dinheiro dele, eu pago uma pessoa que cuida dele direto na minha casa e leva ele para alguns lugares. Ele ajuda também a pagar algum remédio e para alimentação também. É importante para poder cuidar dele.

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6. O que é preferível em sua opinião, ter seu familiar com deficiência beneficiado pelo BPC ou que ele consiga um trabalho e se insira no mercado de trabalho?

Resposta:

Por mim, prefiro, como já disse; que ele fique em casa. Ele não está preparado, então é melhor receber o LOAS e a gente cuidar dele.

Síntese

Trata-se de uma família que já contava com uma pessoa com deficiência antes de vivenciar a deficiência do jovem que tem buscado uma colocação no mercado de trabalho. Ocorre uma certa proteção e uma dúvida dos familiares a respeito da real condição dessa pessoa com deficiência ser capaz ou não de buscar e conseguir um emprego. Sendo assim, o BPC é recebido pela família e tem papel importante no cuidado dessa pessoa com deficiência; a ponto de se manifestar a preferência pelo recebimento desse, à inserção no mercado de trabalho.

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Participante B – P.A.A. – irmã de um rapaz deficiente auditivo.

1. Como a família vivenciou inicialmente, a questão da deficiência? Resposta

Ah, vivemos muito normal. Minha mãe já era intérprete de LIBRAS quando ficamos sabendo. Já tinha ido a eventos e convivido com pessoas surdas, a família toda já, sabe? Quando descobrimos, já sabia mais ou menos o que iria enfrentar. Minha mãe não teve muito problema com isso.

2. Na sua percepção, qual a principal dificuldade que seu familiar encontra na busca por um emprego?

Resposta:

O serviço do Portal ajuda bastante. Tem muito menos preconceito e tem bastante vaga. A lei ajuda muito. Mas não tem como eles estudarem, as empresas exigem. E alguns empregos não acontecem por causa dessa falta de estudo.

3. Como você percebe a atuação do sistema público de emprego na busca de emprego de seu familiar com deficiência?

Resposta:

O pessoal do Portal conversa com as empresas para contratar os deficientes, muitas pessoas conseguem aqui.

4. E a família, quais dificuldades enfrenta na busca por emprego desse familiar com deficiência?

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Resposta:

A família acaba correndo atrás desses locais para que o deficiente estude. Sempre converso com outras pessoas em eventos lá da igreja e essa é a corrida da maioria dos surdos e das famílias também. Fica difícil sem alguma preparação, mesmo tendo bastantes vagas.

5. E o Benefício de Prestação Continuada, qual a importância dele para o cotidiano da família?

Resposta:

Meu irmão não recebe e nunca recebeu. Todos ajudam em casa, não fomos atrás desse benefício.

6. O que é preferível em sua opinião, ter seu familiar com deficiência beneficiado pelo BPC ou que ele consiga um trabalho e se insira no mercado de trabalho?

Resposta:

Acho que eles conseguem trabalhar bem. Tem que ir atrás e conseguir se manter. Não estaremos sempre aqui para ajudar. Ele tem que ter independência. Trabalhar então, acho melhor.

Síntese

Trata-se de uma família com uma grande convivência prévia com pessoas com deficiência, onde o impacto não fora muito significativo, apesar de as considerações sobre dificuldades e preconceitos tenham sido consideradas. Buscam e reputam como adequado o apoio do serviço do posto SINE e elencam como principais dificuldades a mobilidade urbana e a oferta de serviços de educação que preparem de

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fato as pessoas com deficiência. Não são beneficiários do BPC e nunca procuraram se inserir nesse recebimento.

Dessa forma, apesar das dificuldades apontadas, reputam como importante para o desenvolvimento das capacidades do familiar com deficiência, bem como para que este adquira independência, a entrada no mercado de trabalho.

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Participante C – E.C.S. – mãe de dois filhos deficientes visuais.

1. Como a família vivenciou inicialmente, a questão da deficiência? Resposta

Na primeira vez foi um choque. A família toda ficou desorientada, mas encontramos em Deus força para enfrentar e hoje em dia é tudo normal. A gente entende que eles tem dificuldade, mas tem a vidinha deles. A gente tem que ajudar e respeitar, todo mundo tem. No caso do meu filho, já estávamos mais acostumados e não pode dizer que não ficamos tristes, mas enfrentamos com mais força e tudo dá certo, graças a Deus.

2. Na sua percepção, qual a principal dificuldade que seu familiar encontra na busca por um emprego?

Resposta:

Meu filhos não tiveram muito dificuldade de encontrar. Tem vagas para pessoas deficientes, a lei ajuda, sabe. Mas não ficava no emprego. Agora já conseguem, mas no começo eles não acostumavam. O patrão, o serviço... Era difícil. Meu filho conseguiu estudar e trabalha como massagista na Avenida Paulista e minha filha numa fábrica. Foi difícil, mas agora estão indo bem. Meu marido atravessa a rua e leva ele no ponto, depois, ele pega o ônibus e é só a bengalinha dele e Deus, vai e volta do trabalho.

3. Como você percebe a atuação do sistema público de emprego na busca de emprego de seu familiar com deficiência?

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Eles ajudaram no começo, mas esse emprego que eles estão agora, conseguiram sozinho. O pessoal ajuda, conheci a L. do Portal numa palestra, ela é interprete e ajudou a gente.

4. E a família, quais dificuldades enfrenta na busca por emprego desse familiar com deficiência?

Resposta:

Para mim é mais preocupação deles sozinhos. Deus acompanha, mas ficamos preocupados no começo. Meus filhos conseguiram até fácil emprego, sabe?

5. E o Benefício de Prestação Continuada, qual a importância dele para o cotidiano da família?

Resposta:

Não recebemos. Eu e meu marido sempre trabalhamos. Sabemos que existe, mas eles trabalham e acabam não recebendo. Conseguimos “se virar”.

6. O que é preferível em sua opinião, ter seu familiar com deficiência beneficiado pelo BPC ou que ele consiga um trabalho e se insira no mercado de trabalho?

Resposta:

Ah, a alegria deles de trabalhar é muito melhor. Eles têm vontade e bastante capacidade. Tem mais que ir trabalhar mesmo.

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Síntese

A família teve um impacto muito significativo no primeiro contato com a questão da deficiência, que fora abrandado na vivência da ciência da deficiência do segundo filho. Foram manifestadas desorientação frente ao problema, tristeza e um apoio religioso para que a família se organizasse e conseguisse fornecer o suporte que seus familiares com deficiência necessitam.

Reputam como maior dificuldade a preocupação com os filhos fora de casa no caminho para o trabalho e acreditam que a busca dos filhos por trabalho não foi tão complicada. Assim sendo, nunca solicitaram o BPC para nenhum dos filhos com deficiência por ser uma família onde todos trabalham e, como já citado, os filhos inseriram-se de forma até descomplicada, no mercado de trabalho.

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Participante D – A.V.R. – esposa de uma pessoa com deficiência

auditiva

1. Como a família vivenciou inicialmente, a questão da deficiência? Resposta:

Quando conheci ele já tinha um pouco, o problema aumentou por conta de uma doença. Fiquei chateada por ele, mas a família, dele e minha, apoiaram bastante e superamos as incertezas juntos. Ficamos pensando no preconceito e nas dificuldades. Mas tudo está bem. Ele conseguiu trabalho e sempre apoiamos bastante.

2. Na sua percepção, qual a principal dificuldade que seu familiar encontra na busca por um emprego?

Resposta:

Tem bastante vaga e ele consegue fácil. Mas nem sempre gosta. Acaba procurando outra. Mas essa lei ajuda. Toda empresa precisa de alguém.

3. Como você percebe a atuação do sistema público de emprego na busca de emprego de seu familiar com deficiência?

Resposta:

O Portal ajudou. Ele conseguiu por aqui. Acho legal a atuação do S. e da P., aqui no Portal.

4. E a família, quais dificuldades enfrenta na busca por emprego desse familiar com deficiência?

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Resposta:

Ele é bastante independente, faz leitura labial. Então consegue se virar bem sozinho. Ele consegue conversar normalmente com você se você o olhar de frente. Apoiamos quando ele precisa, mas ele vai atrás.

5. E o Benefício de Prestação Continuada, qual a importância dele para o cotidiano da família?

Resposta:

Ele não chegou a pedir. Sempre trabalhou.

6. O que é preferível em sua opinião, ter seu familiar com deficiência beneficiado pelo BPC ou que ele consiga um trabalho e se insira no mercado de trabalho?

Resposta:

Acho que ele precisa trabalhar. Ele mesmo mostra. Muito melhor então entrar no mercado de trabalho.

Síntese

Trata-se de uma família que se formou já com a ciência da existência de uma forma leve da deficiência. O agravamento dessa deficiência, trouxe tristeza e incertezas, além da preocupação com as dificuldades e com o preconceito. Mas foi citada a questão da união da família, como fator importante para a vivência da deficiência.

Quanto a busca por inserção no mercado de trabalho, relatou-se uma tranqüilidade, proporcionada tanto pela Lei de Cotas que segundo o

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relato faz com que haja um bom número de vagas, quanto pelo apoio do Posto SINE.

A dificuldade principal reputada pela família é a questão da adaptação da pessoa com deficiência a determinados locais de trabalho ou atividades. Por conta do fato de sempre estar empregado, a família não recebe o BPC e valoriza muito o fato de seu familiar com deficiência estar inserido no mercado de trabalho.

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Participante E – I.P.L – marido de uma pessoa com deficiência

auditiva

1. Como a família vivenciou inicialmente, a questão da deficiência? Resposta:

Ah, isso é difícil de te responder. Eu já conheço ela a uns sete anos, já. Eu já sabia, antes até de namorar que ela tinha deficiência. Isso não mudou nada. Muda assim, que a gente tem que se comunicar diferente. Mas não mudou nada, não tive nenhum problema para levar as coisas adiante e casar.

2. Na sua percepção, qual a principal dificuldade que seu familiar encontra na busca por um emprego?

Resposta:

Ah, ela sempre encontra. Posso dizer que ela não tem dificuldade. As vezes a pessoa que seleciona não consegue se comunicar bem, mas de resto, sempre dá certo. É só procurar, precisar, que ela encontra. Aqui (Portal do Trabalhador de Osasco), o pessoal liga para ela fazer entrevista e já deu certo umas vezes.

3. Como você percebe a atuação do sistema público de emprego na busca de emprego de seu familiar com deficiência?

Resposta:

Eles ajudam muito. Até eu que não tenho deficiência estou trabalhando. Arrumei aqui. Trabalho de noite e de vez em quando acompanho ela de dia em algumas seleções. Funciona até bem.

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4. E a família, quais dificuldades enfrenta na busca por emprego desse familiar com deficiência?

Resposta:

Não tem muita dificuldade, sabe. As vezes ela não sabe chegar em algum lugar, transporte, sabe. E como falei, trabalho de noite, então consigo acompanhar. Mas de resto é sossegado.

5. E o Benefício de Prestação Continuada, qual a importância dele para o cotidiano da família?

Resposta:

Esse benefício ela não tem não. Nunca correu atrás. Até ficou sabendo a pouco tempo que existia, mas nunca procurou.

6. O que é preferível em sua opinião, ter seu familiar com deficiência beneficiado pelo BPC ou que ele consiga um trabalho e se insira no mercado de trabalho?

Resposta:

Ah, claro que o trabalho. Por causa da independência. Com certeza trabalho, entrar no trabalho.

Síntese

A ciência da deficiência já ocorria antes mesmo dessa família ser formada. Houve uma certa preocupação com a comunicação, mas nas respostas não se percebe essa deficiência como impeditivo ou dificuldade no cotidiano dessa família.

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Essa tranqüilidade repete-se na busca por emprego, onde relatou-se que praticamente não há dificuldade, além daquelas relativas às formas diferentes de comunicação que se deve adotar; e o apoio do posto SINE se mostrou importante não só para o familiar com deficiência, mas também para outros sem essa deficiência. Não usufruem do BPC e preferem ter uma colocação no mercado de trabalho à serem beneficiários.

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Participante F – V. R. – marido de uma pessoa com deficiência

física

1. Como a família vivenciou inicialmente, a questão da deficiência? Resposta:

É muito novo para a gente. Minha esposa acaba de conseguir aquele documento. Como se chama? O médico fez os exames e agora ela conseguiu. O laudo. Eu também estou vendo, pois tem coisas que faço que me deixam com dores. Eu, assim, um trabalho em quem eu me movimente, não tenho problemas. Mas se for coisa que eu fique sentado ou parado por muito tempo. Doem as costas. Eu quero saber se eu tenho mesmo, tenho feito exames. Até também para não ter o laudo sem ter deficiência. Acabar pegando alguma vaga de alguém que precise mesmo.

2. Na sua percepção, qual a principal dificuldade que seu familiar encontra na busca por um emprego?

Resposta:

A gente teve muita dificuldade para conseguir o laudo. É muita burocracia. Nós fomos a muitos lugares. Demoramos meses para conseguir descobrir o que ela tem e saber que ela entraria na cota. Acho que deveria ser melhor o atendimento, mais rápido.

3. Como você percebe a atuação do sistema público de emprego na busca de emprego de seu familiar com deficiência?

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Parece organizado. É a segunda vez que venho com ela e ela foi bem atendida e acho que dessa vez consegue o trabalho. Da outra vez o salário não agradou.

4. E a família, quais dificuldades enfrenta na busca por emprego desse familiar com deficiência?

Resposta:

As vezes eu arrumo uns biquinhos para fazer e não consigo acompanhar nas consultas. Mas quando não, a gente vai junto e ajudo. É a segunda entrevista dela aqui e fora ainda não tinha procurado. Mas se puder eu ajudo, mas tenho também que ganhar um dinheirinho quando aparece.

5. E o Benefício de Prestação Continuada, qual a importância dele para o cotidiano da família?

Resposta:

Ela não conseguiu ainda, mas já procuramos saber.

6. O que é preferível em sua opinião, ter seu familiar com deficiência beneficiado pelo BPC ou que ele consiga um trabalho e se insira no mercado de trabalho?

Resposta:

Ela quer conseguir um trabalho. Não gosta de ficar em casa. Quando fica, não para quieta. Arruma uma ou outra coisa para fazer mas se aborrece, porque não pode andar muito, nem fazer esforço. Por isso está indo atrás. Acho que se ela arrumar emprego ela fica mais contente.

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Síntese

Trata-se de uma família vivenciando o primeiro impacto com a deficiência. Ainda mostram-se preocupados com oficialização dessa deficiência e sem muita certeza de como essa deficiência vai influir no cotidiano de trabalho. Reputam como grande dificuldade o atendimento nos serviços de saúde e a burocracia destes. A busca por emprego está em estágios iniciais, mas já mencionaram o serviço do SINE de forma positiva.

De forma contraditória afirmaram estar em busca do BPC e acreditarem ser melhor para seu familiar com deficiência a inserção no mercado de trabalho, talvez reflexo desse momento inicial de vivência com a deficiência.

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Participante G – M.J.G.S. – Mãe de uma moça com deficiência

auditiva.

1. Como a família vivenciou inicialmente, a questão da deficiência? Resposta:

Minha filha já muito nova teve esses problemas e a gente foi aprendendo. Hoje a gente acompanha e vive normal. Ela aprendeu algumas coisas, com dificuldade, mas hoje procura emprego, trabalha. Nós vamos juntos, no que ela precisa.

2. Na sua percepção, qual a principal dificuldade que seu familiar encontra na busca por um emprego?

Resposta:

Aprendemos a superar as dificuldades, ela cresceu assim. Pra procurar trabalho, as vezes é difícil no transporte. Mas a gente vai junto nos primeiros dias e ela acostuma fácil. Na empresa que ela saiu agora, não se acostumou com o trabalho. Agora está procurando outro. Aparece bastante coisa, logo ela entra de novo.

3. Como você percebe a atuação do sistema público de emprego na busca de emprego de seu familiar com deficiência?

Resposta:

O pessoal daqui do Portal tem bastante oportunidades. Sempre que ela ou alguém da escola precisa, procuram o pessoal de Osasco. Os deficientes conseguem trabalho. Vale o esforço para que eles estudem. Fica mais fácil do que antes de completar os