3. Samferdselsdepartementet – Utdrag fra budsjettkapitler og komiteens
3.10 Kap. 1320 Statens vegvesen
3.10.2 Komiteens merknader
3.10.2.3 Post 30 Riksveiinvesteringer
A “centralidade da presença”, que declara que a existência consiste na presença, foi o suporte de argumentação/sustentação da metafísica ocidental, desde o período, compreendido, entre Platão123 até Georg Hegel. Deste modo, segundo a metafísica, a presença é caracterizada e incluída no imediato/actualidade, existindo apenas só o instante presente, pois tanto os momentos do passado como os do futuro encontram-se inexistentes, devido ao facto de o passado já se ter findado e o futuro ainda não ter surgido.124
A “centralidade da presença” “encapsula” o “eu” como ciente, o ego, pois segundo este conceito, em todas as suas configurações, a consciência condiz à auto-presença, isto é, a auto-percepção da presença.125
Jacques Derrida despreza o conceito da “centralidade da presença”, pois segundo este filósofo tantos os momentos passados como os presentes baseiam-se da presença do presente. Assim sendo, Derrida crê na filosofia da ausência, que foi desenvolvida por Sigmund Freud126,
121DELEUZE, Gilles; Lógica do Sentido; Editora Perspectiva; Brasil: São Paulo; 1975; Acedido Online In:
http://conexoesclinicas.com.br/wp-content/uploads/2015/12/deleuze-g-logica-do-sentido.pdf;
Consultado Online: 2 de Junho de 2017; p.51. / GOULART, Audemaro Taranto; Notas Sobre o Desconstrutivismo De Jacques Derrida; Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais; Brasil: Minas Gerais; Documento para obtenção de Pós-Graduação em Letras Literaturas de Língua Portuguesa na Universidade Católica de Minas Gerais; Acedido Online In: http://portal.pucminas.br/imagedb/mestrado_doutorado/publicacoes/PUA_ARQ_ARQUI20121011175312 .pdf; Consultado Online: 27 de Março de 2017; p.16.
122
HOTEIT, Aida; Deconstructivism: Translation From Philosophy to Architecture; Canadian Social Science; Volume 11; Número 7; 2015; Published Online 26 July 2015; Acedido Online In: https://www.researchgate.net/publication/280937826_Deconstructivism_Translation_From_Philosophy_ to_Architecture; Consultado: 10 de Fevereiro de 2017; p.119.
123
Platão (417 a.C.–347 a.C.) – Foi um dos filósofos mais preeminentes de todo o percurso da filosofia, tendo sido o edificador da Academia de Atenas. Platão; In Infopédia; Porto Editora; Porto; in https://www.infopedia.pt/$platao; Consultado Online: 30 de Maio de 2017.
124HOTEIT, Aida; Deconstructivism: Translation From Philosophy to Architecture; Canadian Social
Science; Volume 11; Número 7; 2015; Published Online 26 July 2015; Acedido Online In: https://www.researchgate.net/publication/280937826_Deconstructivism_Translation_From_Philosophy_ to_Architecture; Consultado: 10 de Fevereiro de 2017; p.118.
125
HOTEIT, Aida; Op. Cit.; p.118.
126
Sigmund Freud (1856-1939) – Foi um neurologist austríaco, tendo sido o criador da psicanálise. Sigmund Freud; In Infopédia; Porto Editora; Porto; in https://www.infopedia.pt/$sigmund-freud; Consultado Online: 30 de Maio de 2017.
e que se caracteriza por ser subconsciente e que circunda a presença duma fração inconsciente do “eu”.127
Derrida caracteriza a “centralidade da presença” como sendo “Todo o ponto chamado de “presente”, ou “agora”, está sempre comprometido por um traço ou resíduo de uma experiência anterior, que nos impede de estar “agora” num momento autônomo.”.128
Joseph Hillis Miller compreende o conceito da “centralidade da presença”, como sendo aquilo que subsiste e com quem a consciência se “esbarra” de modo repentino e sem interrupções.129
2.4.3- Fonocentrismo
O termo “fonocentrismo” provém da aglutinação da palavra fonema com a palavra centro (fonema + centro) e representa toda a distinção que é atribuído à fala sobre a escrita, diferenciação esta que convenciona toda a tradição metafísica que subjuga o pensamento da cultura ocidental.130
Segundo o Fonocentrismo, na fala o declamador encontra-se sincronicamente exposto perante o seu interlocutor, existindo uma relação directa entre ambos, enquanto que na escrita, o redator proclama as palavras no papel, separando-as de si próprio.131
Derrida analisa o facto de a fala, segundo a cultura ocidental, ser regularmente relacionada com a razão e com a lógica, acontecendo deste modo uma supremacia do indivíduo e dos seus respectivos estados mentais, levando a que exista uma desvantagem relativamente ao colectivo e às ideologias de significação que aí decorrem.132
A escrita apresenta uma relação não explícita entre o leitor e o escritor, devido ao facto de esta possibilitar que as suas interpretações sejam passíveis de distintas compreensões, por parte dos leitores, podendo provocar a perca da sua interpretação original, tendo causado,
127HOTEIT, Aida; Deconstructivism: Translation From Philosophy to Architecture; Canadian Social
Science; Volume 11; Número 7; 2015; Published Online 26 July 2015; Acedido Online In: https://www.researchgate.net/publication/280937826_Deconstructivism_Translation_From_Philosophy_ to_Architecture; Consultado: 10 de Fevereiro de 2017; p.118.
128
HOTEIT, Aida; Op. Cit.; p.118.
129
GOULART, Audemaro Taranto; Notas Sobre o Desconstrutivismo De Jacques Derrida; Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais; Brasil: Minas Gerais; Documento para obtenção de Pós- Graduação em Letras Literaturas de Língua Portuguesa na Universidade Católica de Minas Gerais;
Acedido Online In: http://portal.pucminas.br/imagedb/mestrado_doutorado/publicacoes/PUA_ARQ_ARQUI20121011175312
.pdf; Consultado Online: 27 de Março de 2017; p.12.
130
GOULART, Audemaro Taranto; Op. Cit.; p.13. / GLUSBERG, Jorge; A Student Guide In Deconstruction; Academy Editions; Great Britain: London; 1991; p.45.
131
HOTEIT, Aida; Deconstructivism: Translation From Philosophy to Architecture; Canadian Social Science; Volume 11; Número 7; 2015; Published Online 26 July 2015; Acedido Online In: https://www.researchgate.net/publication/280937826_Deconstructivism_Translation_From_Philosophy_ to_Architecture; Consultado: 10 de Fevereiro de 2017; p.119.
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GOULART, Audemaro Taranto; Notas Sobre o Desconstrutivismo De Jacques Derrida; Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais; Brasil: Minas Gerais; Documento para obtenção de Pós- Graduação em Letras Literaturas de Língua Portuguesa na Universidade Católica de Minas Gerais;
Acedido Online In: http://portal.pucminas.br/imagedb/mestrado_doutorado/publicacoes/PUA_ARQ_ARQUI20121011175312
desta forma, a sua discriminação perante a tradição ocidental, proporcionando, deste modo, o centralismo do significado e à discriminação do significante.133
Segundo este prisma, Derrida proclama o seguinte: “A escrita, a carta, a inscrição sensível, sempre foi considerada pela tradição ocidental como sendo o corpo e a matéria externos ao espírito, à respiração, à fala e ao logos”.134
O filósofo Jacques Derrida procurou desconstruir o termo do fonocentrismo através da utilização do conceito da “différance”, conceito este que será analisado posteriormente.135 Segundo Roland Barthes “o que opõe a escrita à fala é que a primeira parece sempre simbólica, introvertida, ostensivamente voltada para o lado de uma vertente secreta da linguagem, enquanto a segunda não passa de uma duração de signos vazios, dos quais só o movimento é significativo. Toda a fala está nessa usura das palavras, nessa espuma levada sempre para mais longe, e só há fala quando a linguagem funciona claramente como uma voragem que só arrasta a ponta móvel das palavras; a escrita, pelo contrário, está sempre enraizada num além da linguagem, desenvolve-se como um germe e não como uma linha, manifesta uma ausência e uma ameaça de um segredo, é uma contracomunicação, intimida. Portanto encontramos em qualquer escrita a ambiguidade de um objecto que é simultaneamente linguagem e coerção: há no fundo da escrita uma «circunstância» estranha à linguagem, há como que o olhar de uma intenção que já não é a da linguagem”.136
2.4.4- Logocentrismo
O termo “logocentrismo”, foi concebido por Ludwig Klages137, nos anos vinte do século XX, e deriva da aglutinação da palavra “logos” com a palavra centro (“logos” + centro), correspondendo à predisposição vigente no pensamento ocidental em se dispor o “logos”, como sendo o ponto central de qualquer texto ou comunicação.138
A palavra “logos” acarreta, similarmente, a comparência de um tipo de domínio ou de um meio exterior que dá fidedignidade a diferentes pensamentos, expressividades e modelos,
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HOTEIT, Aida; Deconstructivism: Translation From Philosophy to Architecture; Canadian Social Science; Volume 11; Número 7; 2015; Published Online 26 July 2015; Acedido Online In: https://www.researchgate.net/publication/280937826_Deconstructivism_Translation_From_Philosophy_ to_Architecture; Consultado: 10 de Fevereiro de 2017; p.119.
134
HOTEIT, Aida; Op. Cit.; p.119.
135
Idem; p.119.
136
BARTHES, Roland; O Grau Zero Da Escrita; Signos 3; Edições 70, LDA; Portugal: Lisboa; 1997; pp.24- 25.
137
Ludwig Klages (1872-1956) – Foi um psicólogo, teórico no campo da investigação da caligrafia e filósofo alemão. AA.VV.; Biografia e vida de Ludwig Klages; Infobiografias.com; 6 de Agosto de 2010; Acedido Online In: http://pt.infobiografias.com/biografia/23015/Ludwig--Klages.html; Consultado Online: 30 de Maio de 2017.
138
HOTEIT, Aida; Deconstructivism: Translation From Philosophy to Architecture; Canadian Social Science; Volume 11; Número 7; 2015; Published Online 26 July 2015; Acedido Online In: https://www.researchgate.net/publication/280937826_Deconstructivism_Translation_From_Philosophy_ to_Architecture; Consultado: 10 de Fevereiro de 2017; p.118. / GOULART, Audemaro Taranto; Notas Sobre o Desconstrutivismo De Jacques Derrida; Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais; Brasil: Minas Gerais; Documento para obtenção de Pós-Graduação em Letras Literaturas de Língua Portuguesa na Universidade Católica de Minas Gerais; Acedido Online In: http://portal.pucminas.br/imagedb/mestrado_doutorado/publicacoes/PUA_ARQ_ARQUI20121011175312 .pdf; Consultado Online: 27 de Março de 2017; p.12. / GLUSBERG, Jorge; A Student Guide In Deconstruction; Academy Editions; Great Britain: London; 1991; p.48.
bem como através da metafísica proporciona a asseveração da verdade e a própria origem do ser, razão esta que se exprime como sendo um dos fundamentos do pensamento ocidental.139 O Logocentrismo é ainda evidenciado pela delimitação de uma a hierarquia binária entre a fala e a escrita.140
A corrente filosófica da “desconstrução” determina a renuncia do Logocentrismo, tendo este ocorrido através de uma noção que a tradição ocidental subscreveu, antes mesmo da época de Platão e que se prolongou até ao período de Ferdinand de Saussure.141
Segundo Jacques Derrida, a escrita tem sido reprimida e inibida tradicionalmente desde Platão, tendo conduzido à ocorrência de significativas repercussões no interior da Filosofia. Desta forma, a escrita resultou num “gênero de metáfora” que advertiu o conceito de presença. Assim sendo, Derrida aplicou, com limitações, os conceitos freudianos ao “logocentrismo”, caracterizando-o como sendo uma estrutura de rejeição que elimina o “corpo” pertencente ao traço da escrita.142
Umas das premissas defendidas pelo Logocentrismo que Derrida procura patentear é a concepção de que a escrita é de alguma forma externa à linguagem, pois esta corresponde a uma ameaça externa, que deve ser sempre equilibrada pela presença da fala.143