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The Portrayal of Suicide in Cracked, not Broken: Surviving and Thriving After a

Outra ocupação que continua com certa relevância no território é a mineração, por ocupar grandes áreas, comportar uma mineradora de grande porte, como em Cajati, por enfrentar problemas ambientais e com a volta da mineração no Alto Vale que também já sofreu e ainda sofre com passivos, pela disputa de território com comunidades tradicionais e pequenos agricultores posseiros e obter lucros exorbitantes não distribuídos dentro do território.

A mineração industrial no Alto Vale tem início no município de Adrianópolis/PR no ano de 1954 com a exploração de chumbo e prata atingindo também os municípios de Ribeira e Iporanga, porém devido ao esgotamento das jazidas, a empresa fechou em 1995, deixando grande passivo ambiental (CETEM/MCTI, 2014, p. 360) e social (contaminação da população64) que ainda permanece.

Exploração de grande relevância para a região está no município de Cajati, onde desde 1938, se inicia a exploração de calcário e a vila que cresce em volta a essa indústria

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posteriormente virará o município de Cajati na década de 1990. Durante a década de 1980 foi ativada a estrada de ferro que ligava o município ao porto de Santos e o transporte de cargas durou até 2003, encerrando as atividades do ramal ferroviário. Hoje se fala e há processos em andamento para a retomada das ferrovia.

Fora instalado um complexo industrial de mineração, beneficiamento e indústria química (BONAS, 2007 apud CETEM/MCTI, 2014, p. 346) que atende tanto o setor industrial, alimentício e agricultura. Em maio de 2010, a Vale adquiriu por US$1,7 bilhão os ativos da Bunge no Brasil, incluindo a mina de Cajati, que agora pertencem a Vale Fosfatados (VALE, 2011). A empresa gera milhares de toneladas de rejeito, fato preocupante para a região de entorno da mina65. Outra questão é que o número de óbitos por câncer no município é acima da média da região, fato que também deixa um alerta em relação a essa atividade.

Apesar de todo o montante de capital gerado pela mineração no município, mesmo assim os índices sociais se assemelham aos dos demais municípios não minerários do território que, ou seja, “a mineração mudou drasticamente a paisagem de Cajati, deixando uma marca indelével em seu relevo, uma mudança, contudo, que não teve correspondência

nas condições de vida de sua população” (SILVA-SANCHÉS & SANCHÉZ, s/d, p. 189).

Foro 9 - Foto aérea da exploração mineral em Cajati.

Fonte: Fórum Voo Virtual <http://www.voovirtual.com/t33618p15-regiao-do-vale-do- ribeira>

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A atividade da extração de areia do leito do rio é também desenvolvida por todo o percurso do Rio Ribeira, que pode ser observado no mapa abaixo. Apesar se ser um setor bem controverso em termos de impactos ambientais, se faz muito presente em toda a extensão e não há muitos estudos cerca destes impactos, tendo na Associação dos Mineradores de Areia do Vale do Ribera e Baixada Santista (AMAVALES) seu principal articulador que inclusive patrocina estudos do Comitê da Bacia Hidrográfica do Ribeira de Iguape e Litoraul Sul (CBH-RB) onde apontam que na água superficial não há impactos sobre a flora e fauna na Bacia Hidrográfica.

Mapa 4 - Pedidos de lavra de mineração na bacia hidrográfica do Rio Ribeira e Unidades de Conservação.

Fonte: Sistema de Informações Geográficas do Ribeira e Litoral Sul, 2000

Neste mapa também buscamos localizar as Unidades de Conservação implantadas na região em suas diversas categorias. A coincidência discutível é de que muitas áreas em estudo e pedido de lavra (como a região do alto vale) coincidem com áreas de Unidades de Conservação que, conforme mostraremos adiante, estão em conflito direto com os territórios de comunidades tradicionais. Porém também podemos constatar que as áreas sem Unidades de Conservação também estão demasiadamente requeridas para fins minerários.

Outra questão sempre presente e fruto de muitos estudos no território, são as barragens, sempre ligadas à produção de energia para a indústria mineral. Se o rio principal

ainda não foi barrado, em outros rios da mesma bacia funcionam hoje 12 usinas, a maioria no Rio Juquiá (SP), que é o seu maior afluente. Mais da metade dessa capacidade instalada pertence a uma única empresa, a Companhia Brasileira de Alumínio (CBA), do grupo Votorantim, cuja energia é destinada exclusivamente a essa fábrica localizada nas proximidades de Sorocaba (SEVÁ FILHO e KALINOWSKI, 2012, p. 271). Hoje volta à tona um novo projeto de barragem na altura de Itaóca, também para abastecer a indústria mineral que se encontra em crescimento na região do Alto Vale.

Esse processo de construção das barragens é um tema que marca um processo importante na história das lutas sociais no Vale do Ribeira. Com a ameaça constante da efetivação desses projetos no final da década de 1980, agricultores, ribeirinhos e principalmente a organização das comunidades quilombolas que se agregam no Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) e no Movimento dos Ameaçados por Barragens (MOAB). Organizados e conhecendo os malefícios dos 4 (quatro) projetos (Tijuco Alto, Funil, Itaoca e Bananal) previstos para o Rio Ribeira, iniciam processo de resistência que segue até hoje, atuando constantemente pela preservação do Rio Ribeira e suas formas de viver. Neste período, este processo de organização também contribuiu para as comunidades tradicionais se organizarem para reivindicar território e melhoria das condições de vida em suas terras, que há muito protegem e de onde tiram seu sustento e modo de vida.

Mais uma vez cabe ressaltar que estes processos de luta, porém também de violência mortes ainda impunes na região.