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Chapter 6 External and Internal Analysis

6.1 External analysis

6.1.2 Porters Five Forces

O modelo de Tyler (1942 apud VIANNA, 2000) é baseado numa abordagem temática própria, onde o tradicional parecia ser o menos efetivo para preparar os alunos, mesmo para as coisas que sempre se assumiu que eram melhores. As escolas mais eficazes utilizaram uma abordagem que foi muito diferente, usando o conteúdo das disciplinas do conhecimento, em vez de organizá-lo por assuntos, organizando-o em torno de temas de importância para seus alunos. Esta abordagem foi chamada de Core Curriculum (este termo agora tem uma conotação diferente) e agora é muitas vezes referido como Curriculum Integrativo.

Tyler achava, também, que o currículo deve servir às expectativas da sociedade onde a escola está inserida. E que a avaliação não deveria ser restrita ao rendimento escolar, mas a um projeto de vida para os alunos. Nesse sentido Tyler (1942 apud VIANNA, 2000),

achava que a avaliação seria para tomada de decisões e envolveria todos os atores educacionais (alunos, professores, sistema educacional, escola, administradores escolares, governos e similares). A escola seria uma ponte entre a família e a sociedade, no sentido de detectar os problemas e procurar soluções conjuntas.

Segundo Tyler (1942 apud VIANNA, 2000) o professor deve deixar claramente exposto àquilo que pretende dos seus alunos através de diversas práticas curriculares. Os alunos, por sua vez, ficariam em condições de apresentar respostas satisfatórias às demandas da escola, dos currículos e dos professores.

O ideal é que o professor faça um contrato de convivência com os estudantes no primeiro dia de aula, para que todos fiquem sabendo das suas atribuições no processo ensino- aprendizagem e a avaliação faz parte integrante e importante deste contexto.

Tyler em seu modelo deixou bem claro alguns pontos, com base no seu pensar e sua filosofia da educação no que Vianna (2000, p. 52), descreve, quais sejam:

1) A educação é um processo que visa a criar padrões de conduta, ou a modificar padrões anteriores, nos indivíduos.

2) Os padrões de conduta desenvolvidos na escola são, na realidade, os objetivos educacionais.

3) O êxito de um programa educacional, verificado através da avaliação, depende da concretização desses objetivos.

4) A avaliação deve incidir sobre o aluno, como um todo, nos seus conhecimentos, habilidades, modos de pensar, atitudes e interesses, sem se concentrar em apenas elementos isolados, como, na realidade, acontece nos dias fluentes.

5) A avaliação pressupõe diversidade de instrumental para avaliar múltiplos comportamentos, não devendo ficar restrita, apenas, a exames escritos, como geralmente ocorre.

6) A avaliação não se concentra apenas no estudante, como acentua Tyler (1942), não é um ato isolado, mas um trabalho solidário que deve envolver, além de alunos, claro, os professores, administradores e, sem sombra de duvida, os próprios pais, que devem ter voz ativa no processo.

Estes pontos da proposta de Tyler (1942 apud VIANNA, 2000) ainda são atuais na realidade norte-americana e no resto do mundo. Eles fazem uma síntese do que deve ser uma educação de qualidade que forma futuros cidadãos do mundo.

O modelo de avaliação proposto por Tyler (1942 apud VIANNA, 2000), na primeira vista simples, mas conseguiu mudar a forma de fazer educação e de avaliar nos Estados Unidos na metade do século XX. O enfoque nas habilidades é herança de outro americano Taylor (1856-1915), principalmente na administração cientifica, onde mencionava a necessidade do administrador desenvolver três habilidades (técnicas, humanas e conceituais).

O estudo de Taylor foi desenvolvido na área operacional da fábrica, ou como dizemos aqui no Brasil, “no chão de fábrica”, na base da pirâmide administrativa. E o que tem haver Taylor com avaliação e eficiência? Ora o modelo desenvolvido por Taylor, nas indústrias, buscava compreender, analisar e avaliar os tempos e movimentos, para encontrar uma maneira de melhor executar as tarefas e elevar a eficiência do operário.

A eficiência significa a correta utilização dos recursos (meios de produção) disponíveis, segundo Chiavenato (2003). Já o projeto de Tyler buscava analisar e compreender a utilização dos recursos humanos e materiais pelas escolas americanas, a fim de formar futuros profissionais com qualidade, baseados nos princípios adotados pelas escolas e sociedade local.

Tyler, na análise de desempenho dos estudantes no projeto Eight-Year Study, dá destaque à palavra avaliação como substituta de outras usadas, como as que foram mencionadas, e que ainda continuam a ser empregadas. A avaliação, para Tyler, está identificada com um processo de investigação de valores, devendo verificar, periodicamente, a eficiência das escolas e identificar os pontos críticos dos vários programas curriculares, a fim de aperfeiçoá-los e, naturalmente, validar os princípios que alicerçam a atividade de uma instituição escolar.

Vianna (2000, p. 54) lembra que:

A importância de Tyler aprofundou-se em toda a vida educacional norte-americana, ao projetar, nos anos 60, o National Assessment of Educational Progress – NAEP – avaliação periódica da situação do ensino nos Estados Unidos e que ainda subsiste, fornecendo importantes elementos para as correções necessárias e a identificação de pontos de excelência ou pontos críticos a serem enfrentados. Um desdobramento do NAEP, na década de 90, no plano internacional, foi o IAEP – International Assessment of Educational Progress – que teve, inclusive, a participação parcial do Brasil, com amostras de escolas de São Paulo e Fortaleza.

O Eight-Year Study delineado por R. W. Tyler assevera Vianna (2000), domina a cultura pedagógica norte-americana até os dias de hoje, apesar das reações surgidas e que determinaram o aparecimento de novos modelos.

Desde 1983 Educational Testing Service tem administrado a avaliação nacional do progresso educacional e projetos relacionados. NAEP é um projeto em andamento, pelo congresso americano, criado para conduzir pesquisas nacionais das realizações educacionais dos estudantes nos Estados Unidos. Seu objetivo principal é determinar e comunicar o status e as tendências ao longo do tempo na área educacional. O NAEP foi iniciado em 1969, para obter dados educativos e informações nacionais abrangentes e confiáveis de uma maneira científica uniforme.