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4.2 E KSTERN BRANSJEORIENTERT ANALYSE

4.2.2 Porter-analyse

Para aplicação da impermeabilidade ao conjunto (calça, jaleco e touca árabe em 100% algodão) por meio de beneficiamento, devem-se utilizar luvas à base de Nitrila ou Neoprene. As vestimentas de proteção devem inicialmente ser abundantemente enxaguadas com água corrente para diluir e remover os resíduos da calda de pulverização. A lavagem deve ser feita a seguir, de forma cuidadosa, preferencialmente com sabão neutro (sabão de côco), em seguida, as peças devem ser enxaguadas novamente. O uso de alvejante e o molho não são recomendáveis e, por fim, as peças devem ser secadas à sombra. (ANDEF, 2008)

De acordo com a NR 31, a lavagem e manutenção dos EPI de aplicação de produtos fitossanitários utilizados pelos trabalhadores são de inteira responsabilidade do empregador. (ANDEF, 2008)

3.8. Agrotóxicos

3.8.1. Histórico

As práticas agrícolas começaram há cerca de dez mil anos atrás nos continentes da África e Ásia. Durante esse período as técnicas foram aprimoradas na busca de melhores safras. Entretanto, o manejo e os instrumentos continuaram muito precários, mesmo com a experiência adquirida em milhares de anos. (OLIVEIRA, 2006)

O lento avanço das técnicas e do manejo agrícola criou uma situação de atraso, que somente em meados do século XVIII foi superada com a Primeira Revolução Agrícola na Europa. Essa revolução trouxe certa modernização na agricultura, fruto da aproximação dos cultivos agrícolas com a pecuária. O estreitamento dessas atividades era baseado na rotação de culturas, alternando anualmente o plantio de forrageiras (alimento para o gado), seguido do plantio de leguminosas. (OLIVEIRA, 2006)

O progresso na agricultura chega de forma contundente nos países pobres, entre os quais o Brasil, com a Revolução Verde em 1960, fundamentada na melhoria do desempenho dos índices de produtividade agrícola, por meio da substituição dos

moldes locais de produção, ou tradicionais, por um conjunto bem mais homogêneo de técnicas. (OLIVEIRA, 2006)

Segundo Andrei (apud OLIVEIRA, 2006):

A importação e utilização de agrotóxicos no Brasil iniciaram-se por volta de 1950. As culturas que demandavam tais produtos eram aquelas de melhor valor comercial normalmente voltada para a exportação como café, algodão, cana de açúcar e milho. Paulatinamente, os cultivos de menor valor de mercado passaram a consumir essas substâncias químicas, como arroz, feijão e batata, entre outros. Posteriormente, também, foram utilizados na olericultura (legumes e verduras).

A partir de 1950, cresceram as instalações de indústrias para a síntese de biocidas, a maioria localizada no estado do Rio de Janeiro. De acordo com Paschoal (apud OLIVEIRA, 2006), “apenas em 1975 se iniciou o boom das indústrias de agrotóxicos no país, com a edição pelo Ministério da Fazenda do PNDA18”.

Ainda completa Paschoal (apud OLIVEIRA, 2006):

A compra de insumos para a agricultura moderna, baseada em insumos industriais, era condição fundamental para os produtores rurais conseguirem o financiamento do crédito de custeio agrícola. No próprio manual de crédito rural, já estava determinado que, pelo menos, 15% do valor financiado deveria ser aplicado na compra de biocidas, fertilizantes, sementes e serviços relacionados aos insumos.

A partir da década de 1930, desenvolveram-se, compostos químicos organossintéticos que agiam no controle de organismos nocivos às plantas, conhecidos por agrotóxicos. (OLIVEIRA, 2006)

3.8.2. Definição

18

A Lei nº 7.802, em vigor desde 11 de Julho de 1989, considera agrotóxicos e afins, os produtos e os agentes de processos físicos, químicos ou biológicos, destinados ao uso nos setores de produção, no armazenamento e beneficiamento de produtos agrícolas, nas pastagens, na proteção de florestas nativas ou implantadas e de outros ecossistemas, cuja finalidade seja alterar a composição a fauna e flora, a fim de preservá-la contra ações danosas de insetos e pragas. (CALEFFI JUNIOR, 2001)

Atualmente, o termo agrotóxico é mais recomendado para designar pesticidas, pois atesta a toxidade dessas substâncias químicas, especialmente quando manipuladas sem adequados equipamentos de proteção. (ARAÚJO Et al., 2003)

3.8.3. Classificação

Segundo Buschinelli, Rigotto e Rocha (1993), “os agrotóxicos possuem uma classificação toxicológica que coloca cada produto dentro de grupos que se diferenciam de acordo com seu poder tóxico agudo”, conforme apresentam as Tabelas 29, 30, 31, 32.

Tabela 29 – Classificação dos Agrotóxicos quanto ao risco

CLASSIFICAÇÃO COR DA FAIXA DL19 (MG/Kg)

Classe I –

Extremamente Tóxico VERMELHA 0 - 5

Classe II –

Altamente Tóxico AMARELA 5 - 50

Classe III – Medianamente Tóxico

AZUL 50 – 500

Classe IV – Pouco Tóxico VERDE 50 - 5000

Fonte: IMA-b (1999) apud CALEFFI JUNIOR (2001).

Tabela 30 – Classificação quanto ao risco ao meio ambiente

Classe I Produto Altamente Perigoso

Classe II Produto Muito Perigoso

Classe III Produto Perigoso

Classe IV Produto Pouco Perigoso

Fonte: IMA-b (1999) apud CALEFFI JUNIOR (2001).

Tabela 31 – Classificação de Acordo com a Ação dos Produtos

Inseticidas Ação de combate a insetos, larvas e formigas;

Acaricidas Carrapaticida;

Fungicidas Ação de combate a fungos;

Herbicidas Ação de combate a ervas daninha ou matos; Nematicidas Ação de combate a nematóides; Molusquicidas Ação de combate a moluscos/ caramujo da

esquistossomose;

Raticidas Ação de combate a ratos;

Fumigantes Ação de combate a insetos, bactérias e roedores.

Fonte:BUSCHINELLI, RIGOTTO E ROCHA (1993).

Tabela 32 – Distribuição dos agrotóxicos segundo a classe de uso e toxicologia (%)

CLASSE

TOXICOLÓGICA INSETICIDA FUNGICIDA BERBI TOTAL

I - Altamente Tóxico 36,4 10,2 17,1 24, 7111

II – Medianamente

Tóxico 40,6 16,7 38,8 34, 7111

III – Pouco Tóxico 16,7 45,4 43,7 31,3

IV – Praticamente não Tóxico

6,3 27,7 1,2 9,3

TOTAL 100,0 100,0 100,0 100,0

Fonte: GARCIA e ALMEIDA (1990) apud CALEFFI JUNIOR (2001). 3.8.4. Formulação

Formular um agrotóxico consiste em prepará-lo para a aplicação, ou seja, preparar os componentes ativos na concentração adequada, adicionando substâncias coadjuvantes, obtendo um produto final que possa ser disperso em determinadas condições técnicas de aplicação, mantendo as mesmas condições durante o armazenamento e o transporte. (CALEFFI JUNIOR, 2001)

Segundo CALEFFI JUNIOR (2001), as formulações quanto à forma de uso podem ser:

 Formulação pré-nústura: formulações que necessitam ser diluídas até uma concentração adequada no ato da aplicação. Normalmente a diluição é feita com água;

 Formulação de pronto uso: formulações cuja concentração já está adequada para a aplicação.