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O importante é que se estabeleça um clima de confiança como o de uma pequena comunidade de aprendizes identificados uns com os outros e que haja oportunidades de compreensão e expressão de significados pessoais.

Almeida Filho

De acordo com as considerações expostas no primeiro capítulo, esta pesquisa foi realizada a partir da preocupação com o desenvolvimento da autonomia na aprendizagem de línguas. Apresentei a suposição de que a integração de um ambiente virtual de aprendizagem à aula presencial de uma turma de inglês de um Centro de Línguas do Distrito Federal poderia auxiliar os aprendentes a desenvolverem sua autonomia na aprendizagem.

A partir de tal suposição, elaborei três perguntas que guiaram minha pesquisa à luz da fundamentação teórica existente na área de LA e que determinaram a escolha da metodologia empregada — o estudo de caso. Na contextualização desta pesquisa, de acordo com as orientações dos estudos sobre o uso de TIC na educação, foi eleito o AVA Moodle — ambiente utilizado pela maioria das instituições de ensino brasileiras. A partir de então, a integração do AVA a uma sala de aula de inglês começou a ser acompanhada para um levantamento de dados que pudesse viabilizar a pesquisa.

Para estudar o caso, um grupo de dezesseis alunos de inglês de um CIL de Brasília, recorri aos instrumentos de geração de dados comuns à pesquisa qualitativa — observações, notas de campo, questionários, entrevistas e análise documental. Retomo, então, as perguntas feitas durante a pesquisa e discorro sobre o que foi feito e sobre as conclusões que pude obter da interpretação dos dados.

Iniciei indagando quais os aspectos na utilização de um ambiente virtual de aprendizagem estariam relacionados ao desenvolvimento da autonomia na aprendizagem de LE. Para verificar os elementos associados ao desenvolvimento da autonomia com o uso de um ambiente virtual de aprendizagem, busquei fundamentação nas teorias desenvolvidas na área da LA sobre os processos de ensino-aprendizagem que têm como foco a autonomia na aprendizagem de LE e os estudos sobre o uso de TIC nesse processo. Elegi a taxonomia de Oxford (2003)

que por ser baseada em estudos empíricos serviu de parâmetro para o caso estudado, porém não engessou os dados gerados durante a pesquisa.

O modelo utilizado para a categorização serviu de ponto de partida para a análise dos elementos constitutivos da autonomia. Após a análise de tais elementos a partir dos dados gerados, pude constatar que os aprendentes de línguas desenvolvem sua autonomia sob diferentes perspectivas corroborando, assim, a ideia de que o desenvolvimento da autonomia se dá de maneira complexa e interdependente das ações e concepções dos agentes envolvidos no processo de ensino-aprendizagem de línguas57.

Durante todo o tempo, as perguntas de pesquisa guiaram os estudos e dialogaram entre si, pois, para verificar os elementos na utilização do AVA relacionados ao desenvolvimento da autonomia na aprendizagem de LE, foi preciso, ao mesmo tempo, identificar indícios de autonomia por parte dos alunos e, consequentemente, diagnosticar os aspectos considerados positivos e o que ainda falta ser feito para avançar no trabalho pedagógico. Portanto, as outras duas perguntas feitas durante a pesquisa foram quais os efeitos da utilização de um ambiente virtual de aprendizagem no desenvolvimento da autonomia do aprendente de línguas e o que possivelmente contribuiu ou faltou no contexto de AVA associado à aula presencial para que os aprendentes de línguas pudessem desenvolver sua autonomia.

Houve, então, uma delimitação dos elementos as serem interpretados quanto à autonomia na aprendizagem de línguas. Conforme os estudos realizados, escolhi averiguar as relações dos elementos Contexto, Agência, Motivação e Estratégias de aprendizagem ao uso do AVA e identificar as perspectivas de autonomia possivelmente contempladas no processo de ensino-aprendizagem da turma participante.

De acordo com o modelo das perspectivas de autonomia na aprendizagem de LE (perspectivas Técnica, Psicológica, Sociocultural e Político-crítica) adotado para esta pesquisa, constatei a complexidade da relação entre os elementos citados. Notei, também, que apenas três das quatro perspectivas de autonomia — a saber: Técnica, Psicológica e Sociocultural — descritas na fundamentação teórica

57

Ressalvo que há outros agentes envolvidos (instituição de ensino, pais, projetos políticos do Estado) que devido a especificidade do caso, não foram analisados.

emergem do contexto e das ações que materializam a agência, motivação e as estratégias de aprendizagem dos aprendentes no centro de línguas que fez parte do contexto da pesquisa.

As teorias sobre a autonomia na aprendizagem de línguas demonstram consistência e podem contribuir para o aprimoramento das ações pedagógicas na escola de modo a promover condições para o desenvolvimento da autonomia na aprendizagem de línguas. Entretanto, não se pode adotar um modelo de perspectivas de autonomia como único e absoluto. Outras perspectivas, e até mesmo a sobreposição delas, devem ser levadas em consideração.

Quanto ao caso específico da turma acompanhada para a pesquisa, verifiquei que ainda é necessário viabilizar situações em que os alunos possam refletir sobre o que fazem. Dessa forma, seria provável que uma mudança na definição dos papéis de professor e aluno ocorra e contribua para uma autonomia do aluno. O professor passará de detentor e fornecedor de conhecimento a co-produtor junto ao aluno.

A inclusão de ambientes virtuais na escola pode ser um caminho para facilitar o desenvolvimento da autonomia na aprendizagem de LE. No entanto, esta inclusão não é garantia de desenvolvimento ou mudança. Para que ocorra, de fato, alguma transformação, é necessário que o professor seja estimulado a refletir sobre seu trabalho. Para isso, as teorias desenvolvidas com as pesquisas na área LA no Brasil se mostram adequadas.

Espero que esta dissertação, que ora concluo, possa contribuir para enriquecer as discussões na LA sobre os processos de ensino-aprendizagem de línguas. Espero, também, que ela incentive outros pesquisadores a aprofundar os estudos sobre a autonomia na aprendizagem de línguas com o uso de ambientes virtuais de aprendizagem.

Alguns desdobramentos são, por exemplo, estudos envolvendo a pesquisa- ação. Os alunos que utilizam o ambiente virtual de aprendizagem poderão tornar-se mais autônomos? É possível que o uso, não somente do AVA, mas da internete auxilie o aluno a mudar atitudes e tomar decisões em relação à sua própria aprendizagem se ele tiver o apoio do professor e da instituição de ensino com atividades que promovam a reflexão sobre suas ações? Esta é apenas uma entre outras perguntas que, porventura, possam surgir com esta pesquisa.

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APÊNDICES

Apêndice A: Termos de Consentimento Esclarecido

Universidade de Brasília – UnB – IL – LET – PGLA Termo de Consentimento Livre e Esclarecido

Prezado Pai ou Responsável,

Estou realizando uma pesquisa para a minha dissertação de mestrado em Linguística Aplicada na Universidade de Brasília e necessito da sua autorização para que eu possa observar as aulas de inglês de seu (sua) filho (a) e posteriormente, entrevistá-lo (a) para obter dados que serão utilizados na minha dissertação, bem como em eventos relacionados à divulgação dos resultados desta pesquisa. Necessito, também, de sua autorização pra que seu (sua) filho (a) possa participar das atividades da plataforma Moodle na internete como extensão das aulas que ele frequenta no curso de inglês do CIL.

Os alunos escolherão um pseudônimo para que suas identidades sejam guardadas em segredo profissional e poderão desistir de participar da pesquisa em qualquer momento, devendo procurar-me através do telefone 3351-6846 ou email [email protected].

Se concordar com os termos deste acordo, por favor, assine abaixo. Obrigada.

Júlia Maria Antunes Barros Brasília, 05 de agosto de 2010.

Eu, __________________________________________________________________, recebi uma cópia deste termo, estou ciente do trabalho a ser desenvolvido e autorizo a participação de __________________________________________________________ nesta pesquisa. Pseudônimo escolhido pelo (a) meu (minha) filho (a): ________________________

______________________________________________________________________

Fonte: Dados da pesquisa

Universidade de Brasília – UnB – IL – LET – PGLA Termo de Consentimento Livre e Esclarecido

Prezada Professora,

Estou realizando uma pesquisa para a minha dissertação de mestrado em Linguística Aplicada na Universidade de Brasília e necessito da sua colaboração para planejar e fazer uso da plataforma Moodle com atividades de extensão às suas aulas de uma das suas turmas de inglês do nível Específico do CIL.

Sua participação é fundamental para que eu obtenha dados para a pesquisa. Não é preciso identificar-se, pois as informações obtidas serão guardadas em segredo profissional e somente serão utilizadas para as finalidades da dissertação.

Fica permitida a sua desistência de participar da pesquisa em qualquer momento e, se tiver alguma dúvida, poderá procurar-me através do telefone 3351-6846, e/ou email

[email protected].

Se concordar com os termos deste acordo, por favor, assine abaixo e informe um pseudônimo para que eu possa manter sua identidade em sigilo.

Obrigada.

Júlia Maria Antunes Barros Brasília, 12 de março de 2010.

Eu, _______________________, autorizo a divulgação das informações cedidas em entrevista e observação de aula à pesquisadora acima identificada para utilização de natureza estritamente acadêmico-científica. Meu pseudônimo: _________________________________

_________________________________________________________________ Assinatura e data

Apêndice B: Primeira Mensagem dos Alunos via Email (Março/2010)

Major: Date: Sun, 28 Mar 2010 My name is (…)58and my last name is (…).I have two sisters. I'm student. I'm from (…) brazil my street address is 12 module 11 house 25 condominium (…) my phone number is (…) my age is 14 I'm not married I speak english because I love tecnology.

J.O.: Date: Mon, 29 Mar 2010 My name is (…). I´m fourfteen years old.I´m a Student,I´m Brazilian,I speak portuguese.I am not married,I don‟t have children,I have one sister.I want a study English because I love the U.S. Penélope: Date: Mon, 29 Mar 2010 My name‟s (…), I‟m a student, I‟m fifteen. I‟m from Paraíba, I‟m Brazilian, I speak Portuguese. I‟m not married.I have two brothers, I live in a house in Brasília, Brazil. I want to learn English and Spanish because it‟s interesting.

Geraldinho: Date: Sun, 28 Mar 2010 My name‟s (…). I‟m a student. I‟m fourteen. I‟m single. I have one sister and one brother. I live in a house in Brasília, Brazil. I want to learn English because I want to travel to Canada.

Mat: Date: Tue, 30 Mar 2010 Good night, my names is (…) and i am studying in (…) .And I‟m willing to participate in the project which is being organized for you!

C. A.: Date: Mon, 29 Mar 2010 My name is (…). My full name is (…). I‟m 14 years old. I‟m a student. I‟m not married. I live in my a house in (…),Brasília,Brasil. I love chocolate. I love my mother ,my father,my brother and my boyfriend. My address is (...). My cellphone is (…).I just can not missa thing...I love English !! kiss *--*

Rafinha: Date: Mon, 29 Mar 2010 Hi Juliam!

My name´s (…). I am fourteen years old. I´m a student of a (...). I have one brother. I live in a house in Brasilia, Brazil. I speak portuguese. I´m not married. I want to learn english because it´s very

interesting and necessary in the actual world. Thank´s for you attention. (…), (…).

Bruninhaáh: Date: Wed, 31 Mar 2010 hi Juliam,

I am (…).I´m thirteen,I am form Brazil  so I am Brazilian.I speak Portuguese.I´m not married. I am a