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Populasjonssvingninger og -regulering i forhold til livshistorie

Populasjonsdynamikk i forhold til livshistorievariasjon

6.2.4 Populasjonssvingninger og -regulering i forhold til livshistorie

Os olhos movimentam-se ao longo de diversas tarefas cognitivas e o padrão da movimentação ocular tem sido objeto de estudo de pesquisadores experimentais. Durante a leitura, o padrão de movimentos oculares é diferenciado do observado em outras tarefas (BLANCHARD, POLLASTEK E RAYNER, 1989). Este padrão se modifica ao longo do desenvolvimento da aquisição da leitura, bem como apresenta características peculiares em sujeitos com quadro de Dislexia do Desenvolvimento. As medidas de movimentos oculares mais estudadas são os movimentos sacádicos e as fixações do olhar (RAYNER, 1998).

Os movimentos sacádicos, ou sacadas, direcionam os olhos para áreas a serem fixadas e, num adulto, tem comprimento médio de 7 a 9 letras, podendo variar entre 1 e 18 letras. Não ocorre retenção de informações durante as sacadas. As propriedades dos movimentos sacádicos que podem ser analisadas são a direção das sacadas, a duração e a localização. As fixações são breves períodos de tempo nos quais os olhos permanecem examinando uma área específica de um estímulo (no caso da leitura, palavra ou texto). A duração média de uma fixação é de 250 milésimos de segundo. Em palavras de curto comprimento, dificilmente mais de uma fixação é realizada. Nestes casos pode ocorrer o efeito conhecido como fenômeno skipping, no qual a palavra é “pulada” através de uma

sacada mais longa. As variáveis de fixação analisadas são duração, localização e número de fixações.

Quando algumas palavras são puladas, as anteriores são fixadas preferencialmente no início, enquanto que quando não são puladas palavras, as fixações ocorrem perto do centro ou mais à direita das palavras. Além disso, palavras que são previsíveis dentro de um contexto são mais puladas do que palavras não previsíveis (DRIEGHE ET AL, 2004). As palavras que foram puladas podem ser lidas posteriormente através de sacadas regressivas. Estas sacadas ocorrem no sentido oposto da leitura e de 10 a 15 por centro das sacadas na leitura de textos. Tem como objetivos verificar uma palavra que foi pulada ou que não foi compreendida. As sacadas regressivas podem ser classificadas em intra-palavra ou inter-palavra.

Macedo, Covre, Orsati, Oliveira e Schwartzman (2007) analisaram os movimentos oculares na busca visual de letras normais num contexto de letras invertidas e de busca de letras invertidas num contexto de letras normais, os resultados mostraram que a posição da letra acarretou diferenças para as medidas de tempo de reação, numero de fixação e distancia média dos movimentos sacádicos. Além disso, houve maior dificuldade para a realização das tarefas nas quais o alvo era a letra normal, indicando que há maior facilidade para busca de letras invertidas, que não são familiares no contexto das letras.

Em estudo realizado por Yokomizo, Lukasova, Fonteles e Macedo (2008), o objetivo era comparar o desempenho de crianças da 4ª série e adultos em relação ao número e tipo de sacadas regressivas e a classificação gramatical das palavras que sofreram regressão. Os bons leitores realizaram menos sacadas regressivas do que as crianças, no entanto o padrão das sacadas regressivas e o tipo de palavras que sofrem regressão foram parecidos nos dois grupos. Ambos os grupos realizaram mais regressões entre-palavras para a palavra imediatamente anterior à ultima fixação do que regressões intra-palavra. Além disso, foi observado um número maior de sacadas regressivas no início de cada linha do texto, devido ao processamento parafoveal na leitura. Regressões para a palavra anterior podem estar relacionadas ao fato de que, dependendo da classe gramatical da palavra, há uma maior possibilidade dela não ser fixada.

Em relação ao padrão de movimentos oculares de adultos que se encontram em processo de alfabetização, Ogusuko, Lukasova e Macedo (2008) observaram efeito da frequência de ocorrência e comprimento da palavra no número de fixações e de sacadas progressivas. O número de sacadas regressivas ocorreu em função da regularidade,

comprimento e frequência das palavras. Resultados mostram que as sacadas regressivas foram as mais sensíveis às variáveis psicolingüísticas.

Kuchinke, Hofmann e Jacobs (2007) realizaram estudo com prova de decisão lexical e registros de medidas pupilares em adultos bons leitores. As palavras apresentadas tinham valor emocional positivo, negativo ou neutro, bem como baixa ou alta frequência na língua. Na prova o sujeito deveria dizer se a palavra escrita era real ou não. A partir deste paradigma foi possível verificar alguns índices de processamento lexical, tais como tempo de realização e a velocidade de extração de informações relevantes para o reconhecimento da palavra. Além disso, o valor semântico e emocional das palavras pôde acelerar o reconhecimento das mesmas. Palavras de conteúdo emocional são reconhecidas mais rapidamente e com mais acuracidade. Nos resultados do estudo, os achados indicaram que o valor emocional facilitou o reconhecimento de palavras e a tarefa de decisão lexical. Foi observado também efeito de interação significativo entre a frequência e o valor emocional das palavras. Por fim, o efeito observado nas medidas pupilares, de picos na leitura de palavras de baixa frequência, é condizente com os modelos teóricos de reconhecimento de palavras.

Sendo assim, a presente dissertação teve como objetivo geral verificar os padrões de movimentos oculares e de variação do diâmetro pupilar numa prova de tomada de decisão lexical através da realização de dois estudos. O Estudo 1 foi realizado com vinte universitários bons leitores, a fim de realizar a verificação da adequação dos itens para as propriedades psicolingüísticas da Língua Portuguesa de lexicalidade, frequência, comprimento e regularidade. O Estudo 2 foi realizado através da composição de 2 grupos, sendo o primeiro formado por 15 crianças com Dislexia do Desenvolvimento (G1) e o segundo por 11 crianças boas leitoras pareadas por idade cronológica com o grupo de disléxicos (G2).