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Polycyclic aromatic hydrocarbons (PAHs)

2. Background and theory

2.2 Polycyclic aromatic hydrocarbons (PAHs)

As implicações da Pós-Modernidade para a Gestão nas organizações, para serem compreendidas melhor, demandam que sejam consideradas as características daquela sobre a qual se deseja inferir.

Uma série de características distingue o Exército Brasileiro das demais organizações existentes. Pois não se trata apenas de uma instituição pública, mas de uma instituição na qual os imperativos da tradição desempenham papel nuclear na construção da sua própria identidade.

“As Forças Armadas, constituídas pela Marinha, pelo Exército e pela Aeronáutica, são instituições nacionais permanentes e regulares, organizadas com base na hierarquia e na disciplina” [grifo nosso] (Brasil, 1994, P. 70).

A Constituição Federal, ao caracterizar o Exército Brasileiro como permanente e baseado na hierarquia e disciplina, já explicita os princípios norteadores da atividade militar, elevando, neste caso de forma tácita, a tradição à própria essência da instituição.

Ademais, a dinâmica da atividade profissional do Exército Brasileiro pode ser caracterizada como sendo de trabalho intensivo. Isso, levando em conta que “a organização encontra-se numa configuração com a qual interage, que constitui a fonte de insumos e o objeto do consumo dos produtos” (Castro, 2002, p. 118), traz uma nova conseqüência de ampla dimensão.

O ambiente, assim chamada a configuração na qual a organização se encontra, interage com a organização. Quando a organização é do tipo de trabalho intensivo,

ou seja, boa parte dos insumos produtivos é constituída por pessoas, a dinâmica interna do trabalho tende a sofrer fortes influências deste ambiente, mais especificamente no que se refere às características da sociedade na qual estiver inserida.

Todavia, para que tais influências não prejudiquem o processo produtivo, uma certa flexibilidade será exigida das organizações. Flexibilidade essa que, no caso de uma instituição com características de instituição total (Goffman, 1992), torna-se, aos olhos dela mesma, ameaçadora à própria existência.

Essa visão de ameaça vai além daquela normalmente adotada pelas demais organizações, cujas estruturas essencialmente modernas as impedem de distinguir entre o que vem a ser contestação à regra e o que vem a ser contestação à organização.

Consideradas a hierarquia e a disciplina como pilares da organização militar e, mais ainda, o carater de dedicação exclusiva e permanente ao serviço por parte do servidor militar (Brasil, 1980), ela tem a sua estrutura construida de tal forma que efetivamente as contestações às regras se tornam contestações à instituição, mas neste caso, as contestações não existem com relação à legitimidade da mesma, mas ao seu modus operandi.

Obviamente, é de se supor que tão conflitante e complexa situação apresente- se aparentemente sem solução. Pois se o modus operandi da insituição militar está intimamente relacionado, transpassando e sendo transpassado por aquilo que define a si própria, como se conseguir a flexibilidade necessária para que as influências da sociedade sobre os integrantes da instituição não acabe gerando uma situação de prejuízo ao processo produtivo? Por outro lado, qual grau de alienação ou desmotivação não será provocado pela insistência da instituição em não buscar

esse entendimento entre as influências da sociedade e os reflexos internos para a gestão?

A compreensão destes fenômenos vai obrigatoriamente passar por uma abordagem que os explore partindo da relação dialética entre o indivíduo e a sociedade e explorando, então, as conseqüências dessa relação no ambiente interno do Exército Brasileiro (Migueles, 1999).

Se por um lado, já se abordou como a Pós-modernidade tem provocado modificações no indivíduo, mais especificamente com relação à questão da identidade, quando este movimento se observa nos integrantes do Exército Brasileiro, uma particularidade de grande importância emerge.

O processo de integração social do indivíduo, ao internalizar neste os “valores, padrões, modelos, normas e símbolos sociais” (Castro, 2002, p. 40), se constitui na base sobre a qual a identidade que emergirá da dialética se construirá.

No Exército, o processo de integração social ocorre de forma distinta entre os diversos grupos que nele se encontram.

No universo dos oficiais de carreira, encontram-se aqueles oriundos das seguintes escolas de formação: Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN), Instituto Militar de Engenharia (IME), Escola de Saúde do Exército (EsSEx) e Escola de Administração do Exército (EsAEx). Além destes, há os oficiais temporários, oriundo dos Centros e Núcleos de Preparação dos Oficiais da Reserva (CPOR e NPOR, respectivamente).

Apesar do sistema de Avaliação de Desempenho só contemplar os oficiais de carreira, é importante explicitar as características de cada escola de formação, já que todas fornecem pessoal para as diversas organizações militares. Ou seja,

elementos que estarão participando desta dialética indivíduo-sociedade com reflexos para a gestão no Exército Brasileiro.

Os oficiais formados pela AMAN correspondem ao núcleo principal do Exército Brasileiro, bem como formam a maior parte do efetivo dos oficiais de carreira. A quase totalidade dos oficiais-generais são oriundos da AMAN, bem como os comandantes das diversas organizações militares, com exceção daqueles específicas de saúde ou técnicas de engenharia, também o são. São estes oficiais os que compõem os quadros chamados operacionais. A formação na AMAN tem duração de quatro anos, sendo que, para os oficiais formados antes de 1994, havia um percentual oriundo da Escola Preparatória de Cadetes do Exército (EsPCEx – correspondente ao Ensino Médio), totalizando para os incluídos neste percentual sete anos de formação, e, para os oficiais formados a partir de 1994, todos são oriundos da EsPCEx, a qual passou a compreender somente o último ano do Ensino Médio, totalizando, então, cinco anos de formação.

O curso da AMAN, durante toda a sua duração, funciona em regime de internato, com saída franqueada aos cadetes (título concedido aos seus instruendos) nos finais-de-semana, feriados e período de férias.

Ao longo do curso, atividades acadêmicas e operacionais alternam-se. Aos cadetes ainda é imposto horários para o levantar, refeições e o chamado silêncio, momento a partir do qual não se permite atividade alguma que produza barulho considerado pertubador.

Além disso, são submetidos a controles quanto ao asseio dos uniformes, dos alojamentos e estabelecidos prazos máximos para corte de cabelo (controlado através de um “cartão de cabelo”).

Por fim, cabe ressaltar que a AMAN somente forma oficiais do sexo masculino, sendo que as demais escolas de formação de oficiais de carreira são mistas.

(A EsPCEx, etapa obrigatória para ingresso na AMAN vive rotina semelhante à descrita para a AMAN).

O IME forma os oficiais que compõem o quadro de Engenheiros Militares, divididos por 10 especializações diferentes. O curso dura cinco anos, dos quais no primeiro está incluída a instrução militar básica e nos demais as atividades são restritas às acadêmicas.

No primeiro ano, os alunos do IME estão sujeitos à rotina similar aos da AMAN. Mesmo assim, a rotina é considera bem mais branda, já que estes futuros oficiais se destinarão a trabalhar em áreas técnicas.

A partir do segundo ano, porém, aos alunos já é permitido residir fora da escola, sendo franqueada a saída a todos quando fora do horário de aulas, mantendo-se o controle de asseio de uniforme, cabelo (mas sem a existência do “cartão de cabelo”, o qual só é aplicado aos alunos do primeiro ano) e alojamentos para aqueles que continuem a residir na escola.

Na EsSEx e na EsAEx a formação se dá de maneira muito semelhante entre elas. Enquanto a primeira forma os oficiais médicos, dentistas e veterinários (com formação acadêmica prévia nestes campos), a segunda forma os oficiais do chamado quadro complementar, compreendendo economistas, advogados, administradores, entre outras formações de nível superior.

A duração dos cursos é de dez meses, durante os quais os alunos já são considerados oficiais, compreendendo um período de instrução militar básica e diversas instruções que objetivam familiarizar os alunos com as peculiaridades

administrativas do Exército, com as quais eles se depararão no exercício de suas funções.

Apesar de, em tese, ser feito o controle de asseio de uniformes, horários e corte de cabelo, a formação não funciona em regime de internato (somente no primeiro mês), bem como esses controles são bem mais brandos que os exercidos no IME.

A formação dos oficiais temporários tem a duração de um ano, do qual somente um mês em regime de internato. Ao fim do ano, todos passam por um estágio de um mês em diversas organizações militares, dos quais alguns passam a exercer as funções de oficial por um período de até oito anos.

O primeiro mês do curso nos diversos CPOR e NPOR é similar ao primeiro ano da AMAN, sendo que, nos demais meses, a saída dos alunos passa a ser franqueada, mantendo-se, porém os controles de asseio de uniforme, alojamentos para aqueles que continuem residindo e cabelo (com a manutenção do “cartão de cabelo”).

As atividades dos CPOR e NPOR se restrigem às operacionais.

Normalmente, a idade média para ingresso na EsPCEx (etapa obrigatória para a AMAN) é de 17/18 anos e no IME gira em torno dos 19/20. Havendo grande variação na EsSEx e EsAEx, sendo que, nestas, a idade máxima não ultrapassa os 35 anos. Já os alunos dos CPOR e NPOR ingressam com 18/19 anos, a idade dos demais prestadores do serviço militar obrigatório.

O objetivo da suscinta descrição das diversas escolas é o de possibilitar que se perceba os diferentes processos de integração social pelos quais passam os oficiais formados pelas diversas escolas.

Apesar de não minuciosa, a descrição permite concluir de antemão que, pela duração e idade de ingresso, os resultados das interações sociedade-indivíduo tendem a ser diferentes para os indivíduos pertencentes aos distintos grupos.

Por exemplo, a construção da identidade profissional para os formados pela AMAN e pelo IME será diferente da construção dos formados pela EsSEX e pela EsAEx, cujos alunos já possuem uma identidade profissional prévia e distinta da militar.

Até mesmo entre os formados pela AMAN e pelo IME tal construção se dará de forma distinta, pois somente naquela as atividades operacionais fazem parte da rotina durante toda a formação.

Assim, considerando o Exército como “Instituição Total”, pode-se ver que tal premissa será mais marcante para os oficiais oriundos da AMAN do que para os demais, os quais, mesmo assim, não estão imunes às interações com a sociedade, pois, findo período de formação, também finda a reclusão.

Como medida de como a rotina da AMAN busca controlar a totalidade dos aspectos da vida do interno, a transcrição de parte do regulamento da “Casa dos jovens detentos em Paris”, datado da década de 1780, feita por Foucault (1987) apresenta um paralelo assombroso com a rotina daquela Academia Militar. Fornecendo também uma medida de como se dá parte do processo de moldagem do indivíduo.

Uma outra faceta deste processo se deve à própria grade curricular acadêmica. Nos dois primeiros anos, as disciplinas encontram-se quase todas, com exceção da língua portuguesa, no universo das quantitativas/exatas. Sendo que disciplinas com conteúdo mais teórico-crítico são ministradas apenas nos dois últimos anos.

Um docente mais antigo naquela Academia, certa vez confidenciou que o objetivo de tal ordenação é o de justamente só permitir que as discussões naturais advindas das disciplinas teórico-críticas sejam conduzidas de acordo com os valores passados pela AMAN nos anos anteriores.

Este processo já não é conduzido pelos professores, mas pelos oficiais que comandam as companhias de alunos, quer seja na rotina, no desenrolar das atividades operacionais ou ainda nas sessões destinadas a tratar de temas ligados a valores militares, ocorridas com freqüência semanal durante os dois primeiros anos, nas quais normalmente o comandante da companhia aborda os valores já com a sua interpretação. Neste processo, portanto as disciplinas de caráter exato tem o papel de não interferir na recepção dos valores.

Apesar de tal afirmativa não ser de possível comprovação, pois é bem difícil que tal intenção esteja manifesta em algum documento, ela se apresenta como sendo bastante coerente com o que se observa tanto no que estaria no escopo de uma “Instituição Total” deste tipo, quanto no próprio decorrer do curso da AMAN.

O universo dos sargentos de carreira possui formação muito similar. Curso com duração de dez meses em regime de internato e todas as peculiaridades da formação da AMAN com relação aos controles. Entretanto, suas atividades se restrigem à instruções operacionais, sendo exigido a conclusão do Ensino Fundamental como pré-requisito de ingresso. (Normalmente, a média de idade de ingresso na escolas de formação de sargentos é de 21/22 anos).

Já a formação dos sargentos temporários é feita na mesma unidade no qual já estão servindo (os sargentos temporários são selecionados dentro do universo de cabos e soldados lotados normalmente na organização militar para a qual há vagas),

ou em outras unidades por motivo de economia de escala, cujos cursos têm duração de aproximadamente três meses.

As diferenças internas com relação ao resultado das dialéticas indivíduo- sociedade, observadas como conseqüência das distintas formações dos oficiais, acentuam-se ainda mais ao se considerar a formação dos sargentos. Pois esta além de ser de menor duração que a dos oficiais da AMAN, tem como público alvo pessoas com escolaridade média menor que a dos oficiais.

Trazendo isso para o campo das mudanças pelas quais a sociedade passa e suas implicações em termos de contestações, como se viu na seção anterior, configuram-se três principais situações.

Na primeira, e que vem a ser a imensa maioria dos casos, tem-se as unidades cujos quadros são compostos em sua maioria, se não totalidade, por oficiais oriundos da AMAN.

Se as distintas integrações sociais produzem dialéticas distintas para cada grupo, não somente se percebe um menor grau de contestação por parte dos oficiais oriundos da AMAN, como também eles se apresentam como menos perceptivos às mudanças.

Já se colocou que as mudanças não ocorrem de forma consciente, mas os indivíduos, à medida que sentem algum grau de desajuste em seus ambientes de trabalho, estão vivenciando as manifestações que essas mudanças desencadeiam em suas vidas.

Se a formação dos oficiais de AMAN, tem como conseqüência uma não transferência da experiência que vivenciam na sociedade para o interior das organizações, não permitindo que eles percebam qualquer desajuste, isso também

terá implicações na percepção que as mudanças têm implicações mais profundas para a própria organização.

Desta forma, eles se tornarão os principais bastiões de defesa das tradições e regras, estando incapacidados de fazer a distinção entre contestação das regras e da organização.

Esta conduta também não se dá de forma uniforme. E este grau de diferenciação não se dá somente de forma idiossincrática (analisá-la seria por demais complexo, bem como fugiria ao escopo e à metodologia deste trabalho), mas é observada em diferentes grupos.

Entre os oficiais oriundos da AMAN, são observadas notadamente diferenças de posturas em dois grupos principais: os oficiais mais jovens e os oficiais do Serviço de Intendência.

A época pós-moderna não surgiu num instante. Sinais das mudanças já vêm sendo dados desde a década de 70 (Aktouf, 2001). Quanto mais jovem a pessoa, mais sua identidade como indivíduo foi construída neste novo cenário. Assim, mesmo com toda a característica da formação da AMAN, a qual produz um alto grau de conformidade dos seus formandos com as normas, as características da sociedade pós-moderna já fazem parte do indívido, o que resulta no observado maior grau de contestação por parte dos oficiais mais novos.

Um outro fator pode ser identificado. O percentual de oficiais mais novos que freqüentam cursos superiores é maior que passado. Pode-se inclusive observar que, no interior do círculo dos oficiais mais novos, há um certo consenso quanto à importância de se freqüentar outro curso superior. Isso traz como uma conseqüência uma maior troca com a sociedade e todos os reflexos que esta troca tem para o indivíduo e sua vida no Exército.

(Não há base de dados disponível para que se possa quantificar este aumento de percentual. Todavia, ao se entrevistar os oficiais quanto a essa questão, tem-se que o que antes era exceção, e raro, atualmente é um fato bastante comum. Adendo este que também diz respeito ao nível de escolaridade dos sargentos, abordado mais adiante).

Além da própria informação advinda do conteúdo dos cursos, a troca de idéias, o ambiente de questionamento aberto normalmente existente nas instituições de ensino superior fazem suscitar o espírito crítico nesses oficiais, o que acaba alguns deles a o levar para o interior das unidades nas quais servem.

Não se pode precisar em que medida um dos fatores afeta o outro. É bem provável que a própria característica dos oficiais mais novos os levem a buscar outro curso superior, o que acaba por reforçar o espírito crítico já latente neles, ratificando, então, tal necessidade. De qualquer maneira, é um movimento que, se bem conduzido, poderá encontrar o caminho para que as mudanças das regras não necessariamente se traduza em fim da instituição.

O outro grupo observado é o dos oficiais do Serviço de Intendência. Este pessoal é o responsável pela vida administrativa e logística do Exército Brasileiro. Como direta conseqüência da natureza das suas funções, há um constante e considerável contato com empresas civis, envolvendo negociações de contratos, aquisições de bens e contratação de serviços.

Muitas vezes, ainda, esse pessoal é obrigado a encontrar soluções “fora da norma” para problemas que afligem as unidades, como, por exemplo, o risco de interrupções de fornecimento de material por falta de crédito orçamentário ou para que sejam sanadas as deficiências em material que determinada unidade tenha, caso o crédito seja específico para outro tipo de material, problemas esses que, por

conta das amarras da legislação que regulamenta o assunto, não poderiam ser resolvidos dentro da norma.

Todo esse contato com o público civil, aliado à necessidade muitas vezes cobrada pelos superiores hierárquicos de resolver os problemas administrativos das unidades, obrigando-os a transitarem fora da norma, trazem como conseqüência a percepção, mesmo que inconsciente, de que normas e regras podem ser questionadas e mudadas sem que a instituição em si seja questionada.

Quando, por fim, se tem a interseção destes dois grupos, ou seja, oficiais mais novos do Serviço de Intendência, já se pode supor que todas essas considerações são potencializadas, haja vista o reforço mútuo das questões inerentes a cada grupo.

Na segunda situação, estão as unidades de Saúde. Nestas, a quase totalidade dos quadros é composta por médicos e dentistas (formados pela EsSEx) e sargentos auxiliares de enfermagem.

A formação dos oficiais do Serviço de Saúde, além de ser de curta duração e contar com formandos de maior faixa etária, é feita em indivíduos que já tinham uma prévia identidade profissional constituída.

Neste caso, a eficácia da formação no que se refere à conformidade com as normas é limitada, podendo-se concluir que, de maneira geral, o que se observa nas organizações civis com relação às mudanças e suas implicações ocorre de forma semelhante, inclusive porque, nestas unidades, até o comando é composto por oficiais do Serviço de Saúde.

Entretanto, a capacidade de mudança de regras é limitada. Se forem regras que digam respeito específico à unidade, as mudanças não são tão difíceis de acontecerem, desde que não interfiram na interface da unidade de Saúde com as

demais. Mas as que extrapolam esses limites dificilmente mudam, pois estas, para serem mudadas, normalmente dependem da aprovação de oficias oriundos de AMAN, superiores hierarquicamente ao comandante da Unidade de Saúde em questão, e que, portanto, são mais resistentes às mudanças.

Na terceira, unidades com grande percentual de Engenheiros Militares (formados pelo IME) ou do Quadro Complementar (formados pela EsAEx). Este pessoal apresenta a mesma característica do pessoal de Saúde quanto à questão da formação.

O que é observado nestas unidades, porém, difere das unidades de Saúde. Como muitas vezes os superiores hierárquicos deste pessoal são oficiais de AMAN, mesmo as mudanças restritas às unidades são difíceis de acontecer. Mesmo assim, a especificidade do assunto técnico faz com que algumas mudanças sejam possíveis, diante da impossibilidade de alguns superiores de outra formação opiniarem sobre a legitimidade da necessidade delas. Todavia, há resistência na