O método para a definição de unidades verbais apresenta claramente a forma pela qual os elementos da linguagem se relacionam com os objetos e eventos do mundo. Esses últimos afetam as respostas verbais na medida em que funcionam como variáveis
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A long-standing problem in the analysis of verbal behavior is the size of the unit. Standard linguistic units are of various sizes. Below the level of the word lie roots and affixes or, more rigorously, the small "meaningful" units called morphemes. Above the word come phrases, idioms, clauses, sentences, and so on. Any one of these may have functional unity as a verbal operant. A bit of behavior as small as a single speech-sound, or even a pitch or stress pattern, may be under independent control of a manipulable variable (we shall see evidence of such "atomic" verbal operants later). On the other hand, a large segment of behavior- -perhaps a phrase like vast majority or when all is said and done or the truth, the whole truth, and nothing but the truth or a whole sentence such as Haste makes waste--may be shown to vary under a similarly unitary functional control. (Skinner, 1957, p. 21)
independentes correlacionadas com a emissão delas. Na teoria skinneriana, esse é todo o contato que os signos fazem com o mundo.
Provavelmente, qualquer lingüista reconheceria que as respostas lingüísticas emitidas por uma determinada pessoa são explicadas pelas circunstâncias de sua emissão, no sentido de que determinada pessoa disse “8h45min” porque alguém perguntou as horas, e outra pessoa disse “ai, meu pé” porque alguém pisou no seu pé. Mas a grande maioria das teorias da linguagem concordaria que a pergunta a respeito das horas não é suficiente para explicar a resposta “8h45min”, sendo necessário adicionar a ela os processos pelos quais os símbolos arbitrários “8” “horas” “e” “quarenta” “e” “cinco” “minutos” foram correlacionados a certa configuração na realidade – seja na forma de um sistema abstrato de contagem de tempo, seja com relação ao conjunto de referentes reais do mundo, no cursor do relógio. Nesse sentido, as circunstâncias da emissão de uma resposta em particular seriam pouco importantes em comparação a essa natureza mais essencial e relevante do fenômeno lingüístico, usualmente denominada “seu significado”.
Para Skinner (1957), a explicação das condições de ocorrência das respostas individuais ganha precedência sobre essa outra questão abstrata a respeito das relações que autorizam um signo a representar algo do mundo. Mais do que isso, o autor negaria a ocorrência dessa relação fundamental entre a linguagem e o mundo que é o foco dos lingüistas, argumentando que todos os fenômenos lingüísticos podem ser satisfatoriamente explicados pelo exame das circunstâncias de ocorrência das respostas21.
Essa perspectiva é relativamente contra intuitiva, além de certamente frustrante para aquelas pessoas que buscavam explicitar o fundamento da relação entre “maçã” e certo tipo de fruta, encontrando várias explicações relacionando “maçã” a contextos específicos de produção dessa resposta. Não é difícil compreender porque a expectativa é frustrada, uma vez que a relação entre palavras e objetos parecia ser a base de todo o conhecimento humano, compreendido como uma “cópia” lingüística da realidade. A capacidade de utilização da linguagem para representar o mundo parecia possibilitar a construção de um discurso organizado que fosse fiel às suas características e, portanto, o descrevesse corretamente.
Na teoria skinneriana, a palavra “maçã” poderá ter múltiplos significados dependendo da circunstância em que for emitida. Ela poderia, por exemplo, significar os estímulos proprioceptivos do estômago de um indivíduo que solicita uma maçã por sentir
21 Esse tema será retomado no Capítulo 2, com mais detalhes, mas é válido ressaltar que “circunstâncias de ocorrência da resposta” inclui eventos anteriores e posteriores à resposta pontual analisada e também de outras respostas da mesma classe.
fome. Poderia, também, significar a fruta que está diante de outra pessoa que descreve o que vê em sua fruteira. Ou poderia significar a resposta verbal-vocal emitida por um professor de línguas que solicita que seus alunos repitam essa palavra e assim por diante.
O significado específico terá que ser avaliado em situações reais, por meio da manipulação de variáveis e da verificação de seus efeitos no desempenho do organismo. Ele poderá, entretanto, ser interpretado de forma menos rigorosa por meio de exemplos e situações que relatam as práticas sociais usualmente verificadas em uma comunidade. Mesmo nesse segundo caso, o signo se relaciona apenas a práticas frequentes em um determinado contexto. E, de uma forma ou de outra, ele deve necessariamente se restringir às circunstâncias de sua ocorrência e ao repertório do(s) organismo(s) examinado(s).
Assim, Skinner declara (1957):
É usualmente afirmado que podemos ver o significado ou propósito no comportamento, e que, portanto, ele não deveria ser omitido em nossa abordagem. Mas o significado não é uma propriedade do comportamento em si mesmo, mas das condições nas quais ele ocorre. Tecnicamente, significados são encontrados entre as variáveis independentes da análise funcional, e não como propriedades da variável dependente. Quando alguém diz que pode ver o significado da resposta, está dizendo que pode inferir algumas das variáveis das quais a resposta é usualmente uma função. (pp. 13-14)22
Uma concepção como essa deve restringir as possibilidades da linguagem enquanto instrumento do conhecimento humano e veículo da verdade, uma vez que uma resposta se relaciona apenas ao contexto de sua geração, não refletindo (seja diretamente, seja de forma alterada) os fenômenos do mundo.
A “verdade” de uma resposta verbal fica restrita às práticas de reforçamento das diferentes comunidades verbais, uma vez que são essas que delineiam a relação entre os objetos e as respostas verbais. Assim, se uma comunidade verbal reforça seus membros de forma consistente por chamar as maçãs verdes de “vermelhas”, essa resposta é a “verdade” naquele contexto e não deve haver parâmetro superior de avaliação para a sua acurácia.
22 It is usually asserted that we can see meaning or purpose in behavior and should not omit it from our account. But meaning is not a property of behavior as such but of the conditions under which behavior occurs. Technically, meanings are to be found among the independent variables in a functional account, rather than as properties of the dependent variable. When someone says that he can see the meaning of a response, he means that he can infer some of the variables of which the response is usually a function. (Skinner, 1957, pp. 13-14)
Dessa forma, o conceito clássico de verdade como correspondência entre o mundo e a linguagem fica comprometido na teoria skinneriana. A grande vantagem dessa teoria, entretanto, é que ela traz o fenômeno linguístico para o âmbito “dos métodos das ciências naturais”. (Skinner, 1957, p. 115). Todo o processo de ligação de um signo ao seu referente pode ser entendido como uma sequência de eventos relativos ao ambiente e ao organismo, e as respectivas relações entre estes. Assim:
Uma dada forma é colocada sob controle de estímulos via reforçamento diferencial em nossa contingência de três termos. O resultado é simplesmente a probabilidade de que o falante irá emitir uma resposta de uma dada forma na presença de um estímulo que tenha certas propriedades em um conjunto de condições de privação ou estimulação aversiva. (Skinner, 1957, p. 115)23
Em certo sentido, seria fácil apontar que a relação entre os signos linguísticos e os eventos que os controlam, tal como ela é apresentada na teoria skinneriana, é bem mais complexa do que a relação signo-referente usualmente apontada nas teorias da linguagem. Não há meios de apresentar o “inventário” de relações de significado que a semântica pretenderia, uma vez que o significado não pode ser apreendido de forma abstrata – ele é resultado direto das circunstâncias reais de ocorrência da resposta – e não é estático no tempo, porque suas respostas estão sempre se modificando no repertório dos indivíduos. Skinner (1957) estava ciente dessas características no modelo que propunha:
Cada tipo de operante tem propriedades únicas que resistem aos esforços de reduzi- los a uma fórmula simples e compreensiva. Este é um fato a respeito do comportamento de falantes e ouvintes. O assunto é extremamente complexo e não pode ser tratado satisfatoriamente por meio de conceitos simplificados. Mesmo na relação direta representada pelo tacto, a relação tradicional de significado não é adequadamente representada, uma vez que acima da relação de referência, temos que considerar tanto a asserção (ver capítulo XII) como a questão a respeito de quanto uma resposta é precisa, verdadeira e daí por diante (ver Partes IV e V). Presumivelmente, podemos descrever o comportamento dos lógicos ou lingüistas quando dizem que uma palavra “está para” ou “significa” algo, ou que uma proposição é verdadeira ou falsa, e nesta ou em alguma outra forma, e poderíamos
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A given form is brought under stimulus control through the differential reinforcement of our three-term contingency. The result is simply the probability that the speaker will emit a response of a given form in the presence of a stimulus having specified properties under certain broad conditions. of deprivation or aversive stimulation. (Skinner, 1957, p. 115)
oferecer definições alternativas, mas estas definições provavelmente não seriam úteis na análise do comportamento verbal. (p. 115)24
O que se perde na concepção skinneriana é a “correspondência” entre unidades verbais e “unidades” de fenômenos do mundo. Na teoria clássica da referência, o signo “azul” se refere a uma propriedade específica verificada nos objetos, o que estabelece a possibilidade de correspondência entre os elementos linguísticos e os elementos factuais. Essa correspondência pode variar em relação a sua acurácia, no sentido de que, em alguns casos, mesmo que a linguagem pareça não representar adequadamente as características do mundo que descreve, a relação essencial permanece pressuposta a despeito dessa distorção.
Na teoria skinneriana, fica excluída a possibilidade de se conceber essa “distorção”, uma vez que não há elementos pré-estabelecidos a serem correspondidos de forma adequada ou inadequada. Uma resposta pode ser inadequada no contexto das práticas de reforçamento que a produziram (i.e. chamar a maçã verde de “verde” na comunidade verbal em que ela deve ser chamada de “vermelha”), mas não no sentido de ferir a “correspondência real” que se verificaria entre elementos da realidade e da linguagem.
É nesse sentido que “muitas propriedades da natureza só podem ser identificadas e trabalhadas por meio de práticas verbais” (Skinner, 1957, p. 115). Existe uma dificuldade real em estabelecer as “propriedades da natureza” fora do contexto do discurso linguístico em que são discutidas. A natureza não aparece ao homem, em si mesma, dirimida em elementos unitários, de modo que se possa fazer que correspondam a signos.
A questão a respeito das propriedades do mundo e dos efeitos delas no comportamento verbal das pessoas que a elas se referem deve ser entendida como um problema de controle de estímulos. A identificação das contingências de geração de uma resposta verbal nos levará a discriminar com precisão quais propriedades dos eventos do mundo controlam tal resposta, e esse é o máximo de especificidade ou verdade que se pode obter a respeito do mundo “em si mesmo”.
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Each type of operant has unique properties which resist any effort to arrive at a single comprehensive formula. This is a simple fact about the behavior of speakers and listeners. The subject is extremely complex and cannot be treated satisfactorily by simplified concepts. Even within the narrow relation represented by the tact the traditional notion of meaning is not adequately represented, since over and above a relation of reference we have to consider that of assertion (see Chapter 12) and the question of whether a verbal response is precise, true, and so on (see Parts IV and V). Presumably we could describe the behavior of logician or linguist as he says that a word "stands for" or "means" something or that a proposition is true or false, and in this or some other way we could set up alternative definitions, but the definitions would probably not be useful in an analysis of verbal behavior. (Skinner, 1957, p. 115)
Se o mundo pode ser dividido em muitas coisas separadas ou eventos, e se nós pudéssemos mapear formas separadas de respostas verbais para cada uma delas, o problema seria relativamente simples. Mas o mundo não pode ser tão facilmente analisado ou, pelo menos, não foi analisado dessa forma por aqueles cujo comportamento verbal devemos estudar. Em qualquer repertório verbal extenso, encontramos uma mistura confusa de relações entre formas de respostas e formas de estímulos. O problema é encontrar uma unidade básica para a “correspondência”. (Skinner, 1957, p. 115-116)25
Aqui se encontra a resposta à questão da linguagem ideal levantada anteriormente. A linguagem ideal é justamente o momento de suposição da possibilidade de uma correspondência ponto-a-ponto entre elementos lingüísticos e objetos, eventos ou propriedades do mundo. Nela, a arbitrariedade é reduzida ao seu mínimo e a estrutura do mundo e de sua descrição coincidem.
Em uma perspectiva skinneriana, uma linguagem desse tipo é impossível, uma vez que a noção de correspondência mundo-linguagem está excluída por princípio:
Para um ouvinte, a diferença considerável entre um dado estado de coisas e o comportamento verbal que fica sob seu controle é a de que o comportamento verbal perde em riqueza, complexidade e detalhe em comparação à “experiência direta”. A extensão na qual isto é verdade depende das propriedades selecionadas para o reforçamento por uma comunidade verbal. O cientista dá um conjunto de respostas para um determinado estado de coisas por causa das contingências estabelecidas pela comunidade verbal científica. O poeta emite um conjunto inteiramente diferente de respostas ao mesmo estado de coisas porque elas são efetivas de outras maneiras em outros tipos de ouvintes ou leitores. Qual comportamento se parece mais com a situação real não é uma questão de fato, acurácia ou compreensibilidade, mas de interesses e práticas das comunidades verbais. (Skinner, 1957, p. 127)26
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If the world could be divided into many separate things or events and if we could set up a separate form of verbal response for each, the problem would be relatively simple. But the world is not so easily analyzed, or at least has not been so analyzed by those whose verbal behavior we must study. In any large verbal repertoire we find a confusing mixture of relations between forms of response and forms of stimuli. The problem is to find the basic units of "correspondence”. (Skinner, 1957, p. 115-116)
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The considerable difference between a given state of affairs and the verbal behavior which it comes to control means that, to a listener, verbal behavior lacks the richness, complexity, and detail of "direct experience." The extent to which this is true depends upon the properties selected for reinforcement by a verbal community. The scientist makes one set of responses to a given state of affairs because of the reinforcing contingencies established by the scientific verbal community. The poet emits an entirely different set of responses to the same state of affairs because they are effective in other ways on other kinds of listeners or readers. Which behavior most closely matches the actual situation is a question not so much of fact, accuracy, or comprehensiveness as of the interests and practices of verbal communities. (Skinner, 1957, p. 127)
Dessa forma, a relação entre os fatos – “um dado estado de coisas” – e o discurso que os descreve – “o comportamento verbal que fica sob seu controle” – é mediada pelas práticas de uma comunidade verbal. Um discurso é correto na medida em que ele produz as consequências necessárias ao comportamento de quem o profere, e não de algum tipo de correspondência com propriedades físicas efetivas do ambiente descrito. Essa concepção terá implicações na constituição de uma epistemologia para o Behaviorismo Radical, uma vez que a questão epistemológica fundamental diz respeito às condições de possibilidade para a construção de um discurso que seja descritivo da realidade. Na concepção tradicional, considera-se o discurso tanto mais verdadeiro e adequado quanto maior for a correspondência entre ele e o estado de coisas representado. No caso da teoria skinneriana, a avaliação não se dá em termos de correspondência, mas de adequação a práticas vigentes.
É necessário observar, entretanto, que essa concepção de verdade não recai em um relativismo absoluto, uma vez que as “práticas vigentes” são padrões comportamentais desenvolvidos pelas comunidades verbais para garantir sua sobrevivência nesse mundo. Se esses padrões fossem consistentemente desconectados das propriedades físicas do ambiente, a sobrevivência certamente ficaria comprometida. Sendo assim, o comportamento verbal – assim como o comportamento em geral – conforma-se às características do ambiente físico em que os organismos vivem, ainda que não o “represente”, no sentido clássico. O critério de verdade é pragmático, ou seja, os padrões comportamentais foram selecionados exatamente porque “funcionam”, garantindo a sobrevivência do indíviduo, da espécie, a manutenção da cultura etc..
2 A teoria skinneriana do comportamento verbal e a “ciência do simbolismo”
Nesse momento, faz-se necessário avaliar o status do último componente da tríade tematizada nesse trabalho: o símbolo. Quais seriam as consequências do abandono da abordagem referencialista para o conceito de símbolo? A resposta a essa questão vai depender do que entendemos por “símbolo”, uma vez que essa palavra é afeita a muitos e variados usos em diversos campos do conhecimento.
Ogden e Richards, em sua obra The Meaning of Meaning (1923), elencam as formas pelos quais o tema símbolo foi tratado ao longo da história:
... A pesquisa histórica mostra que desde o trabalho perdido de Antístenes e o
Crátilo de Platão, existem sete métodos de ataque [para o tema Simbolismo] – o Gramático (Aristotéles, Dionísio Thrax), o Metafísico (Os Nominalistas, Meinong),
o Filológico (Horne Tooke, Max Müller), o Psicólogico (Locke, Stout), o Lógico (Leibniz, Russell), o Sociológico (Steinthal, Wundt) e o Terminológico (Baldwin, Husserl). ... (pp. xv-xvi) 27
Skinner, igualmente, reconhece que os temas relativos à linguagem não são novidade para a investigação científica e filosófica, e enumera os diferentes campos que vêm abordando o simbolismo: “A retórica clássica, a gramática, a lógica, a metodologia científica, a linguística, a crítica literária, o estudo das patologias da fala, a semântica e muitas outras disciplinas contribuíram com termos e princípios.” (Skinner, 1957, p. 3-4)28.
Entretanto, a avaliação de Skinner (1957) a respeito dos resultados das investigações desses campos de estudo não é favorável. Segundo ele, “o tema investigado ainda não foi claramente identificado, e métodos de estudo apropriados ainda não foram determinados.” (Skinner, 1957, p. 4)29. As falhas de cada campo de estudo são brevemente especificadas:
a linguística, por exemplo, gravou e analisou sons de fala, práticas semânticas e sintáticas, mas as comparações entre diferentes linguagens e o rastreamento das mudanças históricas tomaram precedência sobre o estudo do falante individual. A lógica, a matemática e o método científico reconheceram as limitações que as práticas linguísticas impõem ao pensamento humano, mas permaneceram satisfeitos com uma análise formal; em qualquer caso, não desenvolveram as técnicas necessárias para uma análise causal do comportamento do homem pensante. A retórica clássica foi responsável por um elaborado sistema de termos descrevendo as características dos trabalhos literários, que também são aplicáveis à fala do cotidiano. Também deu alguma atenção para os efeitos no ouvinte, mas a promessa de uma ciência do comportamento verbal nunca foi atingida. A crítica literária moderna, exceto pelo uso de vocabulário técnico da psicanálise, raramente vai além dos termos que usaria um leigo inteligente. Um ataque frontal efetivo, uma
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Historical research shows that since the lost work of Antisthenes and Plato’s Cratylus there have been seven chief methods of attack – the Grammatical (Aristotle, Dionysius Thrax), the Metaphysical (the Nominalists, Meinong), the Philological (Horne Tooke, Max Müller), the Psychological (Locke, Stout), the Logical (Leibnitz, Russell) the Sociological (Steinthal, Wundt) and the Terminological (Baldwin, Husserl). (Ogden e Richards, 1923, pp. xv-xvi)
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Classical rhetoric, grammar, logic, scientific methodology, linguistics, literary criticism, speech pathology, semantics, and many other disciplines have contributed technical terms and principles. (Skinner, 1957, p. 3-4).
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the subject here at issue has not been clearly identified, nor have appropriate methods for studying it been devised. (Skinner, 1957, p. 4).
formulação adequada a esse campo especial, nunca emergiu sob os auspícios de nenhuma dessas disciplinas. (Skinner, 1957, p. 3-4)30
O diagnóstico final é desfavorável para os resultados de todos os campos do conhecimento. Como consequência, torna-se necessário o estabelecimento de parâmetros para a fundação de uma “ciência do simbolismo” que não incorra nos problemas citados. Segundo Skinner, “a necessidade de uma ciência mais ampla do simbolismo” teria sido “demonstrada” por Ogden e Richards em 1923. Esses autores eram linguistas e, a partir de 1910, se