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Policy and the Popular

In document KulturRikets Tilstand 2011 (sider 23-28)

Conforme exposto no Capítulo Metodologia, a amostra dos entrevistados foi definida a partir da população dos 897 clientes da Carteira-MPE do Banco do Nordeste em Fortaleza. Nesta capital o banco mantém quatro agências, localizadas no Centro, na Aldeota, no Montese e na Av. Bezerra de Menezes. Sua respectiva atuação se dá respeitada a jurisdição delimitada aos bairros em que cada uma delas atua. Assim, como consequência, empresas de todas as seis regiões administrativas de Fortaleza foram contempladas na pesquisa com distribuição espacial bastante abrangente quanto aos bairros onde estão instaladas as empresas.

A seguir, delineia-se o perfil dos empresários pesquisados. No quesito sexo (Quadro-11), dos empresários entrevistados na pesquisa de campo, 71,4% são homens e 28,6% são mulheres. Percebe-se, assim, a significativa predominância masculina à frente dos negócios pesquisados. É interessante notar que, uma vez definida a liderança, há expressiva participação do cônjuge na direção ou apoio à condução dos negócios. Em 35% das empresas com liderança masculina, percebeu-se a participação das esposas ou companheiras. Por sua vez, 50% das empresas lideradas por mulheres contam com a presença participativa de seus companheiros.

Quadro-11 – Sexo dos empresários pesquisados

Sexo Idade

Masculino % Feminino % Total %

De 21 a 30 anos 3 10,7 1 3,6 4 14,3

De 31 a 40 anos 7 25,0 5 17,9 12 42,9

De 41 a 50 anos 4 14,3 2 7,1 6 21,4

De 51 a 60 anos 6 21,4 0 0,0 6 21,4

Total 20 71,4 8 28,6 28 100,0

FONTE: Pesquisa de campo do autor / Elaboração: Escritório GAUSS/UFC

Com relação à idade (Quadro-12) dos empresários pesquisados, a parcela mais expressiva se situa na faixa entre 41 a 50 anos, com 42,9%; em seguida apresentam-se duas faixas etárias, a de 51-60 e de mais de 50 anos, participando com 21,4% cada uma. Por fim, a faixa de 31-40 anos conta com 14,3%. Esses números indicam a prevalência dos empresários em direção à maturidade.

Quadro-12 – Idade dos empresários pesquisados

Sexo Idade

Masculino % Feminino % Total

De 21 a 30 anos 3 75,0 1 25,0 4

De 31 a 40 anos 7 58,3 5 41,7 12

De 41 a 50 anos 4 66,7 2 33,3 6

De 51 a 60 anos 6 100,0 0 0,0 6

Total 20 71,4 8 28,6 28

FONTE: Pesquisa de campo do autor / Elaboração: Escritório GAUSS/UFC

Quanto ao grau de instrução (Quadro-13) dos entrevistados, sobressaem os níveis escolares “médio completo” e “superior completo”, ambos com 32,1%, seguidos do nível “pós-graduado”, este com 14,3% e “superior incompleto” com 10,7% dos empresários abordados; outros 7,1% contam com o “fundamental completo”, e 3,6% não completaram o ensino médio. Não houve registro de empresários com escolaridade inferior ao curso fundamental. A soma dos percentuais de graduados e pós-graduados totaliza 46,4% dos entrevistados. Acumulando-se a esse total, os que detêm o ensino médio completo, eleva-se ao patamar de 78,5%.

Quadro-13 – Escolaridade dos empresários pesquisados

Sexo Grau de instrução

Masculino % Feminino % Total %

Fundamental completo 2 7,1 0 0,0 2 7,1 Médio incompleto 0 0,0 1 3,6 1 3,6 Médio completo 5 17,9 4 14,3 9 32,1 Superior incompleto 3 10,7 0 0,0 3 10,7 Superior completo 7 25,0 2 7,1 9 32,1 Pós-graduado 3 10,7 1 3,6 4 14,3 Total 20 71,4 8 28,6 28 100,0

FONTE: Pesquisa de campo do autor / Elaboração: Escritório GAUSS/UFC

Como foi visto, a grande maioria das empresas pesquisadas é dirigida por homens. Cruzando os indicadores sexo e idade (Gráfico-05), percebe-se que a presença das mulheres pesquisadas até os 40 anos de idade é de 21,5%, enquanto os homens daquela faixa etária representam 35,7%; acima daquela faixa etária a participação da mulher cai para 7,1%, contra 35,7 dos homens; não se registram, além disso, nenhuma mulher acima dos 50 anos, enquanto há 21,4% de homens nessa faixa.

O gráfico permite visualizar que os homens abordados demonstram participação equilibrada quanto às faixas etárias citadas, ou seja, apresentam igualmente o percentual de 35,7% tanto abaixo quanto acima dos 40 anos. Assim, pode-se dizer que a mulher é mais jovem do que o homem que está à frente das empresas.

Gráfico-05 – Cruzamento dos indicadores sexo versus idade dos empresários pesquisados

Sexo x Idade (% ) 10,7 25,0 14,3 21,4 3,6 17,9 7,1 0,0 0 10 20 30

De 21 a 30 anos De 31 a 40 anos De 41 a 50 anos De 51 a 60 anos

Masculino Feminino

FONTE: Pesquisa de campo pelo autor / Elaboração: Escritório GAUSS/UFC

Cruzando os indicadores sexo e grau de instrução (Gráfico-06), verifica-se que apenas 10,7% das mulheres contam com curso superior completo ou pós-graduação, contra

35,7% dos homens naquele patamar de estudo. Assim, em média, a escolaridade dos empresários é mais elevada do que o das mulheres dirigentes. Quanto ao curso médio completo, a discrepância é menor, pois se registra a participação de 14,3% das mulheres dirigentes, enquanto há 17,9% de empresários.

Gráfico-06 – Cruzamento dos indicadores sexo versus grau de instrução dos empresários pesquisados

S exo x Grau de instrução (%)

7,1 0,0 17,9 10,7 25,0 10,7 0,0 3,6 0,0 7,1 3,6 14,3 0 10 20 30 Fundamental completo Médio incompleto Médio completo Superior incompleto Superior completo Pós-graduado Masculino Feminino

FONTE: Pesquisa de campo do autor / Elaboração: Escritório GAUSS/UFC

Com relação à sua origem, descrita no Gráfico-07, dos empresários abordados, 39,3% são oriundos do interior do estado do Ceará, enquanto 28,6% são de outro estado da federação, sendo outros 28,6% de Fortaleza.

Gráfico-07 – Naturalidade dos empresários pesquisados

Naturalidade (% )

32,1

39,3 28,6

Fortaleza Interior do Ceará Outro Estado

FONTE: Pesquisa de campo do autor / Elaboração: Escritório GAUSS/UFC

Quanto aos setores econômicos, observa-se equilíbrio entre o setor dos serviços e do comércio das empresas abordadas, ambos com 42,9%, enquanto a indústria conta com 9,5%.

A parcela de 38,1% das empresas estão funcionando desde o ano de 1998; outras 28,6% se instalaram “entre os anos de 1999 e 2002”, enquanto 28,6% delas passaram a atuar “entre 2003 e 2005”; por fim, 4,7% foram instaladas “a partir de 2006”.

Tendo em mente o critério do faturamento na definição do seu porte, 84,2% das empresas se declararam empresas de pequeno porte (EPP); 15,8% se declararam microempresas (ME); e 5,0% delas se definiram como empresas de médio porte;

Com relação à quantidade de empregados, 39,3 % das empresas informaram a quantidade de empregados na faixa de “11 a 19”, enquadrando-se, portanto, como empresas de pequeno porte; outras 35,7% declararam que contam com “menos de 10 empregados”, o que corresponderia à classificação de microempresa; outras 14,3% afirmaram contar com a quantidade de empregados “acima de 20 e abaixo de 99” empregados, o que as classificaria como média empresa. Ressalve-se o registro de uma microempresa que declarou contar com apenas uma trabalhadora, por se tratar da atividade de confecção sob regime de facção; significa dizer que a mão-de-obra é contratada, na quase totalidade, por outra empresa que efetua todas as etapas das costuras, à exceção do corte; essa etapa é realizada pela contratada direta da empresa abordada, a partir das recomendações das demandas do mercado.

Nota-se discrepância entre a declaração do empresário acerca do porte de sua própria firma pelo critério de faturamento e pela classificação baseada na quantidade de empregados.

Das empresas, 67,9% declararam que a quantidade de empregados se elevou após a obtenção do crédito na instituição financeira federal, enquanto 21,4% declaram que os postos de trabalho se mantiveram. Outros 10,7% declararam que reduziram o número de empregados, por razões específicas: (a) um distribuidor de alimentos relatou desentendimentos com o sócio e problemas de confiança com o seu contador que o levaram à ruptura da sociedade e consequentes decisões de mudança estrutural, o que redundou na dispensa de 10% dos empregados; (b) um empresário da atividade de instalação de equipamentos de conversão de combustível para gás natural veicular (GNV) declarou que sua empresa teve redução de quase 30% dos empregados, em face da crise específica porque passou a sua atividade; e (c) uma lojista dispensou uma de suas oito vendedoras por não ter correspondido ao desempenho esperado, segundo seu depoimento.

Considerando os dados do perfil dos empresários e das empresas pesquisados pode-se dizer, portanto, de forma sintética, que:

a) Percebe-se equilíbrio quanto à participação nos setores econômicos do comércio e dos serviços, apresentando a indústria de transformação uma parcela menor que a metade de cada um dos outros setores; há ampla variedade de atividades econômicas;

b) Empresas de todas as seis regiões administrativas e de quase todos os bairros de Fortaleza foram contempladas na pesquisa;

c) Há o predomínio de empresários homens, sendo esses de idade madura, e contando com escolaridade considerada elevada pelos padrões utilizados nos debates sobre o quesito; há certo equilíbrio quanto à naturalidade dos entrevistados, com participações quase equivalentes de empresários da capital, do interior do Ceará e de outros estados;

d) A maturidade empresarial, associada ao tempo em de atividade da empresa parece apontar para a importância da experiência negocial e para a sobrevivência e o sucesso da empresa.

e) A maturidade do empresário e o tempo de atividade sugerem solidez à empresa, o que parece contribuir para o acesso ao financiamento do banco oficial;

f) Expressiva parcela das empresas pesquisadas declarou ter elevado a quantidade de contratações após o acesso ao crédito;

g) Observaram-se contradições nas declarações quanto ao autorreconhecimento do porte da sua empresa quando confrontados os critérios de faturamento com o de quantidade de empregados, o que, em última análise, reflete as contradições existentes nos debates sobre a questão, conforme vimos no Capítulo 3.

In document KulturRikets Tilstand 2011 (sider 23-28)