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2.4 Satellitter

2.4.2 Polarbanesatellitter

Definic¸ ˜ao do Experimento

6.3 Avaliac¸˜ao da utilidade de linguagens de padr˜oes na modelagem de sistemas 132

Prop´osito: Avaliar a utilizac¸˜ao da GRN na modelagem de sistemas de gest˜ao de recursos de

neg´ocios.

Foco qualitativo: facilidade de modelagem do sistema.

Perspectiva: A perspectiva ´e em relac¸˜ao a desenvolvedores de sistemas no dom´ınio da GRN. Contexto: o experimento foi realizado por nove estudantes de p´os-graduac¸˜ao como sujeitos, tendo

como material b´asico a linguagem de padr˜oes GRN, um processo de uso da mesma e trei- namento pr´evio de cerca de seis horas/aula. Foi realizado em outubro de 2001 e os alunos cursavam a disciplina “T´opicos em Engenharia de Software”, da ´area espec´ıfica de Enge- nharia de Software da Universidade Federal de S˜ao Carlos.

Planejamento do Experimento

Selec¸˜ao do Contexto: idem ao contexto do E-GRN-1. Definic¸˜ao da Hip´otese: idem ao E-GRN-1.

Selec¸˜ao das vari´aveis:

Vari´aveis Independentes: Na primeira etapa, um processo ad hoc e a UML foram utilizados na

modelagem do sistema de hotel; na segunda etapa, a linguagem de padr˜oes GRN foi utilizada na modelagem do sistema locadora de carros.

Vari´aveis Dependentes: idem ao E-GRN-1.

Selec¸˜ao dos sujeitos: A t´ecnica de escolha foi a amostragem por conveniˆencia (as pessoas mais

pr´oximas e mais convenientes s˜ao selecionadas como sujeitos), visto que s˜ao alunos matricu- lados em disciplina de p´os-graduac¸˜ao. Escolheu-se, aleatoriamente, o sistema de hotel para ser modelado com o processo ad hoc/UML e o sistema de locadora de carros para ser mo-

delado com a GRN. Os alunos realizaram o projeto individualmente, n˜ao havendo grupos de alunos. Eles n˜ao puderam decidir se iriam ou n˜ao participar, pois o experimento fazia parte de um projeto obrigat´orio da disciplina. Assim, n˜ao se pode assegurar que os resultados seriam os mesmos se os participantes fossem outros, por exemplo, profissionais escalados de maneiraad hoc ou volunt´arios.

Projeto do Experimento: A Tabela 6.8 mostra a divis˜ao dos grupos e sistemas nas duas etapas

do experimento.

Instrumentac¸˜ao: idem ao E-GRN-1. Avaliac¸˜ao da Validade: idem ao E-GRN-1.

6.3 Avaliac¸˜ao da utilidade de linguagens de padr˜oes na modelagem de sistemas 133

Tabela 6.8: Projeto do E-GRN-2

Aluno Etapa 1: Modelagem com a UML Etapa 2: Modelagem com a GRN

1 Hotel Locadora de Carros 2 Hotel Locadora de Carros 3 Hotel Locadora de Carros 4 Hotel Locadora de Carros 5 Hotel Locadora de Carros 6 Hotel Locadora de Carros 7 Hotel Locadora de Carros 8 Hotel Locadora de Carros 9 Hotel Locadora de Carros

Operac¸ ˜ao do Experimento Preparac¸˜ao: idem ao E-GRN-1.

Participantes: Participaram do experimento nove alunos de p´os-graduac¸˜ao, cujo perfil ´e resumido

nas Tabelas 6.9 e 6.10.

Tabela 6.9: ´Area de interesse dos alunos do E-GRN-2

´

Area de Interesse N ´umero de alunos Percentual

Redes/Sist Distribu´ıdos 0 0%

Banco de Dados 1 11%

Banco de Dados/Engenharia de Software 2 22% Inteligˆencia artificial 0 0% Engenharia Soft/Sist. Inform. 6 67%

Computac¸˜ao gr´afica 0 0%

Hiperm´ıdia 0 0%

Hardware 0 0%

Total de alunos que respondeu 9 100%

Tabela 6.10: Experiˆencia dos alunos do E-GRN-2

Experiˆencia no dom´ınio tratado N ´umero de alunos Percentual

Sem experiˆencia 0 0%

Realizou projetos durante disciplinas de graduac¸˜ao/p´os graduac¸˜ao usando an´alise estruturada

0 0%

Realizou projetos durante disciplinas de graduac¸˜ao/p´os graduac¸˜ao usando an´alise orientada a objetos

4 44%

Realizou projetos durante disciplinas de graduac¸˜ao/p´os graduac¸˜ao usando an´alise estruturada e an´alise orientada a objetos

4 4%

Desenvolveu, profissionalmente, at´e 3 projetos nesse dom´ınio 0 0% Desenvolveu, profissionalmente, mais de 4 projetos nesse dom´ınio 1 11%

Total de alunos que respondeu 9 100%

Execuc¸˜ao: similar ao E-GRN-1, exceto quanto `a organizac¸˜ao do alunos, que trabalharam indivi-

dualmente neste experimento.

Validac¸˜ao dos Dados: idem ao E-GRN-1.

An ´alise e Interpretac¸ ˜ao dos Resultados

A Tabela 6.11 mostra os resultados obtidos na primeira etapa do E-GRN-2 (an´alise do sistema usando um processo ad hoc e a notac¸˜ao UML) enquanto a Tabela 6.12 mostra os resultados obti-

6.3 Avaliac¸˜ao da utilidade de linguagens de padr˜oes na modelagem de sistemas 134 dos na segunda etapa do E-GRN-2 (an´alise do sistema usando a GRN). A observac¸˜ao direta dos resultados indica que o tempo m´edio de modelagem foi ligeiramente superior na abordagem GRN, em contrapartida ao n´umero de erros, que foi menor na abordagem GRN.

Tabela 6.11: Resultados do E-GRN-2 – Abordagem Ad hoc

Aluno Pessoas/hora #ent #atr #met #rel #car Total de erros Nota

Sistema Hotel 1 6,40 3,00 12,00 2,00 6,00 11,00 34 5,75 2 3,00 0,00 14,00 5,00 3,00 4,00 26 7,75 3 2,50 0,00 24,00 7,00 11,00 10,00 52 5,50 4 1,00 2,00 23,00 7,00 7,00 13,00 52 5,00 5 3,00 1,00 5,00 4,00 2,00 3,00 15 8,50 6 3,00 3,00 30,00 7,00 8,00 14,00 62 4,50 7 3,00 0,00 12,00 0,00 2,00 4,00 18 8,50 8 3,50 0,00 3,00 0,00 1,00 6,00 10 9,00 9 2,20 2,00 16,00 4,00 5,00 6,00 33 6,50 M´edia 3,07 1,22 15,44 4,00 5,00 7,89 33,56 6,78

Tabela 6.12: Resultados do E-GRN-2 – Abordagem GRN

Aluno Pessoas/hora #ent #atr #met #rel #car Total de erros Nota Sistema Locadora de Carros

1 6,00 0,00 18,00 0,00 2,00 4,00 24 8,00 2 3,70 2,00 13,00 2,00 4,00 5,00 26 7,25 3 5,00 3,00 10,00 3,00 6,00 4,00 26 7,00 4 2,00 1,00 12,00 5,00 4,00 4,00 26 7,50 5 3,50 1,00 7,00 2,00 2,00 2,00 14 8,50 6 3,00 3,00 11,00 4,00 2,00 4,00 24 7,00 7 2,00 2,00 8,00 7,00 5,00 4,00 26 7,25 8 3,30 2,00 21,00 8,00 3,00 6,00 40 6,00 9 3,70 1,00 11,00 10,00 2,00 4,00 28 7,25 M´edia 3,58 1,67 12,33 4,56 3,33 4,11 26 7,31

A Figura 6.3 ilustra o tempo gasto (em pessoas/hora) e o n´umero de erros cometidos nas duas abordagens para o E-GRN-2 (abordagemad hoc = Sistema de Hotel e abordagem GRN = Sistema

de Locadora de Videos).

A an´alise estat´ıstica dos resultados foi feita utilizando o teste n˜ao param´etrico de Wilcoxon (pareado) para comparac¸˜ao de duas amostras co-relacionadas (Conover, 1980; Hollander e Wolfe, 1973), j´a que o planejamento desse experimento permite apenas a comparac¸˜ao entre o sistema de hotel versus o sistema de locadora de carros, para os mesmos alunos. Os resultados foram

inconclusivos, tanto para o n´umero de pessoas-hora (p-valor = 0,2349) quanto para o n´umero de erros cometidos (p-valor = 0,2591).

Discuss ˜ao

Alguns depoimentos de alunos que participaram do experimento podem ajudar na an´alise quali- tativa dos resultados. Um dos alunos alegou que a GRN ajuda a modelar aspectos para os quais n˜ao se possui conhecimento sobre o dom´ınio. Ele cita como exemplo o padr˜ao PAGAR PELA TRANSAC¸ ˜AO DO RECURSO, que o ajudou na modelagem dos aspectos sobre pagamentos, para

6.3 Avaliac¸˜ao da utilidade de linguagens de padr˜oes na modelagem de sistemas 135 1 2 3 4 5 6

Sistema Hotel Sistema Locadora

Pessoas/hora E-GRN-2 (Pessoas/hora) 10 20 30 40 50 60

Sistema Hotel Sistema Locadora

Total de Erros

E-GRN-2 (Total de Erros)

Figura 6.3: Representac¸˜ao gr´afica dos resultados do E-GRN-2 nas duas abordagens

os quais ele n˜ao possu´ıa entendimento suficiente. Assim como no E-GRN-1, neste experimento tamb´em houve o relato de alunos com dificuldade de aplicar a GRN na primeira vez, afirmando que novas aplicac¸˜oes certamente seriam mais produtivas.

Essa dificuldade dos alunos pode ser justificada, pelo menos em parte, pelo pouco tempo de- dicado ao treinamento, que foi de cerca de seis horas, em comparac¸˜ao ao tempo de treinamento do E-GRN-1, que havia sido de treze horas. Alguns erros foram cometidos por alguns alunos na aplicac¸˜ao dos padr˜oes, ocasionando a inclus˜ao de classes indesejadas ou a omiss˜ao de classes ne- cess´arias para a correta modelagem da aplicac¸˜ao. Assim, uma lic¸˜ao aprendida nesse experimento ´e de que deve-se garantir que os participantes tenham entendido bem a GRN e que saibam utiliz´a-la. Por exemplo, o treinamento deve incluir pelo menos um exerc´ıcio de modelagem usando a GRN.

´

E interessante notar, na Figura 6.3, uma concentrac¸˜ao maior do n´umero de erros cometidos usando a abordagem GRN. Isso confirma que, usando a linguagem de padr˜oes, os alunos tˆem tendˆencia

6.3 Avaliac¸˜ao da utilidade de linguagens de padr˜oes na modelagem de sistemas 136 de errar uniformemente, isto ´e, os mesmos tipos de erros s˜ao cometidos pela maioria dos alunos, o que poderia ser melhorado com mais experiˆencia e mais tempo de treinamento.

Uma outra observac¸˜ao feita por um aluno foi com referˆencia `a seguranc¸a proporcionada pela GRN na orientac¸˜ao da modelagem, principalmente com relac¸˜ao `a definic¸˜ao das classes, atributos e relacionamentos. V´arios alunos apresentaram dificuldade na modelagem dos relacionamentos entre classes durante a primeira etapa do projeto e, com o uso da GRN, tiveram reduc¸˜ao de mais de 50% no n´umero de erros desse tipo. Apenas um dos alunos participantes disse sentir inseguranc¸a ap´os o t´ermino da modelagem, questionando a respeito do uso correto do processo. As quest˜oes apresentadas foram: Ser´a que algum detalhe ficou perdido durante a modelagem? Foram aplicados os padr˜oes corretos? Deixei de aplicar algum padr˜ao? Identifiquei os recursos de neg´ocio correta- mente? O pr´oprio aluno disse que essa inseguranc¸a deve ter sido causada pela falta de pr´atica de uso da linguagem.