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Orientação para leitura

1. Leia, silenciosamente, o texto abaixo e aproveite para marcar as palavras que você não compreende.

2. Leitura em voz alta (conforme orientação do professor).

Texto 1

O que é intercâmbio universitário?

Em geral, as pessoas já ouviram falar de intercâmbio. Mas será que todos sabem ao certo o que significa? Essa palavra é bem abrangente, mas tem um significado simples: troca.

Pode ser uma troca de experiências, troca cultural, troca comercial, ou seja, pode ter uma infinidade de sentidos. Porém, segundo o dicionário, o termo engloba relações comerciais ou culturais entre nações.

De acordo com a gerente de marketing da STB, Cláudia Martins, intercâmbio é um termo utilizado já há várias décadas, principalmente depois dos anos de 1940. “Utilizado para descrever uma pessoa que vai estudar por um período em outro país. Mas levando sempre em consideração que o ponto principal é aprimorar as relações com outros povos, outras culturas e melhorar a compreensão entre os povos de vários países”, afirma.

O mercado

Fazer um intercâmbio hoje é uma alternativa conveniente para quem quer aperfeiçoar uma língua, crescer profissionalmente e pessoalmente. Com isso, o número de estudantes que investem nessa alternativa é crescente.

Segundo os dados fornecidos pela Belta (Brazilian Educational & Language Travel Association – Associação de agências de intercâmbio), em 2004, aproximadamente 42 mil brasileiros, na faixa de 18 e 30 anos, optaram por essa iniciativa, sendo que em 2003 foram 35 mil pessoas.

A expectativa, de acordo com a diretora da Belta, Maura Leão, é de que a partir de 2005 seja de crescimento. “Houve uma mudança no mercado internacional em 2001, com o atentado nos Estados Unidos. Em 2002 o mercado ainda ficou muito sensível. O ano de 2003 foi muito difícil para o Brasil, por causa da mudança presidencial. Mas em 2004, essa área teve uma recuperação, houve uma retomada nesse mercado e o número de pessoas que procuram o intercâmbio voltou a aumentar. Contudo, espera-se um grande aumento nesse ano”, conta.

Maura explica que o aumento pela procura de intercâmbio está acontecendo devido à percepção que os estudantes vêm tendo sobre tal experiência. “As pessoas estão entendendo a necessidade de se fazer um programa no exterior. Eles sabem que isso serve para uma especialização profissional, ou até para se posicionar melhor no mercado”. Ela também afirma que a desvalorização do dólar também contribui para o crescimento da internacionalização.

Programas de intercâmbio nas universidades

Muitas são as universidades brasileiras, particulares e públicas, que possuem convênios com instituições estrangeiras para proporcionar a seus alunos a oportunidade de cursarem uma parte de seus estudos no exterior.

Os departamentos de Cooperação Internacional das instituições desenvolvem parcerias com universidades em diversos países e divulgam as oportunidades de intercâmbio aos seus alunos. “Nós não temos o interesse comercial que tem uma agência de intercâmbio. Nosso interesse é acadêmico. Objetivamos o desenvolvimento do nosso aluno”, conta a gerente de relações internacionais e nacionais da Unisinos.

Miriam Silveira Mylius.

Praticamente todas as universidades que possuem esses convênios trabalham de maneira parecida. Esses acordos funcionam como uma troca, ou seja, as instituições mandam estudantes para

o exterior, no período de seis meses a um ano, mas ao mesmo tempo, recebem alunos estrangeiros. Porém ambos ficam isentos da taxa universitária no país que visitam, que muitas vezes é o mais caro de um intercâmbio. O usual é que o aluno siga pagando mensalidades no período em que está no exterior em sua própria universidade de origem, se este for o caso.

Tanto nas universidades particulares como nas públicas, o intercambista é responsável por todas as suas despesas – passagens, hospedagem, alimentação, visto e seguro de vida. O que diferencia é que os alunos das particulares permanecem pagando a mensalidade da sua instituição de origem no período de viagem. Há algumas exceções também em programas de universidade públicas, que, em poucos casos chegam a oferecer bolsas para despesas.

Os programas oferecidos pelas universidades são os de graduação e pós-graduação, sendo que os de graduação são os mais comuns e os mais procurados. Mas para que os estudantes possam participar dessa iniciativa, eles devem estar regularmente matriculados, ter um bom desempenho acadêmico, ter cursado pelo menos 40h da carga horária do curso, não estar no último semestre e ter conhecimento da língua do país de destino.

Além de programas de intercâmbios, algumas instituições oferecem programas de bolsas, que possuem o mesmo processo, mas oferecem aos alunos uma bolsa auxílio, que varia de acordo com o programa.

Para a agente de relações internacionais da USP, Denise Menegon Cristovam, os alunos interessados em fazer parte da graduação no exterior devem procurar uma universidade que proporcione a ele essa oportunidade. “Se o aluno faz esse intercâmbio pela instituição de ensino, além de ter a isenção das taxas escolares, poderá ter um retorno mais rápido da instituição”, conclui.

(Texto adaptado de: http://www.universitario.com.br/noticias/n.php?i=6362)

Produção Textual –

Agora é sua vez

A partir dos textos lidos, escreva sobre a sua experiência de intercâmbio no Brasil utilizando o texto 2 como modelo. O seu texto pode conter informações como: o motivo

pelo qual você escolheu o Brasil como país de destino; que tipo de intercâmbio você está fazendo (acadêmico, cultural, etc.), qual foi a maior dificuldade que você enfrentou aqui no Brasil, o que mais chamou sua atenção nas cidades que visitou, quanto tempo vai ficar no país, onde está morando, o que mais gostou e o que menos gostou. Comente também sobre a comida, sua rotina universitária, esportes que pratica, o clima e as diferenças culturais do Brasil com o seu país de origem.