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2.3 The Business Model framework of Digital Platforms

2.3.3 Platform governance

É um processo mental que envolve um conjunto de fatores relacionados com os mecanismos de funcionamento da memória, atenção e percepção, promovendo associações e assim a aprendizagem.

Resulta da interação entre as informações adquiridas que para Ausubel (2003) e Moreira (1999) podem ser entendidas como novos saberes, e a estrutura cognitiva (saberes antigos desenvolvidos) do sujeito intencional que conduz a uma aprendizagem substancial, produzindo assim um processo mental designado de ancoragem.

O termo ancoragem relaciona-se ao fato de que informações pré-existentes no sujeito, sendo submetidas às novas informações dos organizadores prévios, significativos e relacionáveis com as antigas apreensões deste sujeito, permitem o surgimento de novas estruturas cognitivas (novos subsunçores) capazes de conduzir a construção de novos saberes e assim a uma aprendizagem significativa (MOREIRA, 1999).

Neste processo, tanto a informação com o subsunçor sofrem modificação, gerando um complexo ideacional resultante da interação de ambos como se denota no comentário ausubeliano:

Por conseguinte, no sentido mais completo do termo, o produto interativo real do processo de aprendizagem significativa é não só o novo significado a’, mas também inclui a alteração da idéia ancorada e é, assim, co-extensivo ao significado compósito A’a’. (AUSUBEL, 2003, p.106)

A assimilação é, portanto, um processo contínuo, não ocorrendo em etapas identificáveis e separadas, mas sofre ampliações e modificações com o tempo envolvendo absorção de novas ideias e a incapacidade de repetir as ideias subordinadas. Para Ausubel (2003), após o surgimento do complexo ideacional se inicia a assimilação obliteradora que promove o esquecimento progressivo das antigas informações no instante em que as novas informações se tornam cada vez mais menos dissociáveis. A figura 1 apresenta o esquema desenvolvido por Ausubel para mostrar a aquisição e retenção do conhecimento pelo sujeito.

São as várias interações entre as novas ideias e as ideias já organizadas na estrutura cognitiva do sujeito que conduzem a uma mudança conceitual e, por conseguinte, à formação e construção de novos corpi de conhecimento, alterando tanto o potencial significativo das informações como, ainda, o significado de cada conceito, que ancoram estas estruturas (AUSUBEL, 2003).

Seguindo os pressupostos de Moreira (2006) descreve-se o processo de assimilação de novas informações, sua fase de retenção e o surgimento de um produto interacional dissociável entre novo conhecimento potencialmente significativo e um conhecimento especificamente relevante, até a formação de um novo complexo ideacional.

Na assimilação, descrita como um fenômeno progressivo que [...] “interage com conceitos existentes na estrutura cognitiva” (MOREIRA 2006, p. 29) tanto a nova

informação “a” como o subsunçor “A” adquirem novos significados formando então novas estruturas e conceitos respectivamente Ae a’.

Exemplificando, Ausubel (2003) afirma que uma nova informação “a” se relaciona por assimilação a um conceito pré-existente (subsunçor) “A”, produzindo um novo saber resultante da interação entre “a” e “A” sendo designado de produto interacional“Aa”.

Para Moreira (2006) a interação entre a e A é não arbitrária e não literal e resulta em aA. Quando a’ e A’ na fase de retenção são assimilados, temos o processo de perda de dissociabilidade e formação de um resíduo ou subsunçor elaborado, mais enriquecido. O processo pode promover ainda uma dissociação do produto interacional quando a informação “a” interage com subsunçor “A”, que na fase de retenção, promove uma dissociação entre “A” e “a” com a consequente obliteração e surgimento de um subsunçor modificado (A) e esquecimento de “a” (AUSUBEL, 2003).

Figura 1- Esquema representativo do processo de assimilação segundo Moreira (2006)

a + A → aA →

Assimilação

→ a’A’ ↔ a’ + A’ →

A

Fase de retenção

Assimilação obliteradora (esquecimento)

Resíduo a : Novo conhecimento potencialmente significativo .

A: Conhecimento especificamente relevante (subsunçor)

aA: Produto interacional dissociável (ambos conhecimentos estão modificados)

a’: significado de a que surgiu da interação aA

A’: idéia ancora ligeiramente modificada. a’A’: Novo complexo ideacional.

Fonte: Ausubel (2003) In Aquisição e Retenção de Conhecimentos: Uma Perspectiva Cognitiva.

Neste ínterim, é necessário adequar não somente os materiais para ser apresentados aos aprendentes (AUSUBEL, 2003) mas também fazer uma adequação nas práticas de abordagem e desenvolvimento dos conteúdos (VALENTE, 2006) e desse modo, adaptar as práticas avaliativas que denotam uma concepção instrucionista reiteradamente presente e atuante na escola, na forma do costume e valorização da repetição exata das informações.

O processo de obliteração comum na aprendizagem significativa torna inadequada este tipo de avaliação que exige memorização acentuada das informações, devido ao esquecimento da informação in natura, tal como foi inicialmente compreendida.

2.2.3.1 Assimilação obliterante

A assimilação obliterante é na realidade um fenômeno de redução (AUSUBEL, 2003) de uma idéia com significado menos estável, haja vista que a

informação recém- descoberta (ideia subordinada), aos poucos vai sendo incorporada pelo significado mais estável (ideia subordinante), ou ainda, sofre um arrefecimento. Este processo (figura 2) ocorre de forma gradual e contínua, sendo designado também como esquecimento.

Figura 2 - Esquema representativo da assimilação obliterante segundo Moreira (2006).

→ a’A’ ↔

a’ + A’

→ A

Fase de retenção

Assimilação obliteradora (esquecimento)

Resíduo Fonte: Ausubel (2003) In Aquisição e Retenção de Conhecimentos: Uma Perspectiva Cognitiva.

Pode-se entender ainda este processo como a perda da capacidade de dissociabilidade de informações mais simples, fato este que [...] “denota uma organização e constatação da integridade da memória (processo mental superior) no

decorrer da vida do indivíduo” (SILVA, 2010).

Ausubel (2002, p. 110) afirma que:

[...] pelo menos no início, enquanto os novos significados subordinantes emergentes são relativamente instáveis, são reduzidos às respectivas idéias ancoradas menos inclusivas (subordinadas), durante o processo de assimilação obliterante.

Outros autores como Kintsch (1974), Meyer e McConkie (1973) citados Ausubel (2003) acreditam que,

(...) contudo, mais tarde, se e quando os novos significados subordinantes emergentes forem mais consolidados e diferenciados, têm tendência a tornarem-se mais estáveis do que as idéias subordinadas que originalmente os assimilaram, enquanto a estabilidade de uma idéia na memória, sendo todo o resto igual, tem tendência a aumentar com o nível de generalidade e de inclusão. (KINTSCH (1974) e MEYER & MCCONKIE (1973) apud AUSUBEL, 2003, p. 110).

Ou seja, com o tempo, a ideia passa a representar assim um significado mais abrangente e mais ordenado, sendo identificada e reconhecida como um aprendizado, agindo posteriormente como subsunçor para novas e necessárias aquisições mentais.