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• Brasil

Os itens de maior impacto no custo de produção são os fertilizantes e os defensivos agrícolas, responsáveis por até 50% do custo de produção no Estado de Mato Grosso. O valor da terra é relativamente baixo nas áreas de fronteira. Há grande disponibilidade de solos agriculturáveis, uma vez que boa parte das regiões de cerrados ainda está por ser ocupada. Existem, no entanto, limitações (embora não rígidas) decorrentes da competição com outras atividades (cana-de-açúcar, algodão e milho, principalmente, conforme a região).

A EMBRAPA (2006) estima haver 90 milhões de hectares de terras agriculturáveis no Brasil. Além disso, na região central, em cerca de 15 milhões de hectares são estimadas pastagens degradadas, disponíveis para expansão da produção, sem necessidade de ocupar novas áreas de florestas.

O preço da terra ainda pode ser considerado relativamente baixo no Centro-Oeste, embora apresente tendência de alta nesta e outras regiões do país. No Estado de São Paulo, em que a terra é mais valorizada, o preço por hectare foi de cerca de US$ 4.300, em 2005. No Estado de Mato Grosso, o preço real da terra aumentou 30% entre 1995 e 2005, alcançando cerca de US$ 1.100 por hectare nesse último ano.

A disponibilidade de fertilizantes é uma das restrições para a expansão da oferta de soja brasileira. O Brasil importa cerca 60% do fósforo e mais de 90% do potássio. As importações de matérias-primas e produtos intermediários de fertilizantes crescem em ritmo forte..

• Argentina

Os preços da terra na zona central subiram significativamente, de US$ 2.400 por hectare, em 1995, para US$ 7.700 dólares por hectare em 2007 (Eumercopol, 2007). Esse aumento decorre de ganhos de produtividade, ao aumento de cotações internacionais, às aplicações locais fora do sistema financeiro formal (pós-crise financeira de 2002) e investimentos internacionais na compra de terras no país como arbitragem com valores de outros países com características produtivas semelhantes. O aumento do valor da terra se traduz no aumento efetivo do arrendamento.

O controle da empresa Monsanto sobre o glifosato foi reduzo, apesar da disputa legal existente no momento, devido ao ingresso de novos concorrentes no mercado local. Agentes locais acusam a oferta de sucedâneos chineses de prática de dumping. Definitivamente, o mercado de oferta de insumos passa de um sistema monopolizado para competitivo.

No que se diz respeito à disponibilidade de terras para expansão do cultivo, existem províncias com quase toda a área disponível utilizada, como no sul de Santa Fé ao norte de Buenos Aires. Em outras áreas, ocorre substituição de culturas e reduz-se o espaço para ampliar a produção e aumentar a oferta futura em quantidades significativas.

Embora a maior parte dos fertilizantes seja importada, a produção nacional de nitrogenados ocorre em boa escala. A respeito dos fosforados, a totalidade é importada dos EUA,

Rússia, Lituânia, Marrocos, Tunísia, China e Brasil. Em meados de 2006 foi instalada a primeira fábrica de Super Fosfato Simples Sólido, com importação de rocha fosfórica do Marrocos.

• Bolívia

Segundo Valdivia (2007), os insumos e maquinas agrícolas são majoritariamente importados. Somente 25% dos insumos utilizados para o plantio de soja são nacionais (sobretudo diesel e sementes). Os 75% restantes são importados, sendo ao ano US$ 60 milhões com importações de agroquímicos e US$ 30 milhões em maquinaria e equipamentos.

• Paraguai

No país caracteriza-se a dependência das importações de máquinas, implementos, praguicidas e fertilizantes. A taxa de crescimento médio anual das importações de insumos cresceu de 18% para 20,6%, entre os períodos de 1994-1999 a 2000-2005.

Os insumos mais importantes são fertilizantes e herbicidas. O fertilizante mais comumente importado é o fosfato, e entre os herbicidas, aqueles a base de glifosato, amplamente utilizados nos cultivos de soja. A respeito das origens das importações dos insumos, quase 90% provém da China.

As importações de máquinas e implementos agrícolas vêm de países do Mercosul, principalmente do Brasil. Inclusive, a partir do ano 2000 esta concentração foi aprofundada até alcançar quase 100% das importações, com deslocamento de outras regiões como Europa e América do Norte. Ao contrário dos insumos, nestas importações não é observado o surgimento da Ásia como provedor importante das mesmas, e sim o contrário; as mercadorias provenientes desta região diminuem, enquanto o Brasil consolida sua posição de fornecedor.

• Uruguai

Fertilizantes, agroquímicos e bens de capital são importados na sua totalidade, sendo que o principal item importado pela agricultura uruguaia são os fertilizantes. O país não possui instalações petroquímicas expressivas e precisa importar todos derivados de petróleo. Nos períodos de expansão da agricultura, ocorridos entre 1997 a 2005, as importações de fertilizantes e pesticidas em geral aumentaram. Os gastos com fertilizantes apresentaram maior crescimento

de 2004 a 2006, e a maioria dos pesticidas apresentou declínio nos preços, especialmente o glifosato, principal herbicida usado na cultura da soja sob a tecnologia de plantio direto.

A média de preços das terras cresceu de US$ 863 por hectare, em 1999, para US$ 1.489, em 2005. Ajuda a explicar esse crescimento, a grande imigração de produtores argentinos, com aquisição de terras para plantio. Porém existem diferenças entre sistemas de taxação de exportações de produtos derivados da soja, estabilidade política e econômica.

Segundo Souto (2004), o Uruguai possui uma estimativa de disponibilidade de terras para produção agrária de 4.069.972 hectares, de um total de 17.377.445 hectares. Este cálculo considera as tecnologias convencionais de produção. Sob a tecnologia de plantio direto, a projeção sofreria um crescimento de aproximadamente 2,5 milhões de hectares.