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Plane growing

3. Proposed Segmentation Method

3.5. Algorithm design

3.5.4. Plane growing

Sem ter sido possível aceder a dados precisos sobre os indicadores E1 e E6 (tabela 5.1), reitera-se:

1. Relativamente ao indicador E1, confirma-se haver escolas locais que além de visitarem, com certa frequência, o geoparque (museu), se envolvem e colaboram em ações promovidas por este, sem no entanto se confirmar o número de escolas envolvidas, quais são, a periodicidade destas colaborações detalhadamente e em que domínios o fazem.

2. No que concerne ao indicador E6, constatou-se que durante o período de 2000-2010 se realizaram ações de formação/sensibilização/informação dos habitantes locais, sem ser possível confirmar mais dados (v.g. número de formações realizadas, número de participantes, a sua proveniência, e os temas das formações).

No que se refere ao indicador E5 (tabela 5.1) foi possível confirmar que durante os 10 anos de geoparque, se realizaram ações de formação para técnicos e programas para professores. Em relação aos primieros, aporou-se que até 2011, foram ministrados cinco cursos, em que participaram 108 jovens (habitantes da área do geoparque). Destes, 34 estão ou estiveram empregados no geoparque. Ficou por confirmar, se todos os elementos do geoparque frequentam ou frequentaram estas ações de formação e, em caso positivo, com que frequência acontecem e quais os temas tratados. No caso dos programas, destinados aos professores, à parte o fato de se ter confirmado que existem, nada mais ficou apurado.

No que se reporta aos indicadores E2 e E3 (tabela 5.1), os objetivos foram, no essencial, atingidos, uma vez que o geoparque forneceu essa informação que, de seguida, é analisada.

7.2.1. Estratégia Educacional - estrutura dos programas

1. No início de qualquer atividade educativa realiza-se, na sala de audio-visual, a apresentação multimédia sobre a criação da Floresta Petrificada, conforme o tema do programa educativo. Esta fase é crucial na definição e adaptação de alguns objetivos, de acordo com o público alvo, v.g. profundidade na exploração de certos conteúdos, face ao contexto do grupo, seus conhecimentos, interesses e necessidades.

2. Numa segunda fase, realiza-se a visita às salas de exibição permanente que, dependendo da disponibilidade de tempo e da idade do grupo, pode decorrer em visita guiada, fazendo-se paragens em pontos estratégicos, ou através de “um jogo” - tipo “Caça ao Tesouro” - orientado a grupos mais novos, ou sem guia.

3. No momento seguinte realiza-se a visita ao Parque de Sigri, para observar os fósseis, e/ou ao Anfiteatro, para observar as rochas ou outros recursos, dependendo do tema do programa, sem obedecer a

um esquema rígido.

4. Posteriormente, realiza-se o workshop ou uma atividade equivalente, relativa à temática do programa. Este é o momento de “aprender fazendo/experimentando”, e um dos prediletos dos estudantes.

5. Por último, é entregue aos elementos do grupo um questionário relacionado com o tema do programa, como meio de consolidar e verificar o que os alunos aprenderam. Este pode ser respondido no museu, normal procedimento, ou ser levado pelo grupo, para responder nas suas escolas.

7.2.2. Evolução dos Programas Educativos, realizados entre 1997 – 2010

Num breve comentário às variações do número anual de visitantes ou participantes que, de 1997 até 2010, realizaram os programas educativos, citados nas tabelas 6.29 a 6.33, salientam-se alguns dos aspetos relevantes:

a) Os números apresentados refletem o somatório dos elementos dos grupos que participaram nos

programas educativos, sem qualquer especificação. Nesta contabilização incluem-se não só o número de alunos, mas também os professores ou encarregados de educação, que acompanhavam os grupos de estudantes;

b) Na fase inicial, após a criação do museu (em 1994) as atividades realizadas tinham, como único

alvo, o domínio da pesquisa científica. Não havia nenhuma abordagem educativa. Assim, não se encontram nas tabelas, para estes anos iniciais, registos do número de participantes nos programas educativos, como passou a acontecer (a partir de 1999-2000), com a criação dos primeiros programas. Isto denota algum deficiente conhecimento e compreensão, que os investigadores e o público em geral ainda tinham sobre a Floresta Petrificada. A prioridade nessa fase era investigar e compreender, em profundidade, a Floresta Petrificada, seu conteúdo e significados. As preocupações e práticas didático- educativas vieram depois;

c) A frequência dos programas educativos (n.º de estudantes participantes) em alguns anos foi, de certo

modo, condicionado, quer positiva, quer negativamente, por diferentes fatores, como: problemas ambientais e de saúde pública, ocorrência de programas/ projetos de financiamento, promovidos pelo governo, entre outros. Por esse fato, não é possível, a partir de uma análise direta da contabilização dos visitantes, concluir sobre a qualidade ou sucesso dos referidos programas educativos. A leitura desses dados – os aumentos e diminuições destes valores - é algo a ter em conta pelo seu enquadramento histórico. Contudo deve haver cautela nas ponderações finais, porquanto as contribuições de variáveis independentes condicionaram e estão expressas nos resultados, sem estarem discriminadas.

Da análise da evolução que a lista de programas educativos disponíveis sofreu – acrescentos, modificações e eliminações de conteúdos – durante estes 10 anos de geoparque34, cumpre identificar as

razões que levaram a estas escolhas, programáticas e educativas.

As duas razões que condicionaram alterações na lista de programas educacionais oferecidos, em cada ano (de 2000 a 2010) foram:

1ª - Atrair todos os públicos, especialmente os estudantes, professores e escolas, e mantê-los fidelizados

ao museu, com vista a conquistar novos visitantes e preservar e fidelizar os antigos. O geoparque (museu) pretende que quem o visitou, uma primeira vez, encontre outras boas e sempre novas razões, para revisitarem este espaço;

2ª - A temporalidade de alguns temas, como sejam:

a) A exposição «Oliveira e Loureiro: As plantas sagradas da Grécia antiga - desde os primeiros fósseis aos prémios dos Jogos Olímpicos», relacionada com os jogos olímpicos de 2004, exibida nesse ano e que, devido a algumas atualizações, pôde ser novamente exibida em 2005, desaparecendo da lista de programas educativos, após esse ano;

b) Outro tipo de exposições temporárias, como a dos «Dinossauros do Sul da França», que veio

daquele país, e só foi exibida, no museu, durante 2005. Após isso, não mais constou da lista desses programas.

A estas exposições temporárias estão sempre associados os respetivos programas educativos, sendo a sua duração e permanência também temporárias. Ou seja, volvido algum tempo após a sua criação, estes programas desapareceram da lista, não por serem menos bons ou não cumprirem o objetivo, mas porque tinham um contexto circunstancial, com “tempo de vida” curto.

Para atingir o objetivo de atrair todos os públicos e mantê-los fidelizados, a equipa do geoparque procurou melhorar a oferta dos programas, criando algo diferente não só para os novos visitantes (especialmente estudantes), mas também uma “agradável novidade” para quem já tivesse participado noutras atividades.

Em relação aos programas que estão divulgados no website do museu, há três que estão disponíveis, mas não constam dessa lista on-line: “Os grandes Mamíferos do Egeu”, programa educativo especial resultante de uma exposição temporária, que se tem mantido em exibição; “Os Terramotos”, outro programa educativo especial; “Nossa Floresta Petrificada”, programa dirigido às crianças dos jardins de infância, infantários e creches, que é realizado em Mitilene.

escolha dos programas educacionais principais (o seu conteúdo e programação), pode influenciar os procedimentos e a abordagem seguida, relativamente à condução de alguns programas. Esta terceira razão prende-se com o número e os domínios de especialização dos elementos que constituem o pessoal do geoparque. Isto é, "é suficiente o número de funcionários para realizar todos os programas?”, e, mais importante que isso, “a sua formação e especialização, são as apropriadas para a realização e condução de algumas das atividades?". No caso de um programa ter sido pensado para ser liderado por um ecologista/ambientalista ou um biólogo, e este especialista não se encontrar na equipa, pode ser difícil cumprir o objetivo do programa. No entanto, isto não significa que, na ausência de um elemento especializado na área em apreço, o programa não se possa realizar, mas sê-lo-á num figurino mais simples.

Um dos importantes segredos para o sucesso do trabalho educativo do geoparque (museu), reside no fato de este possuir uma grande variedade de ofertas de programas educativos, que procuram responder aos diferentes públicos, suas necessidades e interesses.

Escolas oriundas do estrangeiro, que se proponham visitar a Floresta Petrificada e queiram ficar familiarizados com esta, podem participar em alguns programas educativos especiais, criados especificamente para eles. Estes abordam temas como: a “Origem da Floresta Petrificada” e “Preservação e Conservação dos Fósseis”. Contudo, se estes grupos, solicitarem a realização de outros programas, que normalmente são orientados para escolas gregas, especialmente para as escolas locais, também é possível concretizarem esse desiderato. Nestes casos os registos da realização destes programas

35 não serão contabilizados, como visita de grupos estrageiros – v.g. Programa Commenius - mas visitas

normais.

Em síntese, é como se o geoparque (museu) tivesse arquitetado um programa, que satisfaça as necessidades e interesses de cada um dos públicos - escolar, familiar, turístico e científico (em anexo III). Assim, para além do rigor, flexibilidade e abertura conferidos aos programas, existem outros elementos chave, com relevo, para o sucesso conquistado pelo geoparque (museu), particularmente, no campo da educação.

Outro aspeto interessante a considerar, é o que se reporta à comparação das preferências, ou escolhas mais frequentes dos programas educativos, por grupos oriundos de Lesvos, em oposição às escolhas de grupos oriundos de outras partes da Grécia (ou até do exterior). Pela observação e análise, do que foi presenciado, no decorrer deste trabalho, e também, com base na informação trocada, com elementos especializados do geoparque (na área da educação), sobressai, como breve conclusão que, tendencialmente:

a) Os estudantes das escolas locais (da ilha de Lesvos), preferem participar nos programas

relacionados com terramotos, o que se entende, dado o contexto geológico /geodinâmico da ilha onde habitam, e a forma atrativa como estes programas são expostos;

b) Os alunos oriundos de outras zonas - que não de Lesvos (outras partes da Grécia ou do estrangeiro)

- demonstram mais interesse, em realizar programas relacionados com a Floresta Petrificada - como “a preservação, limpeza de fósseis”, programas de conservação, ou programas que lhes ofereçam a possibilidade de participar/simular a escavação de fósseis. Ou seja, optam por programas que lhes oferecem a oportunidade de se familiarizarem, de diferentes maneiras, com a Floresta Petrificada. Tirando algumas exceções - grupos não escolares36 (em sentido lato), ou grupos que não eram oriundos de

Lesvos37 - os que participaram na simulação de um terramoto (através da “mesa sísmica”), foram grupos

escolares oriundos de escolas locais.

Releva-se este fato, pois no conjunto das observações recolhidas, a partir de todas as atividades educativas, a que se pôde assistir, durante a permanência em Lesvos, todas as escolas que vieram do exterior de Lesvos (Atenas, Tessalónica, Evros e Chios), optaram por fazer programas de conservação (v.g. o de “preservação e limpeza dos fósseis”). As únicas escolas, que escolheram o programa relacionado com os terramotos, eram de Lesvos (v.g. uma escola de Mesotopo e outra de Sigri). No caso do grupo de Mesotopo (alunos da 1ª, 2ª, 3ª e 4ª classes, da primária), os professores que o acompanhavam, referiram que alguns dos alunos mais velhos - da 3ª e 4ª classes - já tinham participado, no passado (há cerca de 2-3 anos), num programa relacionado com os terramotos. Apesar disso, estes alunos quiseram repeti-lo, até por haver novidades. O programa conta agora com um elemento muito atrativo - a simulação de um terramoto, na sala da mesa sísmica - que foi pela primeira vez experienciado por todo o grupo.